A Cobaia Perfeita - S1 (SENDO REESCRITA)
1 Capítulo 1: Recomeços
Notas iniciais
POV ANASTÁSIA
Fevereiro de 2014 – Brooklny
CONTROLE ERA TUDO O QUE ERA REAL. Eu tinha aprendido desde jovem que planejamento, cálculo e observação poderia evitar as mais desagradáveis coisas — riscos desnecessários, decepção, e o mais importante, mágoa.
No entanto, planejar evitar o desagradável não era sempre fácil, um fato que se tornou óbvio na luz ofuscante Brooklyn’s Pub. As luzes de néon penduradas nas paredes e a fraca iluminação da trilha do teto destacava as garrafas de bebidas no bar, que era apenas ligeiramente reconfortante. Todo o resto tornou evidente o quão longe eu estava de casa.
Eu estava sentada no mesmo banco a duas horas desde que parei de desempacotar as caixas em meu novo apartamento. Pelo tempo que eu poderia suportar, joguei fora os meus pertences que faziam parte de quem eu era. Explorar meu novo bairro era muito mais atraente, especialmente no ar incrivelmente suave da noite mesmo que fosse o último dia em fevereiro. Eu estava experimentando, minha a liberdade adicional sem ninguém em casa, esperando por um relatório do meu paradeiro.
O assento do banco que estava me mantendo quente era coberto por couro falso laranja, depois de beber uma respeitosa porcentagem do meu incentivo de transferência que a SHIELD tão generosamente tinha depositado em minha conta naquela tarde, eu estava me saindo bem em não cair do banco.
O último e sexto Manhattan da noite deslizou da taça chique em minha boca, ardendo na minha garganta. O bourbon e o vermute doce tinham gosto de solidão. O que pelo menos faziam me sentir em casa. Casa, no entanto, estava a milhares de milhas de distância, e me fez sentir mais longe quando eu me sentei em um dos doze bancos que estavam à beira do bar curvado.
Entretanto eu não estava perdida. Eu era uma fugitiva. Pilhas de caixas estavam em meu novo apartamento no quinto andar, caixas que eu tinha embalado com entusiasmo, enquanto meu ex-namorado, Jackson, ficou furioso no canto do nosso pequeno apartamento que compartilhávamos em Chicago.
Seguir em frente era a chave para subir na vida e esquecer o passado, e eu tinha ido muito bem, em pouco tempo. Jackson ficou perturbado quando eu disse que estava sendo transferida para Manhattan. Ainda no aeroporto, antes de eu o ter deixado, ele havia prometido que nós poderíamos fazer funcionar. Jackson não era bom em despedidas e muita das vezes acabava dando algum problema
Eu balançava a taça de coquetel na minha frente com um sorriso de expectativa. O barman me ajudou a coloca-la no balcão de madeira, e depois me serviu outro Manhattan. A casca de laranja e cereja dançavam lentamente em algum lugar entre a superfície e o fundo da taça — como eu.
— Este é o último, querida, —- ele disse, limpando o balcão aos meus lados.
— Pare de trabalhar tão duro. Eu não dou gorjetas assim tão boas.
— Os Feds nunca dão, — ele disse sem julgamento.
— É tão óbvio assim? — Eu disse.
— Muitos de vocês vivem por aqui. Vocês todos falam a mesma coisa e ficam bêbados na primeira noite longe de casa. Não se preocupe. Você não aparenta ser uma agente.
— Graças a Deus, por isso — eu disse, segurando minha taça. Não queria que soasse assim. Eu amo a agência e tudo sobre isso. Eu amei até mesmo Jackson, que era um agente, também.
— De onde foi transferida? — Perguntou. Ele estava com uma camiseta preta muito apertada com decote em V, as unhas bem cuidadas. Perfeitamente arrumadinho, mas foi traído pelo seu sorriso travesso.
— Chicago, – eu disse.
Seus lábios enrugados puxados para trás e seus olhos alargados o fazia se assemelhar um pouco com um peixe.
— Você deveria estar comemorando.
— Acho que não deveria ficar chateada ou eu não teria nenhum outro lugar para ir. Estou à deriva. — Eu tomei um gole e lambi uma gota de bourbon de meus lábios.
— Oh. Fugindo do seu ex?
— No meu ramo de trabalho, você nunca se afasta realmente.
— Oh, Droga. Ele é um Agente, também? Não se come a carne onde se ganha o pão querida;
Eu tracei a borda do copo. — Eles com certeza não te treinam para isso.
— Eu sei. Isso acontece muito. Vejo o tempo todo, —- ele disse, balançando a cabeça, enquanto lavava alguma coisa em uma pia cheia de espuma atrás do balcão. — Você mora perto?
Eu olhei para ele, desconfiada de qualquer um que pode identificar um agente, fora que ele faz muitas perguntas.
— Você vai frequentar aqui? — Ele perguntou.
Vou ver até onde ele vai com suas perguntas, e concordei.
— Provavelmente.
— Não se preocupe com a gorjeta. Mudança é caro, e também beber tudo o que você deixou para trás. Pode me recompensar depois.
Suas palavras fizeram meus lábios se curvarem para cima de um jeito que eles não haviam se curvado em meses. O que provavelmente não foi notado por ninguém, exceto por mim.
— Qual é seu nome? — Eu perguntei.
— Bryan. – Respondeu enquanto me oferecia a sua mão para eu poder apertar.
