A Christmas Promise
1 But if we loved again, I swear I'd love you right
Notas iniciais
PRESENTE
• 2029 •
I: I'm so glad you made time to see me
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Meu coração volta a acelerar quando ouço o sininho do Três Vassouras tocar pela quinta vez. Ergo o olhar, desviando a atenção da cerveja amanteigada que pedi e da conversa que Albus e Alice travam sobre as velhas tradições que poderemos retomar agora que estou de volta à Inglaterra.
Não sabemos se você vem e não posso culpá-la se decidir não vir — não depois da maneira como a deixei para trás.
No entanto, não posso deixar de ter esperança.
Esperança de que você venha me ver.
Um casal atravessa a porta embaçada e a minha confiança esmorece um pouquinho. Afundo na cadeira e percebo Albus e Alice se entreolhando.
Mas, então, eu a avisto... logo atrás do casal.
Com seus cachos ruivos e esvoaçantes e seu sorriso levemente torto. Você está usando o seu casaco amarelo da sorte e me sinto um pouco culpado por isso. Porque sei que só o usa quando está nervosa e precisa de coragem.
O ar frio do inverno adentra o recinto pela porta entreaberta, mas é o calor que me atinge quando os nossos olhos enfim se encontram. Sorrio e aceno com a mão, feliz por estar outra vez no mesmo lugar que você.
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II: Your guard is up and I know why
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Me aproximo de você no balcão enquanto espera por sua bebida. Peço uma cerveja amanteigada para o garçom, mesmo sabendo que minha caneca está pela metade sobre a mesa. Contudo, preciso de uma desculpa — sinto que não tenho mais o direito de estar perto de você sem algum motivo. Sinto que perdi esse direito quando fui embora.
Você se vira em minha direção e o sorriso que abre é mínimo, diferente de todos os sorrisos seus que guardo na memória. Este é inseguro.
— Eu soube que você e Hugo abriram um editora — comento. Você foi evasiva desde que chegou e preciso saber se encontrou a felicidade que eu não consegui achar do outro lado do oceano. Que só conseguia achar estando ao seu lado. Apesar de mim, desejo que você tenha sido capaz de encontrá-la. — Como está indo?
— Estamos sobrevivendo — suspira.
— E quanto ao seu próprio livro?
— Ah, isso ainda é só um sonho — você dá de ombros como se não se importasse, mas capto a decepção em sua voz.
Eu assinto, lentamente.
Suas respostas são curtas e percebo que está na defensiva. Sei bem o motivo. Pois a noite em que a decepcionei ainda está cravada em mim também.
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PASSADO
• 2024 •
III: You gave me roses and I left them there to die
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Os girassóis que você sempre trazia nas noites de sexta-feira, após o seu estágio no Ministério da Magia, estavam caídos aos seus pés. Eu nunca disse o quanto amava aquele gesto, a sua maneira singela de nos trazer à vida depois de uma semana difícil de trabalho, mas amava.
Gostaria de ter dito.
Gostaria de ter dito muitas coisas.
Fechei a porta de entrada atrás de mim, mas estanquei ao reparar que segurava uma carta. A minha carta de aceite. A carta que, descuidadamente, deixei sobre a mesa. Não era assim que queria que soubesse.
Você levantou os olhos, me encarando.
— Por que não me contou? — sua voz falhou.
Engoli em seco. Eu não sabia que seria aceito num grande time de quadribol australiano. Apenas fiz o teste, num ato de desespero. E nós estávamos começando a construir nossa vida ali, ainda que desajustada. Tínhamos alugado um apartamento juntos. Adotado um gato. Não queria te decepcionar antes de qualquer certeza.
Erro meu.
Porque, ao tentar não decepcioná-la, acabei quebrando nossa primeira promessa. De não escondermos nada.
— Você vai aceitar? — perguntou.
Desejei desesperadamente dizer que não, mas não podia. Eu a amava, porém meu ódio por aquele lugar ainda era maior.
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PRESENTE
• 2029 •
IV: I go back to December all the time
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Vejo-a se afastar do balcão com o seu copo de hidromel nas mãos, seu conhecido perfume de lavanda ainda dançando a minha volta, atingindo os meus sentidos, e desejo voltar para aquele mês de dezembro outra vez. Estou sempre desejando voltar para o dezembro da minha fuga — hoje eu sei que não posso dar outro nome ao que fiz.
Eu fugi de um passado que nem me pertencia, mas que me mantinha atado. Como consequência, fugi de você e de nós.
Queria ter entendido, naquela época, o que entendia hoje: que o resto do mundo não valia a pena, mas que você valia. Que valia a pena ficar e lutar por você – por nós.
