A Chave Do Segredo - Dark Mystery
20 Parte III: Ampulheta - Capítulo 19
Notas iniciais
Parte III: Ampulheta — Capítulo 19
Londres, Inglaterra.
Dias atuais.
Derek.
— O que você está fazendo aqui? – Derek perguntou, trancando o caminho de Cameron, que parou, derrapando na grama cheia de orvalho. – Correndo atrás de alguém, Cameron?
— É óbvio! – os olhos azuis do garoto voltaram-se para cima. – Ouvi Lauren gritando e imaginei que você estava envolvido.
— Hm... Pensei a mesma coisa de você. – o moreno disse, dando um sorriso taciturno.
— Está louco, não está? – Cameron bufou, perscrutando com seus olhos o caminho que Lauren acabara de tomar. – Eu perseguindo-a? Por favor, Derek. Ambos sabemos que é você que a quer morta. Não importa se ela o ama, não é mesmo? Ou se você sente alguma coisa por ela, pois você vai matá-la no final.
Derek trincou os dentes e andou para cima de Cameron. Sua vontade era de matar o dono daqueles olhos azuis. O que ele sabia sobre seus sentimentos, afinal? Nem Derek conseguia entender o que verdadeiramente sentia por Lauren. Não parecia amor. Era algo bem mais antigo e precioso.
— Não diga coisas que você não sabe, moleque. Não era eu correndo atrás dela. Mas creio que fosse você.
— E por que diabos eu faria isso? Mais uma vez, Derek: é você quem a quer morta, não eu.
— Não sei seu segredo, Cameron, mas pode ter certeza que vou descobrir.
— Não há nenhum segredo, seu psicopata burro. Agora por que não dá o fora daqui?
Ambos ficaram em silêncio, até que Derek cansou de procurar algo suspeito no garoto e virou-se para ir embora. Não podia demorar-se muito naquela casa. Precisava falar com uma pessoa e depois achar Lauren.
Ele só esperava que ela estivesse viva até lá.
***
Londres, Inglaterra.
Dias atuais.
Death.
— E então?
— Esqueça tudo por enquanto. Mudou.
— Vou procurá-la, então.
— Não, ainda não! Deixe o tempo se encarregar disto. Não se meta antes da hora, está me entendendo? Ou então tudo será em vão e iremos perdê-la. E você sabe como eu fico quando perco alguma coisa, não é mesmo?
As duas pessoas naquele quarto frio do Submundo se calaram.
— Apenas deixe isso com o tempo. Só fique a postos. A hora certa pode ser em qualquer instante depois que a lua cheia atravessar o céu. Mas não antes que ela apareça.
— Por que...
— Você sabe bem o motivo. Morrigan.
***
Londres, Inglaterra.
Dias atuais.
Lauren.
Tudo passava rapidamente por mim. Figuras estavam olhando de maneira questionadora para meu rosto, que estava encostado na janela. Não sabia o que eram aquelas criaturas e tampouco o que queriam. Mas pelo jeito, estavam se perguntando a mesma coisa sobre mim.
Engoli em seco e fechei meus olhos. Não queria mais ver nada pela janela do carro. Porém, um sentimento de agonia me aprisionava por dentro e a cada vez mais o silêncio me perturbava.
Não aguentei mais e abri novamente meus olhos. Mas não havia coisa alguma me olhando e não estava mais dentro do carro. Estava em queda livre, porém parecia que caia lentamente. Meu corpo não tinha nenhuma pressa para bater no que quer que estivesse lá embaixo.
Prensei meus lábios para não gritar e esperei que a queda longa acabasse. Queria poder saber por que sempre caía em meus sonhos.
— Representa o tempo. — sussurrou uma voz.
Olhei em volta assustada, porém não tinha ninguém comigo. Estava completamente só, o que me fez questionar se não estava imaginando aquela voz.
— Seu tempo está acabando, Lauren. Logo virá para meus braços. — riu-se a voz. — Logo seu último grão de areia cairá. Sua vida é minha.
Senti um frio na espinha, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, despenquei em um lugar cheio de areia. Meu corpo afundou e eu não conseguia mais respirar ou enxergar alguma coisa.
Lutei para chegar à superfície. E foi quando eu descobri que não havia uma. Apenas uma pequena fenda por entre os grãos de areia que me cobriam totalmente.
Estava presa. Em uma ampulheta.
Acordei com o ar me enchendo os pulmões.
— O que foi? — perguntou Megan no meio de um bocejo.
Ela estava na direção havia horas. Logo depois de eu ligar para ela buscando ajuda, Meg tinha assumido a direção, nos levando para um lugar que nem a própria conhecia.
— Nada. — respondi apertando as pálpebras. — Falta muito para chegarmos?
— Mais algumas horas. — ela deu de ombros.
— E você tem certeza que não vai bater em nada nessas algumas horas restantes? — arqueei as sobrancelhas. — Parece realmente esgotada.
— Obrigada pelo elogio. E sim, tenho certeza que não vou bater em nenhuma árvore, carro ou animal. Seja lá o que for. — falou. — E de qualquer jeito, só eu conheço o local, você não saberia chegar até lá.
