Notas iniciais
Essa fic está participando da campanha: Ame o seu país.

A Colecionadora De Botões

Guabiruba – Santa Catarina

Ana Hoffman, 26 anos, vivia em uma casa de estilo alemão no centro de Guabiruba. A casa tinha 3 quartos, dois banheiros, uma sala de TV, uma sala de jantar, cozinha, uma sala de visitas, e lavanderia. Ela morava sozinha e trabalhava na alfaiataria que herdou do avô depois que ele faleceu, vítima de um AVC fulminante.

6:00

Ana se levanta da cama, calça suas sandálias havaianas verdes que combinava com seus belos olhos verdes e vai de pijama para o banheiro tomar um bom banho antes de ir para o trabalho. No banheiro ela abre a porta do box do banheiro — As paredes eram pintadas de rosa gengiva, havia uma privada de porcelana branca com um bidê, um armário de remédios e uma pia simples com água corrente. O banheiro não era chique, muito menos bonito. Era o que Ana podia ter. Só o aluguel da casa ela pagava 650 reais por mês, e ainda tinha que pagar a faculdade —Ana tira o seu pijama rosa e o coloca na borda da pia. Em seguida tira o seu sutiã e calcinha brancas de renda e os larga no chão. Ela entra no box do banheiro, fecha a porta de correr, abre o chuveiro deixando a água quente cair —vinda do aquecedor á gás— e entra debaixo do chuveiro e molha os longos cabelos loiros. A água cai e estala conforme ela se lava. Ela passa o xampu, esfrega os cabelos, e depois os enxagua.

***

Ana sai do banho com a toalha enrolada no corpo e vai para o quarto se vestir. Ela abre a gaveta do seu guarda-roupa e pega uma calcinha e um sutiã e joga-os em cima da cama. Ela tira a toalha e a coloca no pescoço enquanto começa a vestir a lingerie. Ela veste a calcinha e a sobe. Em seguida ela veste o sutiã e o fecha atrás das costas. Então ela vai até o guarda-roupa, e pega outra roupa. E pega uma blusa rosa, vai até o espelho na porta do guarda-roupa, coloca-a sobre o peito e olha para seu reflexo. Ela fica a pensar se iria vestir aquilo.

(Hmm...acho que essa blusa me deixa com cara de patricinha...)—Ela pensa

Resolve por de volta a roupa na gaveta e pegar outra. Ela começa a procurar pela gaveta uma roupa que não desse a impressão de "largada".

Ana acha então uma blusa de decote em gota verde esmeralda que combinava muito bem com seus belos olhos verdes. Resolveu vesti-la e foi se olhar no espelho.

Olhando no espelho ela ainda ficou com dúvidas se aquela blusa estava de seu agrado. Mas, como avaliar a blusa, sem a parte de baixo?

Ana voltou para o guarda — roupa e abriu outra gaveta onde haviam algumas calças dobradas. Havia uma calça jeans com pequenos rasgos nos joelhos, que ela puxou e a abriu no ar. Ela ficou olhando para aquela calça por um tempo.

(Acho que não, vou ficar parecendo uma funkeira)—pensou.

Jogou a calça na cama e pegou outra. Dessa vez, era uma calça de algodão preta. Ela abriu a calça, olhou para ela, e resolveu vestir para ver como ficava. Foi até o espelho e se olhou naquela roupa.

(É, acho que pode ser. Eu só não quero chegar atrasada no trabalho. Preciso ver agora um sapato que combine com essa roupa)—pensou.

O tempo já havia passado e agora o relógio do quarto marcava exatamente 7 horas da manhã. Quando Ana se virou para olhar o relógio, se assustou.

—PUTA MERDA! — ela vociferou.

(A minha chefe vai me matar!)—pensou agoniada.

Aquele definitivamente não era seu dia. Logo o telefone do quarto que ficava no criado-mudo começou a tocar várias vezes até ela atender. Ana se viu diante de um problemão.

Começou a correr de um lado para o outro sem parar. O telefone continuava a tocar. Ana já estava bastante tensa.

— Por favor! Que não seja a minha chefe! — ela resou.

Foi até o criado — mudo, tirou o telefone do gancho com as mãos ainda tremendo e atendeu.

—Alô?

—ANA ELIZABETH HOFFMAN! POSSO SABER PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI A ESSA HORA? — vociferou a voz da chefe no telefone.

—Desculpa, chefe. É que eu não...eu estou presa no trânsito —Ana só conseguiu pensar nessa desculpa.

