A Crystal World - 1 temporada
12 That's Different Paths
Notas iniciais
Capitulo 12
That’s Different Paths
Certamente, era um grande lugar. A prisão de Widlug era realmente grande, se Luke não tivesse visto com os próprios olhos, não acreditaria que pudesse ser possível uma coisa assim.
O crepúsculo apontava no horizonte, anunciando o fim do dia, e o começo da noite. Luke se perguntou o quanto tempo ele passou naquela carroça.
Ao ouvir a voz de Wicker que dizia que eles finalmente chegaram a tão falada prisão, o coração de Luke começou a bater mais forte. Ansiedade elevada, ele olhou em volta.
Os olhos esbugalhados de todos que também estavam na mesma situação de Luke, menos Darkaster e Daregon, que aparentemente, estavam preparados para tudo isso. Como estava claro que os dois conheciam Lorde Wicker de algum lugar ainda desconhecido.
– vamos, saiam – disse Wicker, abrindo a cortina preta da carroça, avisando a todos que chegaram – Rust já desamarrou as suas pernas, mais não tentem fugir, por favor.
Luke foi o primeiro a se levantar.
– veja, um de vocês pelo menos é grato a mim. – disse o Lorde sarcástico, estendendo a mão para Luke – venha, eu te ajudo. Quem mais vem?
Os detentos se entreolharam; cada um esperando o outro ir. Foi quando o Elfo, que ainda não se apresentou, se levantou e desceu com a ajuda do Lorde.
Logo depois, todos se levantaram ao mesmo tempo. O demônio mulher desceu primeiro, seguido pelo humano, Darkaster e o Draconiano, Daregon.
As vampiras ainda estavam indecisas.
– vamos, venham. Não tenho todo tempo do mundo – apressou Wicker.
Elas acenaram automaticamente e se levantaram. Hinako foi a primeira, seguida por uma sombra que era sua irmã Miako, que estava assustada e se segurava fortemente ao sobretudo da irmã.
– pronto. Viu, não foi tão ruim – disse o Lorde, fechando a cortina da carroça. – Rust, leve isso de volta a minha casa.
– sim senhor! – ele disse colocando a mão na cabeça em forma de respeito. Depois partiu.
– vamos entrar. – Lorde disse, estendendo a mão para o portão da prisão – abram o portão!
Luke ouviu o ranger do ferro do portão, que era de grade azul-marinho, com lanças pontiagudas nas pontas das grades, e era alto, o que impedia qualquer fuga. Luke viu alguma coisa brilhando no alto da prisão, como se fosse uma cúpula de vidro fino, composta de placas pentagonais coladas umas as outras, em forma esférica. Provavelmente era uma barreira para ninguém entrar ou sair, Luke se perguntou o porquê daquele lugar ser construído.
– vamos logo pessoal! – o Lorde gritou para os jogadores, lá do portão. Luke se impressionou com a rapidez de Wicker.
Todos eles se puseram a correr, um pouco mais devagar do que realmente seria por causa da corda que prendiam os braços atrás das costas. Não demorou muito e finalmente chegaram ao portão, tendo uma visão ampla de onde ficariam por tempo ainda indeterminado.
– bem vindos, a Prisão de Widlug – Lorde Wicker os apresentou ao local.
A prisão não era ampla, era funda como um coliseu, onde morros acentuados e círculos eram predominantes. Na borda dos círculos de terra, havia uma estrutura feita de concreto bege-amarelado, com galhos pendendo nos topos, e cipós também. Essa estrutura era grossa e lembrava um prédio com somente um corredor. Havia alguns quartos se sobressaindo nas bases da estrutura, o que fez Luke pensar que um daqueles aposentos seria o dele.
– bem, como pode ver, esse campo circular irá servir para vocês treinarem – explicou o Lorde – e aqueles quartos será a nova casa de vocês, aproveitem que é de graça, pois no jogo tem que pagar uma casa para morar, ou dormiram na rua.
Eles, por instinto, acenaram que sim e foram entrando.
Depois, os jogadores foram surpreendidos por uma mulher, uma celestial; que usava um daqueles elmos de celestial, com asas abaixadas, e uma roupa um tanto peculiar, um tecido rosa que dava voltas em seus braços e cabeça, feitas por penas macias e junta. Sua roupa maravilhou os homens ao redor; uma calça de seda colada e uma bota branca de couro com cadarço dourado, dois pequenos cintos de couro ficavam em volta de sua barriga, e duas asas douradas protegiam os seus seios. Ela tinha uma gargantilha branca e tinha uma expressão seria, que dava contraste aos seus cabelos longos e loiros.
