A Culpa Nunca Morre - Dramione
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Desculpem-me um milhão de vezes pela falta de tempo ;(. Sério ! Mas estou amando a atenção de vocês, os comentários, o carinho, tipo tudo ! E faço o máximo possível para escrever para vocês, que são tão ótimos leitores. Agradeço a todos de coração ! ^-^
P.O.V Draco Malfoy
_Não, Draco ! – guinchou Chang tirando a minha varinha que estava segura em uma de minhas mãos. – Não é assim que se põe as serpentinas.
_Largue-me , Chang. – repliquei esquivando-me das garras da garota. – Eu sei fazer isso , sozinho.
_Sozinho? – perguntou Chang desdenhosamente. – As Serpentinas não podem ser colocadas no chão. Veja e aprenda.
Utilizando minha varinha, a garota projetou de sua ponta, serpentinas de diversas cores e colocou-as nas paredes utilizando um feitiço para elas permanecerem assim.
_No mundo bruxo que se coloca desse jeito. – disse Mione que caminhava em nossa direção. – No mundo dos trouxas, são mais utilizadas para carnaval.
Lancei um olhar mal-humorado para a Chang que retribuiu com um beijo terno em minha buchecha, enojado afastei-me da garota enquanto ela ria debochadamente. Uma das coisas que eu mais odiava, era quando alguém com quem eu não tinha intimidade agia daquela maneira, aí sim, tornava-me agressivo. Olhei em direção a Mione com um olhar de quem pede desculpas pelo beijo recebido mas a garota pareceu não se preocupar, apenas lançou um olhar de censura para Chang que corou levemente e balançou os ombros. Guiei meus olhos pela barraca em busca do Potter que estava experimentando um pedaço do bolo da Lovegood, o rapaz fez um sinal de aprovação e começou a fazer várias perguntas para a garota que ao responde-las começara a tagarelar animadamente, com seus olhos sonhadores totalmente distantes. Andei em sua direção e a atenção de Lovegood voltou-se para mim ,enquanto o Potter ainda deliciava-se do bolo.
_Vai com calma, Harry. – disse-lhe dando-lhe tapinhas nas costas. – Desse jeito a Lovegood vai ter que fazer outro bolo para a festa.
_Tudo bem. –disse Luna. – Eu tenho mais uns dois bolos desses em minha barraca já prontos. Depois é só eu trazer.
_Harry? – indagou o Potter erguendo uma sombrancelha. –Me chamou de Harry?
_Algum problema? – perguntei sem entender. – Seu nome não é... – do nada caiu a ficha, que eu não havia chamado o rapaz de “Potter” como de costume.
_Nenhum, Draco. – confirmou Harry com um sorriso. – Nenhum , mesmo. Devo dizer que isso resolve alguns problemas. – brincou em seguida dando-me um abraço de urso. – Ei Neville ! – gritou em seguida parando de me abraçar correndo em direção de seu amigo que parecia ter se enroscado com as serpentinas.
Lovegood encarou os dois rapazes com um olhar distante e indecifrável com o bolo ainda seguro em suas mãos, quase prestes a cair. Um quê de curiosidade surgiu em meu interior. Aquela garota tinha alguma coisa que a diferenciava de outras garotas, não ligava para as opiniões das pessoas, não se importava em receber criticas, agia do modo que seu “eu” verdadeiro pedia para agir e a mesma não ligava se isso agradava ou não as pessoas a sua volta. Um misto de admiração e ainda mais curiosidade surgiu em meu interior e acabei por encará-la e nem percebi quando os olhos da loira voltaram-se para os meus.
_Aconteceu algo? – perguntou Lovegood.
_Ah, nada! – respondi acanhado. – Estava apenas refletindo...
_Hm... – murmurou a garota tirando do bolso de sua calça um óculos colorido e colocou-o em seu rosto fazendo-a parecer uma coruja. – Zonzóbulos, sua cabeça estava repleta deles!
_Zon... o quê? – perguntei confuso enquanto a Lovegood tentava espantar algo invisível em cima de minha cabeça, tentei me esquivar da garota que continuava , persistente, a sua meta de espantar o que quer que estivesse flutuando acima de mim. Hesitante, tentei fazer o mesmo recebendo um sinal de aprovação da loira.
_Garotinho loiro ! – chamou Eva saindo da cozinha. – Preciso de sua ajuda.
Ansioso para sair o mais rápido possível da companhia da Lovegood fui até a cozinha onde estava Eva, que parecia cozinhar um monte de pratos exóticos na companhia da Brown que encarou-me com interesse quando aproximei-me mais das duas.
_Pois não? – perguntei arrancando risadinhas exageradas da Brown, olhei-a intensamente, fazendo a garota corar ligeiramente. Sem entender, desviei meus olhos dela e encarei Eva que estava coberta de chocolate, e com os cabelos bagunçados devido o vapor que saia de algumas panelas.
_Você que é homem... – murmurou Eva entregando-me um facão enorme e uma coisa que era comprida e verde, que nem ousei perguntar o que era. – Corta isso!