Devia ter escutado o conselho que mamãe sempre dava ao papai. O conselho que você me deu, quando me viu chorar pela primeira vez. O inferno eram os outros. E eu deixei que os outros me definissem por tempo demais.
Porém, não escutei ninguém, não entendi nada. Eu apenas fugi da Inglaterra, das suas expectativas, dos seus preconceitos, como achei que deveria.
Fecho os olhos e suspiro.
Queria poder fazer tudo diferente, mas não posso. A vida é uma linha reta, que só anda para frente.
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V: I'd go back in time and change it, but I can't
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Quando nós quatro estamos juntos, o tempo parece escorrer pelos dedos — voa livre, sem que possamos jamais segurá-lo. Albus e Alice centralizam a conversa entorno deles, como sempre, e agradeço por isso. Nós dois nos mantemos distantes dos assuntos pessoais, sobre o antes ou o agora, mas participamos das piadas e das aleatoriedades que eles contam. O som da sua risada ocasional, misturada à música natalina que toca no Três Vassouras, me aquece por dentro e me faz lembrar como é ser feliz.
É tarde quando você diz que precisa ir. Alice a acompanha até a porta de entrada e fico sozinho com Albus.
— Eu faria tudo diferente — me vejo confessando para ele, com um sorriso moribundo —, se pudesse voltar no tempo.
— Mas você não pode — meu amigo diz o óbvio, o que já sei. Albus também ficou chateado quando parti sem me despedir de ninguém, porém ele sempre foi um desajustado e entendia meus motivos tortos. — No entanto... o futuro ainda é uma possibilidade, não?
Me viro para encará-lo.
— Acha que ainda tenho chances de...?
— Eu acho que a Rose nunca te esqueceu, Scorpius. — Ele dá tapinhas no meu braço. — Só mostre a ela que ainda se importa e que não vai embora.
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PASSADO
• 2023 •
VI: And realized I loved you in the fall
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Seus cabelos estavam na frente do rosto, cobrindo parte da sua expressão cansada. Sobre a mesa da biblioteca, havia uma imensidão de pergaminhos, livros abertos e penas sujas de tinta espalhados. O meu coração doía ao vê-la daquele jeito. O outono era sua época favorita e você nem se permitia aproveitá-lo.
Os N.I.E.M.s estavam te matando e isso me matava.
Aproximei-me devagar e massageie seus ombros tensos.
— Isso é bom — arfou.
Acariciando seus cabelos, tirei um embrulho de dentro do bolso e o depositei ao seu lado. Eram biscoitinhos de canela e açúcar, os seus favoritos, que afanei da cozinha após o treino de quadribol.
— Aposto que nem desceu pra jantar — repreendi.
Você abriu um sorriso culpado e pegou um biscoitinho, tomando cuidado para não chamar a atenção da bibliotecária.
— Não, mas obrigada — disse. Então, me olhou com ternura: — É por isso que me apaixonei por você, sabia? Você presta atenção, cuida de mim e me faz acreditar que tenho alguém com quem contar.
Sorri. Eu me sentia exatamente assim sobre você. Apenas no outono passado percebi que estava apaixonado, mas eu já te amava muito antes disso. E pela mesma razão.
— E você tem. Sempre terá. Eu prometo.
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PRESENTE
• 2029 •
VII: So this is me swallowing my pride
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Entro no Três Vassouras depois de um dia cansativo de treino. Estou no Chudley Cannons agora e, embora alguns considerem aquela contratação um retrocesso na minha carreira astronômica, principalmente depois de ajudar a seleção australiana a conquistar a taça na Copa Mundial de Quadribol, me sinto feliz.
Existe um propósito além de apenas ganhar dessa vez.
Quero ajudá-los a se reerguerem como um time depois de décadas no marasmo.
Não é necessariamente sobre vencer, mas sobre reconstruir um novo caminho.
O Três Vassouras está apinhado de gente como sempre. Há enfeites natalinos por todos os lados e o cheiro dos biscoitos de gengibre e das castanhas carameladas é como um acalento ao coração.
Peço um café, porém, antes de me virar para pagar e sair, eu a vejo. Você está sentada em uma mesa ao fundo, lendo o que presumo ser um manuscrito para a sua pequena editora de livros infantis. Sua cerveja amanteigada está no final e não há nenhum pratinho com biscoitos de canela e açúcar.
Eu hesito.
Tenho duas opções: me arriscar ou me arrepender por não arriscar.
Deixando qualquer traço de orgulho de lado, faço um novo pedido e, então, caminho até você.
