A Complicated Love

8 A Caminho da Índia.


Notas iniciais
Oieeeee, não demorei tanto desta vez né? Este cap é dedicado para Lara, uma pessoa muito especial que apesar de odiar minha protagonista, adora a minha fic e eu adoro a fic dela "The Last Time". E adoro vc também sua doida!
Bem, esse capítulo não ficou muito grande. É bem diferente dos outros, vocês vão ver.
Não vou ficar falando, leiam! kkkkk
beijos e boa leitura :)

Brad só podia estar brincando ou delirando, porque a Gabi era completamente na dele quando éramos adolescentes. Até no baile de formatura eles foram juntos e eu fui com a Anna.

Pra falar a verdade eu era apaixonado por ela na época de colégio, mas o Brad chegou primeiro. Apesar de ele ser meu melhor amigo, nunca contei que gostava dela e quando tive coragem de contar pra ela ele já havia se declarado e pedido ela em namoro antes de mim.


*** flashback on***

Tomei meu banho, pus minha camisa favorita, uma calça dois números maior que eu, um tênis e o boné pra trás. Estava nervoso, não sabia qual seria a reação dela, se ela gostaria da minha revelação ou se me rejeitaria. Desci as escadas e meus joelhos tremiam, passei pela sala e meus pais me olharam, mas não disseram nada, apenas sorriram. Gabrielle morava em frente a minha casa, quando saí pela porta ela também saiu, minhas mãos suavam e ela veio sorrindo em minha direção, sorri de volta. Seus olhos brilhavam, ela corria e saltitava, parecia estar muito feliz. Eu não entendia o porquê de sua alegria, será que ela notou? Ela pulou em meu pescoço enquanto ria. Fiquei mais nervoso, mas respirei fundo e decidi que essa era a hora de me abrir.

MK: Gabi, tudo bem? – perguntei.

G: Tudo ótimo, tenho uma coisa pra te falar! – seu sorriso se abriu mais, como se isso fosse possível.

MK: Eu também tenho. – não pode ser, ela também gosta de mim?

G: Então fala! – parou para prestar atenção. Meu coração veio na boca e voltou pro lugar.

MK: Claro que não, primeiro as damas.- sorri como ela.

G: Tá, eu falo. Eu descobri uma coisa. Uma pessoa está gostando de mim! – ela corou. É, ela sabe, mas vou fazer o jogo dela.

MK: Sério? E você gosta dessa pessoa? – perguntei fingindo curiosidade.

G: Sempre gostei, mas nunca tive coragem de contar. Só que ele veio me pedir em namoro e eu aceitei. Eu to namorando Mike, dá pra acreditar? – pulou no meu pescoço enquanto eu fiquei imóvel.

MK: E q-quem é Gabi? Quem é o sortudo? – perguntei forçando um sorriso, mas por dentro eu estava em pedaços.

B: Sou eu! Não vai me dar os parabéns amigão? – Quando vi o Brad saindo da casa da Gabi eu quis matá-lo ali mesmo. Ele me abraçou e depois enlaçou Gabrielle pela cintura. Aquilo me deu raiva, ódio, dor, tristeza, vontade de chorar, mas me segurei.

MK: P-Parabéns, casal! Vocês merecem, ficam muito bem juntos. – falei sério, mas nenhum dos dois notou meu tom, estavam felizes demais pra me notar.

G: Obrigada, mas Mike, o que você queria me falar?

MK: Não era nada de importante, até esqueci! Bem, eu já vou, minha mãe precisa da minha ajuda e eu tenho que entrar, até amanhã na escola.

G: Está tudo bem Mike?

MK: Está sim, até amanhã então. – entrei em casa correndo e assustei meus pais, subi para o meu quarto e minha mãe veio atrás de mim.

DO: Mike! – me chamava enquanto batia na porta. – Meu filho, o que aconteceu? Mike abre essa porta!

MK: Não, mamãe, me deixe sozinho! – a essa altura eu já chorava.

DO: Não vou sair daqui até você abrir essa porta, Michael! – minha mãe já estava irritada.

MU: Donna, deixe o garoto em paz, dê um tempo a ele. – escutei meu pai falar da sala.

DO: Mike, você falou com a Gabrielle aquilo que conversamos ontem? – perguntou em tom baixo, para que meu pai não ouvisse. Apesar dele saber, mas acho que ela queria evitar que eu ficasse com vergonha.

MK: Não!

DO: Então porque você está assim?

MK: Quer mesmo saber? – abri a porta com violência assustando minha mãe. – Porque ela nem me deixou falar, porque ela não gosta de mim como a senhora disse, ela gosta do Brad! Fiz papel de babaca na frente dela, satisfeita agora? – eu falava entra soluços.

