A Civil War Upon Us
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Steve, Bucky, Sam e Natasha voaram até o Quênia, na África. De lá, foram de jipe até uma cidade do interior. A cidade apesar de pequena, tinha muitos habitantes e o comércio no centro da cidade era muito movimentado.
Sam não parava de tirar selfies com toda aquela paisagem natural e exuberante. Ele fez Steve e Natasha saírem em uma das selfies com ele.
Natasha estava um pouco incomodada porque Bucky vez ou outra a olhava de uma maneira estranha e discreta, ela só percebe porque também é uma espiã.
N: Para o carro.
Todos olharam pra Natasha. O jipe estava sacolejando bastante, o que fez o estômago de Natasha revirar.
N: Para o carro, para agora.
O motorista que os estavam guiando, parou o carro. Natasha abriu a porta e foi pra trás do jipe e começou a vomitar. Steve foi atrás dela, ele se aproximou e botou a mão nas costas dela.
S: Você está bem?
Natasha fez um “jóinha” pra indicar que sim. Ela passou a mão na boca e olhou para Steve.
S: Por isso eu disse que era melhor você ter ficado lá, Natasha.
N: Eu estou bem. O jipe que está sacudindo muito. Vou ficar melhor quando chegarmos no hotel.
S: Vamos, vou te dar água.
Steve e Natasha voltaram pra dentro do carro. O motorista deu partida novamente. Steve deu um cantil com água fresca pra ela.
Sam: Ué, eu bebi e você que passa mal? Tá de ressaca?
S: Foi só um mal estar.
Natasha deitou a cabeça no ombro de Steve e adormeceu durante as 3 horas de viagem.
Já estava no início da noite quando eles chegaram no hotel. Bom, não era um hotel luxuoso, era na verdade, bem caído. O único fresco com essas coisas era Sam que estava reclamando se teria lençóis limpos.
Sam dividiu o quarto com Bucky, Steve e Natasha ficaram no quarto ao lado.
S: Vou pedir algo pra gente comer.
N: Pede só pra você, não me sinto muito bem.
S: Natasha, você está horas sem comer.
N: Estou enjoada, não vou conseguir comer.
S: Que tal eu pedir uma sopa, bem leve. Pelo menos umas colheradas. Você não pode ficar fraca, tá comendo por 2, né.
Natasha não disse nem que sim e nem que não, ela foi tomar banho, enquanto Steve pediu a comida.
Assim que Natasha saiu do banheiro e avistou a comida na bandeja, retornou pro banheiro e vomitou novamente.
N: Steve, por favor, esse cheiro. Come lá fora.
S: Eu vou comer no quarto do Sam, então. Você vai ficar bem?
N: Sim, pode ir.
Steve foi pro quarto de Sam. Natasha se olhou no espelho e notou que estava um pouco pálida e suando. Ela lavou o rosto, o secou e foi se deitar.
Quando Steve voltou pro quarto, Natasha ainda estava dormindo, ele decidiu não acordá-la, ele faria ela comer alguma coisa de manhã.
Na manhã seguinte, Steve acordou e deparou com Natasha sentada numa mesinha, tomando café da manhã. E que café da manhã! Bolos, biscoitos, pães, ovos, bacon, panquecas sucos e café. Natasha estava comendo de tudo.
Steve a olhava, pasmo.
N: Bom dia, soldado.
Disse Natasha de ótimo humor.
S: Bom dia.
N: Vai ficar deitado aí o dia todo, ou vamos trabalhar?
Steve se espreguiçou e levantou da cama. Ele foi até Natasha e deu um selinho nela.
S: Pensei que ia me esperar pra tomar café.
N: Eu queria, mas você fica tão lindo dormindo. Preferi deixar você descansar mais.
Steve sorriu e deu outro selinho nela.
S: Pelo visto os enjoos passaram.
N: Eu disse que ficaria bem ao chegar aqui. Agora vá se arrumar, vovô.
S: Natasha, já disse que não gosto.
N: Awn, me desculpe.
S: Sei. Você sempre volta a chamar.
Steve se virou pra ir no banheiro e Natasha aproveitou pra dar um tapinha na bunda de Steve. Ele a olhou meio chocado. Uma vez, ele foi fazer o mesmo e ela quase deslocou o braço dele.
