A Cidade Escolar

14 A Princesa Intocável. (09/09)


Parte 9

Em uma Avenida da Cidade Escolar:

— Ei!

— Espera aí, ôh moleque!

— Cê vai pagar pelo que fez!

— Não deixem ele escapar, peguem ele a qualquer custo!

Os gritos e xingamentos vinham de um grupo de mais de dez pessoas que per­se­guiam um certo garoto com um senso de direção terrível.

Não levou sequer dez minutos após se separar do grupo de amigos para se per­der no caminho para o dormitório e ao mesmo tempo encontrar com um grupo de delinquentes de uniformes brancos.

— Essa cidade é bem animada.

Comentou Riley enquanto corria a frente do grupo de delinquentes da Es­cola Secun­daria de White High, que certamente estavam atrás dele para vingar um mem­bro de sua gangue.

Riley havia decidido voltar mais cedo para casa, mas se perdeu cinco minu­tos após cinco minutos. Resolveu voltar pelo mesmo caminho e acabou dando de topada com uma gangue de delinquentes cinco minutos depois.

— Por que é que cê tá fugindo, moleque?

— É. Volta aqui e enfrenta a gente se for mesmo capaz.

— Ninguém inteligente o suficiente iria enfrentar dez pessoas ao mesmo tempo. E, aliás, por que os canos de ferro?

Riley retrucou enquanto mantinha o ritmo. Ele já não sabia mais onde es­tava e que caminho pegar, então resolveu correr de forma aleatória. O mais cô­mico e irônico, é que ele mantinha uma expressão desinteressada enquanto corria.

Era como se aquele tipo de coisa fosse tão normal no cotidiano dele que já nem mais se importava, só que esse não era o caso, mais cedo Violet havia oferecido algu­mas doces e por engano entregou um relaxantes muscular a ele, por esse motivo ele não conseguiria fazer nenhum tipo de expressão por algu­mas horas.

Ele virou à esquerda e entrou num pequeno e estreito beco mal iluminado, pois já estava noite e estava fugindo daquele grupo de delinquentes há uns trintas minutos já.

Ele viu uma luz no final do beco escuro, obviamente era a saída, passou cor­rendo rapi­damente e sentiu uma sensação de perigo, algo como um instinto que o dizia para se esquivar.

— Eita!

Ele exclamou ao se abaixar e por pouco não foi acertado por um corpo que veio vo­ando em sua direção, mas que de algum modo acertou alguns dos delinquentes que o perseguiam.

Os delinquentes que se safaram por poucos, agora estavam com os olhos es­bugalha­dos.

O corpo que caiu sobre alguns deles era de uma garota, e que devia estar com o peso muito acima da média, e em pé a uma pequena distância deles es­tava à figura de uma garota.

Ela era baixava, e aparamente estava bastante desarrumada e seus cabelos ne­gros estavam totalmente bagunçados, ela erguia no alto o corpo de uma ga­rota que estava suspensa apenas pelos braços finos da garota; ela então lançou a garota sobre o grupo de delinquentes novamente.

Só depois percebeu que eles estavam ali, assim como percebeu a figura conhe­cida de uma garota que a observava com uma expressão relaxada, que de alguma forma a irritou.

— Yo, Nebrissa, que coincidência te encontrar por aqui e... Ah, cara, isso vai doer...

Riley murmurou pouco antes de uma garota ser lançada sobre ele por Ne­brissa, que a lançou no mesmo instante que ele começou a falar.

O garoto simples­mente segurou o corpo da garota lançada em sua direção.

Inesperadamente a garota era bem mais leve do que aparentava, foi só de­pois que Riley percebeu que a garota na verdade usava várias camadas de roupas para pare­cer mais robusta.

— Oh, peço perdão por minha total falta de sensibilidade. Você está machu­cada, bela senhorita?

A garota corou ao ouvir aquelas palavras, ela baixou a cabeça e escondeu o rosto com os cabelos pintados de loiros.

— Por favor, não me faça de idiota... – ela murmurou.

