A Culpa Nunca Morre - Dramione
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Enjoy it amores ♥
P.O.V Draco Malfoy
Foi uma cena bastante desconfortante. A Granger ainda estava abraçada ao Potter enquanto o Weasley contemplava a cena com um misto de ciúmes e culpa em seu olhar. A garota se soltou dos braços de Potter e esta também retirou seus braços para poder contemplar melhor o rapaz que lhe ferira o coração. Bom, é o que eu penso , já que, ela ficou realmente mal no dia em que me dissera que fora traída pelo Weasley. Devo confessar que em todos esses anos eu nunca imaginei ver a Granger sofrer daquele jeito e sentia-me meio estranho ao ver novamente aquele semblante abatido. Por mais que eu não sentisse nenhuma simpatia pela garota algo dentro de mim compreendia o que ela devia estar sentindo.
_O que faz aqui, Weasley? — disse a Granger enfatizando o sobrenome do rapaz.
_Eu vim te pedir desculpas. Sinto muito por você ter visto eu e a Lilá naquela situação. Sei que foi errado e eu sei não mereço receber seu perdão.
A ficou ali parada contemplando o Weasley com os braços cruzados. Ambos se encaravam e parecia que eles se falavam mais com os olhos do que verbalmente.
_Me magoou Ronald. — disse a Granger descruzando os braços e fazendo uma expressão de extrema tristeza. — Me feriu. Aliás você machucou de todas as maneiras possíveis com um único ato.
_Eu sei disso. — disse ele envergonhado. — Mas, eu juro que não irei mais faze-lo. Juro que meu amor será pertencente a ti , e apenas a ti. — depois ele tentou abraçar a Granger mas essa recuou com um pequeno passo impedindo-o de contemplar o seu ato.
_Acha que depois de tudo isso... — prosseguiu a garota com as lágrimas caindo de seus olhos. Ela parecia tentar se acalmar de todas as maneiras : respirando fundo, olhando para os lados... mas parecia que todos aqueles sentimentos ruins que permaneciam dentro dela precisavam sair de qualquer jeito, nem que fosse através das lágrimas.
_Certo. — disse o Weasley constrangido. — Podemos ser apenas amigos?
A Granger hesitou e apertou sua mão e ambos se encararam por um tempo. Em seguida, a Granger sem olhar para minha cara murmurou para mim:
_Vamos. Vamos para o Quadribol aqui do acampamento. — e depois esta caminhou pesadamente como se esta tivesse de juntar um esforço descomunal para andar.
A segui totalmente sem reação. A odiava com todas minhas forças , mas por um lado, não gostava de ver alguém daquela maneira. Eu sabia o que era a decepção e a dor que pesa dentro de um coração. Nunca me apaixonei, mas , a culpa é o que mais pesa em meu coração.
Sei que a culpa e o amor não tem quase nenhum parentesco. Mas creio que podemos sentir a culpa de se apaixonar pela pessoa errada. Naquele momento parecia que nossos sentimentos eram parecidos, mesmo diante de situações diferentes.
A culpa pesava em nossos corações e isso eu não duvido.
_Você pode ir ao Quadribol. — pediu a Granger de costas para mim. — Poderia inventar uma desculpa para Mcgonagall? Acho que ela vai querer saber o motivo de não estarmos juntos como companheiros de barraca. — e depois ela olhou para mim. Seus olhos estavam inchados e os lábios vermelhos. — Não vai ser difícil já que você tenta de todos os meios soluções para ficar o mais longe de mim.
Eu olhei para ela e suspirando pressentindo que eu me arrependeria de faze-la ir ao Quadribol murmurei:
_Acho que você deveria ir, Granger.
_Ah, é? — perguntou ela e eu sentia que ela esperasse uma agressão de minha parte.
_Creio que o Potter ficará bastante decepcionado se você não for. Acho que ele vai querer a melhor amiga dele torcendo por ele. — e depois fiz um sinal com a mão para ela me acompanhar. — Vem.
_Está fazendo isso para eu não chorar feito a Murta-Que-Geme? — perguntou ela com selvageria.
_Não. — respondi sinceramente.
Os olhos da garota se arregalaram e eu já impaciente falei:
_Olha, está difícil eu te ajudar a ir ao Quadribol! Não costumo ser legal com pessoas que não sejam o Blásio e a Pansy. Então se você não me acompanhar até o Quadribol eu vou sozinho e irei deixa-la aí sozinha.
A Granger mordeu o lábio e andou em minha direção e prostrou-se ao meu lado e caminhamos seguindo um amontoado de alunos que pareciam querer ir para o mesmo lugar que nós. Só que o problema , era que, a área de atividades era enorme fazendo com que andássemos muito para chegarmos ao local desejado. E depois de um bom tempo caminhando em silêncio e eu já sentindo uma cãibra no meu pé, chegamos ao Campo de Quadribol.