– bem vindos a prisão – ela disse seria – sintam-se felizes por ter vindo para cá, vocês poderiam ter sido mortos pelo Ghost agora se não fosse o Lorde.
– é... Obrigado por ter me apresentado de uma forma tão peculiar, Coração de Gelo – ele disse sarcástico, mas ela não dirigiu o olhar para ele, que o fez ficar nervoso e dar um pequeno rosnado.
– não me interrompa, se não...
– se não o que? Vai me matar? – ela virou a cabeça para ele, eles podiam ver os seus olhos, mas provavelmente ele devia ter a irritado.
– bem, me sigam, eu vou lhes apresentar os seus aposentos.
Luke a seguiu junto dos outros, ele engolia seco, e suas mãos estavam suando, olhou em volta, e viu os outros olhando para os lados, e Lorde com os olhos fechados mostrando despreocupação.
Desceram até a base, até onde tinha o corredor com os quartos. Luke foi caminhando por ele, vendo as portas de grades como se fosse uma prisão da vida real, e pessoas lá dentro, demônios, selvagens, celestiais, e outros, alguns gritavam “Oba, temos companhia!” outros só cruzavam os braços e os olhavam com olhares assustadores.
A celestial chegou a um quarto vazio, onde havia uma beliche que aparentemente era confortável.
– eu vou escolher dois de vocês para dormirem nesse quarto – ela disse comandando, e imóvel pensou quem seria, até chegar a uma conclusão – bem... Vai ser você – apontou para Luke – e você. – por fim apontou para Miako, que arregalou os olhos.
Luke entrou sem hesitar, mas Miako teve de ser puxada, pois ela ainda estava agarrada a irmã, que não teve escolha a não ser solta-la.
Depois, a celestial fechou a porta de grade e se retirou com os outros, murmurando um abafado “boa sorte”.
Miako estava um pouco assustada, encostada na porta, ela socava delicadamente a porta com punho fechado.
– você irá machucar a mão se continuar. – avisou Luke, enquanto ouvia os gritos da menina a sua frente. – essa porta é rígida, ninguém te escutará.
– você parece saber demais – disse ela, contradizendo o rapaz – sabe Luke, eu confio em você, eu quero lhe contar uma coisa.
Lucca
Lucca observava uma estranha luz alaranjada há certa distancia.
– Ghost! Deixe-nos sair daqui! – gritou Ken.
– Esse é um dos meus testes, não tenho nada haver com isso.
– como assim? – Lucca perguntou confusa.
– fiquem com essa pergunta na cabeça, talvez um dia vocês descubram. – Ghost soltou um risinho abafado – bem pessoal, agora eu deixo o meu amigo com vocês, cuidem dele, meu conselho é para vocês usarem armas, sei que conseguirão. Adeus.
Lucca sentiu a ira de Ken ao seu lado, mas estava fascinada pela luz alaranjada, que se movia rapidamente pelo ar, quase imperceptível.
Com um estrondo, a luz se abriu em um portal oval e alaranjado, em que ondas que pareciam raios brilhavam intensamente, e um barulho de eletricidade pulsava no lugar, Lucca percebeu na hora que era o brilho que vira anteriormente.
Uma criatura, da mesma aparência e forma da Mãe dos Lobos, que parecia um pouco maior e feroz, apareceu. Sua barra de HP também, dizia ser um monstro de nível 18, o que assustou os presentes.
Ken não esperou os outros e atacou, saltando contra o monstro. Sua capa preta esvoaçava ao vento inerte da caverna, sua espada estava erguida, e ele preparava sua habilidade mais poderosa.
–Flame Sword! – Ken pronunciou as palavras que desencadearam a habilidade, a espada começou a brilhar, flamejar, e sua luz estava cegando os outros, Ken se encontrou com a cabeça do monstro e desferiu um golpe pesado contra o monstro, sua mente girava e o único alvo era aquele lobo desconhecido. O monstro se abalou um pouco, mas sua HP foi somente pouco reduzida, o que provou que este golpe não lhe causou dano algum.
O monstro soprou para frente e acariciou o seu focinho, Ken estava somente observando inconformado, preparou mais ataques, e logo estava freneticamente atacando as patas do monstro.
– ajudem ele! – gritou Lucca desesperada, enquanto atacava com suas magias, dançando sua dança.
Os outros do time acenaram e atacaram, enquanto Akane estava indecisa se ajudava ou não.
