Notas iniciais
Mais um textinho kkkkk

O carro atravessa a cidade solitária.

Em seu percurso, ruas passam.

Pessoas havia.

Enormes multidões em espaços a parte, abraçando a própria maneira de viver. Um estilo que questionava moralidades a cada olhar, mas que também não questionavam. Era como se fosse apenas um péssimo hábito dos sóbrios.

Mas os desaventurados se ocupavam em viver em prol de não perder tempo. Ocupados em ver mais sobre o que que já havia visto, na pequena esperança de que o prazer da primeira vez retome aquele sentido de... Algo novo? Não isso com exatidão, só precisava que fosse familiar. Sob a expectativa das estrelas, alguém precisava dar tudo para viver o de sempre, pela... primeira vez.

Pequenos goles se transformam em goles "seca-garrafas", e tudo se extinguia de sete a dez vezes em cada. Era uma compulsão típica vindo de bairros como aquele, e entregues a delírios de pessoas que precisavam se expor desesperadamente. Quanto a isso, pobres de espírito sugavam as notas dos pobres de dinheiro, mas, afinal de contas, aquilo importava?

Importava para um lado, mas nem tanto para o outro.

Era sempre o que movimentava aqueles bairros, assim como movimentava o carro que atravessa a cidade solitária.

O carro para e ela ri. Mas logo se interrompe.

Um casal passou.

Mas era só um casal? Ou apenas amigos próximos?

As expectativas subiam à medida que o corpo esquentava com uísque. Ela desejava que fosse um casal apenas para defasar um pouco do raciocínio simplista das coisas. O que se tornava omisso a uma mente em puro estado, e logo aquele suposto casal não passaria de lembranças que o consciente nunca te lembraria.

O pavio logo se acendera, no entanto, e ela precisava de outra dose de álcool para amenizar a vontade de estar no centro de um furacão, ou melhor, na boca de um vulcão. Já que as chamas são representações melhores para os tais atos libertinos.

O recipiente se erguia pela nona vez, e seu conteúdo era ingerido em segundos. O ribombar falhava seu sistema nervoso por um instante, e a garganta a lembrava de como dragões aguentavam cuspir fogo daquela forma sem se queimar no processo. Ela não sabia que tudo se resumia a um "é apenas ficção". Mas precisava de combustível por meio desta mesma ficção.

Assim, no mesmo segundo a sensação passara e sem acasos, ela fantasiava uma noite de sexo entre aquele "casal". Estava no limiar do pensamento logico e da loucura. Não dava para se reprender naquele momento. Tudo bem que os rapazes pareciam apenas amigos. É que ela apenas precisava aumentar o nível da literatura.

Afinal, estávamos diante de uma autoproclamada rainha de todo amor e seu cálice ardente se erguia em forma de brinde pela décima vez.

Dessa vez, as risadas soaram discretas. Mas sumiram com o distorcer de mundos.

Notas finais
Espero que tenham curtido, até a proximo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!