Era uma espécie de Quadra enorme parecido com o da escola. Haviam pilares enormes com as cores : vermelho e verde. Pelo jeito os alunos Grifinórios e os Sonserinos iriam disputar juntos. Mas, no campo além de balaços , haviam criaturinhas vermelhas que voavam excitadas para todos os lados.
_Ah! Isso vai ser interessante. — sussurrou Granger para ela mesma.
_O quê? — perguntei rispidamente.
_Primos da espécie de Diabretes. — disse ela com um jeito meio professoral. — Eles adoram agarrar a cara dos outros e arranhar. — depois fez um careta de desagrado. — Pelo jeito, os balaços são desafios menores.
E olhei que não só no alto havia perigo mas também não parte térrea do campo. Haviam várias arvores amontoadas e no meio delas, pensei ter visto um brilho dourado.
O pomo de ouro.
Certamente as árvores seriam um desafio a mais para pegar o pomo e isso me deixou um pouco nervoso. E por mais nervoso que eu estivesse por dentro , por fora eu fazia minha típica expressão de confiança e de indiferença com relação ao desafio.
_Boa sorte. — disse a Granger.
_Não preciso de sorte. — murmurei. — Quem joga bem de verdade não precisa de sorte.
_Por isso eu disse que você precisava de sorte. — disse a garota erguendo uma sombrancelha.
Em um certo momento fiquei zangado. Mas, logo minha zanga sumiu , pois , eu já estava ciente de que aquele comportamento não era mais novidade. Aliás, parando para pensar a Granger conseguia as vezes se parecer com alguém que eu conhecia...
Comigo mesmo.
Fui em direção ao campo onde haviam vários alunos animados com o jogo que iria acontecer a seguir. Encontrei Pansy que estava animada e segurava um taco em sua mão, pelo jeito esta queria ser a batedora. Ao me ver a garota acenou para mim com o taco e voltou a prestar atenção na Diretora Hanne que conversava descontraídamente com a Minerva Mcgonagall.
_Senhorrita Minerva. A senhorra poderr deixarr uma garroto e uma garrota dentro de cada time?Sei que não serrem da Grifinórria ou da Sonserrina, mas este serr o espírito esporrtivo. Juntarr alunos de escolas diferrentes para competirrem juntos.
_Quais seriam os alunos? — perguntou Minerva interessada.
No campo entraram duas pessoas,a Eva e o Vítor Krum. Eva trajava uma vestimenta vermelha que a deixava bastante bonita por mais que eu não quisesse admitir para mim mesmo e Vítor usava vestimentas da mesma cor.
_Eu queria ficar com os Sonserinos. — disse Eva piscando para mim de um modo sapeca e depois olhando para Hanne com confiança.
_E pom... eu querria ficar no time da Grrifinórria. — disse Krum animado mas ao mesmo tempo tímido. Este as vezes olhava para Eva ao seu lado e desviava rapidamente.
_Então vamos começar a partida! — gritou Mcgonagall apontando para o extremo do campo.
Perto das arquibancadas feito de madeira (deveria ser horrível sentar em cima da madeira... dura e totalmente desconfortável.) havia um cantinho onde os locutores podiam ficar. E ali , estava uma garota que logo falara pelo microfone, fazendo sua voz ressoar por todo o campo:
"Todos sejam bem-vindos a magnífica partida de Quadribol do acampamento!" — as pessoas das arquibancadas aplaudiram. — " Sinceramente imaginei que nunca mais iria ver os times novamente unidos. E agora tenho o prazer de dizer que esse jogo tem nosso famoso Harry Potter ! O garoto que venceu o Lord das Trevas." - aplausos mais animados começaram a soar pelo campo. — " E o meu querido Uon-Uon..."
Alguns alunos começaram a rir. Até eu não consegui conter o riso ao ver a expressão incrédula de Weasley ao ouvir isso. O rapaz trajava uma vestimenta vermelha com um emblema , provavelmente feito pelos Grifinórios , "Weasley é nosso rei."
O Potter foi em direção ao Weasley e deu-lhe palmadinhas nas costas e em seguida esse disse:
_Viu Uon-Uon? Ninguém se esquece de você! — e depois começou a rir.
_Haha, muito engraçado Harry. — disse o Weasley fazendo uma careta de desaprovação. — Ela não esqueceu até hoje desse apelido idiota, mas não quer dizer que eu gosto e... pare de rir Harry!
Todos os que estavam em campo pegaram suas vassouras e se prepararam para voar. E eu , não preparado pela partida que viria , sendo apenas informado pela Granger, não tinha nenhuma veste e nenhuma vassoura.
