A Culpa Nunca Morre - Dramione
25 Capítulo 25
P.O.V Da Autora
Deitados na cama , totalmente abraçados, estavam Hermione e Draco. O sono profundo de ambos fizeram com que eles não acordassem , mesmo que fosse 12:08. Houveram leves batidas na porta do comôdo, e Hermione que tinha um sono um pouco mais leve do que Draco foi ver quem era o autor daquelas batidas que não cessavam.
_Já vou. — avisou a castanha enquanto colocava uma camisola.
Hermione abriu a porta e para sua surpresa, não era só a Gina que estava na sua frente, mas também Minerva Mcgonagall.
_Ern.. desculpe-me. — disse a castanha com o rosto fumegando. — Não estou apresentável... mas... é que...
_Senhorita Granger. — disse Minerva com as narinas tremendo. — Eu vou querer uma explicação! Por que a senhorita Weasley está aqui? Uma garota tão inteligente, e tão boa aluna como a senhorita... nunca imaginei que iria esconder a senhorita Weasley de mim.
_Desculpe-me, mas eu não podia entregar minha amiga. E foi tão repentino que eu nem sabia o que fazer. E a única idéia que me veio a mente foi traze-la aqui para o acampamento. — justificou Hermione totalmente aflita.
_Bom, infelizmente tenho uns assuntos sérios para tratar no momento. A senhorita Weasley vai ter que ficar aqui por um tempo. — dito isso Gina deixou escapar um largo sorriso de alívio no qual desapareceu rapidamente quando Mcgonagall disse em seguida.- Mas eu escreverei a sua mãe hoje mesmo. E você terá de cumprir umas tarefas aqui no acampamento.
_Sim,senhora. — disse Gina.
_Bom, agora eu preciso do Senhor Malfoy. — disse Mcgonagall. — Onde ele está?
_No quarto. — disse Hermione.
_No quarto? Com a senhorita? — perguntou Mcgonagall alterando-se. Parecendo prestes a explodir de fúria.
_Estou dormindo no chão. — inventou Hermione fazendo uma expressão extremamente convincente. — Você não sabe como é horrível dormir em cima de um cobertor sem realmente usar um. O senhor Malfoy foi muito gentil de me ceder o cobertor dele...
_Poderia ter dormido no quarto da senhorita Weasley.
_Ah... sabe que é... — começou Hermione sem saber que justificativa dar.
_Eu ronquei muito essa noite. — disse Gina rapidamente. — E ... Hermione me chamou a atenção várias vezes durante o meu sono... mas, toda vez que eu voltava a dormir eu roncava, então... acho que ela não aguentou mais e mudou de quarto.
_Bom, então tudo bem. — disse Minerva soltando um suspiro de alívio. — Mas eu ainda preciso do senhor Malfoy, pode chamá-lo?
_Pois não Diretora. — disse Hermione entrando no quarto e indo em direção a cama de Malfoy. — Draco, Draco... — chamava a castanha enquanto balançava o ombro do rapaz. — Acorde a Mcgonagall precisa falar com você.
_Comigo? — perguntou Draco um pouco sonolento sentando-se na cama. — O que houve?
_Eu não sei mas é melhor você ir ver o que é. — disse Hermione em tom de urgência. — Veste alguma coisa bem rápido que ela está aqui na barraca.
Dito e feito. Draco levantou-se da cama rapidamente e colocou uma camiseta preta,uma calça jeans escura e um tênis all star preto, e caminhou quarto afora e andou em direção a Mcgonagall que estava sentada no sofá , parecendo conversar seriamente com Ginevra.
_Ah, senhor Malfoy. — exclamou a diretora ao ver o garoto próximo ao sofá. — Preciso lhe informar que sua mãe me mandou uma carta.
_Minha mãe?
_Sim. E ela quer que você vá imediatamente para casa. Ela disse que vocês dois precisam conversar sobre um assunto sério e que vocês vão receber uma visita hoje a noite.
