A Creep
1 Primeira Carta.
Notas iniciais
15 de Fevereiro, 1996
Ainda estou aqui,
Uma mulher está me olhando através de uma grande porta de vidro. Seu rosto está manchado por lagrimas misturadas à sua sombra de olho azul, suas mãos estão tremendo. A mulher é minha mãe.
Acho que ela não pode entrar, um homem alto e magro com uma roupa branca está dizendo isso a ela, consigo ler seus lábios. Minha irmã está lá também, não tinha reparado até encará-la. Ela também está me olhando, mas não sei dizer o que ela está sentindo, nunca soube.
Estou com saudades de você, de você dizendo que eu não estou ficando doida, que loucas são as pessoas que me cercam. Acredito em você, sempre vou acreditar em você porque eu te amo. Eu te amo com tanta força que não consigo nem pensar direito sem pensar em você antes. Não sei se isso faz sentido, mas você faz sentido, isso que importa. As suas mãos nos meus cabelos e as minhas nos seus fazem mais sentido do que tudo. Eu te amo tanto que poderia gritar isso agora, mas minha garganta está tão seca que não consigo falar, então vou apenas escrever: euteamoeuteamoeuteamoeuteamoeuteamoeuteamo, sem vírgulas ou espaços, porque te amo assim, tudo junto e sem tempo pra pensar.
Minha mãe conseguiu entrar no quarto, vou parar de escrever um pouco.
Já é quase meia noite, acho. Minha mãe está dormindo na cadeira ao lado, Petunia foi embora e ainda não vi meu pai. Continuo com saudades de você. O médico disse que vou ficar bem, o que eu faço? Eu não sei se quero ficar bem, preciso saber se você quer que eu fique bem primeiro.
Eu te amo,
Lily Evans.
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