MU: Michael Kenji Shinoda, não fale assim com sua mãe. – subindo as escadas.

DO: Espera Muto. Como assim Mike? Ela gosta do Brad, de onde tirou isso?

MK: Eles estão namorando, ela mesma me contou.

DO: Mas... ela me chamou ontem para conversar e...

MK: E o quê, mãe? Eu fui um idiota em pensar que ela poderia me ver de outra forma que não fosse como amigo, agora ela está namorando o Brad, e eu nem contei pra ele que gosto dela. – abaixei a cabeça e entrei novamente no quarto e minha mãe me seguiu, ela sentou na minha cama e eu deitei em seu colo.

*** Flashback off ***

Entrei no meu prédio e subi para casa, estava muito confuso com tudo o que tinha acontecido, cheguei no meu andar e peguei as chaves, abri a porta e vi a bolsa da Mel no aparador, ela já havia chegado. Disfarcei o máximo que pude, se ela soubesse que estive na casa da Gabi iria dar chilique e eu não estava afim de passar por tudo isso novamente.

Fui até a cozinha e a mesa estava posta para dois, Mellissa mexia em algumas sacolas na bancada da pia, estava distraída e eu parei na porta e fiquei observando até que ela se virou em minha direção e abriu um lindo sorriso, seus olhos verde-água brilhavam, estava linda. Não tinha notado como ela estava bonita, sua pele estava viçosa, seu rosto estava iluminado, parecia muito feliz.

M: Oi amor, há quanto tempo está aí? – disse colocando uma pequena bandeja metálica em cima da mesa.

MK: Não muito. Você está tão linda, amor. Não tinha notado você hoje de manhã, parece mais bonita do que nunca. -Disse enquanto me aproximava dela.

M: Obrigada, meu amor. – me abraçou me beijou levemente. – Comprei comida, já que não estou com muito tempo hoje para cozinhar, trouxe sushi.

MK: Caramba, você sabe mesmo como me agradar. Eu estava louco pra comer sushi, pensei que quisesse ir a um restaurante japonês comigo hoje. Não se esqueceu do nosso jantar, né? – me sentei à mesa e ela foi me servindo.

M: Claro que não, Mike. Mas hoje quero ir a um lugar diferente, que tal irmos àquele restaurante indiano que abriu em Hollywood? Estou louca pra conhecer, a critica sobre ele foi muito boa: 4 estrelas. – sentou-se a minha frente e começou a comer.

MK: Tudo bem, mas eu nunca comi comida indiana, só sei que é muito temperada. Eu falei que você escolheria o restaurante, vamos ao indiano então. – sorri enquanto pus um pedaço de sashimi na boca.

M: Vou te fazer uma surpresa esta noite depois que voltarmos. – deu uma risada maliciosa que me deixou preocupado.

MK: Ai meu Deus, é coisa boa?

M: Claro né! Eu vou te fazer tremer nas bases hoje. – deu a volta na mesa, ficando atrás de mim na altura do meu ouvido e falou com uma voz sedutora. – Você não perde por esperar. – saiu correndo.

MK: Hei, espera! Aonde você vai? – levantei rápido mas parei na porta da cozinha, ela havia pegado a bolsa, voltou rápido até mim e me deu um selinho.

M: Tenho que ir, mas de noite você não me escapa. – piscou, jogou um beijo e foi saindo.


Mellissa:

Por incrível que pareça eu estava realmente motivada a fazer uma noite especial para Mike mesmo depois de ter feito amor com Chester. Isso já está se tornando habitual, se não for assim Mike acaba desconfiando, manter essa vida dupla não é fácil.

Resolvi ligar para Brad e pedir dispensa do escritório hoje porque queria preparar tudo com muito cuidado, queria que essa noite fosse perfeita.

B: Alô? – disse desanimado.

M: Oi Brad, sou eu. Tudo bem?

B: Tudo, meu amor. E você?

M: Estou bem, mas estou te sentindo um pouco triste, aconteceu alguma coisa?

B: Não, não é nada. Só estou cansado. Me fale, em que posso te ajudar?

M: Será que podemos deixar o projeto do layout do LPU para amanhã? Estou preparando uma surpresa para o Mike e preciso comprar umas coisas e isso vai tomar todo o meu tempo. – disse enquanto entrava no carro.

B: Pro Mike tudo bem, se fosse para o Chester, eu não liberava. – disse rindo.

M: Tudo bem, eu te entendo. Obrigada amigo, vou correr para preparar tudo, beijo.

B: Beijo, tchau.


Mike:

Saí de casa e peguei o elevado, fui até a casa do Chaz, nossa amizade está meio abalada e não gosto de estar assim com ele. Precisava conversar, afinal ele é meu melhor amigo. Não é uma bobagem dessas que vai abalar nossa amizade.