— Posso me sentar?
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VIII: It turns out freedom ain't nothing but missing you
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Você encara a cerveja amanteigada e os biscoitos de canela e açúcar que coloquei sobre a mesa e acena em sinal de concordância. Nós estamos sozinhos dessa vez e vejo a consciência desse fato cruzando seus olhos castanhos. Não há Albus ou Alice para nos salvar.
Eu me sento e ficamos em silêncio por alguns segundos.
Sei que não há como escapar da verdade e que é melhor lidar com ela de uma vez. Não quero esconder mais nada de você — meus sentimentos, minhas intenções, meus medos. Quero cumprir uma velha promessa que fiz, ainda que tardiamente.
— Rosie — limpo a garganta e saboreio o seu nome entre meus lábios. — Eu... senti sua falta. Não houve um único dia em que não sentisse...
“Procurei uma liberdade ilusória do outro lado do mundo, num lugar em que meu sobrenome não importava tanto, mas só encontrei saudades suas”, penso em dizer, porém não ultrapasso esse limite. Não ainda.
— Sei que não tenho o direito de te pedir isso e sei também que não podemos voltar ao que éramos antes, mas... — Você me mira, quase sem piscar. Há expectativa em seu semblante e isso me incentiva a prosseguir: — Acha que podemos reconstruir nossa amizade?
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PASSADO
• 2020 •
IX: The first time you ever saw me cry
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Seu perfume pairou ao meu redor e meu corpo estremeceu na mesma hora. Eu não queria que me visse daquele jeito. Com as roupas rasgadas, a boca sangrando, os olhos cheio de lágrimas e meu orgulho aos pedaços. Eu não queria que me visse como o perdedor que de fato era — aquele que continuava apanhando dos valentões da escola.
Passei quatro anos tentando provar que eu era um bom aluno, um bom amigo, um bom jogador de quadribol. Uma boa pessoa. Mas os outros só viam meu sobrenome.
Eu era um fracasso e não podia mais esconder isso de você.
Pois você estava ali, agachada ao meu lado naquele corredor vazio, vendo minha derrota.
— Há quanto tempo eles fazem isso com você? — perguntou, sua mão acariciando meu rosto. — Por que nunca contou pra ninguém?
— Não queria parecer fraco... ou errado...
— Eu nunca pensaria isso, Scorpius. Você não é fraco, muito menos errado. Eles é que são. Ano que vem, quando for monitora, juro que farei todos pagarem. — Sua voz soou impiedosa e decidida. — Scorpius, me escuta: eu quero ser sua amiga nos momentos bons e difíceis, mas, para isso, você precisa me contar as coisas. Promete nunca mais esconder nada?
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PRESENTE
• 2029 •
X: Maybe this is wishful thinking
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Entramos na Animais Mágicos depois de sairmos da Gemialidades Weasley abarrotados de compras. Sorrio ao vê-la se encantar por uma bela coruja branca, que pisca os olhos vagarosamente. Ela aceita o seu carinho e você se volta para mim, contente. O rosto luminoso e puro, quase como se não houvesse mais um mar de obstáculos entre nós dois.
É apenas um gesto, mas um gesto que me enche de pensamentos esperançosos.
Nós estamos reconstruindo nossa amizade aos poucos e sei que ainda vai demorar para que você volte a confiar em mim outra vez. Sei que é um processo e que é difícil. Mas não estou com pressa. Talvez, em algum futuro, possa voltar a tê-la como minha. No momento, entretanto, estou feliz por tê-la ali, ao meu lado, me ajudando a escolher os presentes de Natal numa tarde fria de sábado.
Você aceitou o meu convite e isso basta por ora.
Vejo-a se afastando para o interior da loja e a sigo. Você quer comprar presentes para os seus gatos. Depois de Fumaça, que adotamos juntos, você adotou mais quatro.
— É tipo um vício — me explicou, mais cedo. — Eu oficialmente me tornei a doida dos gatos e dos livros.
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XI: And I changed my own mind
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Há um único filhotinho de gato na cesta. Você para diante dele e vejo seus olhos brilharem. Ele é frágil e alaranjado, da cor exata dos seus cabelos. Um pequeno tigrinho.
— Que bebezinho lindo! — a escuto dizer, já esquecida dos presentes que veio comprar na Animais Mágicos: um arranhador e mais brinquedos.
— Bebezinha — a atendente da loja a corrige. — É uma menininha. Ela está para adoção — acrescenta, com bastante entusiasmo na voz. — Foi a única da ninhada que não foi adotada ainda. Ninguém a quis por causa da orelhinha faltando.
