Notas iniciais
Acabou! Espero que tenha aproveitado a leitura! Mais uma vez, muito obrigada aos leitores, em especial a minha querida Words! Aproveitem enfim, mais essa última leitura! Enjoy!!! ♥

Quinze invernos se passaram, desde que ela vira a Contadora de Histórias pela última vez. Dez primaveras se passaram, desde que seus pais faleceram num acidente de carro. Cinco outonos se passaram, desde que ela decidira começar a escrever.

É verão. Ela está arrumando suas malas com cuidado e delicadeza, cada peça de roupa é dobrada e colocada em seus devidos lugares. A organização da mulher é impecável, todos os documentos para viagem estão em ordem.

– Pra que tudo isso, Cris? – a ruiva da tela do computador começa a falar – É só jogar tudo na mala e deu, amiga!

– Quieta, Raven – a tela dividida em três espaços dá lugar à uma mulher loira. – Deixe ela, é a primeira grande viagem dela, e ainda pra estrear seu primeiro livro! – grita a loira, completamente orgulhosa.

– Bom, Cris – a última mulher, morena e muito bem arrumada, se pronuncia – Eu já fui à Paris setecentas vezes, posso te dar um mapa completo de toda a França! – ela cai na risada mas logo se recompõe – Mesmo que já tenha enjoado, como é sua primeira vez lá, você vai ADORAR, amiga!

As garotas ficam conversando em média, por mais meia hora, até que as malas ficam prontas, ela se despede das amigas e segue rumo ao aeroporto. Sem largar o livro que tinha em mãos.

Chegando em seu destino, ela coloca as malas num carrinho, realiza tudo o que precisava para viajar e espera o momento do embarque. Nesta hora, inúmeros pensamentos ocupam sua mente. Inúmeras lembranças.

Ah, as lembranças. Aquelas o tempo jamais poderá tirar dela. Ela sorri, e uma pontada de tristeza toca seu coração. Com a mão no peito, ela fecha seus olhos e permite sua imaginação se libertar. Respira fundo e olha para frente. Sim, para frente. Ela cumpre aquela promessa até hoje.

Todos os passageiros são chamados para o avião. Ela levanta calmamente, e se dirige ao local requisitado. Se espanta com o tamanho da aeronave e imagina o que aconteceria se algum acidente acontecesse. Mas ela não teme seu tamanho e nem quão alto ela voará pelos céus nas próximas horas. Porque ela é forte.

Seus olhos correm pelos assentos e enfim, ela escolhe aquele da direita ao centro. Se senta no lado da janela, põe seus óculos de leitura e abre o livro que até então carregava. Um rapaz, moreno e alto, aparentemente da sua idade, a cutuca de leve iniciando uma conversa.

– Com licença, moça – ela olha por cima do óculos para o rapaz. Gesto que lembrava uma mulher que ela tinha conhecido há muito tempo atrás. – Posso me sentar ao seu lado? Quase todos os assentos estão ocupados e este me parece um bom lugar, se importa? – ela nega com a cabeça, e permite que o rapaz a acompanhe na viagem.

Ele se acomoda ao lado dela, abre sua mochila e começa a procurar por seu celular. Então olha para o lado, e nota a presença do livro que ela segura firmemente.

– Este livro – ele o analisa – A Contadora de Histórias, hein? – ela sorri e começam a comentar um pouco sobre o livro. Minutos depois, ele percebe que não sabe o nome da donzela com quem se socializa. – Perdão, não me apresentei, me chamo Patrick, e a senhorita?

Por um momento ela sente o tempo em sua volta congelar. Tudo o que ela vivera até ali e seus significados, pareceram sumir. Após ouvir o nome Contadora de Histórias, seu coração batera mais forte, sua respiração ficou ofegante e ela não sabia para onde olhar.

Ela nota que o rapaz está esperando a resposta ansioso. O que ela deveria dizer? Seu nome? Quem ela é? Ou quem ela quer ser? Seu nome de fato, realmente importa agora?

Deixa então, que as lembranças que tanto amou, guardadas por tanto tempo, sejam compartilhadas com aquele rapaz. Um sorriso iluminou sua face e a chama de sua alma se reacendeu. Ela não contaria a história daquela mulher, ela viveria a história dela.

Ela olha para o livro que escrevera e retorna o olhar ao rapaz. Como se estivesse recomeçando novamente, como se ela sentisse que aquela mulher voltou a lhe acompanhar em mais uma jornada, ela entrega a Patrick leves risadas.

– Não me dirá seu nome, moça? – ele começa a estranhar seu comportamento.

– Meu nome é uma curiosidade tão importante para você? – ele confirma sem jeito – Então guarde esse nome muito bem... – ela se aproxima do rapaz e une as mãos para cochichar o nome que todos reconhecemos por ser...

Leatrice.

Notas finais
Comentários? Críticas? Recado à você que acompanhou a história; Não se apavore com seu fim, não precisamos mais acompanhar Cristal, ela cresceu! Agora, siga os ensinamentos de Leatrice, conte essa história! Conte sua história também, não só conte, como viva ela e eternize suas lembranças! Até a próxima!! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!