Chester morava no 12º andar, na cobertura, seu apartamento ocupava o andar inteiro, saíamos do elevador e dávamos de cara com a porta. Ele comprou a cobertura no mesmo dia que eu comprei o meu apartamento, no 10º andar. Ele se mudou para cá quando ainda era casado com a Talinda, mas agora ela voltou para a casa antiga e ele ficou nessa cobertura enorme sozinho.

Toquei a campainha e ele logo abriu.

C: Shinoda, você por aqui? Achei que ainda estivesse chateado comigo.

MK: Na verdade não. Foi por isso que eu vim, pra resolver as coisas. Posso entrar? – disse calmamente e Chester sorriu.

C: Desculpe, claro que pode. – me deu espaço e eu entrei. – Sente-se, fique à vontade. Sabe que essa casa é sua.

MK: Obrigada, precisava vir me desculpar. Acabei desconfiando de você, desconfiei do meu melhor amigo, é que eu fervo de ciúmes pela Mel. Eu a amo tanto que não consigo ver nenhum homem se aproximando dela. Ainda mais dizendo que a ama.

C: Mike, foi como eu disse quando você me ligou hoje. Eu a amo como amo você como amigo. Não precisa ter ciúmes, cara. Ela é tua esposa, não é porque eu estou solteiro que vou atacar as mulheres dos meus amigos. – riu e se jogou no sofá ao meu lado.

MK: Você tem razão. Amigos? – estendi o punho fechado para ele pra que ele tocasse.

C: Nunca deixamos de ser, seu idiota! – riu e me abraçou.

MK: Então ta, eu já vou. Vou fazer algumas coisas lá no estúdio e depois vou jantar fora com a Mel.

C: Legal, cara.

MK: Quer vir conosco? – olhei pra ele com um olhar amistoso.

C: E ficar de vela? Não mesmo, vou ver meus filhos, levá-los ao boliche e depois vou passar na casa do Rob pra ver um filme. – jogou os braços pra traz da cabeça e recostou mais no sofá.

MK: Ta bom, já vou então. – levantando.

C: Te acompanho até a porta. – levantou do sofá e abriu a porta.

MK: Até mais, Charlie. – sorri de canto.

C: Como eu amo quando me chama assim, Shinizzle. – socando meu braço de leve. – Tchau.

Saí do apartamento de Chester e resolvi dar uma volta, fui até a praia e estacionei para observar as crianças brincando. Acabei adormecendo no carro.


***

Fui acordado pelo toque do celular, era Mel. Olhei para o Horizonte e o sol já estava se pondo, olhei para o relógio e marcava 18h45.

MK: Oi Amor. – com voz de sono.

M: Mike, cadê você? Já viu que horas são, onde você se meteu? – irritada.

MK: Desculpe, Mel. Vim até a praia e acabei dormindo no carro, estou indo para casa. Você já está em casa?

M: Já sim, amor. Cheguei faz tempo, vou tomar banho agora. Vem logo. Beijo.

MK: Beijo.

Desliguei o celular e fui para casa. Quando cheguei, Mel já havia tomado banho mas não me deixou entrar no quarto, me jogou a roupa da porta e pediu para eu tomar banho no banheiro de baixo. Disse que isso fazia parte da surpresa.

Me dirigi ao banheiro e tomei um banho rápido, vesti a roupa que Mellissa me deu: Uma calça jeans escura, uma camisa de botões cinza, um blazer azul e botas pretas. Penteei o cabelo como de costume, ele já batia nos meus olhos, coloquei um pouco de lado. Saí do banheiro e fui para a sala esperar minha esposa descer.

Passaram cerca de dez minutos e Mel desceu. Ela estava com um vestido de tecido esvoaçante uva, scapins de bico arredondado pretos, uma carteira preta e os cabelos soltos e escovados. Sua maquiagem realçava a cor de seus olhos. Ela realmente estava deslumbrante.

MK: Nossa! Você esta simplesmente fantástica! – me levantei e dei a mão a ela, para que ela terminasse de descer as escadas.

M: Obrigada, você também está muito elegante. Então, vamos?

MK: Vamos, quero aproveitar cada minuto. – abri a porta para ela e saímos

Chegamos ao restaurante rápido, o trânsito estava bom. O lugar era realmente muito bonito, bem colorido e iluminado, as garçonetes usavam sáris e os garçons usavam turbantes e esbanjavam sorrisos.

O recepcionista do lugar nos indicou uma mesa aos fundos do salão principal. Mellissa estava encantada e eu também, não só com o local, mas com ela. A cada dia que passava ela estava ficando mais linda, estava tão diferente, acho que andou engordando, mas ainda estava com o mesmo corpo. Fiquei olhando pra ela, até que um garçom me interrompeu perguntando o que queríamos beber.

