A Creche Shibusen

5 Concurso de Desenho.


Notas iniciais
Obrigado, Mari the Wolf, por comentar tanto. Ah, e demorei porque agora eu estou em (dun dun duuun) ÉPOCA DE PROVAS! Mas aí vai um capitulo com algumas referências famosas que eu estou colocando aqui!

Capítulo 5: Concurso de Desenho.

POV Misaki

Depois que eu e Lucius discutimos, e as crianças começaram a rir e tal, ele começou a discutir com a tal Liz mandando ela apagar aquela foto e ela obedeceu. Só que ela já tinha postado no facebook.

– Ok, e que peça faremos? – Perguntou Lucius, já no ‘palco’ que tínhamos feito. – Não dá para fazer uma peça com uma Barbie Girl, um dementador e qualquer josta que a Misaki é! – Isso foi altamente ofensivo.

– EI! – Gritei, do nada. – Eu sou a branca de neve! – Disse. – Vamos pensar. Ei, pirralhada, o que vocês querem?

– Canta a música da Barbie Girl, tio loiro! – Gritou Patty. Brilhos apareceram nas faces dos demais presentes, inclusive nos de Asura e eu.

– É. Vai, tio loiro. – Disse, sorrindo.

– Não vou cantar Barbie Girl nenhuma nem que a Misaki tenha um ataque de tosse e morra!

– Tá me chamando de vaca? – Perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

– Isso vai dar um belo vídeo na internet! – Disse Liz, gravando tudo. Para dar uma incrementada em tudo, dei um soco no Lucius, que segurou o nariz sangrando.

Todas as crianças riram e bateram palmas.

– Porque estão rindo? – Asura perguntou.

– Gostamos de ser sádicos. – Asura deu uns passinhos para traz e decidiu pegar uma frigideira (que não sei porque estava lá) e usá-la como um futuro escudo.

Lucius se virou para mim, o nariz tinha parado de sangrar.

– Bater em mulher é crime! – Gritou ele.

– É por causa da fantasia ou tá virando gay mesmo? – Perguntei. Todo mundo riu e alguns tentavam segurar a risada, fazendo um som abafado.

Asura murmurou alguma coisa para Lucius e correu. Dez minutos depois ele ainda não tinha voltado.

– Kid, dá pra chamar seu irmão? – Perguntei.

– ASURAAA! – Ele gritou. As janelas tremeram (não sei porque) – É. Eu tentei.

– Lesado, se fosse pra gritar eu mesma gritava! – Indaguei.

– Então não gritou por que? – Antes da treta começar o Asura voltou com papel, canetas e lápis de cor, hidro cor, etc.

– Demorou por que? – Perguntei, de braços cruzados. Percebi que ele tinha tirado a roupa (e a gente ainda tinha que usar as nossas por que?).

– Eu ia pegar os materiais de pintar, mas aí tinha um telefone em forma de palhaço e... – Botei um dedo em seus lábios.

Quando se diz a palavra ‘mas’ e ‘palhaço’ na mesma frase vindo do Asura, não se precisa dizer mais nada.

– Cadê sua roupa?

– Era isso que eu ia falar antes de colocar seu dedo gordo na minha boca! – Dedo gordo?! – Então, eu ia pro porão, onde os materiais estavam, até que quando abri a porta, caiu um monte de pó de mico em mim. Tive que tomar banho e trocar de roupa.

Ele deu um olhar torto para as crianças que deram de ombros.

– Era para a Misaki mas você veio e... – Maka tentou explicar. Ok, muito estranho...

– E esses materiais?

– Eu queria fazer um concurso de desenho.

– Boa ideia.

– NÃO ANTES DO LUCIUS CANTAR BARBIE GIRL! – Patty surtou geral. Dei uma cutucada em Lucius e ele me olhou torto.

– Faz isso logo antes que morramos aqui! – Falei, com medo.

– O. QUE? – Ele me perguntou. – EU NÃO VOU FAZER ISSO! É VEXAME NACIONAL!

– Só tem nós e os santos diabinhos ali, ninguém mais! – Disse.

– Não confio naquela pirralha com aquele celular! – Apontou para Liz.

