A Concubina De Dorian Gray

8 Devaneio Noturno / Sonhos Molhados


Notas iniciais
Então, pense num sonho perturbador!!! Leiam...

“Toque-o como gostaria de ser tocada”

As palavras de Dorian não saíram da minha cabeça o resto do dia, e se repetiam sem parar naquele mesmo tom sussurrado e provocador, como se ele estivesse falando direto ao meu ouvido. Mal consegui prestar atenção no meu serviço, pois toda vez que alguém entrava na mesma sala em que eu estava meu coração disparava esperando que fosse ele. Dorian era meu patrão, eu não poderia pensar em me deixar envolver pelas suas provocações, mas estava ficando difícil. Ele era instigante, e provavelmente conhecia bem o poder que tinha, e isso me assustava mais ainda, pois eu sabia bem o que a presença dele provocava em mim. Eu peguei por mania vê-lo cavalgando pelo campo da mansão e sempre ia longe com pensamentos que não deveriam estar ali.

Depois desse momento na sala do piano, Dorian não se atreveu mais a me dirigir a palavra usando aquele tom íntimo, mas nos vimos durante os dias seguintes mantendo o tom formal de empregada e patrão. Em uma das tardes, eu estava novamente diante daquela maldita janela observando Dorian montando em seu cavalo e galopando imponente entre as cercas do campo verde. Meus olhos capturavam cada detalhe do corpo dele, e seus movimentos firmes sobre aquele animal selvagem. Muitas vezes me peguei imaginando coisas que não devia...

À noite eu me sentei à beira de minha cama, e resolvi abrir a gaveta do meu criado mudo e retirar de dentro dele o livro que Dorian me dera. Eu já havia dado uma boa olhada nas primeiras paginas e a história realmente era melhor do que eu imaginava. Não se tratava apenas de sexo como eu pensava que seria, mas sim uma historia complexa cheia de malicia e personagens marcantes. Isso me fazia ler toda noite até altas horas, o que me fazia dormir mais tarde do que deveria, e me deixava mais cansada no dia seguinte.

– Ele entrou no quarto dela naquela noite sem que ela o visse. –eu comecei a ler esse trecho em voz baixa. – Afastou as cortinas que cobriam a cama e admirou seu corpo nu, sua pele clara, branca como a neve do sul, mas quente como as areias do deserto. Sim, ah ele conhecia o calor daquele corpo bem e sentia falta de tocar sentir as chamas de sua intimidade queimando ao redor do seu membro. Apenas em lembrar-se da sensação o seu mastro se manifestou embaixo de suas roupas reais, e os fez tremer por ela. –meus olhos vibravam diante daquelas palavras enquanto eu imaginava outro homem no lugar do rei descrito naquele livro. – O rei rondou a cama, apenas apreciando a visão do lindo corpo em repouso coberto por finas camadas de lençol. Ah sim ela era a sua favorita dentre todas as mulheres de seu arem. A que mais lhe excitava, e lhe despertava todo o interesse mais ardente. Quando o corpo dela se moveu milimetricamente, uma ponta de sua camisola fina se desprendeu do seu corpo deixando a mostra o contorno do seu seio direito. Os olhos do rei correram para aquele ponto, e seus lábios ficaram famintos por ele. Não resistindo o rei aproximou seus dedos leves do corpo dela, e os conduziu desde o ombro até a alça solta retirando-a do caminho e logo seguindo pela pele da moça que dormia imaculada. Ele tocou-a sem pressa sentindo a pele quente ao redor do seio e então se curvou para sentir o perfume que provia do corpo da mesma. Sem mais demora sua boca sedenta de desejo tocou o contorno macio do seio e aos poucos foi tomando controle do local, com a ajuda da língua que deslizava por ali sem pudor até encontrar o bico rígido onde ele se pôs a sugar...

Fechei o livro respirando fundo, percebendo que as palavras que eu lia em voz alta causavam efeito no meu corpo. Fechei os olhos sentindo o desejo atravessar minha pele, me aquecendo por dentro, e então vi os olhos negros de Dorian, assim como sua boca...

– Droga Anne. –abri os olhos e joguei o livro na gaveta.

Levantei-me e fui até o banheiro, fiz xixi lavei o rosto, e depois me deitei. Revirei-me naquela cama macia de um lado a outro ainda sentindo aquela sensação de desejo quente em mim, mas então desvirtuei meus pensamentos para outro assunto e logo dormi.

[...]

Levantei no meio da noite com os olhos ainda fechados, coloquei os pés no piso frio e me arrepiei imediatamente. Espreguicei-me e depois me levantei lentamente indo em direção à porta. Minhas calças de pijama colavam em minhas pernas, me fazendo sentir uma sensação confortável de maciez do tecido. Abri a porta, e vi o corredor iluminado pela luz que vinha pelas janelas enormes. As cotrinas estavam abertas, e balançavam com o vento.

