A Civil War Upon Us
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Natasha estava agora no 7º mês de gravidez, mal ficava acordada. E quando estava acordada era só para vomitar, sangrar ou sentir dor até ser colocada de coma de novo.
Sam bateu na porta do quarto de Natasha. Ele abriu a porta e Natasha estava acordada e muito pálida. Sam saiu do caminho e deixou Bucky passar.
Bucky tomou um susto quando viu quem estava no quarto daquele hospital.
B: Por que você me trouxe aqui, Sam?
N: Потому что я спросил (Porque eu pedi).
Bucky olhou para Natasha, confuso e sem ter certeza se devia estar ali ou não, ainda mais que Steve não está. Bucky se aproximou da maca.
N: Sam, nos deixe sozinhos, por favor.
Sam não queria e estava bem chateado, para não dizer desconfiado desse encontro. Natasha fez ele jurar não contar ao Steve, e fez ele jurar pelo bebê dela e pela mãe dele.
Sam se retirou e fechou a porta.
B: Я знал, о ребенке. Мне очень жаль. Я не хочу, чтобы это случилось (Eu soube sobre o bebê. Eu sinto muito. Não queria que isso tivesse acontecido).
N: Não é culpa sua.
Natasha respirava com certa dificuldade, os lábios dela estavam muito secos, ela começou a tossir.
Bucky pegou um copo de água e a ajudou a beber.
N: Obrigada. Eu te chamei porque preciso que prometa uma coisa.
B: O que?
N: Você tem que proteger Steve.
B: Ele não está falando comigo desde aquele dia.
N: Não importa. Ele te ama e te considera, por isso ficou tão chateado. Mas ele precisa de você e vai precisar ainda mais.
B: Natasha...
N: James, me escuta. Essa briga sobre o Registro vai ficar muito perigosa. Eu preciso que proteja Steve e o meu filho. Me prometa que vai manter os dois vivos.
Natasha estava séria.
Bucky confirmou com a cabeça. Bucky se virou para ir embora.
N: James.
Bucky se virou e a olhou.
N: É como eu te chamava, certo?
Bucky consentiu com a cabeça e o olhar dele não negava que estava feliz por Natasha lembrar dele.
N: Eu sinto muito não ter escolhido você, invés do Ivan. Deixei que nos separassem, parti seu coração depois de tudo que fez por mim.
B: Это нормально. Вы никогда не любил меня (Está tudo bem. Você nunca me amou)
N: Я любил (Eu amei)
Natasha tentou sorrir para ele, mas estava muito fraca.
N: Не так, как вы хотели или заслужил. Но я любил. Это не то, мою любовь к Стиву (Não do jeito como você queria ou merecia. Mas amei. Não é como o amor que tenho por Steve...)
B: Я знаю (Eu sei)
Bucky sorriu.
B: Você devia dizer a ele.
N: O que?
B: Que o ama.
Natasha repousou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos e reabriu devagar, tornando a olhar Bucky.
B: Não deixa escapar a oportunidade como fez comigo. Ele merece.
N: Eu sei.
Bucky saiu da sala e foi embora com Sam, que queria saber tudo, mas Bucky não contou nada da conversa que teve com a Natasha.
Steve estava super estressado a caminho do hospital para ver a Natasha. Ele passou o dia no Senado, discutindo com Tony e General Ross, tudo o que ele precisava era ver Natasha e sentir o filho mexendo na barriga dela para se sentir melhor.
Steve chegou no hospital e estava chocado com a quantidade de repórteres e policiais no hospital. Ele ficou preocupado e correu para o hospital, mas tinha uma barricada e os policiais o impediram de passar.
S: Preciso entrar, minha mulher grávida está aí.
– O Sr. é acompanhante de alguém internado?
S: Sim. O que houve?
O delegado se aproximou.
Delegado: Esse é o Capitão América, seu palerma. Deixa ele passar.
Steve passou pela barricada.
S: O que houve?
D: Um atentado terrorista, é a minha teoria.
S: Como é? Eu preciso ver minha mulher.
D: Sua mulher está aqui? Tenho certeza que está bem. Estamos contando ainda todos os pacientes, mas parece tudo em ordem.
Dois acontecimentos foram instalados naquele espaço de tempo entre o fim da visita de Bucky e a chegada de Steve no hospital.
Acontecimento 2 — O delegado vai explicar agora para Steve.
D: Venha, vou te levar até a triagem dos pacientes. Mas teremos que ir de escadas, quebraram o maldito elevador.
Steve agora estava mais nervoso que nunca. Um outro cadete acompanhava o delegado e Steve.
D: Esse é meu cadete. Cadete, que sorte a sua conhecer o Capitão América, no seu primeiro dia...
Cadete: Muito prazer senhor, Capitão. Muito honrado.
S: Prazer, senhor...?
Steve queria saber o nome do rapaz.
Cadete: Parker, senhor. Peter Parker.

Eles apertaram as mãos e começaram a subir as escadas.
S: Então o que houve aqui?
D: Olha, o hospital foi invadido por um grupo de homens fortemente armados, falando outra língua, provavelmente árabe.
