A Complicated Love
1 O pesadelo começa
Notas iniciais
Beijos e boa leitura! (:
A cena lhe embrulhava o estômago. Nunca imaginaria presenciar esta situação: Da porta do quarto ele a surpreendera completamente despida, suada e envolta em êxtase, perfeitamente encaixada por cima do seu melhor amigo, que por sua vez, estava tão extasiado quanto ela. Respiração descompassada, movimentos ritmados, grunhidos e gemidos embalavam aquilo que para ele parecia uma cena de filme de terror. Era tão horripilante que ele não tinha reação: sua garganta secou, suas pernas pareciam não poder sustentá-lo em pé, um suor frio percorria-lhe a espinha e ele apenas limitava-se a olhar tentando fazer com que sua mente cresse que seus olhos lhe pregaram uma peça de muito mau gosto, diga-se de passagem. Abria a boca, tentava gritar, expressar a fúria que dentro dele crescia, mas nenhum som, nenhuma palavra, nem ao menos um gemido de dor ou de enjôo ele conseguia fazer com que saísse de seus lábios, estava atônito demais para emitir qualquer som
Enquanto ele agonizava assistindo de camarote a maior decepção de sua vida o “casal” nem notava sua presença. Ela movia-se sinuosamente sobre o rapaz, sua pele levemente bronzeada pelo sol contrastava com a palidez dele. Seu longo cabelo negro, liso e levemente ondulado nas pontas pendia do alto de sua cabeça e formava um “v” acentuado na altura da cintura, tremulava de acordo com seus movimentos. Seu corpo vibrava e o rapaz o percorria com as mãos e com os olhos, ele já não podia se conter. Eles tinham bastante sintonia, o que denunciava que aquela não era a primeira vez que os dois protagonizavam aquela cena extremamente desagradável. Num dado momento, a moça joga a cabeça para trás e leva as mãos aos cabelos, deixando claro que chegaria ao seu ápice, o rapaz, que estava deitado, senta-se e enlaça a moça pela cintura, enquanto ela aumenta a intensidade de seus gemidos. Mike permanece imóvel, já devia estar ali há alguns minutos sem ser notado, mas uma vertigem o faz perder as forças e para não cair ele se apóia no batente da porta. O barulho de seu corpo se chocando contra a madeira finalmente chama a atenção da dupla que imediatamente para com a tortura para olhar o que havia feito aquele barulho surdo. Depararam-se com Mike em estado deplorável tentando se reerguer. Suas expressões eram um misto de surpresa e desprezo. Há essa altura os olhos de Mike já estavam banhados em lágrimas, ele tremia e limitava-se a sussurrar:
MK: M-Melissa... Chester... Por quê? C-como? Como puderam fazer isso? – tentava a todo custo manter-se de pé.
Chester soltou Melissa e levou as mãos ao rosto, deslizando pela cabeça e parando na nuca enquanto ela saía de cima dele com certa rapidez, se pondo de pé e pegando um pequeno hobby de seda do chão e vestindo-o. Cruzou os braços e balançou a cabeça em sinal de reprovação.
M: O que você faz aqui, Mike? – completamente indiferente.
MK: Como assim “o que você faz aqui”? Esta é minha casa, este é o nosso quarto, esta é a nossa cama! Eu é que deveria perguntar o que está acontecendo aqui, Melissa! E logo com o Chester? Logo com quem eu julgava ser meu melhor amigo! – disse em tom baixo, mas chorava copiosamente. Sua expressão era confusa e de dor.
M: Mike, essa casa já deixou de ser sua faz tempo, faz parte do acordo e, além disso, o que você presenciou aqui é a coisa mais natural do mundo, já que eu e Chester estamos juntos.
Ele não acreditava no que acabara de ouvir: sua esposa e seu melhor amigo em sua cama e agindo como se fosse normal, como se não houvesse problema nenhum. Ela se impunha de uma forma tão segura de si que parecia que o erro era de Mike. Ele levou um tempo para reagir àquilo, aquelas palavras foram como facas afiadas penetrando em seu corpo o fazendo arfar e se inclinar para frente como se tivesse levado um soco no estômago.
MK: J-juntos? Vocês?... Não pode ser! E nós, Mel?! E o nosso amor? Você me trair já é ruim, mas me trocar e pra piorar, pelo meu melhor amigo? Por quê, Melissa? – Seu semblante desesperado demonstrava toda dor que ele sentia. Não estava mais choramingando, agora gritava tentando entender o que estava acontecendo.