O monstro foi bombardeado por vários ataques, vindo de todos os lados, e então se levantou. Uma lamina nasceu em seu braço, acoplada por um suporte verde em contraste ao seu brilho alaranjado, a lamina tinha um formato de uma folha, e era longa. Um brilho arroxeado saíra do braço antes dela nascer. Crescera também um chifre longo em sua cabeça, e ele urrava para frente, assustando os jogadores que o atacavam.
Ken tentou um corte horizontal em sua barriga, mas fora surpreendido com um contra ataque que o jogou para longe, Akane foi ao seu socorro.
– Kenny! – ela gritou, com uma voz mais fina do que o normal – tome essa poção. – ela ofereceu a poção de HP ao irmão, que recusou.
– nada disso – ele falou frio como sempre – vá a Town of Newbies, me encontra lá, até lá eu já vou ter descansado um pouco.
– nada disso, nós prometemos a ele que não falharíamos – Lucca não entendia do que estavam falando, mas talvez pudesse ser um assunto pessoal.
– eu ainda sou fraco demais, devo treinar mais um pouco. Encontre-me em Town of Newbies amanha cedo. Vejo-te lá – ele finalizou, virando sua cabeça para o lado, desaparecendo em vários pixels de luz.
– por que não o protegeu? – Lucca perguntou a Akane, alterada e um pouco irritada. Akane somente a olhou fixa, um pouco desesperada e suando. – POR QUE!!! – Lucca chorou.
Akane a olhava paralisada, mas resolveu desembainhar a sua espada.
O monstro ainda não havia perdido muito HP, sua barra ainda estava cheia, e o grupo de Colbert estava ficando exausto, o que obrigava Akane a batalhar.
– Lucca, vamos acabar com esse monstro. – Lucca se levantou e acenou, passando as costas da mão no rosto, limpando as poucas lagrimas que caíram.
Akane gritou seu golpe “Flash Sword”, sua espada angelical brilhou, como a do irmão, flamejando a espada em um brilho poderoso, Akane atacou.
O monstro primeiramente cegou-se com a luz, logo em seguida, sua HP caiu. Mas o golpe não foi tão efetivo, e sua HP caiu pouco.
Lucca então se lembrou da ultima coisa que leu no livro: “Suas emoções são a maior influencia em suas habilidades, use a emoção mais forte que tiver e ataque, será um ataque efetivo”. A imagem de Ken veio em sua mente, ela rosnava para frente e se concentrava, até que abriu os olhos e atacou.
Ergueu seu cajado para o alto e depois rodou, um brilho rosa tomou conta do cajado, e Lucca começou a desenhar corações no ar, o qual tomou forma e correu em direção ao monstro.
Os corações explodiram na face do monstro, que o deixou tonto.
– ataque agora! Akane! – Lucca gritou para a celestial, que tomou a atitude de atacar mis e mais com sua espada brilhante.
Enquanto Lucca atacava com corações que deixavam o monstro confuso, Akane freneticamente atacava com seu “Flash Sword”, depois de algum tempo com essa mesma formação, o monstro foi derrotado.
– hm... Parabéns há vocês, derrotaram o meu pet – disse a voz distorcida que falara da ultima vez, era voz de Ghost – fiquei interessado nessa sua habilidade, bruxa. – disse provavelmente se referindo a Lucca, que ficou assustada. – bem, eu devo usar monstros mais fortes da próxima vez, parabéns há todos vocês, até a próxima.
– Espere! – gritou Akane, mas, para sua infelicidade, ele já havia ido.
– deixe-o Akane – disse Colbert, calmo e pensativo. – eu e o meu grupo vamos embora, já terminamos a missão, prazer em conhecê-las.
Colbert se retirou, mas Yukimura ficou.
– vamos logo, Sora – disse Colbert, em comando.
– eu vou ficar com elas, elas precisam da minha proteção agora que o Ken se foi. – ele declarou um pouco rude para opinião de Lucca.
Colbert o encarou, mas se retirou logo depois, Yukimura era teimoso para seguir ordens.
O silencio entoou em um som profundo e agonizante para opinião de Lucca, que encarava seu cajado.
– Lucca, o que foi que você fez ali? – perguntou Akane confusa.
– eu não sei, só fiz.
– sua habilidade eu ainda não vi desde que entrei no jogo, já a nomeou?
– eu acho que... – ela pensou um pouco, mais rapidamente chegou a uma conclusão – bem, que tal Love Power?
– Love Power... Interessante – respondeu Akane.
Ela finalizou com essa palavra e pulou em direção a saída da caverna, provavelmente iria se separar de Lucca na saída, mas não se preocupava, Akane agora era uma amiga.
Notas finais
Prisão: http://www.artecreha.com/Historia_Arte/images/stories/Coliseo1.JPG
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