Na manhã que se seguiu com a partida de seu pai, Brandon foi visitar as tumbas dos antigos Stark, lá embaixo ele viu um monte em um canto escuro, não dava para ver o que era, pegou uma tocha da arandela mais próxima, chegando um pouco mais perto percebeu que tinha pelos e era negro, de repente algo se mexeu e Bran parou por um instante.

Decidiu continuar andando quando chegou quase em cima, algo pulou nele, no momento do susto não percebeu o que era, mas logo em seguida viu que se tratava de um filhote de lobo e ele estava chorando, provavelmente de fome, Bran percebeu que sua mãe estava morta e que era uma loba gigante.

Voltou ao castelo foi até a cozinha e pediu uma tigela de leita à cozinheira, que achou estranho e o seguiu, vendo para o que ele estava dando o leite correu ao quarto de Tricya.

– Minha senhora! Posso entrar?

– Sim. — Olléria, uma mulher alta de estatura forte, cabelos negros e emaranhados, suas comidas eram as melhores dos sete reinos, era sempre desconfiada das coisas e sempre vinha me contar os feitos de Bran. — O que houve?

– Preciso que vossa graça venha comigo.

– Aconteceu alguma coisa séria? — Ela nunca fez eu sair do quarto. — É Brandon? O que ele fez?

– Preciso que veja com seus próprios olhos.

O que ele aprontou agora? Sera que ele caiu do telhado? Não posso ficar pensando coisas ruins, ele deve ter construído mais um castelo de neve, de repente paralisou-se com o que viu.

– O que é isso Brandon I Stark?

– É um filhote de lobo. — Ela falou meu nome inteiro, deve estar muito brava.

– Eu sei o que é, só não entendo o por que ele está aqui, onde o encontrou? — Que os deuses nos salve. — E se a mãe dele vier atrás?

– Não virá, ela está morta lá nas criptas, é verdade.

– Como isso aconteceu? Olléria chame todos os guardas principalmente os que estão no turno da noite, diga que estou no salão privado, e chame também sor Jorah por favor. — Virou para se dirigir ao salão quando Bran a chamou.

– Mãe! Posso ir com você?

– Não, fique aqui com essa...coisa.

– Eu tenho que ir para aprender, papai disse a mim para se esforçar ao máximo pra um dia ser um governante igual a ele.

– Tudo bem, mas deixe isso aqui.

Quando os guardas chegaram eu estava ao lado de minha mãe, e sor Jorah no outro lado dela. O sor tinha suíças ridículas, já o disse para tira-las mas ele falou que era seu charme e também que se tirasse sua mulher o matava, apesar da idade sor Jorah era um homem forte, pele morena, alto, ombros caídos não parecia ter cinquenta dias de seu nome, mas seu cabelo o entregava por causa das duas entradas em forma de chifres que tinha e os fios brancos como a neve.

– Bran, mostre o que você encontrou. — Após ele mostrar o achado todos ficaram boquiabertos, e foi fácil ver quem sabia de algo. — Joseph! sabe me dizer o que houve? — Deu um passo a frente e disse:

– Vossa graça! Ontem um pouco depois do rei e a companhia sair o portão ficou aberto, comecei a fecha-lo, antes dele encostar no chão eu vi uma loba e um filhote entrando, tirei duas flechas da aljava e as disparei na direção dos dois, uma acertou no chão a outra na perna da loba, não fiquei olhando o que se seguiu, mas imaginei que ela tinha voltado por onde entrou.

– Isso não aconteceu, ela foi para as tumbas e lá morreu, tinha mais alguém com você?

– Eu errei, somente eu, não havia ninguém comigo na hora.

– Ato nobre o seu, alguns diriam que outros estavam lá também. — Disse Jorah.

– Nunca mentiria para meus superiores.

– O que farei com você? — Não posso ser rude, mas foi um ato perigoso.

– Poderíamos deixá-lo preso por uns dias, para que seja mais atento. — Minha mãe me olhou com um ar de surpresa e sor Jorah falou:

– boa ideia Bran, você ouviu muito bem os conselhos do seu pai. — " Ouça os conselhos de seus vassalos e fiéis ajudantes, seja bondoso na hora de retribuir-lhes a ajuda, e severo na hora da pena, lembre-se tenha certeza de que o acusado é realmente o culpado, se esforce ao máximo para ser um governante igual a mim ou até melhor". Lorde Rodrick disse a Bran.

– Foi perigoso, a loba podia estar viva e ter atacado meu filho, mas Brandon tem razão, Joseph você passará cinco dias nas masmorras da torre norte, não mais e não menos que isso.

– Vossa graça é bondosa.

– Sor Jorah pegue alguns homens e vá até as tumbas e retire o cadáver da loba de lá. — Após todos saírem Tricya olhou para Bran com o filhote e disse:

– Se livre dele antes que você comece a gostar dele.

– Mãe não posso fazer isso, ele vai morrer de fome e frio, deixe-me ficar com ele por favor?

– Tudo bem, mas irá limpar o que ele sujar, alimenta-lo, tudo que acontecer com e por culpa dele o responsável será você, sugiro que o treine pra não haver dor de cabeça.

– Não haverá, eu te amo mamãe.

Tricya saiu para dar uma volta no bosque sagrado, fez suas preces e pediu proteção, um lobo gigante nas redondezas não é bom sinal, um dentro do castelo então...teremos problemas, muitos problemas. No retorno ao interior do castelo deu uma pausa para contemplar o estandarte da casa Stark, um urso branco com fundo negro, o branco representava a neve e o negro a escuridão do longo inverno.

Tricya era da casa Baratheon, a amizade das duas casas era muito antiga que começou com o selamento de paz com um casamento, depois da união nunca mais houve conflitos entre elas e iniciou-se uma amizade passada de geração em geração.