_Espera, ir para casa? Mas e o acampamento? — perguntou Draco olhando para Hermione com um olhar triste e em seguida fixando-os novamente na Minerva.
_Depois de resolvido o assunto com sua mãe, você pode voltar ao acampamento. — explicou a diretora com a voz calma. — E toma. — disse em seguida entregando uma folha para Draco que respondeu-lhe com um olhar indagador. — Isso daí é uma permissão para você sair das barreiras do acampamento para poder aparatar. Imagino que saiba aparatar.
_Sim, senhora. — respondeu Draco.
_Então, até mais senhor Malfoy.
E em seguida, a diretora deixou a barraca. Draco olhou tristemente para Hermione que rapidamente correu para dar-lhe um abraço apertado , enquanto Gina, contemplava a cena atônita.
_Nunca imaginei ver uma cena dessas. — disse levando a mão até a boca. — Achava que você o considerava, o próprio Diabo que veste Prada.
Hermione nada disse, apenas continuou abraçada com Draco e lágrimas rolavam de sua face. Não estavam longe um do outro naquele momento, mas parecia que ambos já sentiam o sentimento de saudade.
_Volte rápido , tá? — pediu Hermione dando-lhe um beijo carinhoso no pescoço.
Draco não respondeu, apenas tirou um cordão de ouro que levava em seu pescoço,nele havia um pingente com formato de cobra do mesmo material que a corrente. O rapaz pegou-o e colocou-o no pescoço de Hermione e em seguida deu-lhe um selinho.
_Fique com esse colar. — pediu docemente. — Fique com ele, para se lembrar de que eu te amo muito, e que o tempo que eu ficar longe de você serão os momentos que irão me atormentar. Amo-te... e saiba que eu pensei, sobre seu término do namoro com o Weasley, e me lembrei das vezes que você ficava junto dele em Hogwarts... vocês unidos na guerra de Hogwarts... e pensei o quanto eu queria ser amado da mesma forma que você amou o Weasley. Ou até mais.
Hermione moveu a cabeça em confirmação enquanto segurava distraídamente o colar que estava em seu pescoço. Gina continuava ali parada contemplando o casal, sem saber o que dizer.
_Então, estou indo. — sussurrou Draco no ouvido de Hermione e retirando-se da barraca em seguida.
A barraca só não estava silênciosa devido os soluços que Hermione dava enquanto mantinha o colar seguro em sua mão.
_Está tudo bem, Mione? — perguntou Gina abraçando a amiga de lado.
_Estou bem... — respondeu as castanha baixando os olhos.
* * *
12:53
P.O.V Draco Malfoy
Aparatei na frente da porta de minha casa. Mamãe havia lançado feitiços de proteção, impendindo que qualquer pessoa aparatasse em casa. Toquei a campainha e aguardei ansiosamente minha mãe atender, quando a porta se abriu nem deu tempo de cumprimenta-la , pois, a mesma havia me dado um forte abraço.
_Meu filho que saudades... — disse minha mãe. — Entre, entre. — disse em seguida. — Onde está sua mala?
_Deixei no acampamento. — respondi entrando em casa. — Acho que não é necessário trazer minhas roupas, já que, eu voltarei logo mais para o acampamento, não é?
_Hm, creio que não tão cedo como você imagina.
Entrei na sala de estar e sentei-me no sofá próxima a lareira. Olhei para o chão acarpetado esperando minha mãe falar o que queria falar.
_Diga-me, o que está acontecendo. — pedi de um modo autoritário. Aquela casa me trazia uma sensação um tanto incomôdo, devido a história que ela possui... as coisas que aconteceram... parecia que eu ainda conseguia ver, a Granger ali no chão sendo torturada por Bellatrix Lestrange.
_Diga-mos que ... o Ministério tomou todo nosso dinheiro. — e ao dizer isso minha mãe começou a chorar.
_Como assim? — perguntei aumentando o volume de minha voz. — Como assim tomou todo nosso dinheiro?
