A Coragem e a Magia
1 Uma Batalha Repentina
Notas iniciais
Eu sou Emrys, um simples alquimista do vilarejo de Eldera e contarei a minha história . Onde consegui mudar o destino uma única vez e provar a todos, o quão forte nosso coração pode ser...
Eu nunca conheci meus pais, aos meus três anos de idade, fui encontrado no meio de uma floresta e adotado por um simples alquimista que morava em um vilarejo aos redores do reino de Camelot. Seu nome era Elidas.
Desde então eu cresci no mundo da alquimia. Via Elidas trabalhando em seus experimentos todos os dias, curando pessoas, se sacrificando para encontrar míseros grãos que ele afirmava serem cruciais para suas poções, e, além disso, ele era um excelente espadachim. Logo descobriu que eu também tinha certo talento para a esgrima.
Aos nove anos comecei a treinar com ele todas as manhãs e também quando viajávamos em busca de remédios ou novas descobertas. Eu melhorava a cada dia, meu sonho e objetivo era me tornar um cavaleiro de Camelot e proteger o rei. Queria provar que mesmo não pertencendo a uma família nobre, podia ser alguém de respeito.
Bom, a história realmente começa aos meus quinze anos de idade. Estava chegando de mais uma viajem com Elidas em busca de ervas para os remédios. Eu já havia aprendido muito sobre a alquimia, e tinha me tornado um espadachim plausível. Ao pisarmos no vilarejo, ouvimos a voz de uma mulher que se aproximava aos poucos pela pequena estrada:
— Graças a Deus você está aqui Elidas!-- Disse ela.
Então eu percebi que era a dona Martha, esposa do senhor Guinar que cuidava da horta.
— Guinar piorou muito desde que vocês partiram. Conseguiram os ingredientes?-- Perguntou ela.
— Certamente. –- Respondeu Elidas -- Vamos preparar a poção e seu marido ficará bem.
— Ah, muito obrigada!
O senhor Guinar estava com uma doença muito incomum, nunca tínhamos visto nada igual antes, ele queimava de febre e não conseguia se levantar da cama. Por isso partimos para encontrar ingredientes que fossem mais eficazes.
Após terminarmos o remédio, fomos até a casa de dona Martha para entrega-lo:
—Aqui está senhora – Disse eu, entregando a ela a poção.
—Estou muito agradecida, aceitem isto por irem longe e encontrarem os ingredientes.
Dona Martha nos entregou uma pequena bolsa de ouro
—Foi um prazer – Disse Elidas pegando o ouro.
Mais tarde ao cair da noite, eu estava lendo em casa quando ouvi um barulho muito alto vindo de fora, como uma explosão. Peguei a minha espada de baixo da cama e tirei-a da bainha. Corri para fora, pois não encontrei Elidas na sala de estar, e ao abrir a porta, vi uma cena que jamais esquecerei, e que agora não fará sentido algum:
Um monstro com chifres e presas enormes, e garras do tamanho de facas. Devia ter mais ou menos dois metros de altura. Todos estavam desesperados sem saber o que fazer. Elidas tentava o atrair até o riacho do lado de fora do vilarejo.
O que diabos aquilo estava fazendo dentro de um dos vilarejos mais pacíficos de todo o reino?Era o que eu me perguntava. Mesmo assim corri para ajudar o meu amigo.
O monstro tinha pelos por todo o corpo, com exceção do abdômen, que parecia ter uma ferida. Empunhei minha espada e ataquei onde parecia vulnerável,ele deu um berro gigantesco e virou para mim com toda a raiva do mundo.
A fera vinha em minha direção, não importava o quanto Elidas gritava, era a mim que ela queria:
—Emrys! Concentre-se, não é hora de ter medo – Gritou Elidas.
Eu olhei no fundo dos olhos da besta, me concentrei e consegui prever o seu movimento. O monstro levantara sua mão esquerda na diagonal, como se fosse me cortar ao meio ou me agarrar , mas ele era muito lento, talvez pelo tamanho.
Quando finalmente agiu, dei um grande salto e usei o seu braço que passava por baixo das minhas pernas, como base para mais um impulso que me fez chegar direto na cabeça do monstro. Dei uma estocada no ar, direto na testa dele. A espada se quebrou ao meio, e a criatura me bateu com tanta força que me fez voar para o riacho.
Na água, olhei para os lados e vi que estava sozinho ali. A coisa vinha em minha direção. Não conseguia me mexer, minhas vistas escureciam, até que eu desmaiei.
Fale com o autor