A Culpa Nunca Morre - Dramione
21 Capítulo 21
P.O.V Draco Malfoy
Minha última visão foram aqueles olhos castanhos da Granger, logo , minha cabeça pareceu latejar e minha visão ficou embaçada e quando entrou em foco eu estava em outro lugar, provavelmente a mente da Granger , já que, era isso que pretendíamos fazer ao conversarmos com a Lucy.
Eu estava em uma espécie de biblioteca. Haviam estantes gigantes e cheias de livros para ler e eu tomado pela curiosidade , peguei um onde havia escrito na capa : " Dores".
Não fora uma escolha muito inteligente , mas , a curiosidade falou mais alto levando-me a abrir o livro e a lê-lo.
Dores Hermione Granger
Aos 5 anos: Não conseguir andar na bicicleta sem usar rodinhas.
Aos 11 anos: Saber que um rapaz chamado Rony Weasley me odeia e que ninguém queria ser meu amigo em Hogwarts.
Aos 14 anos: No Baile de Inverno, Rony ter feito toda minha felicidade se dessipar devido o ciúme que sentia pelo Vítor Krum.
Aos 15: O fracasso com relação a AD já que Umbridge havia descoberto tudo.
Aos 16: Rony tendo um relacionamento com a Lilá. A morte de Dumbledore.
Aos 17: A guerra de Hogwarts contra Voldemort.Rony deixando Harry e eu sozinhos na busca pelas Horcruxes. Bellatriz me torturando na casa dos Malfoy. A perda de Dobby. Perda de várias pessoas queridas e importantes para todos. Volta a Hogwarts e se lembrar que vários alunos foram embora ou não estavam presentes.
Aos 18: Lembrar-me de minhas escolhas que foram totalmente erradas: Deixar Draco sozinho quando mais precisava. Estar tendo um relacionamento com um Rony que me traiu com outra. Rompimento do namoro.Beijar Malfoy e sentir que posso não ser correspondida.
e....
Pareciam que naquele momento mais letras se formavam e eu curioso permaneci ali até elas se completarem.
" Saber que Malfoy me odeia."
Eu não entendi o que se passava. Só sei que, eu queria sair o mais rápido daquele lugar para descobrir. Fechei o livro e coloquei na estante onde estava e comecei a correr pelo longo corredor que parecia não ter fim. Por um breve momento entrei em pânico, pois, o chão que devia debaixo dos meus pés não estava mais lá e acabei caindo no vazio daquela mente onde eu estava.
Fechei os olhos e os abri novamente. Percebi que eu estava novamente sentado na grama ao lado da Granger e na minha frente estava Lucy olhando preocupada para a castanha.
_Algum problema querida? — perguntou ela
A Granger se levantou parecendo muitíssimo chateada e parecia prestes a se retirar do local , mas, eu sentindo que tinha a ver com a frase que eu havia lido no livro, segurei-a pelo braço e perguntei:
_O que houve, Granger?
_Me solta. — pediu a garota em um sussurro e livrando-se de minha mão que segurava seu braço.
Ela foi se destanciando e por um breve momento senti que ela havia soltado um soluço abafado.
* * *
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