— Oh, não, não estou fazendo pouco de você, estou falando a mais pura ver­dade. Você é realmente bela por debaixo dessa máscara de maquiagem que está usando e...

Riley foi interrompido por um cano de ferro que acertou perfeitamente em sua ca­beça e deixou a garota totalmente em pânico, Nebrissa que observava tudo de longe com uma expressão de repreensão apenas comentou:

— Você não era uma delinquente alguns minutos atrás, por que é que está agindo como uma garota indefessa agora?

— Isso aí! Eu acertei ele em cheio!

Comemorou um dos delinquentes que recobrou a consciente e aproveitou a chance onde Riley estava completamente distraído.

— Vamo pegar ele enquanto tá desmaiado!

Os delinquentes avançaram sobre o corpo de Riley e saltaram com as bar­ras de ferro em mãos, mas foram acertados ainda no ar por alguns chutes deferi­dos por Ne­brissa.

— Uma hora ela me ataca, ou ela me defende, mulheres são realmente confu­sas.

Comentou Riley enquanto ficava de pé, o sangue escorria de sua testa, mas ele pa­reia não ligar muito para aquilo; seus olhos ficaram atônitos e ele teve o pressenti­mento que algo terrível se aproximava dali.

— Ei, o que você... Espere... Onde pensa que está pegando?

Ele pegou a garota delinquente pela cintura e Nebrissa pela gola do uni­forme en­quanto saltava para longe dali o mais depressa possível, quase no mesmo instante que saltou o chão sob seus pés tremeu e uma enorme cratera se abriu.

Essa técnica, estilo terra? — indagou ele enquanto pousava longe.

— Mas o que foi isso?

Perguntou Nebrissa espantada.

— Provavelmente um usuário de terra, se eu tivesse me atrasado por um único se­gundo, estaríamos como aquele chão agora.

— Riley, sua perna, você está bem?

— O que? Está preocupada comigo agora, Princesa Intocável? Não ligue para isso, mais importante, preste bastante atenção a sua volta agora.

— Eh? Ele acabou de dizer Princesa Intocável? A-aquela...

— Não pode ser! Eu ouvi dizer que ela sumiu há menos de seis meses.

— Não tem com a Princesa Intocável estar num lugar como esse, né?

— Hein...! Antes, ela não havia jogado aquelas duas garotas facilmente com as mãos?

— Pera aí! Se isso for mesmo verdade, quer dizer quê...

Os delinquentes da White High sentiram um calafrio em suas espinhas, não havia uma única pessoa daquela escola que não soubesse como o título Princesa Intocável era bastante temido, qualquer um ali sabia que era de bom senso não querer enfrentá-la.

— Uau, parece que você conseguiu assustá-los. Parabéns, Nebrissa, você fez um ótimo trabalho.

— Eu não quero ouvir isso de você. E a propósito, foi você quem mencio­nou aquele nome, não eu. O quão baixo você consegue ser?

— Hm... Você também me atacou antes e depois me defendeu. No que exata­mente estava pensando?

— Isso não tem nada a ver com a pergunta anterior.

— Oh, então você é do tipo que não é honesta consigo mesma.

— Ei, o que você está insinuando?

— Ah, você sabe, aquele tipo de garota que gosta do garoto, mas acaba sem­pre sendo violenta com ele quando estão perto um do outro.

— Como foi que você que você conseguiu chegar a uma conclusão tão besta como essa?

— Viu só? Você está agindo assim novamente.

— Ah! Já chega! Por alguma razão eu fico irritado quando você está por perto.

— Você, é um pouco diferente do que os outros dizem. Sabe, você não é fria... Ape­nas mal-humorada...

— Ora seu...

Enquanto os dois discutiam, os delinquentes aproveitavam a chance para esca­par de fininho sem serem notados, mas o cano de ferro que um dele lançou em Riley antes fincou na parede em frente ao bando.

— Não é muito educado fugir de alguém enquanto ele está distraído, e tam­bém, eu ainda preciso retribuir o golpe que me acertaram mais cedo, né?

Riley disse enquanto sorria para os delinquentes, um sorriso que os fez senti­rem bor­boletas no estômago.