Enquanto Steve tomava banho, Natasha se arrumou e disse que ia esperar por ele e os demais no saguão do hotel.
Sam bateu na porta do quarto de Steve, acompanhado de Bucky.
Steve abriu a porta, enquanto terminava de vestir seu uniforme, só faltava o capacete.
Sam: Ué, cadê Natasha?
S: Nos esperando lá embaixo.
Steve pegou o escudo.
S: Vamos.
...
Os três chegaram no saguão que estava até movimentado, olharam em volta a procura de Natasha, mas ela não estava em lugar nenhum.
S: Ela disse que esperaria aqui.
– Senhores.
Disse uma mulher, usando um calça jeans escura, óculos escuros e uma jaqueta longa cor de camurça. A mulher estava no balcão de atendimento, lendo jornal. Ela abaixou o jornal um pouco para avistar Steve, Sam e Bucky.
Sam: Essa mulher é muito gostosa e tá falando com a gente. Será alguma turista perdida? Porque eu posso ajudar ela a se achar, se é que me entende.
Steve o olhou com repreensão. Steve estava no modo soldado, capitão. Brincadeira tinha hora, e agora não era hora.
Steve observou a mulher melhor, enquanto ela ainda escondia metade do rosto atrás do jornal.
S: Natasha?
Natasha abaixa o jornal se revelando.
N: Vocês demoram muito pra se arrumar.
Sam: Aff era Natasha? Eu chamei você de gostosa, credo.
N: Credo por que? Você me acha mesmo que sei.
Sam: Eu não.
N: Acha sim, vive me checando. Sabia disso, Steve?
Steve olhava com repreensão pros dois.
Sam: Eu não, eu checava antes, mas depois você virou homem pra mim, eu heim.
Natasha estava brincando e Steve sabia disso, mas como disse antes, Steve não sabe relaxar em missão.
S: Aluguei uma moto e um carro pra gente. Natasha, você vai de moto junto com Sam, eu e Bucky de carro. O objetivo hoje é só reconhecer o ambiente, colher informações, não vamos atacar. Seremos os mais discretos possíveis por causa dos civis. Certo?
Sam: Certo.
Bucky e Natasha consentiram com a cabeça.
Eles partiram. Steve e Bucky ficaram afastados o suficiente pra observar o movimento no mercado ambulante, enquanto Natasha estacionou a moto perto de um café. Ela sentou na mesa com Sam e eles pediram chá, para manter o disfarce.
Natasha pressionou o dispositivo no ouvido que funciona como fone e microfone.
N: Em posição.
S: Em posição também. O que vocês veem?
N: Os seguranças do café tem armas muito pesadas para serem seguranças comuns. 2 homens com o mesmo armamento, na terceira banca da direita, mais 2 perto do caminhão descarregando caixas.
Sam: Provavelmente estão escoltando o conteúdo do caminhão.
N: Muito bem, Sam.
Nesse momento que os homens saíram carregando caixas do caminhão, uma mulher esbarrou em um deles. Um dos caras sacou a arma e apontou pra cabeça da mulher que chorava e implorava pela vida dela na língua da tribo que pertence.
Steve e Bucky podiam assistir a cena, assim como Sam e Natasha.
Sam se remexeu no banco, enquanto Natasha agia como se nada estivesse acontecendo.
N: Sam, mantenha posição. Lembre-se que estamos só observando, ordens do Cap.
Sam: Eu sei, mas ela nem fez por mal.
Para piorar a situação, uma criança de aproximadamente 9 anos, entrou entre a arma e a mulher, ele a abraçou e chorava também implorando pela vida dela. Provavelmente era o filho dela.
O cara sorriu perversamente, ele engatilhou a arma. Mais uma criança de 12 anos, entrou na frente, mas não estava chorando, ela estava na verdade com um olhar desafiador.
O cara mandou ela sair da frente e a menina não dizia nada, só olhava para ele.
N: Menina corajosa.
O cara deu um tapa tão forte na menina que ela voou no chão. Ela agora tinha um corte na cabeça, sangrando, ela ainda sim não chorou. Ela se levantou com dificuldade e voltou a encarar o homem, que encostou a arma na testa dela por ela o desrespeitar.
A mulher abraçou ela e o outro filho, enquanto chorava.
O homem disparou.
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