Suspirei, respirei fundo, peguei o celular de Liz que soltou um ‘ei, me devolve, vadia!’ e joguei janela afora.

– TÚ JOGOU MEU Iphone 5C FORA! – Gritou. Nem liguei e me virei para a Barbie Girl a là Lucius.

– Arrasa, Barbie Girl. – E bati na bunda dele só pra provocar. Claro, ele ficou bravo – Que foi?

– Nada. – Ele grunhiu e foi pro palco. Suspirou beeeem fundo (chegou até a tossir) e começou.

Sou a Barbie Girl,

Se você quer ser meu namorado,

Fica ligado,

Presta atenção na minha condição,

Sou diferente, sou muito exigente...

Anda Barbie, vamos Barbie,

Deixa eu me arrumar, Ken!

Ele nem pode terminar de cantar porque eu estava rindo feito uma bicha louca. Ele tem a voz muito parecida com a da Barbie Girl, gente!

– O que foi? – Perguntei, depois que todos me fitavam e Lucius murmurou um ‘abençoada seja’. – Volte a cantar, estava divertido.

– Por que eu deveria?

– Por que NÃO deveria? – Ele parou pra raciocinar.

Há, Misaki: 1, Lucius: 0. Mamãe sempre disse que eu sou muito melhor pra enganar gente.

Ela queria que eu fosse ladra.

– Ok, eu canto. – Todos me olharam do tipo ‘que macumba foi essa?’ e Lucius continuou a cantar. Otário...

Depois da cantoria e tal, Lucius parou para tomar ar enquanto Patty aplaudia feito louca.

– ÊÊÊ! – Ela gritava – Foi muito bom.

– Foi uma merda, isso sim. – Soul disse – Isso não é nada maneiro.

– Não é, nunca foi, não deveria ser, não será nem que a Misaki tussa. – Kid afirmou, calando todos presentes. Ah, mais um me chamando de vaca?

– O concurso ainda está de pé? – Asura quebrou o silêncio, deixando os materiais numa grande mesa e todas as crianças se viraram pra ele – Ok, fedelhada. O negócio é o seguinte, quem fizer o melhor desenho ganha, eu serei o juiz.

– Por que você? Nem juízo você tem! – Indaguei. Ri internamente porque, como sou sádica, o sofrimento dos outros me alimenta.

– Por que quem teve a ideia fui eu, e como o segundo comentário foi maldoso, não vou responder mais nada.

Ok, 10 minutos se passaram e as crianças tinham terminado o desenho. Asura, que era o juiz, tinha caído no sono na ‘mesa do jurado’.

Peguei um balde de água, que estava ali devido à um teto pingando em dia de chuva anteriormente, e joguei nele.

– Pronto, já tá de banho tomado. Agora vá julgar os desenhos para acabarmos com isso porque já são 14:00 e eu quero ir assistir Doutor Quem.

– Não precisava ter jogado água em mim. Eu também gosto de Doutor Nem!

– Quem – Corrigi.

– Eu! – Dei um tapa na cabeça dele por ser tão bundão. – Tá. De quem é o primeiro desenho?

– MEU, MEU! – Gritou Patty, praticamente enfiando o desenho na cara do Asura. – É uma girafa (quanta surpresa, ela não sabe desenhar outra coisa, mesmo).

– Não parece uma girafa, – Ele olhou o desenho – E nem é! É uma mistureba de elefante, pato e touro!

– Não, não é! – Patty disse.

– É sim. Girafas não tem tromba nem chifres! E muito menos asas! – Ele apontou.

– É um hibrido de Girafa, ué!

– Quantas girafas você já viu na vida?

– Err... – Ela ficou vermelha e foi se sentar.

– Próximo. – Asura chamou. O próximo foi a Liz(ada). O que mais me chamou atenção foi que o desenho dela estava vazio – Liz, o que é isso?

– Uma vaca pastando. – Ela sorriu de lado. Tenho certeza que ela apelidou a vaca de Misaki.

– E o pasto?

– Ela comeu, duh. – Todos seguravam as risadas.

– E a vaca?

– É que ela comeu e se foi. – Asura fez cara de pokerface e gritou.

– PRÓXIMO! – Veio o Black Star.