— Por que estão com medo de alguém assim? – uma voz desconhecida per­guntou – Vocês não são alunos da White High, aqueles que não deixam seu orgulho ser ferido por alguém sem sair ileso?

— E-essa voz...

— É o chefe!

— O chefe está aqui, agora vamo poder acabar com aquele moleque e a Prin­cesa Into­cável também.

Os delinquentes comemoravam a vinda se seu chefe até eles, um garoto que de­via ter a mesma idade que Riley, mas parecia mais novo e tinha um olhar mal-encarado que ficava mais acentuado ainda por causa do boné vermelho que usava.

— Parece que as coisas vão ficar feias aqui. – ele se virou para a garota atrás dele – Minha bela dama creio que ficar aqui seja perigoso a você, então sugiro que se apresse e corra. EU realmente ficaria preocupado se você se machucasse aqui.

— T-tá...

Ela disse enquanto era ajudado por Riley a ficar de pé e logo depois cor­reu se afas­tando dali, o garoto suspirou e afrouxou a gravata em seu pescoço.

— Certo, aqui vou eu.

Num único movimento ele desapareceu deixando um forte rastro de po­eira para trás e em menos de um segundo surgiu na frente do chefe do grupo de delinquentes com um soco, mas o garoto defendeu com apenas umas das mãos.

Como eu pensei, ele realmente se conteve quando lutou comigo na simula­ção de com­bate corpo-a-corpo, mas parece que sua verdadeira força não é apenas isso. Talvez ele seja a pessoa que eu estava procurando para fazer parte do meu plano... – Nebrissa observava atônita.

— Hoho, você é forte.

Elogiou o chefe, logo depois segurou pulso de Riley e o levantou no ar com ape­nas uma das mãos, em seguida o puxou para baixo forçando um im­pacto contra o chão, mas Riley usou suas pernas para se apoiar – mesmo que de costas. Ele então puxou o corpo para frente segurando o punho de seu opo­nente e o lançou para longe, mas o garoto girou o corpo ainda no ar pousou enquanto dava alguns saltos para trás.

Isso é diferente do que o Garu me contou, ele não é apenas veloz, mas rá­pido e pos­sui uma ótima intuição, já que conseguiu sentir e se esquivar do meu ataque terres­tre antes, mas ele está usando apenas os punhos, isso significa que ele não possui ne­nhuma técnica especial então?— pensou o chefe dos delinquen­tes.

— Parece que você tem experiência no mano-a-mano, mas e quanto a técni­cas especi­ais? – o garoto tocou a palma da mão no chão – Abalo terrestre!

O chão tremeu fortemente e fez com que todos ali, com exceção do chefe, per­des­sem o equilíbrio.

Logo depois o chão foi destruído formando uma grande cratera que jogou todos para longe; quando tudo ficou mais calmo e a poeira abaixou, os corpos dos delinquen­tes estavam jogados por todo o lugar enquanto se arrastavam e resmungavam de dor, mas não havia nenhum sinal de Riley e Nebrissa, ambos havia desaparecido sem deixar rastros.

— Como eu pensei, você é um usuário de terra.

— Quando foi que você... Urgh!

O garoto foi acertado em cheio por um chute de Nebrissa em seu rosto que o fez pa­rar longe enquanto rodopiava no ar.

— Ei, você não acha que exagerou um pouco? Ele pode ter morrido com esse golpe, sabia disso?

— Hunf, ele me mirou naquele ataque também, então nada mais natural do que eu retribuir a cortesia.

— Ah, cara, mas sabe, será que com essa ele dormiu?

— Eu não acho que ele seria do tipo que desistiria após receber um golpe.

— Hm, é, isso realmente pode ser verdade. Mas a propósito, por que é que ele está nos atacando mesmo?

— Não foi você que o atacou sem pensar duas vezes? E agora que penso nisso, por que você estava sendo perseguido por um grupo de delinquentes?

— Err... Bem... Sabe o que... Eu meio que me perdi antes e acabei esbar­rando com eles durante o caminho, então eles me atacaram dizendo que iriam vingar alguém cha­mado Garu e depois disso começaram a me perseguir.