C: Nossa,Mel! Achei que ele já havia superado. – disse enquanto levantava da cama, pegava sua boxer preta do chão e a vestia.
M: Também achei, só espero que isso não seja mais uma tentativa inútil de me comover e tentar voltar pra casa porque eu já estou farta desses joguinhos sentimentais dele. – falou sem olhar para Chester, ao contrário, encarava Mike com desprezo. Chester, já vestido se posicionou ao lado de Melissa e passou seu braço em volta dos ombros dela.
MK: Voltar? De onde? – parecia mais confuso do que antes — Superar o quê? Afinal de contas, do quê vocês estão falando? – Ele os fitava fixamente tentando ler em suas expressões alguma pista do que estava acontecendo.
M: O que há de errado com você afinal? Você andou bebendo? – indignada.
MK: Claro que não! Como quer que eu aja depois de ver o que eu vi? Minha mulher e meu melhor amigo transando no meu próp... – Ela nem deixou que ele terminasse e soltou um riso irônico.
M: Você só pode estar drogado, só pode ser isso! – andando de um lado para o outro impaciente com a situação – Como você pode me chamar de sua mulher e reivindicar direitos nessa casa depois de pouco mais de um ano de divórcio?
Naquele momento Mike sentiu como se o mundo desabasse sobre sua cabeça. Aquela Ultima frase se repetia constantemente em sua mente, ele a olhava perplexo, o mal-estar que sentia simplesmente triplicou. Olhou para sua mão esquerda e notou que não estava usando aliança, voltou a olhá-la ainda sem acreditar no que acabara de ouvir, ela o fitava indiferente.
MK: Não pode ser... Meu Deus, não pode ser verdade. – sussurrou enquanto lágrimas pendiam uma atrás da outra de seus olhos.
M: Mike vai pra casa, está bem? Já chega de showzinho por hoje. – cruzando os braços.
MK: Não... – olhando para o nada e balançando a cabeça negativamente. – Não... – uma dor insuportável fazia seu peito queimar. – Não... – foi andando para trás e olhava para Melissa com dificuldade, pois as lágrimas embaçavam seus olhos.
M: Vá embora, Mike...
MK: Mel, não faz assim – chorando – Por favor, eu...
M: Vai embora! – gritando e apontando em direção a porta.
MK: Não... Não...
Mike
MK: NÃÃÃO!
Acordei de repente e num pulo estava sentado na cama. Estava suado, ofegante, meu coração estava disparado. Aos poucos me dei conta de que tudo não passava de um pesadelo. Olhei para o lado e lá estava Mellissa inerte, mesmo com minha agitação ela permanecia dormindo. Ela estava envolta apenas no lençol, o que me fez lembrar da maravilhosa noite anterior. Olhei para minha mão esquerda e minha aliança estava no mesmo lugar. Suspirei aliviado e olhei para Mel mais uma vez, afaguei suas costas, cheirei e beijei seus cabelos, ela se mexeu um pouco, mas não acordou então resolvi levantar. Ainda estava nu. Catei minhas roupas do chão e fui em direção ao banheiro, coloquei as roupas no cesto e entrei no banho. Acabei o banho, saí do Box e me olhei no espelho. Tirei o cabelo do rosto, pus meio de lado, mas estava muito molhado e baguncei tudo de novo com a toalha. Enrolei outra toalha na cintura e saí do banheiro. Mel estava acordando, coçava os olhos, estava com os cabelos desgrenhados, e sua expressão emburrada me fez rir enquanto enxugava meus cabelos.
MK: Bom dia, minha linda! – rindo. – Dormiu bem?
M: Para de rir de mim, Michael! – deitando de novo e pondo o travesseiro na cara.
MK: Não estou rindo de você, amor, estou rindo pra você! – fui até ela e depositei um beijo em seu braço. – Não vai levantar? Hoje é domingo e quero aproveitar cada momento desse dia com a mulher mais linda do mundo.
M: Exatamente por ser domingo quero dormir até mais tarde. Já vou levantar! – falando ainda debaixo do travesseiro.
