Notas iniciais
• Projeto OchaBowl • Tema: "Estrelas" Oi gente! Então, sou escritor dentro dessa iniciativa maravilhosa da #OchaBowlProject , que tem por objetivo enaltecer e aumentar o conteúdo da nossa amada Uravity! ♥ Espero que gostem ;)

Saiu do quarto vestindo roupas leves, teriam a tarde livre e viu o bando de retardados, vulgo seu grupo de amigos, sentados no sofá completamente atoas.

Bakugou iria até eles, havia notado que Kirishima agia um pouco estranho. Porra, não ia perguntar nada, mas aquele Cabelo de merda não costumava guardar as coisas por muito tempo. Logo logo ele abriria a porra do bico e acabaria com esse maldito suspense.

Ao virar o corredor do térreo foi bombardeado por um meteoro de 1.56m, cabelos médios marrons, estavam molhados e seu maldito cheiro havia o engolido como um buraco negro.

Uraraka quase caiu batendo de frente com ele — que mais parecia uma parede de concreto — se o próprio não tivesse a segurado por umas das mãos grandes e ágeis.

— Mas que porra... Cara de lua — Katsuki ficava puto, até seus instintos assassinos não ficavam tão assassinos assim quando se tratava daquela maldita.

Se fosse qualquer outra pessoa ele mesmo iria derrubá-la no chão caso o impacto não o fizesse, só para o babaca aprender a olhar por onde anda, e se brincar ainda passava por cima.

— Ba-Bakugou-Kun, E-eu... — Não era preciso dizer que as bochechas de Ochako poderiam ser facilmente confundidas com dois redondinhos tomates maduros.

Uraraka iria pegar sua maquiagem para participar da brincadeira das amigas. Como já chegou atrasada por estar envolvida em seu treinamento particular, corria com pressa não querendo perder mais tempo na rara folga que conseguiram naquele semestre.

Tinha que ser ele?!

LOGO ELE?

— O que raios... Pra onde você tá indo?! — Bakugou perguntou desnorteado porque ela começou a flutuar o próprio corpo, o rosto estava tão perdido que tinha certeza que se a soltasse ela iria parar, literalmente, nas nuvens.

Se não fosse o telhado do edifício, claro.

Uraraka, quando ficava nervosa, acabava se embaralhando toda. Como agora. Voltou ao peso normal de uma vez, quase caindo de novo, porém sendo amparada por Katsuki de novo. Decidiu, sabiamente, pôr as duas mãos sobre o rosto e sair correndo da frente dele.

Maldição. Bakugou pensou olhando para trás, coçando os cabelos da nuca vendo-a sumir no próximo corredor. Era estranho. Sentia-se fervendo, até então tudo nos conformes, só que sem a típica vontade, quase incontrolável, de explodir coisas ou pessoas.

Entrou na sala e praticamente rosnou quando viu a cara do Kirishima — ele, Kaminari e Sero sentados no sofá — com uma sobrancelha levantada e um sorriso irônico.

Ah que ótimo. Pra tirar sarro da porra da sua cara aquele bastardo ficava normal de novo.

Kirishima, também conhecido como seu filho da puta preferido, tinha uma teoria ridícula de merda, pra combinar com aquele cabelo espetado dele, sobre o porquê de Bakugou ganhar um nó na cabeça sempre que a cena envolvia certa mocinha.

Miserável!

— Hey Bakugou, que cara é essa?!

Kaminari e Sero não tinham a intimidade, bem como a capacidade de traduzir as caras, bocas e reações exageradas de Katsuki como o amigo ruivo fazia. Bastava um piscar de olhos, como quem tira doce de criança.

— Vão se foder. — Limitou-se a dizer enquanto se jogava no sofá.

Tombou a cabeça para trás escorando na almofada e fechou os olhos inspirando fundo. A fragrância levemente adocicada parecia grudar feito carrapicho. Era uma merda, mas sabia quando Ochako se aproximava só pelo cheiro.

Já era ruim pra caralho evitar pensar na garota, tinha suas prioridades e um foco, não dava pra perder tempo viajando na maionese. Agora esse internato só fodia ainda mais com seu psicológico, virou uma missão quase impossível evita-la. Ela estava em todo fucking lugar!

Ou será culpa de Bakugou por procurá-la em todo lugar?!

Abriu os olhos para encarar Kirishima, que estava com cara de pateta de novo e ainda olhando feito um otário para a própria palma da mão estendida no ar.

— "Com o seu Endurecimento, ao invés de tentar truques pequenos, você devia passar como um rolo compressor." — A voz, apesar de audível, parecia distante.

— O quê?! — Kaminari não entendeu nada.

— Foi uma coisa que o All Might me disse, mas pensando bem, quando chega a hora, eu não tenho um ataque que me deixe no mesmo nível que vocês. — Disse, por fim, colocando pra fora o que tanto o incomodava.

— Hã? — Então era isso, Bakugou finalmente entendeu.

As residências de quem havia conseguido a licença provisória estavam mexendo com todos. O choque de realidade, pelo visto, chacoalhou a confiança até de quem Bakugou acreditava ser inabalável.

Nada, nunca, desanimava ou abaixava a energia e disposição de Kirishima em qualquer fucking coisa que fizessem. Não até aquela hora, por isso sabia não se tratar de uma birra ou bobagem, era sério!