_Disseram algo sobre... ex-Comensais terem que pagar pelos danos causados pelo Lord das Trevas. Destruição de casas, ainda mais de Hogwarts, mortes de familiares pobres que necessitavam do dinheiro que seu entes queridos agora mortos, traziam para casa... estamos totalmente falidos. Teremos de vender a casa, para conseguirmos um dinheiro para conseguirmos nos sustentar.
_Nossa casa vale bastante coisa. — afirmei com um leve ânimo tomando conta de mim. — Talvez, consigamos uma boa grana.
_Não muito... — respondeu minha mãe fazendo eu soltar uma exclamação audível. — Eu sei, é dificil de acreditar, mas, essa casa desvalorizou muito.
_ Por quê?
_Porque foi aqui que aconteceram várias coisas terríveis... ninguém quer pagar caro por uma casa que nem sequer traz lembranças harmoniosas.
Abri a boca incapaz de falar algo. O máximo que consegui fazer em seguida, foi bufar e inclinar-me com as duas mãos enterradas em meu rosto.
_E tenho uma amiga do Ministério que quer nos visitar. Ela tem uma filha,a Elizabeth,ela é tem 19 anos,sabe? Ela se formou... já tem um emprego ao lado da mãe e...
_Mãe. — comecei entendendo o que minha mãe pretendia fazer. — Se você quer me empurrar para essa garota... não vai adiantar.
_Eu não estou tentando empurrar você para ninguém. — exclamou minha mãe totalmente pasma, como se não acreditasse que eu achasse que ela era capaz de fazer algo do tipo.
_Então?
_Não tenho ninguém com quem desabafar ultimamente. Depois de tudo que aconteceu, o Lúcio em Azkaban, você um pouco distante de mim.
_Então, eu não posso voltar ao acampamento hoje?
_Hoje não. Essa amiga do Ministério, a Lizy , ela virá para o jantar. E não faça essa cara para mim! — exclamou ela em seguida ao ver minha expressão de quem não tinha gostado nada da idéia.
Subi as escadas e fui para meu quarto, deixando minha mãe ocupada na cozinha , preparando a comida que iria servir no jantar. Pelo jeito, ia ser uma refeição bem caprichada pois, ainda estava longe do horário de jantar. Lembrei-me que eu tinha que tomar um banho, ergui meu braço e senti o cheiro do perfume da Granger que ainda estava empregnado em minha pele. Fui tomar um banho, pois a única coisa que vinha a minha mente era dormir... queria dormir até chegar o horário do jantar. Não estava afim de ler meus livros, nem de praticar feitiços. Apenas queria que o tempo passasse o mais rápido possível. Com o banho tomado, vesti meu pijama e deitei-me na cama de bruços. Fiquei um bom tempo com os olhos abertos apenas encarando a parede, abracei meu próprio travesseiro e fiquei assim , pensando na Granger, lembrando da época que eu era um Comensal da Morte... lembranças que insistiam em não sair da minha mente.
Nem percebi quando peguei no sono de tão penetrante que eu estava em meus pensamentos.
* * *
_Acorde, Draco. — disse uma voz feminina que insistia em me chacoalhar.
_Hermione? — perguntei automaticamente abrindo os olhos devagarzinho.
_Não, querido. — disse minha mãe enrugando a testa. — Desculpe te acordar dessa maneira mas as visitas vão chegar daqui a pouco, o jantar já está na mesa e você ainda precisa se arrumar.
Não respondi. Apenas me levantei da cama e tirei minha roupa sob o olhar fixo e severo de minha mãe. Olhei-a, como quem não está querendo nada. E eu só de cueca , disse-lhe:
_Não posso ir assim para o jantar? As visitas até que iriam gostar...
_Se vista logo! — disse minha mãe fechando os olhos e saindo do quarto totalmente nervosa.Soltei um risinho de deboche, contente de ter de volta minha privacidade, podendo me vestir sem o olhar fixo de minha mãe.
Peguei uma calça jeans, uma camiseta branca, um blaiser preto e um sapato social. Arrumei meu cabelo deixando-o impecável como de costume, mas não me sentindo satisfeito, baguncei-o deixando-o um pouco rebelde. Parecia que eu havia desacostumado a ficar com o cabelo lambido como antigamente.