S: O que é que eles queriam?
D: Esse é o mistério, vasculharam todos os pavimentos, não mataram ninguém, não colocaram bombas, nem armas químicas, nada. Fizemos uma varredura e não achamos nada.
S: Eles estava procurando alguém.
D: Sim, mas não acharam. Saíram de mãos vazias daqui. Malditos árabes.
P: Não eram árabes, senhor. E isso é racismo.
Peter ajeitou os óculos enquanto falava, meio sem graça e com medo do delegado.
D: Como é?
P: Eram russos.
Steve olhou para Peter.
S: Russos?
P: Sim, os seguranças e as outras testemunhas, os descreveram como brancos e que falavam russo.
Steve lembrou do que a Sra. Johnson disse para ele no outro dia. Seria verdade a visita de Ivan no apartamento dele? Então ele está atrás de Natasha e veio aqui a procura dela.
S: Você disse que saíram sem ninguém.
D: Ainda não terminamos a contagem, mas até agora não falta ninguém.
Steve sentiu o coração acelerar, ele subiu as escadas correndo, Peter correu atrás dele e o delegado fez o que pôde, carregando aquela pança enorme pelas escadas.
Steve chegou no corredor do quarto de Natasha e viu os guardas caídos no chão e a equipe médica. Ele correu para a porta e ficou desesperado ao ver que Natasha tinha desaparecido.
Steve se aproximou da maca e tinha uma marca de sangue no lençol.
S: Onde ela está?
P: Quem senhor? Sua esposa?
Steve pegou Peter pelo colarinho.
S: AONDE ELA ESTÁ?
Steve estava vermelho de raiva e Peter engoliu seco.
P: S-s-senhor, eu não sei, cheguei aqui agora com o senhor, senhor.
O delegado chegou no corredor e mal conseguia respirar. A camisa ensopada de suor. Ele ajeitou os bigodes.
D: Senhor Rogers.
Steve soltou Peter e olhou para o delegado.
S: Minha mulher está grávida, eles a levaram.
D: Calma, isso é precipitado. Afirmaram que eles saíram daqui sem ninguém.
S: Eles são espertos, levaram sem ninguém ver.
Steve ajoelhou no chão e pôs as mãos na cabeça.
P: Calma, Capitão.
S: A gravidez dela é de risco, ela não pode se esforçar. Eu prometi cuidar do nosso filho e ela sumiu. Eu devia estar aqui.
Agora vocês sabem que a KGB soube da gravidez e que está atrás de Natasha. Mas não foram eles que sequestraram a grávida. Eis o outro acontecimento.
Acontecimento 1 – Logo depois de Bucky e Sam deixarem o hospital.
Natasha voltou a dormir e acordou no fim da tarde. Ela esperava ver Steve, mas ele não estava lá. Natasha ouviu o barulho de algo pesado caindo no chão, seguido de outro. Ela olhou para a porta e para a maçaneta girando. Natasha franziu a testa, pois tinha certeza que o barulho foi de pessoas caindo no chão.
Natasha sentiu um alívio quando a figura de Hill apareceu na porta.
H: Natasha, temos que te tirar daqui.
N: O que?
Natasha olhou para fora do quarto e viu os guardas que a estavam escoltando, caídos no chão e mais duas enfermeiras também caídas.
N: O que está acontecendo?
H: Sem tempo para explicar, te digo no caminho. Consegue andar?
Natasha não estava em forma e a gravidez afetou alguns dos seus sentidos de espiã. Ela acreditou na Hill, porque não teria motivos para Hill mentir para ela. Natasha encostou o pé no chão e tentou ficar de pé, mas sentiu uma forte dor no ventre.
N: Não posso. O bebê.
H: Natasha seja forte, se você ficar aqui, vão matar você e o bebê.
N: Dói demais.
H: Vou pegar a cadeira de rodas.
Hill puxou a cadeira que estava no quarto e Natasha se sentou, com as mãos na barriga e com uma expressão de dor no rosto.
Hill empurrou a cadeira e a cena no corredor não era bonita.
N: Você matou todos eles?
H: Não, apenas os imobilizei.
Hill pegou o elevador. Chegou no térreo e viu os guardas a olhando com suspeita por ela estar sem vestimenta médica e com uma paciente. Um senhor com bengala estava entrando no elevador. Hill empurrou o senhor.
H: Desculpe, emergência.
O velhinho a xingou, Hill apertou para as portas do elevador fecharem e os guardas agora corriam na direção do elevador e por pouco não conseguiram impedir as portas de fecharem.
Hill ativou o dispositivo de comunicação.
H: Águia 2, preparar para extradição.
Natasha sabia o que significava. Elas estavam subindo para o terraço do hospital.
Ao chegar no terraço, o vento das hélices do helicóptero da SHIELD, faziam o cabelo de Natasha voar.
H: Consegue subir no helicóptero?
Natasha consentiu com a cabeça e subiu com a ajuda do paramédico e de Hill, que subiu logo atrás. Os seguranças chegaram no terraço, mas já era tarde. O helicóptero decolou.
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