O amigo estava duvidando de si mesmo. Aquilo poderia vir a ser um câncer e destruir seu futuro para sempre.

— Vocês têm ataque de média a longa distância e grande mobilidade, não é?! — Kirishima continuou. — Tirando o Kaminari.

— Hey! Eu não vou mais carregar o celular pra você! — O loiro se ofendeu.

— Eu não tenho nada disso. — Kirishima ainda fitava a própria mão aberta, como se as respostas que mais precisasse fossem aparecer ali de bandeja. Baka. — Mesmo agora, eu sou quase um medíocre por completo. Quando todo mundo se tornar profissional, como eu vou me virar sozinho?

— Não achei que você fosse ser tão covarde. — Sero e aquela cara de demônio lhama.

Se não fosse a calma inexplicável que Bakugou se encontrava, provavelmente, iria explodir alguma coisa naquela fuça. Isso lá era hora de falar merda? Se alguém tinha essa prerrogativa, esse alguém era ele!

— Eu não estou reclamando! — Kirishima se exaltou, prezava por ser um homem másculo, ser chamado de covarde era basicamente seu calcanhar de Aquiles. — Só estou pensando! PENSANDO!

Nenhum homem de verdade pode ser um covarde.

Okay, Bakugou precisava intervir já que nenhum paspalho ali parecia ser capaz de falar alguma merda útil.

— Antes de pensar em se virar sozinho — Porra, não conseguia nem disfarçar na voz como estava particularmente tranquilo. Maldito cheiro. —, você não disse que seria um cavalo que jamais hesitaria?

Kirishima arregalou os olhos lembrando-se do festival esportivo, especificadamente da prova da cavalaria. Bakugou sempre lhe inspirou coragem e confiança, não era de se admirar que corria atrás dele desde o começo de tudo.

"Eu vou ser um cavalo que nunca irá hesitar!"

Essas foram suas palavras, recobrou na mente. Bakugou parecia tão legal, falou aquilo porque queria provar que ele também era um homem que chegaria ao topo! Entretanto, as coisas mudaram e nada parecia tão simples mais.

— A última luta do All Might, lá em Camino... — Kirishima assentiu levemente para o amigo, mostrando que estava acompanhando o raciocínio. — Não cair. — declarou — Não cair, significa que você é forte demais.

Se antes todas as portas lhe pareciam fechadas, acabaram de abrir uma janela e Kirishima pulou mais do que feliz por ela. As palavras fazendo sentido em seu coração e em sua individualidade.

Não cair jamais...

Esse seria seu maior trunfo!

— Hai! — Sorriu feliz para o loiro, fechando a mão aberta com força e convicção.

O brilho de sempre voltando a acender em seus olhos. Exatamente como tinha que ser. Filho da puta. Bakugou suspirou e voltou a relaxar a cabeça para trás do sofá.

[...]

Abaixada no canto da parede, prestes a virar o corredor e abraçando sua maletinha de maquiagem, estava Ochako sorrindo abobalhada.

Aquelas palavras... Aquilo foi muito legal!

Não era sua intenção xeretar ou ficar escutando a conversa dos outros, mas, como precisou de cinco minutos de coragem para passar pela sala onde ele estava, acabou ficando e ouvindo tudo.

Com um dedo enrolava uma mecha do cabelo já quase seco, ninguém acreditaria se ela contasse e, bem, não havia necessidade de fofoca. Guardaria só pra si. Levantou-se e começou a andar normalmente, como se tivesse acabado de chegar.

Acenou simpática para os meninos no sofá, o rosto voltando a corar quando seus amendoados esbarraram em um par de olhos vermelho vivo. Voltou-se para frente, nervosa, caminhando de maneira robótica.

Não cair, não flutuar. Não cair, não flutuar. Não cair, não flutuar...

Era o mantra que repetia sem parar em sua mente, torcendo pra não pagar outro mico, sentindo as costas quentes como se estivessem na mira de uma granada. Céus! Só conseguiu voltar a respirar livremente quando soube estar longe daquela sala. Expirou e inspirou fundo, voltando a sorrir já sozinha.

Kirishima... Kirishima tinha um lindo amigo.

Um BOM amigo! Se corrigiu imediatamente, batendo na própria testa em repreensão. Todavia, sendo sincera, a quem queria enganar? Achava Bakugou tão radiante quanto o sol...

Dado seu passatempo predileto — Astrologia — tentou de várias formas associar Bakugou com alguma estrela ou constelação que estava acostumada a observar a noite, era uma mania sua para com as pessoas que lhe eram próximas. Mas nada combinava, nada fazia jus. Mesmo sem saber ele requisitava, exigia o primeiro ou o lugar de maior destaque.

Até que uma luz veio em sua mente, que havia se limitado de maneira cega com as opções que apenas o período noturno oferecia, resolvendo a equação. Bem... de acordo com o planeta em que viviam, todo aquele sistema era governado por um rei. Um conjunto de explosões ininterruptas de altas e inimagináveis temperaturas.

O Sol era a estrela que regia o mencionado sistema e, ironicamente, ele não aceitava dividir o seu pódio com mais ninguém.

Notas finais
A história terá apenas mais um capítulo único, que postarei na semana que vem. É um contexto bem leve e fuffly para combinar com esse tema "so cute" ^^ Abraços ;)