MK: Ok, você que sabe. – sorri. Dei outro beijo nela e fui até o armário me vestir. Peguei uma boxer branca e uma calça de tectel preta. Ajeitei o cabelo com a mão e desci para a cozinha. Como ela estava muito cansada decidi preparar o café da manhã preferido dela. Fiz panquecas com geléia de morango, ovos mexidos na manteiga e bacon. Café com leite, hábito brasileiro que ela não perde. Quando terminei, pus a mesa e me deparei com ela me olhando apoiada no batente da porta. Seus cabelos estavam molhados, seu perfume invadia a cozinha e competia com o cheiro da comida. Usava um vestido leve florido e chinelos. Sorria encantadoramente, o que me fez sorrir um pouco sem graça. Deixei o prato com as panquecas no centro da mesa, fui até ela e a beijei. Um beijo calmo e apaixonado, sorriamos entre o beijo. Terminei com um selinho e um beijo na testa.
M: Eu mereço tudo isso? – abraçando minha cintura e sorrindo.
MK: Claro, minha princesa! Isso e muito mais por me fazer o homem mais feliz do mundo! – puxando-a para mim novamente.
Seu rosto ficou serio de repente, não entendi o porquê de sua expressão, mas não perguntei.
MK: Vem, amor. Vamos comer! – puxando-a pela mão até o balcão da cozinha. Fui servido ela e depois me servi, começamos a comer e conversamos sobre minhas idéias para o novo álbum. Como ela era, além de minha esposa, produtora de marketing e me ajudava na direção dos shows da banda, falei sobre o conceito que eu estava “concebendo” em minha mente para o novo álbum. Falei de algumas musicas que estava compondo no piano e ela ficou bem animada. Disse que iria falar com Brad e David, pai de Brad, que também trabalhavam na parte de marketing e publicidade, para começar a divulgação.
Quando terminamos de comer o celular de Mel tocou na sala. Ela pediu licença e foi atender me deixando sozinho na cozinha, mas pude ouvir sua conversa:
M: Alô?... Oi, querido! Tudo bem?... Sim, estou... Aham... Quando? Agora?... Tá, posso sim! Em vinte minutos estou aí!... Não, claro que não! Ele entende... Ta bom, meu amor. Já estou indo!... Beijo, Tchau. – desligando o telefone com um enorme sorriso nos lábios.
MK: Quem era? – entrando na sala e me apoiando na escada.
M: Oi? – se assustando, mas ainda sorrindo.
MK: A ligação, Mel. Quem era? – sorri forçado.
M: Ah, sim! Chester. Quer que eu vá até a casa dele. – já subindo as escadas. Fui atrás dela.
MK: Pra quê, hoje é domingo, não é dia de trabalhar! – ela entrou no quarto e foi em direção ao guarda-roupa. Me detive na porta e me apoiei na parede cruzando os braços. Estava com uma sensação estranha.
M: Eu sei mas, é que ele quer repassar comigo algumas coisas sobre a entrevista de terça com aquela revista. Sabe como é, vocês vão entrar em estúdio depois das férias e ele quer saber o que ele pode ou não falar sobre isso. Coisas simples, amor. – pegando uma muda de roupas e vestindo.
MK: Não gostei. Eu disse que queria passar o dia com minha esposa e esse magrelo te tira de mim! – fiz bico. – Poxa, queria você só pra mim hoje.
M: Vida, não fique assim. – Já vestida com uma calça jeans cinza justinha, uma camiseta branca que cobria os quadris e sapatilhas pretas. — Prometo que não vou demorar, assim que acabar venho correndo pra passar o restante do dia todinho com você. – veio até mim, me deu um selinho, pegou a bolsa e saiu.
Mel e Chester eram muito próximos. Eu achava ótimo que meus amigos fossem amigos dela, não sentia ciúmes, porque ele é meu melhor amigo e confio nele. E nela também, mas dessa vez fiquei enciumado, não por ela estar com Chester, longe de mim, pensar algo assim dela ou dele. É só que eu estava querendo passar mais tempo com ela. Já que ia ficar sozinho em casa, resolvi chamar Brad para conversarmos um pouco.
B: Alô?
MK: Brad? Oi, sou eu Mike! – descendo as escadas.
B: Fala aí, Shinoda! Qual é a boa? – sorrindo.
