A Chave da Esperança
10 Como minhas aulas de teatro valeram a pena
– O quê? — gritou Rachel, indignada — Nós vencemos a corrida e não ganhamos nenhum prêmio?
A multidão parecia concordar. O charme de Rachel atingiu até a mim, mas não a empousa.
– São as regras. — disse a empousa — Guardas!! Levem-nos ao calabouço!
Não entendi porque as empousai esperaram nós vencermos a corrida para dizer que semideuses não eram bem-vindos (o que estava bem na cara).Talvez por puro prazer de nos ver desapontados e jogados em um lugar qualquer. Ficamos cerca de horas presos. John tentava quebrar as paredes e eu o ajudava.
– Gente, — disse Rachel — isso não vai levar a nada.
– Você tem algum plano melhor? — eu disse
– Na verdade, tenho.
Rachel chegou perto das grades da cela.
– Seu guarda? — disse Rachel, usando o charme — Você poderia nos soltar, temos um compromisso.
– Claro. — disse o ciclope
– Obrigada. — disse a Rachel
Subimos as escadas rapidamente antes que o ciclope percebesse o erro que havia feito. Fomos parar no anfiteatro de novo. A bola de Arquimedes estava intacta e os competidores se preparavam para outra corrida. Não podíamos simplesmente pegar a bola e enfrentar milhares de monstros. Seria suicídio. Tentei bolar um plano às pressas. Contei a Rachel e John e pusemos em prática. -
Socorro! Socorro! — eu gritei, disfarçada de empousa -Aquela semideusa tentou me matar!!
Apontei para Rachel , que corria em direção à saída. Enquanto uns tentavam me socorrer e outros prender Rachel, John pegava a bola de Arquimedes. Saímos correndo em direção ao Argo II. Minha perna ainda doía, mas precisava correr o mais rápido que podia se não quisesse morrer.
Quando todos perceberam já era tarde demais. Já estávamos no bosque. Entregamos a bola a Leo.
– Muito obrigado, gente. Vocês não imaginam como essa bola é importante. Pode se transformar em mil coisas.
–Imagino, ela é muito pesada. — disse John
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