Desci as escadas e minha mãe estava me aguardando, com um lindo vestido vermelho no qual eu não havia reparado quando ela estava em meu quarto. Como não percebi? Ela estava linda !
Assoviei para minha mãe com intuito de faze-la rir e funcionou. Mas, em seguida fiquei irritado , pois, minha mãe ao ver meus cabelos totalmente bagunçados, começou a tentar arruma-los.
_Meu filho, vão achar que você é um delinquente.
_Me solta,mãe ! — pedi esquivando-me. — Aliás, porque esse jantar é tão importante? O que você está planejando mãe?
Minha mãe apenas ficou quieta. Eu ia repetir a pergunta, mas infelizmente, a campainha tocou. Revirei os olhos e observei enquanto minha mãe caminhava em direção a porta de entrada apressadamente, ajeitando um defeito em seu cabelo que na verdade não existia, e espanando o pó de sua vestimenta.
Ao abrir a porta, fora revelado uma mulher de cabelos negros e olhos extremamentes verdes que lembravam-me os infelizes olhos do Potter. E ao seu lado, uma garota com caracteristicas idênticas sorria radiante para minha mãe.
_Olá, senhora Malfoy. — disse ela fazendo uma reverência para mim mãe , segurando pela barra cada lado do vestido. E em seguida, deu-lhe um caloroso beijo.
_Cumprimente-a Draco. — pediu minha mãe fazendo um gesto para Elizabeth. Espera aí... e a Lizy?
_Olá. — falei simplesmente sem mover um músculo.
_Você tem um filho realmente muito lindo, Narcisa. Realmente, um garoto desse como marido seria tirar a sorte grande. — disse Lizy observando-me meio analisadora.
Como assim marido? Que papo repentino era esse? Enruguei a testa e limitei-me a fazer um aceno com a cabeça para Lizy e a caminhar até o sofá e sentar-me ali.
_Hm, ele parece ser um rapaz bastante reservado, não? — perguntou a voz de Lizy atrás de mim. Uma voz de decepção.
_Ele não costuma ser assim, não é Draco? — perguntou minha mãe fazendo eu me virar e encarar a porta de entrada onde todos estavam.
_Tanto faz. — murmurei voltando minha atenção para a lareira.
_Desculpe-me. Meu filho está passando por uma fase um pouco rebelde. — disse minha mãe. — Entrem, fiquem a vontade o jantar já está na mesa... mas se quiserem comer na sala , por mim tudo bem. Acho que é bem mais confortável , né? — em seguida minha mãe correu em direção a cozinha, mas não antes de me lançar um olhar flamejante ao passar no qual eu apenas sorri em resposta.
Lizy se sentou em uma poltrona, a mais próxima da lareira e contemplou-a como se as chamas a chamassem. A mesma, logo começou a ter um ataque de tosse , no qual, respingos de sangue começaram a sair de sua boca. Levantei-me do sofá totalmente preocupado e prestes a chamar a ajuda da minha mãe, mas, Elizabeth segurou-me pelo ombro e disse-me:
_Minha mãe tem uma saúde frágil. — informou a garota. — Não se preocupe...
_Eu não entendo... porque minha mãe está querendo que esse jantar seja perfeito? Parece até que ela quer agradar sua mãe por algum motivo específico.
Elizabeth mordeu o lábio preocupada, infelizmente, ao mesmo tempo tornando-se sensual. Pisquei os olhos tentando varrer essa imagem de minha mente e concentrei-me na explicação que a garota me dava aos sussurros.
_Minha mãe tem uma saúde muito frágil e alega que seria melhor ela achar alguém para ficar com a fortuna dela, quando ela falecer. — em seguia Elizabeth fez um olhar de extrema tristeza e prosseguiu. — E acho que ela quer que eu ache um lugar para morar, também. Eu não posso ficar sozinha. E infelizmente, não temos nenhum familiar vivo. Na verdade temos apenas um , mas está em Azkaban por se aliar ao Lorde das Trevas. E acho que nossas mães estão querendo que haja um casamento entre nós dois. Assim, o dinheiro irá pertencer a sua mãe e eu acharei um lugar para ficar.