MK: Tá ocupado? Fazendo algo importante? – me jogando no sofá da sala e ligando a TV
B: Não, hoje é domingo e Elisa levou o Jonah na casa dos pais dela. To completamente à toa. Por quê? Algo bom por aí pra gente fazer?
MK: Na verdade não, mas já que você e eu estamos à toa, porque não vem pra cá? To sozinho mesmo, podemos ficar fazendo companhia um pro outro. – zapiando os canais da TV.
B: Que gay cara! – rindo. – Mas, cadê a Mel? Você adora passar o domingo com ela!
MK: Pois é, mas ela me trocou pelo Chaz. – desanimado.
B: Cof Cof Cof – tossindo. – O QUE? – disse parecendo assustado. – Como assim, “trocou”? Não me diga que...
MK: É isso mesmo, cara! Ele a chamou pra repassar os lances da entrevista dele e do Phoenix, é mole? Escravizando ela em pleno domingo!
B: Ah, é isso então? – rindo. – Ah! – suspirando aliviado.
MK: É! O que pensou que fosse? – perguntei sem entender seu tom.
B: N-Não, nada não Mike. Já chego aí ta? – alterado.
MK: Tá tudo bem, cara? – rindo.
B: Sim, tudo bem. Já chego aí. Abraço. Tchau! – desligando o telefone.
Achei estranho, Brad geralmente é muito calmo, ouvi-lo agitado chega ser engraçado. Enquanto esperava fiquei passando de canal até que parei em um que estava passando New divine, nosso ultimo clipe.
Mellissa
Toquei a campainha e logo Chester abriu. Estava apenas de bermuda e chinelos, estava de óculos, uma cena não muito comum, o que denunciava que estava lendo ou vendo TV. Me olhava com um sorriso enorme, me media da cabeça aos pés. Seu sorriso transbordava malícia. Sem dizer uma palavra, abriu espaço entre ele e a porta para que eu entrasse e assim o fiz. Coloquei minha bolsa no sofá, olhei pela sala meticulosamente organizada e me deparei com seu lap top ligado em cima da mesinha de centro, ele estava no computador, por isso os óculos. Antes que pudesse me virar para olhá-lo senti seus braços envolvendo minha cintura e me puxando contra seu corpo. Aquilo me causou um arrepio instantâneo e uma angústia muito forte. Ele beijava meu pescoço levemente, sua respiração em minha nuca me deixava louca.
C: A história da entrevista colou? – falava entre os beijos.
M: Coitado, nem desconfia. Isso que estamos fazendo é maldade. – me virando de frente pra ele e encarando seus olhos.
C: Se você quiser, nós paramos por aqui. Sempre disse que não vou te forçar a algo que não queira. – me soltando, mas permanecendo próximo.
M: Esse é o problema, Chazzy. Eu amo muito o meu marido. Mike é um homem maravilhoso, uma pessoa muito especial, me ama tanto, sempre quer me fazer feliz. Faz tudo por mim, mas você... – jogando meus braços envolta de seu pescoço.
C: Eu o quê? – me puxando contra seu corpo. Já sentia seu hálito em meu rosto.
M: Você me excita, me deixa louca de desejo, me faz tremer nas bases! O Mike eu amo, mas por você sou completamente apaixonada, isso é possível ou eu sou louca? – sorrindo.
C: Você eu não sei, mas eu sou completamente louco nessa sua boca! – pressionando seus lábios nos meus com força.
Nos beijamos, um beijo lento e sensual no início, mas que logo se tornou rápido e urgente, precisávamos um do outro. Chester explorava minha boca com seus lábios, sua língua brincava com a minha, suas mãos subiram até meu rosto, foram para minha nuca, agarrando meus cabelos com certa agressividade, mas sem me machucar. Eu arranhava suas costas de leve. Caminhamos ainda nos beijando, tropeçando em tudo pelo caminho. Fomos até a porta do quarto e ele a abriu com o pé. Entramos e ele parou de me beijar e passou a me encarar com um olhar mais do que malicioso. Com delicadeza me virou de costas pra ele e me puxou para seu corpo com violência, soltei um leve gemido, o que o fez sorrir. Chester passou a beijar meu pescoço enquanto suas mãos passeavam por meus seios, por debaixo da blusa, mas por cima do sutiã. Tirei a blusa e me virei de frente pra ele, sem demora ele me deitou na cama, deitando por cima de mim e retomando os beijos.
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