— Meu nome é Anastásia, mas pode me chamar de Ana.
[...]
O ar da noite me implorou para dar um passeio em uma direção diferente ao do meu apartamento, mas eu contornei a esquina e atravessei a rua, subi o alpendre do meu prédio. Uma vez lá dentro, meus saltos clicavam contra o chão até que parei diante do elevador. A porta de entrada se abriu e fechou, Joshua diminuiu os passos quando ele me viu.
— Subindo? — Ele perguntou.
Olhei para ele com uma expressão vazia, e ele olhou ao redor, como se estivesse perdido, ou talvez não acreditasse que tivesse dito algo tão estúpido. Estávamos no piso térreo.
As portas se abriram com um som alegre, eu entrei. Joshua me seguiu. Apertei os botões para os quinto e sexto andares, incapaz de esquecer-me que aquele cretino morava diretamente acima de mim.
— Obrigado, — ele disse.
Eu notei sua tentativa de suavizar a voz rude de eu não fodi a sua vida com os nossos superiores.
Enquanto o elevador subia os cinco andares, a tensão entre mim e ele ia aumentando, assim como os números iluminados acima da porta.
Finalmente, quando chegamos ao meu andar, sai e soltei a respiração que estava prendendo. Virei-me para acenar para Joshua, e antes das portas deslizarem se fechando, ele saiu.
Logo que seus pés tocaram o carpete do quinto andar, ele pareceu se arrepender.
— Não é seu o seu andar. – Lembrei rapidamente, pois se eu tinha engolido a fofoca que ele tinha feito para o Fury , ele estava muito enganado.
— O andar acima. Sim. — Ele disse. Ele olhou para mim e respirou fundo. — Ana... — Ele fez uma pausa, parecendo escolher suas palavras com cuidado. Ele suspirou. — Eu sinto muito que isso tenha acontecido com a sua mãe, mas você não tinha o... – Quando ele ia terminar o interrompi.
— Eu sou bem grandinha, Joshua. Eu posso arcar com a responsabilidade dos meus atos, mesmo que isso signifique ter você como minha babá.
— Eu não te entreguei ao Fury por causa daquela promoção.
— Eu certamente espero que não.
— Você sabe bem que seu relatório foi excepcional, e você tem muito mais coragem que a maioria dos homens em nossa unidade, mas você precisa saber que a vingança nunca é boa principalmente para pessoas como nós. Sua mãe não iria querer que você se destruísse assim por causa dela.
— Você me questionou na frente de todos, me dopou e acionou o Fury só porque eu bati no Nicolas, mas agora me responda uma pequena coisa que eu simplesmente não consigo tirar da cabeça. Valeu a pena me impedir de matar aquele desgraçado quando eu tive a chance? — Eu perguntei irritada e incerta.
Ele pensou sobre isso, e então ele colocou as mãos nos bolsos e deu de ombros. — Sim.
— Você é um idiota.
— Eu sei. – Meu olhar caiu involuntariamente em sua arma. Eu estava perdida por um momento nas memórias e no quão incrível eu me senti quando encostei a mesmo no rosto de Nicolas. — Agora que já sabemos disso, eu acho que começamos com o pé errado. Não precisamos ser inimigos. Trabalhamos juntos, e acho que o melhor para o interesse do Esquadrão é ser cordial.
— Acho que, dada a nossa história, tentar sermos amigos seria uma ideia particularmente ruim.
— Amigos, não — Eu disse rapidamente. — Um respeito mútuo — como colegas.
— Colegas, — ele disse com uma expressão sarcástica.
— Profissionais, — eu disse. — Você não concorda?
— Agente Prince, eu só queria esclarecer que o que aconteceu entre nós foi um erro. Nós... Nós não podemos cometer esse erro novamente, não podemos parecer sermos inimigos quando somos aliados.
— Estou ciente, — eu simplesmente disse. Estava sendo muito difícil ignorar seu comentário.
— Obrigado, — ele disse aliviado. — Eu não queria adiar esta conversa.
Eu olhei para todos os lugares menos para Joshua. Tirei as chaves da minha bolsa. — Tenha uma boa noite, senhor.
— Apenas... Joshua está bem quando não estamos no escritório.
— Boa noite, — eu disse, colocando a chave na fechadura e virando-a.
Eu fechei a porta, e vi ele virar-se para as escadas com uma expressão de raiva. Meu sofá continuava sendo mantido como refém, rodeado de caixas de papelão. As paredes brancas com cortinas faziam-me sentir desconfortavelmente fria, mesmo com a temperatura amena do lado de fora. Eu fui direto para o quarto e cai de costas na cama, olhando para o teto.
O dia seguinte seria longo, organizaria meu escritório, descobriria mais sobre o assassinato da minha mãe e teria uma reunião com Fury. Eu teria que desenvolver meu próprio sistema para rastrear o progresso de todos, analisando onde eles estão na atribuição atual e no que eles estarão trabalhando em seguida. Este seria meu primeiro quando colocasse os pés na SHIELD.
Eu suspirei.
Raiva e ódio eram as únicas maneiras como eu ia passar o meu tempo no Brooklyn. Eu teria que aprender a controlar meus instintos, minha língua frouxe e saber pisar e ovos, pois eu sentia no fundo do meu coração que mesmo o Fury dizendo que não sabia de nada, eu tinha mais certeza absoluta que ele escondia coisas de mim junto com a minha mãe.

Nina Dobrev as Anastásia Prince
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