– MEU DESENHO VAI ULTRAPASSAR OS DESENHOS DE QUALQUER UM DESTA SALA! – Ele gritou, jogando o desenho na cara do Asura.

– O que é isso? – Perguntou, mostrando mais ou menos uma caixa registradora (ou pelo menos eu achava que era isso) com uma tecla. – É um menino sentado com um martelo, né?

– Não, isso é uma máquina de escrever de uma tecla só.

– Quanta criatividade. Você poderia ser pintor.

– É, desde pequeno eu pintava. – Black se gabou.

– É, ele pintava o sete – Afirmou Soul, fazendo Black olhar para ele – E apanhava. – Black pegou o cabelo de Soul.

– Você não vai com a minha cara?

– Próximo! – Chamou Asura, impaciente. Veio o Soul. Mostrou o desenho para ele e eu vi que estava escrito ‘maneiro’ atrás da folha.

– MAS QUE MERDA? – Asura perguntou, olhando para o desenho.

– É o senhor. – Asura não gostou nada de ser chamado de “senhor”. Faz a gente parecer um bando de velhos.

– Eu não sou assim! – O desenho era tão engraçado que nem vou descrever com meu ataque de risos.

– Não de acordo com meus pensamentos...

– Chega, sente-se. – Soul imediatamente se sentou – PRÓXIMO! – Oxe, agora ele ficou nervoso...

– EU! – Maka levou um desenho para Asura. Parecia um sorvete ou algo do tipo. Mas na minha cabeça eu sabia que ela não ia fazer algo tão simples.

– É um sorvete? – Perguntou Asura.

– Não.

– É um peão! – Apontou Lucius.

– Não! É um lápis que foi apontado muitas vezes. – Asura fez um pokerface maior do que quando encontrou com Liz.

– Um lápis que foi apontado muitas vezes ein... Com a imaginação, né? – Perguntou, se referindo à imaginação de Maka.

– Não, com o apontador.

– Affs, próximo. – Geneviéve e Gardênia vieram juntas, mas ambas tinham desenhos diferentes. O de Geneviéve era um quadrado com lados congruentes (bela palavra, não?) pretos e o de Gardênia era um monte de X’s.

– O que são essas coisas? Geneviéve, o que é o seu? – Ele perguntou à menina loira.

– Xadrez para iniciantes.

– Éhh... Tô vendo... E o seu? – Perguntou à irmã de Geneviève.

– Uma carta escrita com a máquina do Black Star. – Tenso... E até meio estranho.

– Isso é bem estranho. Próximo! – Veio Kid. Ele entregou para o Asura um papel que parecia dois palitos e um círculo no meio – MASOQ?

– É um sanduíche de ovo. – Kid disse.

– O que o papai tá colocando na tua cabeça?

– Sei lá. Eu me baseei no que tá na sua.

– Calado.

– Tá bem, baba-ovo.

– PRÓXIMO! – Veio Crona, todo(a) tímido(a). Ela timidamente entregou seu desenho. – Isso são rabiscos!

– N-não sei lidar com desenho...

– O que é isso? – Crona pareceu pensar um pouco antes de responder.

– Chiforímpola. – Oi? Como é?

– Saúde. – Disse Lucius no meio, me fazendo rir.

– Não! É-é o nome do desenho. Idêntico, né?

– É... Dá pra repetir?

– Não... – Soou mais como um sussurro.

– Ok... – Disse olhando para a ‘chiforímpola’.

– Como não tem nenhum Leonardo Da Vinci que se preze neste local, ninguém ganhou.

‘Aaaaw’ todos disseram, tristes.

– Mas os desenhos foram bem criativos. O chiforímpola foi mais, mas tudo bem. – Todos trocaram olhares.

– Vamos fazer o que, agora?

– Hmmm. Vamos fazer pizza? Já estou com fome. – Por incrível que pareça, as barrigas de todos começaram a roncar.

– Impressionante. Tem um pouco de massa lá na cozinha. Vamos! – E assim todos fomos para a cozinha. Vi as horas. 14:40. É, ia ser um dia bem longo...

Notas finais
Yay, será que Asura, Misaki e Lucius vão sobreviver? Como os dois primeiros lidarão com a chegada do último? Isso veremos no próximo episódio de Pokémon... não, pera...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.