_Tome, acho que você vai precisar disso cara. — disse Blásio surgindo do nada ao meu lado e entregando-me uma vestimenta e uma Nimbus 2001. — Vença esse jogo! — e depois e retirou dando-me nem tempo de agradecer,
Já que não era preciso eu me despir para trajar as vestes recebidas, as vesti no meio do Campo e quando já uniformizado com uma vestimenta verde fiz um sinal a Mcgonagall que eu estava pronto e esta soou o apito fazendo com que todos saissem do chão e voassem em todas as direções com suas vassouras.
Voei em direção as árvores que haviam bem no centro do Campo acompanhado de Potter que olhava para todas as direções em busca do pomo. A visibilidade era péssima e eu não conseguia ver sequer um indício de que o pomo de ouro poderia estar naquele local. Ouvi um som de folhas se movendo violentamente e percebi que era o Potter que estava voando no meio de vastas folhas das árvores. Voei mais rápido e o mais longe possível do Potter retomando a busca do pomo, mas , infelizmente uma coisa voou bem em direção a minha cara.
Um diabrete vermelho estava em meu rosto e arranhava-me com vontade fazendo meu rosto ficar com vários cortes e o sangue escorria de minha face indo parar em minhas vestes. Dei-lhe uma série de tapas que pareciam ser em vão , mas , felizmente depois de vários consegui tirar a criatura de minha cara e tentei voar o mais distante do diabrete que estava, caído no chão.
Depois de tanto voar vi que entre umas folhas de uma árvore que estava adiante de mim havia um brilho dourado e voei muito rápido em direção a esse brilho. Minhas suspeitas haviam sido confirmadas , pois, era realmente o pomo de ouro e eu ergui minhas mãos pronto para recebe-la.
Uma dor descomunal tomou meu pescoço e eu parei no mesmo lugar de onde eu começara a sentir a dor. Logo percebi que eu havia voado perto demais de um galho e que este espetara minha garganta prendendo-me ali. A minha vassoura continuou voando sem dono e eu fiquei ali pendurado com o galho cravado e transpassado em minha garganta fazendo com que eu ficasse ali suspenso.
O sangue corria em minhas vestes e aquela dor estava tão forte que eu seria capaz de vomitar de dor de tão forte que era. Balancei minhas pernas tentando sair dali , mas fora em vão, apenas piorara a situação já que o fato de eu me mover fizesse com que aquele galho me ferisse ainda mais.
Eu conseguia ver os rostos das pessoas das arquibancadas olhando-me com preocupação. Sorte a minha que logo a ajuda viria me buscar. Me senti grato a Mcgonagall por deixar a parte da Floresta visível das arquibancadas ao alto. Provavelmente ela pensou nisso para o caso de ter um acidente e que esta fosse informada imediatamente.
Tudo a minha volta começou a ficar borrado... estava prestes a desmaiar de dor. O sangue jorrava de meu ferimento violentamente e pensei ter visto o Potter se aproximar de mim e tentar me ajudar...
P.O.V Hermione Granger
Sinceramente fiquei bastante preocupada ao saber do estado em que Malfoy se encontrava. Depois do acidente ele fora levado para a barraca onde permanecíamos e teve uns cuidados de um Curandeiro (pelo jeito depois do episódio do meu pé quebrado, a Minerva decidira que deveríamos ter Curandeiro de plantão no acampamento.) e este informou a Diretora que a perda de sangue de Malfoy fora bastante intensa e que ele deveria repousar e não sair da cama por um tempo até os ferimentos se curarem.
Quando o curandeiro e Minerva foram embora eu entrei no quarto onde Malfoy repousava. Sentei na beirada de sua cama e fiquei olhando para o rapaz que estava em um profundo sono. O pescoço do loiro estava com um curativo envolto e o curativo que deveria ser branco já não estava mais dessa cor devido o sangue que saisse ainda do ferimento deste.
Por mais que eu odiasse Malfoy eu sabia que ninguém merecia ficar naquele estado. Fiquei ali sentada observando seu rosto que sem aquela frieza ou arrogância que ele transmitia chegava a ser bonito.
Realmente, ele era muito bonito mas isso não mudava o fato de eu odia-lo e ele me odiar. Tomada pela sua beleza que parecia me hipnotizar comecei a aproximar o meu rosto do dele aproximando minha boca da dele... debaixo das pálpebras haviam belos olhos-cinzas e eu conseguia imaginar eles abertos naquele momento, olhando-me sem aquela frieza ou talvez arrogância de costume... quanto mais eu me aproximava mais eu podia sentir o cheiro que inalava de seus cabelos loiros... um cheiro agradável por mais que eu não conseguisse identificar.
Encostei meus lábios no dele dando-lhe um terno beijo e fiquei assim por um tempo, mas algo me surpreendeu , por um breve momento percebi que o loiro retribuia o beijo que eu lhe havia dado.
Notas finais
Beijinhos amores >
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