A Colheita de Sangue
6 Capítulo 6 - Decisões Perigosas
Notas iniciais
Eram oito da noite quando Isobel atendeu o seu último paciente. Ao leva-lo até a porta, ela pode ouvir de longe sua chefe latir com outros funcionários.
— Isobel, Isobel. — Ela gritou.
— O quê? — Questionou a mesma ao virar para ela.
— O que você ainda está fazendo aí? Temos um paciente na enfermaria que exige vê-la. Ele está descontrolado, e apresenta algumas tendências suicidas.
— Mas eu... eu não sou psiquiatra. Mande o Max atende-lo.
— Não foi um pedido Isobel, foi uma ordem. Agora vá!
Isobel franziu a testa e relutantemente pegou sua bolsa e dirigiu-se para a enfermaria. Ela deu uma olhada por cima do ombro e viu alguns funcionários cochicharem.
Ao passar pelos corredores, uma porta se abriu e ela sentiu alguém puxa-la para dentro da sala. Ela tentou gritar, mas uma mão firme segurou sua boca até que seu corpo começou a irradiar um calor muito familiar, como o que ela havia sentido na casa de Phil, então seu medo passou. Mas isso não impediu que ela o empurrasse contra a parede.
— Dean? — Vociferou Isobel ao vê-lo. — Quer me matar do coração?
— Foi uma pena assusta-la Izzy. — Ele disse sorrindo e ajeitando seu terno em seguida.
— Um cara com “tendências suicidas? ” É sério isso? Você tem sorte que...
— Que sua patroa não usa muito o cérebro? Não se preocupe! Eu paguei 50 dólares para um garoto e tenho que admitir que ele encenou muito bem.
— Eu pensei que você estivesse no restaurante de Graham com Megan. Ou que talvez estivesse preocupado em encontrar o assassino das garotas.
— Oh, eu estava. Até imagina-la incrivelmente sexy com esse uniforme de médica andando pelos corredores. — Ele completou analisando-a por completo.
— Dean. — Ela o repreendeu, mas ao sentir suas mãos novamente em seu ombro, ela tremeu. Seu corpo ansiava por aquilo.
Dean por sua vez, se aproximou mais ainda, tirando em seguida uma mecha de cabelo dos ombros dela. Ele se inclinou e beijou seu pescoço suavemente. Seus lábios macios fizeram Isobel se contorcer. Ele estendeu as mãos e a puxou pela cintura, beijando-a vorazmente em seguida.
— Não! — Ela exclamou desesperadamente tentando recuperar o fôlego. O calor que a acalmara minutos antes, agora lhe causava certo sufoco.
— O que foi? — Questionou Dean confuso. — Eu achei que...
— Eu acho que você não deveria ter feito isso.
— Me desculpe. Você está certa, eu me precipitei, mas não vim aqui apenas para isso.
— Qual é o real motivo de sua visita?
— Vou para a Dakota do Sul pela manhã, atrás de Isabele Fretcher e gostaria de saber se você quer ir comigo?
— Isabele Fretcher? Você andou xeretando a minha vida?
— Claro que não, isso faz parte das investigações.
— E porque você vai investigar minha mãe? Como soube onde encontrá-la?
— Digamos que eu tenho os meus métodos. — Respondeu Dean. — Eu prometo me comportar, se você quiser me acompanhar. Sei o quanto espera por esse momento.
— Eu nem sei o que dizer.
— Diga sim. — Ponderou o rapaz. — Eu te pego as 9 da manhã, pode ser?
— Tudo bem, eu vou te esperar.
— Izzy? Tenha cuidado com o xerife Martin. Eu não confio naquele cara e se ele encostar um dedo em você, eu juro que acabo com ele.
— Dean, ele não vai me machucar.
— Oh, é claro que não. Porque eu vou estar por perto para garantir isso.
— Aham. — Respondeu Isobel sorrindo.
— Você já encerrou o seu expediente? Quer que eu a leve em casa?
— Não é necessário. Eu estou de carro e fiquei de dar uma carona para o Max.
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