***

O jantar foi perfeito estávamos a caminho de casa e conversávamos distraidamente sobre a comida e as danças do restaurante, percebi que Mel estava agitada, parecia anciosa.

MK: Amor, você parece agitada, o que foi? – olhei para ela que sorria e balançava os pés.

M: Estou bem, só quero chegar logo em casa, pra te dar a surpresa. – me olhou com malícia.

Sorri pra ela. Ficamos em silêncio o restante do trajeto, até chegarmos em casa. Quando entramos ela disse para eu ficar na sala e só subir quando ela me chamasse. Ela subiu e eu fiquei na sala e fui em direção à estante onde ficava nossas fotos, fiquei olhando fotos do nosso casamento, dela com os caras da banda, da nossa lua-de-mel. Me distraí, até que ela me chamou.

M: Amooooooor, sobe! – gritou do quarto.

MK: Tô indo. – subi as escadas e comecei a sentir um cheiro doce, parecido com canela vindo do quarto.

Quando entrei, me surpreendi. Nosso quarto estava repleto de velas aromáticas, alofadas coloridas cobriam a cama, tecidos pendiam do teto e envolviam a cama, como se ela fosse uma barraca, eram cinco pedaços de tecido, cada um de uma cor que desciam do teto até o chão. Não tinha reação, meu quarto se tornou um recinto indiano. Mel não estava ali, fui andando pelo quarto até que vi uma mesinha com um balde de Champanhe e gelo, alguns aperitivos, frutas e chocolate derretido.

MK: Mel? Cadê você? – disse enquanto caminhava até a cama.

M: Estou aqui, Michael.

Me virei para olhar, ela saía do banheiro envolvida num sári vermelho, os cabelos presos com uma tiara dourada, os pés descalços, pulseiras douradas nos pulsos, um colar grande e brincos cumpridos. Se ela não fosse minha esposa eu diria que era uma indiana legítima.

Se aproximou de mim com um andar sensual, pegou em minhas mãos e me guiou até a cama, deitei de lado apoiando a cabeça na mão, ela se distanciou e foi até o som que estava em cima da cômoda. Tambores e citaras começaram a tocar e ela começou a acompanhar o ritmo com os quadris, de forma sinuosa. Suas mãos faziam ondulações perto do corpo e ela indicada os olhos com as mãos todo o tempo. Aquilo estava realmente me excitando, ela rebolava lentamente na tentativa de me provocar, me olhava constantemente, girava sobre os pés e sua delicadeza me encantava. Ela veio aos poucos se aproximando e me puxou para a dança, como eu não sei dançar esse tipo de música me mantive parado, apenas tocando quando tinha oportunidade. Ao final da canção ela me deu uma ponta do sári e eu puxei, deixando a apenas de anágua e top.

Ela me olhou e sorriu, me beijando com desejo, peguei-a em meus braços e deitei-a na cama.

Fizemos amor, como nunca havíamos feito antes, ela estava entregue, sensível a cada toque, a cada investida. Ela queria isso tanto quanto eu. Foi a melhor noite da minha vida.

Notas finais
E aí? Gostaram?
A Música que a Mel dançou foi essa:
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=d3C8swr2w5s&feature=endscreen
O sári dela é esse:
http://www.google.com.br/imgres?start=171&hl=pt-BR&biw=1280&bih=602&tbm=isch&tbnid=eRFGbDO8eU90jM:&imgrefurl=http://www.margaretss.com.br/archives/3204&docid=TW1sCwpTHsA09M&imgurl=http://www.margaretss.com.br/wp-content/uploads/2010/11/47_7001-1.jpg%253F9d7bd4&w=348&h=392&ei=YYD3T7i9N4j49QTa3dWFBw&zoom=1
e o look do mike era esse:
http://www.google.com.br/imgres?hl=pt-BR&biw=1280&bih=602&tbm=isch&tbnid=VbmHJBwBlL5bIM:&imgrefurl=http://www.hollywoodreporter.com/earshot/billboard-awards-linkin-park-mike-shinoda-327356&docid=9xGiA5kALSvgOM&imgurl=http://thr2.pgmcdn.net/sites/default/files/imagecache/blog_post_349_width/2012/05/144926059_copy.jpg&w=349&h=466&ei=0YD3T9zwHIKm8gTEvqD1Bg&zoom=1&iact=hc&vpx=116&vpy=116&dur=5453&hovh=259&hovw=194&tx=85&ty=143&sig=116651124216888030012&page=1&tbnh=137&tbnw=110&start=0&ndsp=23&ved=1t:429,r:0,s:0,i:69
Então? Reviews?