— Ah, esse não é aquele garoto que você derrotou antes?

— Hm? Quando?

— Você é idiota ou se faz? O garoto que você derrotou na primeira vez em que nos vimos.

—...

—...

— Ah! Lembrei!

— Só agora?!

— S-seu maldito... Não pense que pode zombar com a gente só porque é de uma es­cola melhor que a nossa... Vocês vão pagar por isso... Todos vocês vão pagar por isso!

O chefe dos delinquentes se levantou algum tempo depois de ter recebido o chute de Nebrissa, seus lábios sangravam e seu nariz certamente estava que­brado.

Ele pisou fortemente no chão e alguns pedaços de concreto que estavam soltos na cratera começaram a ser suspensos e despedaçados no ar até ficaram bem meno­res, o garoto moveu os dois braços para frente e juntou as mãos en­quanto gritava:

— Chuva de meteoritos!

Todos os vários pequenos pedaços de concretos foram lançados em dire­ção a Ri­ley e Nebrissa a uma velocidade muito elevada que criava buracos bastan­tes profun­dos onde acertava.

Os dois se moveram rapidamente enquanto esquivavam de todos os ataques até che­garem perto o suficiente do garoto para o acertarem.

— Barreira de pedra.

O garoto pronunciou enquanto Nebrissa e Riley miravam um soco nele, um pe­queno muro de pedra surgiu do chão de cada lado do garoto onde ele seria acertado, mas Riley e Nebrissa cancelaram o ataque.

— Estacas terrestres.

O garoto esticou os braços na direção dos dois e várias estacas de pedras co­meça­ram a surgir do chão enquanto Riley e Nebrissa ainda estavam se aproxi­mando dele, ambos conseguiram se mover e evitaram maiores danos em seus corpos.

Usaram o muro que o garoto havia conjurado antes como apoio e saltaram para longe dele enquanto as estacas de pedras surgiam pelo chão na mesma direção em que eles seguiam no ar, mas do nada pararam de surgir.

— Parece que o limite dele é de dois metros.

Comentou Riley enquanto pousava no chão, em seu rosto havia um pe­queno arra­nhão por onde descia um pouco de sangue, e seu uniforme estava rasgado em várias partes.

Nebrissa também tinha o uniforme rasgado em várias partes, mas aparente­mente não havia recebido nenhum ferimento em seu corpo.

— Nebrissa, eu sei que nós começamos com o pé errado, e eu queria me descul­par por achar que sabia como você se sentia, mas agora não é hora para agirmos individu­almente, por isso preciso da sua ajuda.

Ela não esperava por aquilo e realmente ficou perplexa por alguns segun­dos, ela suspi­rou profundamente e então respondeu:

— Ah, eu compreendo. Então, o que você pretende fazer?

— Eu preciso me aproximar o máximo possível do corpo dele, mas aquelas téc­nica são realmente um obstáculo e por isso eu preciso que você o distraia por alguns segun­dos, com isso eu acho que consigo me aproximar o máximo suficiente para acabar com essa luta o quanto antes.

— Hm, tudo bem, eu vou tentar.

Nebrissa se posicionou e começou a correr em direção ao oponente que fo­cou toda sua atenção nela.

O limite dele é de dois metros, então eu só preciso atrair a atenção dele sem ultrapas­sar o limite.

No último milímetro antes de ultrapassar o limite de dois metros, ela des­viou o cami­nho e começou a correr para o lado enquanto fazia a volta pelo ga­roto.

Mas o que ela havia esquecido era que, o limite de dois metros só se apli­cava as esta­cas de pedras e não as pequenas pedras que o garoto atirava em alta velocidade, quando percebeu isso já era tarde demais.

Ele já havia direcionado os disparos a ela e estavam a muito poucos milíme­tros de distância de seu corpo quando de repente, ele foram pulveriza­dos.

— O que?

O espantos nos olhos do garoto significava que ele não havia entendido o que aca­bou de acontecer, como foi que as pequenas pedras que ele lançou fo­ram pulveriza­das sem que Nebrissa fizesse um gesto sequer?