– Quem deixou as janelas abertas? –me perguntei.

Andei pelo corredor sentindo o piso gelado embaixo dos meus pés, e me aproximei das janelas. As cortinas sacudiam tocando meu rosto, então as retirei de minha face e me debrucei sobre a janela olhando para a rua. Não havia nada além do escuro então fechei a janela com facilidade. Voltei a olhar para fora e vi uma garotinha brincando com uma fita vermelha... Ela tinha cabelos lindos bem presos e usava um vestido branco.

– Anne! –eu sorri vendo a mim mesma lá fora.

Escorei minha testa na janela para sentir o meu halito cobrir o vidro, e então desenhei uma pequena estrela e a vi se apagar em seguida. No lugar do desenho eu vi um rosto, um rosto que estava atrás de mim, parado me observando. Eu não me virei, mas senti a aproximação.

– Dorian? –eu senti sua mão segurar minha cintura e me empurrar contra o vidro. – O que está fazendo? –perguntei em tom calmo.

– Por que fechou as janelas Anne? –ele disse com o queixo em meu ombro.

– Eu não fechei todas... –disse olhando ao redor, mas elas estavam completamente fechadas.

– Eu as abri... –ele disse deslizando sua mão sobre minha barriga.

– Por quê? –disse confusa.

– Por que está quente... –ele sussurrou ao meu ouvido. – Não está sentindo?

– Na verdade eu estava com frio. –respondi sentindo seu corpo apertando o meu.

– Eu não consigo dormir. –ele disse deslizando os dedos pelo meu braço esquerdo enquanto sua mão direita descia rumo abaixo do meu umbigo.

– Eu também não consegui, deve ser o calor. –respondi sentindo seus dedos entrando pelo elástico da minha calça de pijama.

– É como fogo... –ele continuava sussurrando.

– É... –eu sentia sua mão grande invadindo minha roupa intima.

– Queima... Arde... –ele colava os lábios ao meu ouvido enquanto enfiava a mão inteira por baixo da minha calçinha.

– Sim... Eu estou sentindo. –minha voz saia fraca agora.

– Eu tenho as chaves Anne... –sua voz me embriagava como álcool passando pelas minhas veias.

– Chaves de onde? –disse fechando os olhos enquanto ele movia os dedos debaixo da minha calçinha.

– Você quer me deixar entrar não quer? –ele movia os dedos com mais agilidade enquanto eu recostava minha nuca em seu ombro.

– Quero... –gemi olhando o teto.

– Me deixe entrar Anne... –ele dizia mordendo meu pescoço e tocando meu seio com a mão livre.

– Sim... –eu gemia fechando os olhos.

– Eu sei que você me quer... –eu sentia como se meu corpo fosse levitar.

– Que quero... Que quero você... –agarrei minhas mãos na janela enquanto movia meu quadril.

– Isso Anne... –ele seguia sussurrando e movendo seus dedos de maneira firme.

– Ah Dorian... –e eu gemia sem parar.

Os movimentos dele se tornaram mais firmes e mais rápidos enquanto eu sentia sua ereção apertando contra minhas nádegas. Ele movia o quadril me empurrando contra a janela como se quisesse invadir meu corpo ali, daquele jeito, sentindo seu peito em minhas costas. E eu delirava chamando por ele.

[...]

Acordei sobre minha cama, me contorcendo de prazer enquanto sentia meus joelhos erguidos levemente curvados, e minha roupa intima se umedecendo com um liquido que provia de mim. Eu gemi ainda dizendo o nome dele, e quando abri os olhos me sentei imediatamente sobre a cama procurando por ele. Olhei ao redor, mas não havia ninguém ali alem de mim. Me joguei para trás, batendo com as costas na maciez do colchão e revirei os olhos passando minhas mãos pelos meus cabelos...

– Meu Deus, o que foi isso? –eu disse.

Meu corpo respondeu totalmente a um estimulo inexistente, provocado apenas por um sonho. Sabia que um sonho poderia ser mais real em certos momentos, mas nunca imaginei que poderia sentir tanto prazer sem ser realmente tocada por alguém. Eu senti a necessidade de me erguer daquela cama e tomar um banho, pois minha roupa estava completamente molhada tanto pelo suor do meu corpo quanto pelo gozo sonolento. Me despi como se ainda pudesse sentir a presença de Dorian ali comigo, e deixei a porta aberta dessa vez, de certo modo desejando que ele entrasse naquele quarto e me visse ali, nua com meu corpo desejando-o totalmente... Mas tomei meu banho frio até me recuperar totalmente daquele devaneio prazeroso e depois voltei a me deitar. Eu precisava tirar Dorian da minha cabeça...

Notas finais
Gnete a fic recebeu RECOMENDAÇÕES e eu nem agradeci eu acho ainda, então ai vai meu agradecimento a vcs suas lindas!! Esse cap é pra vcs!!! COMENTEM