— NO TRÂNSITO? NÓS NÃO ESTAMOS EM SÃO PAULO!

—VENHA PARA CÁ AGORA MESMO!

—Está bem.

A ligação caiu e Ana pôs o telefone de volta no gancho. Ana começou a chorar e se jogou na cama para afogar suas lágrimas. Ela pegou um travesseiro e começou a chorar nele.

Ana não sabia fazer outra coisa a não ser chorar.

Ela então largou o travesseiro, se recompôs e enxugou as lágrimas.

—Eu preciso trabalhar...Antes tarde do que nunca.

Ana se levantou da cama, calçou sandálias havaianas e foi com a roupa que estava mesmo.

»

Brusque, Santa Catarina

Ana chegou na alfaiataria com seu carro, um fusca amarelo, estacionou na vaga do estacionamento. Ela saiu de dentro dele com sua bolsa pendurada no ombro esquerdo, era uma bolsa de couro creme com detalhes dourados. Andou até a entrada da loja com uma expressão de choro no rosto e entrou no estabelecimento.

Ao chegar, ela foi recebida pela chefe que estava furiosa, dona Isabel Cora Langer.

—ANA ELIZABETH HOFFMAN! VOCÊ ESTÁ ATRASADA!

—Eu sei, chefe. Me desculpa —Falou quase vertendo lágrimas.

—VÁ AGORA MESMO APRONTAR AQUELE VESTIDO!

—Sim, senhora.

—NA PRÓXIMA VEZ, CHEGUE NO HORÁRIO!

—Sim, senhora.

»

Mais tarde, Ana estava colocando alguns alfinetes num vestido de noiva com decote princesa para saber onde ajustar, mas ela estava tão nervosa e angustiada que teve vontade de rasgar o vestido todo.

...

Ana segura no meio do decote do vestido e começa a rasgar ele todo com uma fúria descontrolada. Ela rasga ele pedaço por pedaço. Pisoteia ele com a sandália toda suja manchando aquele lindo vestido todo.

...

Ana volta a si e resolve deixar para lá. Ela ouve batidas na porta da loja e vai ver quem é. Chegando lá, ela abre a porta e se depara com um homem de pele mulata, cabeça raspada, olhos verdes bastante sedutores. Ele vestia uma camisa rosa, uma bermuda branca, e chinelo de dedo no pé. Seu nome era Osmar Dos Santos Silva. Ele recebe Ana com um sorriso cativante.

—Boa tarde, senhorita!

—Boa tarde, senhor. Tudo bem?

—Eu estou ótimo, minha linda. E você?

—Eu estou mais ou menos.

—Por que mais ou menos? E essa cara de choro?

—Eu me atrasei para o trabalho hoje. A minha chefe surtou...

—Entendo. E porque você chegou atrasada?

—Porque ontem a noite eu fiquei até de madrugada conversando no Facebook com uma amiga minha. Ela mora longe daqui, no Rio de Janeiro.

—Ah entendo.

A chefe de Ana logo surge como o capeta saindo das trevas e vê Ana conversando com o cliente, logo dá-lhe uma bronca.

—ANA ELIZABETH HOFFMAN, É PARA VOCÊ ATENDER O CLIENTE E NÃO FICAR DE BATE-PAPO COM ELE!

—Desculpa, chefe —Ela olhou para a chefe.

—Sou eu que peço desculpas. Eu fiquei bastante encantado com essa garota e acabei puxando papo.

—Tudo bem. Qual é o seu nome?

—O meu nome é Osmar Dos Santos Silva.

—Muito prazer, Osmar. Qual é o motivo da sua vinda a nossa alfaiataria?

—O prazer é meu, dona. Bem, eu precisava de uma nova camisa. Sabe como é, eu trabalho numa oficina mecânica e sempre acabo me sujando um pouco quando estou consertando carros.

—Entendo. Ana, busque a fita métrica e tire as medidas do seu Osmar — Falou em um tom sério.

—Sim, chefe...

»

Ana volta com a fita métrica e começa a tirar as medidas de Osmar.

—Levante os braços, por favor.

—Está certo.

Osmar levanta os braços e Ana mede a cintura dele.

—Você é muito bonita, Ana.

Ana não respondeu ao elogio. Ela tentava memorizar a medida da cintura na cabeça.

—Pena que eu sou casado. E você, está solteira?

—Sim — Ela olhou para ele enquanto tirava a medida do peito dele.