Percebo, então, que a gatinha não tem a orelha esquerda. Não sei pelo que passou, mas sei que é uma sobrevivente.
— Ela se parece com o tio George! — você ri e, então, parece um pouco triste. — Se eu já não tivesse tantos gatos... juro que...
— Eu posso adotá-la — me pego dizendo e me aproximo do pequeno animal.
— O quê?! — você se surpreende. — Scorpius! Não está fazendo isso só por minha causa, está?
— Não — gargalho. — Eu quero te fazer sorrir, mas não é só por isso — reflito. — Ela precisa de alguém e acho que preciso dela. Quero reconstruir antigos laços, mas quero também construir novos — sorrio. — Ela vai se chamar... Felicity.
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PASSADO
• 2018 •
XII: Then I think about summer, all the beautiful times
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Aquele era o meu primeiro verão ao lado de vocês. Durante muito tempo, sem saber, eu sonhei com um verão daqueles. Um verão em que não me sentisse tão sozinho. Mamãe costumava me contar histórias e me transmitir o seu amor pelos astros nas noites quentes, mas, ainda assim, eu sentia que faltava algo. Papai jogava xadrez bruxo comigo nas manhãs chuvosas e me ensinava quadribol nas tardes amenas, porém, novamente, não era o suficiente.
Pois faltava vocês.
Faltava as risadas, as brincadeiras, os filmes trouxas e os sorvetes de casquinha que comprávamos no vilarejo ali perto.
E eu não sabia que precisava disso... até viver. Até estar com os dois ao meu lado, de mãos dadas e com os pés descalços próximos ao penhasco. Abaixo de nós, a água serena nos esperava e os seus primos nadavam e riam.
— Prontos? — você perguntou. Havia coragem em seu timbre. Mas nós não éramos grifinórios como você. Senti Albus tremer e, antes de eu fechar os meus próprios olhos, me virei para encará-la. Você sorriu, me dando força. — Um, dois, três...
E então pulamos.
Quando meu corpo atingiu a água fria, me senti incrível. Incrível por estar ali, construindo laços e memórias.
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PRESENTE
• 2029 •
XIII: Standing in front of you, saying I'm sorry for that night
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Estou diante de você, com o coração aberto e os olhos vermelhos. Ao nosso redor, a Toca explode em sons: risadas, discussões e choros de criança. Tudo é tão caótico e perfeito quanto me lembro. O Natal n’A Toca ainda é o mesmo, apesar dos anos, de termos crescidos e de outras gerações terem surgido. No entanto, nada daquilo importa no momento, pois só há você em meu horizonte.
Pego sua mão com delicadeza e lhe entrego o presente que trouxe — uma edição de luxo de A Christmas Carol. Dentro dele, há todas os cartões que não enviei durante os anos que passei fora. Entendo que isso não redime a minha ausência, porém tenho esperanças de que isso signifique algum passo para o futuro.
— Eu nunca te pedi desculpas, mas quero te pedir agora — digo. — Me desculpe por tudo. Por ter ido embora e pelas promessas que quebrei.
— Você não me deve desculpa alguma. — Sua mão aperta a minha. — Você fez o que achava que precisava fazer. Você precisava seguir esse caminho, mesmo que ele não fizesse sentido pra mim ou que não fosse o certo pra você, no final das contas.
— Ainda assim, eu te magoei no caminho. Me desculpe.
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XIV: But if we loved again, I swear I'd love you right
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— Eu não te amei da maneira como você merecia — continuo. — Não te amei da mesma forma como você me amou. Coloquei os meus medos e as minhas frustrações antes de nós e não tem um único dia em que eu não me arrependa por isso. Mas o Scorpius de hoje faria tudo diferente. Se você pudesse voltar a me amar como antes, eu te amaria do jeito certo dessa vez.
— Scorpius... — sua voz sai entrecortada e os seus olhos lacrimejam. — Eu... Isso é muito... E-eu não...
— Eu sei. Eu sei que é cedo demais — a tranquilizo. — Você está reaprendendo a confiar em mim e é cedo demais para te pedir qualquer coisa. Mas preciso que saiba que estou disposto a cumprir todas as promessas que já te fiz um dia. Independentemente do que aconteça daqui pra frente, não quero quebrá-las nunca mais. Eu vou estar aqui sempre que precisar e vou ser sincero, mesmo quando essa sinceridade doer.
Um pequeno sorriso se forma em seus lábios. Você solta sua mão da minha e estende os braços, permitindo que eu a abrace. Sinto seu calor, seu cheiro e seu coração batendo. É apenas um abraço amigável. Mas é também um começo.
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