— Não devia olhar para apenas um oponente quando se está enfrentando dois.

Avisou Riley surgindo por debaixo do garoto que nem sequer percebeu quando ele se moveu até chegar ali; Riley tocou com a ponta do indicador di­reito sobre o uni­forme exatamente no meio do peito do garoto, e então pronun­ciou com um sorriso enquanto aproximava seu rosto do dele:

— Disparo Big Bang.

Da ponta do dedo de Riley um brilho cintilou e ambos foram envoltos por uma forte luz que obrigou até mesmo Nebrissa a fechar seus olhos, quando o forte lampejo de luz desapareceu, o garoto estava caído já inconsciente pró­ximo aos pés de Riley.

Foi a segunda vez que Nebrissa viu aquele ataque, mas não sabia dizer o que exata­mente ele era, tudo o que ela viu foi apenas uma luz cintilante surgir na ponta do dedo de Riley e depois uma forte luz a obrigou a fechar os olhos e não poder ver o que aconteceu.

Na primeira vez ele usou o mesmo ataque, mas foi a distância, só que foi tão rá­pido que ela nem sequer teve tempo para ava­lia-lo.

— Parece que acabou.

Ele comentou enquanto caminhava em direção a garota.

— Mas parece que o cenário mudou bastante aqui...

Ele completou enquanto observa as várias estacadas de pedras que ocu­pava uma boa parte daquela rua, havia também duas crateras no chão assim como vários bura­cos em alguns edifícios próximos.

— Bem, esses alunos da White High são bastante conhecidos por serem gran­des en­crenqueiros, não podemos ter certeza de que eles vão parar de nos perseguir depois disso.

— Ah, é mesmo, tem algo que eu queria te perguntar há um tempinho já.

— O que?

— Por que é que você estava lutando com aquelas garotas quando eu apa­reci, aliás, elas sumiram!

— Ah, foi aquela garota que você disse para correr, ela as levou nas costas, mesmo que fossem três garotas. Ela deve ter bastante força para ter feito aquilo.

Nebrissa ponderou enquanto falava a última parte.

— Você ainda não me respondeu.

— AH, isso é algo bem comum comigo, elas me desafiaram para uma luta e eu acei­tei.

— Tão simples assim?

— Sim. Afinal, Princesa Intocável é um título que muitos teme e muitos admi­ram, e há muitos também que querem supera-la, então isso meio que é bastante comum na minha rotina diária.

— Deve ser difícil ser famosa, não é? Ah, é mesmo, o que vamos fazer a res­peito disso tudo?

— Hm, é só avisar a Polícia Escolar, eles certamente mandarão uma advertên­cia para a White High por isso.

— Err... Mas e quanto a nós dois, também não receberíamos uma advertên­cia com nosso nomes na escola?

— Ah, isso, simples, só precisamos ocultar o fato de que fomos nós que luta­mos con­tra eles.

Então ela já havia pensado nisso, né? Uma garota formidável de fato.

Após terem ligado para a central da Polícia Escolar e relatarem sobre o ocor­rido – ocultando o fato de que foram eles que lutaram contra os outros -, Nebrissa e Riley resolveram voltar a dormitório.

Embora o garoto só tivesse acei­tado isso porque não sabia onde estava e os dormitó­rios serem próximos, ele ficou supresso ao saber que na verdade era bem perto de onde estavam.

Cada um seguiu por uma rua, já que o dormitório feminino ficava para um lado e o masculino para o outro, assim terminou a noite dos dois, mesmo que tivesse sido um pouco agitada demais e também terem havido algumas coisas entre eles.

Riley sentiu que ele se aproximado um pouco de Nebrissa, e isso o deixou um pouco satisfeito.

O que nenhum deles sabia, era que havia alguém observando tudo de longe, al­guém que observava tudo enquanto segurava uma câmera de vídeo onde gravou toda a luta desde o início até o momento em que acabou.

A figura guardou a câmera de vídeo e saltou de onde estava desaparecendo por com­pleto na escuridão das sombras que havia entre os prédios da Cidade Escolar.