Ela tentou memorizar a nova medida.

—Talvez possamos sair para jantar algum dia desses, como amigos eu quero dizer.

—Tudo bem.

—A bebida fica por minha conta.

—E a sua mulher? O que ela vai pensar?

—Bem, ela não precisa saber disso.

— Eu não sei...

—Ei, não se preocupe, será apenas umas bebidas.

—...Está bem. Pode abaixar os braços.

—Está bem.

Osmar abaixou os braços.

Ana fixou o seu olhar em Osmar e de repente ficou enfeitiçada com a beleza de Osmar. Ela jogou a fita métrica no chão, abriu a camisa dele com agressividade, o que fez com que os botões caíssem todos no chão e o tronco dele ficasse exposto.

—O que você está fazendo?

—Eu não sei, me desculpa. Se quiser que eu pare...

—Não, eu gosto disso, minha linda. Continue...

Ana se abaixou e puxou a bermuda de Osmar para baixo, deixando-o de cueca. A cueca dele era do tipo boxer, branca. Ela abaixou a cueca dele e começou a fazer sexo oral nele.

—Nossa! Garota, como você é quente...

Osmar colocou sua mão na cabeça de Ana e a ajudou. Ana continuava sugando a vara de Osmar e ia aumentando a velocidade. Osmar urrava como um urso.

Ana continuava fazer sexo oral em Osmar até ele gozar.

...


Ana vai fundo até começar a engasgar e é quando Osmar começa a ejacular dentro da boca dela.

—Cacete!

Ela tira a sua boca de dentro da vara de Osmar que sai toda molhada de saliva. Osmar levanta a cueca e a bermuda.

—Desculpa, eu preciso ir. Se precisar tirar o resto das minhas medidas, eu posso voltar outra hora.

—Tudo bem —Ela limpou a boca — E me desculpa, eu não sei o que deu em mim...

—Não precisa se desculpar, minha linda. Eu adorei. Nós continuamos outro dia, talvez.

—Ok.

Ana levantou, tascou um beijo em Osmar e depois pegou a camisa sem os botões e vestiu Osmar.

—Me desculpa, eu arranquei os botões da sua camisa, talvez você devesse deixá-la aqui para eu arrumar.

—Talvez eu devesse...

Osmar tirou a camisa e Ana a segurou.

—Está muito calor hoje. Eu vou voltar assim mesmo para casa.

—Ok. Até breve.

—Até. Fique com Deus.

Osmar se retirou, abriu a porta da loja e fechou logo em seguida.

Ana suspirou, colocou a camisa de Osmar no ombro e começou a catar os botões. Ao pegar o primeiro botão, ela de repente sentiu os pelos do pescoço ficarem ouriçados. Ela olhou fixamente para o botão, e então teve uma espécie de visão.


Todo o cenário ficou preto e branco com um flash mostrando uma lembrança do passado de Ana, uma lembrança de quando ela era pequena e o avô dela deu um botão semelhante aos que estavam na camisa de Osmar, e disse:"Sabe esse botão que você está vendo? Nós precisamos encontrar um outro igual a esse. E esse outro botão deve estar na roupa de alguém. Desde que eu era garoto eu ficava fascinado pelos botões nas roupas das pessoas. Botões são grandes, pequenos, tem diferentes cores e são únicos, assim como cada pessoa é única. Botões precisam de uma peça de roupa para se completarem, assim como as pessoas precisam de alguém para compartilhar seus momentos difíceis, suas felicidades. Você entendeu, Ana?"


A pequena Ana de 9 anos respondeu ao seu avô.

—Sim, vovô.

—Boa menina. Um dia você herdará de mim a alfaiataria que eu estou construindo. E quando esse dia chegar, eu quero que você encontre o outro botão que é igual a esse. às vezes os botões podem passar despercebidos. O que eu quero dizer é, que as pessoas levam muito tempo para encontrarem o seu grande amor, e às vezes ele passa despercebidos, como os botões, que ninguém repara que estão lá, mas eles estão lá."

...

Ana volta a realidade e olha de novo para aquele botão e depois repara nos outros botões que estavam no chão. Eles eram diferentes do que estava na mão dela. Aquele botão era feito de madeira como o da lembrança e os outros eram de plástico branco.

—Esse botão. Ele não é como os outros...isso significa que o Osmar é o meu par ideal? Mas ele é casado —Ela ponderou.

...

Notas finais
Obrigado por ler^^

Se gostou, comente^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!