_ O quê? — exclamei totalmente pasmo. — Olha... — tentei explicar que essa idéia não ia rolar. Mas fui interrompido pela minha mãe que trazia uma bandeja com o jantar.
_Prontinho. Espero que gostem. — disse ela radiante.
Levantei-me do sofá e sem pedir licença subi as escadas quase que correndo e fui até meu quarto. Tirei minha vestimenta, ficando apenas com o jenas e deitei-me na cama.
Me casar? Olha, eu não acho nada mal casamentos e tal. Mas, eu não amo Elizabeth. Surpreendentemente, quando eu pensava em casamento, meus pensamentos se voltavam para Hermione. Mechi-me inquieto na cama e joguei meus sapatos para longe ficando apenas de meia e tentei pensar em qualquer coisa , menos no que eu ouvira na sala.
Toc toc — batidas na minha porta ocorreram.
_Entre. — falei sabendo que era minha mãe. Já que, ela não iria ficar quietinha depois da atitude que eu havia tomado.
Infelizmente, quem na verdade entrou no meu quarto. Foi Elizabeth. Sentei-me rapidamente na minha cama e encarei-a... realmente, ela era muito bonita, um corpo escultural , cabelos negros que caiam em cachos até seu busto... a única que coisa nela que não me agradava eram os olhos verdes... malditos olhos verdes. A garota também trajava um vestido negro com babados brancos na manga, e nela havia um decote que mostravam seus seios saltados... isso lembrou-me aqueles filmes trouxas que relatavam as mulheres de antigamente, que usavam vestidos apertados fazendo com que seus seios ficassem mais redondos do que o normal.
_Posso me sentar aqui? — perguntou a garota apontando para um lugar na cama bem ao meu lado.
_Pode. — respondi desviando meu olhar daqueles olhos verdes e fixando-os no chão.
_Que reação foi aquela? O que aconteceu? — perguntou Elizabeth com um tom preocupado.
_Não dá para a gente se casar. — informei encarando-a. Era torturante ter que olhar para aqueles olhos verdes. — Eu simplesmente não posso... eu já...
_Ama outra pessoa? — perguntou ela.
Apenas confirmei com a cabeça. Por um momento percebi que a garota olhava para meu braço onde havia anteriormente a Marca Negra, escondi meu braço um tanto incomodado e ergui as sombrancelhas.
_Uma pena... — disse ela. — Mas minha mãe disse que se a gente não se casar... poderíamos morar juntos como irmãos. — em seguida ela me deu um sorriso malicioso. — Seria uma pena ... — em seguida ela enclinou-se sobre mim , eu queria pedir para ela parar, mas o maldito cérebro no meio das pernas me impediu de fazê-lo. — Se a gente se tornasse mais do que irmãos. — em seguida ela pôs as mãos na minha coxa, levando as mãos perigosamente para minha area um tanto pessoal.
_Não se atreva. — falei empurrando-a.
_Se o casamento não acontecer agora, vai acontecer depois. — disse ela erguendo as sombrancelhas. — Fique esperto loirinho. — em seguida a garota aproximou seu rosto do meu e apenas encostou seus lábios nos meus dando uma espécie de ronronado e afastou-se de mim.
Antes de sair do quarto ouvi ela dizendo.
_Deixa eu ver... talvez você se mude para minha mansão na semana que vem. Será que você vai conseguir conviver comigo sem trair sua namoradinha?
A porta do meu quarto se fechou e eu com raiva joguei o travesseiro no chão e limprei meus lábios com meu braço totalmente enojado. Eu tinha que ir ao acampamento no dia seguinte, nem que minha mãe tentasse me impedir. Eu tinha que informar isso a Granger...
Eu não ia perdê-la de jeito nenhum.
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