A Culpa Nunca Morre - Dramione
26 Capítulo 26
Notas iniciais
P.O.V Elizabeth
Malfoy estava tão irritado com o que eu havia feito que ficou a noite inteira presa em seu quarto. Minha mãe ficou um bom tempo conversando com a Sra.Malfoy, e meu coração apenas acelerava enquanto eu bolava um plano que eu pretendia que fosse infalível.
_Mãe!O Draco não apareceu até agora... estou tão preocupada com ele. Ele pediu para eu voltar mais tarde para vê-lo, pois antes, quando fui vê-lo, ele estava demasiado irritado. Será que eu...
_Claro, querida. -disse Narcisa sorrindo radiante para mim. Como gente adulta é fácil de se enganar. Apenas com um sorriso doce e boas maneiras.
_Agradeço. — falei. Em seguida subi as escadas e fui ao quarto do garoto.
Lá estava ele, deitado na cama dormindo serenamente debaixo dos cobertores. Vislumbrei aquela sua beleza que me fisgou des da primeira vez que a vi. Saquei minha varinha e caminhei com passos bem leves em direção a sua cama onde o mesmo estava.
_Obliviate. — sussurrei apontando para ele. Uma espécie de brilho envolveu sua cabeça indo em direção a minha varinha. Todas as lembranças dos bons momentos que teve com a garota que ele ama, seriam apagadas.
Meu plano era mais que perfeito.
* * *
P.O.V Hermione Granger
No dia seguinte.
_Então, você veio aqui por causa do Harry? — perguntou Rony a Gina, enquanto fazíamos uma reunião em minha barraca.
_Sim. Eu confesso. — disse Gina. — Eu não aguento mais ser tratada como criança. Eu já fiz muitas coisas no ano anterior, não preciso cursas o sétimo ano em Hogwarts. Já estive na Armada de Dumbledore, aprendemos o necessário.
_Na Armada de Dumbledore aprendemos somente uma parte do que é necessário. — disse Harry severamente. — Foi uma atitude totalmente infantil você vir para cá, Gina. Desculpa, mas depois você se pergunta porque é tratada feito criança.
Gina fez um beicinho e cruzou os braços e sentou-se em seguida no sofá.
_Não precisa ser tão cruel com ela Harry. — disse Luna mostrando sempre o seu lado sincero. — A Gina ela não quer ficar longe de você , pois ela tem medo de te perder. Você acha que aquela imagem de você sendo carregado pelo Hagrid e Voldemort dizendo que você estava morto, ainda não atormenta a mente dela? Tente ser compreensivo. A guerra afetou a todos nós, mesmo com seu término.
_Cara. — murmurou Rony. — Acho que o espírito rebelde do Fred entrou nela.
_Acho que vocês deviam passar um tempo a sós para conversarem melhor. — falei dirigindo-me ao Harry que olhava preocupado em direção a Gina. — Tente convence-la a voltar a Hogwarts. Acho que o único que é capaz de fazer isso é você. Ela não quer ser tratada como criança, então não trate-a como tal que a chance dela te ouvir vai ser bem maior. — depois empurrei-o em direção ao sofá. Harry inclinou-se ao ouvido de Gina e sussurrou-lhe algo que a fez dar um leve sorriso. A ruiva se levantou e caminhou para fora da barraca acompanhada de Harry.
_Então, estamos indo. — disse Luna de volta com seu olhar sonhador. — Acho que por enquanto, vamos deixar que Harry tente resolver a situação.
_Está bem. Obrigada, Luna. — disse-lhe dando-lhe um beijo na buchecha. — A gente se vê.
_Tchau, Mione. — disse Rony dando-me um sorriso sem jeito e saindo da barraca logo atrás de Luna.
Soltei um sonoro suspiro e sentei-me no sofá. Estava aliviada pela Mcgonagall não ter dado uma punição severa a Gina. Mas triste pelo Malfoy não estar comigo naquele momento.
Estava prestes a ir para meu quarto quando ouvi passos de alguém entrando na barraca. Achei que tratava-se de alguém que havia esquecido algo, mas na verdade, era o Draco.
_Draco. — exclamei contente e fui abraçá-lo. Mas em resposta recebi um empurrão do loiro fazendo-me ficar atônita.
_ Des de quando te dei toda essa intimidade, Granger? — perguntou o rapaz olhando enojado para as próprias vestimentas. — Não me suje dessa maneira.
_Draco... o que... — comecei a murmurar. Eu não estava conseguindo entender... por que ele estava me tratando daquele jeito? Parecia até... o Draco que eu conhecia antigamente.
O rapaz apenas me olhou com desprezo e foi em direção ao seu quarto , mas eu fui mais rápida, fiquei de frente para a porta impedindo sua passagem.
_Granger, faça-me o favor. Não quero perder tempo discutindo com você. — disse o rapaz revirando os olhos.
_Não vou sair daqui até você me falar o motivo de você ter mudado assim comigo.
_Como assim "mudado assim comigo" ? — perguntou Draco totalmente nervoso. — Olha aqui , ao contrário de você Granger eu tenho mais o que fazer. Então, sai da minha frente.
P.O.V Draco Malfoy
Eu não conseguia entender. A Granger estava sendo totalmente ridícula. Abraçando-me, fazendo perguntas sem sentido. Quem ela pensava que era? Irritado, segurei-a pelos ombros e a puxei para longe da porta bruscamente. Abri a porta do meu quarto e estava prestes a entrar e tranca-la, mas algo me impediu, um som de um leve choro.
_Granger, que diabos... — murmurei virando-me para encara-la.
A sangue-ruim estava com os olhos lacrimejantes, o nariz vermelho e tremendo. Não entendia porque ela estava chorando. O que eu havia feito a ela? Na verdade, não me importava. Uma única coisa que me intrigava é a mudança de comportamento com a Granger para comigo.
_GRANGER MAS POR QUE DIABOS VOCÊ TA CHORANDO? — perguntei em um tom bem alto.
_O que o diabo tem a ver com que você acaba de perguntar?- retrucou ela. — Seu idiota. — xingou-me dando meia volta e correndo até seuo quarto e batendo a porta.
Eu estava mais perdido que bruxo em duelo de varinhas. Fiquei ali parado contemplando a porta do quarto da Granger e esguerei-me até ela, encostei o ouvido na porta e tentei ouvir o que se passava através dela. E a única coisa que eu conseguia ouvir eram os incessáveis choros da Granger.
Enruguei a testa para a porta e em seguida fui até meu quarto. Fechei a porta e tranquei-a. Despi-me e em seguida deitei na cama encarando o teto. Tentei pensar... bom, eu havia sido obrigado a dividir a barraca com a Granger. Treinei quadribol, preparei minhas refeições... e no dia anterior eu havia ido para casa , recebendo a notícia através de minha mãe que a gente estava falido e que teríamos visitas em casa que ficariam para o jantar.
Ah, sim. Aquela garota... a Elizabeth. Como minha mãe ia imaginar que eu aceitasse de uma hora para a outra me casar com alguém?
Eu já era um mocinho, sabia fazer minhas próprias escolhas. mas, pensando melhor. Elizabeth era sangue-puro, já trabalhava, tinha uma mãe do Ministério, era muito sexy...
Até que não era uma má idéia.
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