_Você que tem que cortar ! – disse indignado. – Você que está cozinhando.
_Eu posso me machucar feio! — guinchou Eva — E Lilá está com medo de quebrar as unhas . – em seguida a garota lançou um olhar feio para sua companheira que apenas baixou os olhos , envergonhada.
_Não é mais fáci usar a varinha? – perguntei erguendo a minha e sorrindo sarcasticamente. – Ah, não. Esqueci. A mão de vocês vai sair voando se vocês usarem um feitiço. Esqueci, já que sou muito compreensivo, quero que suas mãos continuem intactas.
_Haha. – riu Eva ironicamente. – E se eu errar o feitiço? E se eu mirar a faca na direção errada? Perder o controle? – em seguida a garota ergueu uma sombrancelha. – Ou você que está com medo?
Irritado, enteguei o facão para a garota e o estranho alimento verde que eu ainda não sabia distinguir o que era e disse-lhe:
_Você está prestes a se casar, Eva... está na hora de você aprender como cozinhar. Já que, você terá de cozinhar para seu marido sem a ajuda de ninguém futuramente.
Eva fez uma cara de quem levara uma bofetada e mal-humorada, porém cautelosamente, começou a cozinhar. Lilá lançou um olhar curioso para mim e eu não aguentando mais aquele olhar perguntei :
_O que você tanto olhar para mim , hein?
_Você é o Malfoy? O cara que meu Uon-Uon odeia?
Uon-Uon? Fiquei com uma mescla contrariadade e uma vontade de rir ao mesmo tempo. Cruzei os braços e encostei-me na parede encarando a garota que olhava-me desconfiada.
_Sim, eu sou o Malfoy.
_Olha, se você magoar meu Uon-Uon...
_Ah, vê se cresce Srta. Brown. – guinchou Eva. – Deixa seu namorado agir como ele tiver de agir com relação a inimizade que tem com o garotinho loiro.
Nessa hora, alguém entrou na cozinha. Rony estava com várias serpentinas envolvendo seu corpo e este parecia zonzo. Ao entrar na cozinha, o mesmo cambaleeou em direção a pia e pediu a Eva um copo de água, ao beber seus olhos se direcionaram em minha direção e um sorriso percorreu seus lábios.
_Draco. – disse ao terminar de beber a água. – O que faz aqui na cozinha?
_Relembrando quem eu sou. – informei comicamente fazendo Eva soltar um riso contido pelo nariz.
_Como assim?
_Sua namorada parece estar preocupada... com... hm... nossa “inimizade.” – enfatizei a última palavra fazendo o sinal de aspas com minha mão entre risos.
_Ah, La-Lá. – disse Rony fazendo beicinho para a namorada. Quando o rapaz virou-se de costas para mim , virei-me em direção a parede e tive um ataque de riso silencioso. Eva, não se contendo, pegou uma bacia e enfiou na cara enquanto seu corpo tremia, sinal de que também estava tendo um ataque de risos. – Não se preocupa não. Draco e eu já estamos resolvidos, não precisa se preocupar comigo.
_Não mesmo , Uon-Uon?
_Não. – respondeu Rony começando a beijar sua namorada verozmente.
_Ei, Ei casalzinho ! – exclamou Eva batendo em uma panela com uma mulher de madeira. – Isso daqui é a cozinha, vão se beijar lá fora...
Comecei a rir e retirei-me da cozinha vendo os preparativos que já estavam prontos. Serpentinas pendiam nas paredes e no teto da barraca ( a barraca onde estávamos era a minha e de Mione.) , havia uma mesa de vidro montada no centro da sala onde haviam vários quitutes e os bolos feitos pela Lovegood. Luzes voavam pela sala , trazendo um clima bastante agradável e apaixonante. O chão estava colorido , em várias cores neon como uma pista de dança ( os que prepararam os chão, foram Zacarias Smith, Ernesto Macmillan e Blásio.) Na entrada da barraca havia uma espécie de faixa onde havia escrito “ Gina Weasley” repleto de desenhos de corações a volta do nome. Mione estava ocupada demais, tentando organizar os últimos preparativos que restavam, a garota chegara a ficar rouca de tanto dizer altas instruções para as pessoas a sua volta. Neville, finalmente livre das serpentinas, agora estava totalmente confuso, não sabia mais o que fazer, então este apenas se limitou a ficar parado em pé, e seus olhos observando as pessoas que movimentavam-se sem pausa a sua volta. Quando tudo estava pronto, Harry ficou encarregado de chamar a Weasley. Todos os presentes juntaram-se na entrada da barraca, amontoados, prontos para exclamar “ Bem-vinda Gina!” Quando a garota chegasse. Fiquei próximo a entrada, aguardando ao lado de Mione, meu braço envolto em sua cintura e ambos esboçávamos um sorriso de felicidade. Depois de um bom tempo de espera ouvimos a voz de Harry que aproximava-se junto a voz de Gina Weasley, a excitação de todos aumentaram , todos ansiosos para contemplar a reação da ruiva.
Eles estavam próximos e todos nós, preparados.
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