— Para isso existe GPS. – falei, sarcástica.
— Bom... Não é um lugar que o GPS leve. — Megan disse enigmaticamente. — Provavelmente nem tem sinal para onde estamos indo.
— E posso saber onde é esse lugar? Parece que é o inferno. — era apenas uma brincadeira, mas ganhei um olhar sério dela.
— Não, não pode. E definitivamente não é o inferno. Estou tentando te manter o mais longe possível dele. — seus olhos castanhos me fitaram intensamente.
Engoli em seco, me lembrando do sonho que acabara de ter. Sabia que realmente aos poucos mais um grão de areia caía, e que tais grãos representavam minha vida.
Ficamos em silêncio então. Eu não tinha nenhuma pretensão de voltar a dormir; não queria voltar a sonhar. Tinha certeza que meus sonhos não seriam nenhum pouco agradáveis.
Olhei para janela e não encontrei nenhum rosto que me encarava de volta. Havia apenas árvores ao meu redor, nada de monstros. Eles eram só uma ilusão de minha mente cansada.
Suspirei e peguei minha garrafinha d’água, que estava à minha frente. Tomei um gole e tampei novamente a garrafa. Não tinha mais muito a ser feito, a não ser esperar que o lugar me fosse apresentado.
Segurei minha vontade de chorar e fechei meus olhos, querendo que tudo desaparecesse da minha mente. Queria poder dormir e não ter um pesadelo. Queria poder voltar a sonhar com um plano para meu futuro. Queria um futuro.
A cada quilômetro que andávamos, estava mais longe de conquistá-lo. Porém, quando voltei a desligar-me de tudo tive o mais doce dos sonhos. Isso serviu como consolação.
Estava sentada na margem de um rio. Suas águas eram escuras e pareciam prontas para engolir-me. A correnteza levava as pétalas de flores que eu jogava, junto com as folhas secas que caíam das árvores próximas a mim.
Meus pés estavam sendo banhados pelas águas frias, porém era uma sensação quase reconfortante, junto com a luz prateada da lua, que me fazia ficar ainda mais pálida do que de costume.
Atrás de mim só ouvia o barulho das folhas ao serem arrancadas pelo vento e os pios de uma coruja, que estava longe de mim, infiltrada na floresta. Porém, o silêncio foi cortado por uma voz que chamava meu nome.
— Lauren. — falou.
Virei-me em direção a voz e encontrei olhos negros e profundos me fitando. Derek.
Suspirei, forçando-me a continuar sentada e não atirar-me em seus braços. Como eu podia querer abraçar a personificação da minha morte? Nunca fui normal, mas esse já era um caso que precisava ser tratado no hospício.
— Não posso ficar sozinha? — perguntei rispidamente.
— Não, não pode. — sussurrou ele. — Ninguém está no sozinho no Mundo dos Sonhos. Várias almas se unem e compartilham as mesmas cenas aqui. Nós somos apenas mais dois na imensidão desse local.
Encarei-o de volta e crispei o lábio, mas não falei nada quando ele se aproximou de mim e se sentou ao meu lado. Imediatamente, uma sensação de calor passou por meu corpo e o vi sorrindo. Ele pegou uma das flores da margem do rio e prendeu-a no meu cabelo.
— Eu não devia estar aqui. – falei, olhando para a flor singela.
— Não, mas eu a convoquei. Algumas pessoas sabem como convocar o espírito de outras para trazê-las aqui. Outras simplesmente se encontram e compartilham o sonho.
— E você é uma delas; é uma das pessoas que sabem como convocar o espírito. — assenti.
— Sim, eu sou. Aprendi desde pequeno a controlar os sonhos das pessoas. — respondeu.
— E controla até o meu. — resmunguei baixinho, mas sei que ele me ouviu. — E aprendeu com sua “mãe”? — fiz aspas com o dedo.
— Não vem ao caso com quem aprendi a Viajar. O que importa aqui somos nós. — sua voz aveludada me envolvia.
— Não há nós. Nunca houve. — sussurrei e olhei para ele atentamente. Mas não pude conter o ímpeto que me veio: passei a mão em seus cabelos negros lisos e ele fechou os olhos, apreciando meu toque.
— Senti sua falta. — sussurrou sob minha palma, beijando-a.
— Fazem apenas algumas horas, Derek. Não é tanto tempo assim. — minha voz também não era mais que um sopro numa ventania.
— Isso significa que não sentiu minha falta? — perguntou com um leve sorriso.
— Não vou te responder. Você já sabe qual é a resposta para sua pergunta. — deixei minha mão cair, mas ele a pegou novamente e entrelaçou com a sua.
— Mas eu queria ouvir de seus lábios. — falou e se inclinou para mim, beijando o lóbulo de minha orelha, o mordiscando levemente.
Fechei meus olhos e apertei mais minha mão contra a sua.
— Também senti sua falta, Derek. — falei e dei um leve sorriso.
Ele riu e beijou meu pescoço. Seu hálito quente me fez estremecer e buscar mais de seu calor. Seus braços envolveram meu corpo e me aconcheguei no vão entre seu ombro e seu pescoço. Suspirei, satisfeita.
Naquele momento estava tranquila. Não sentia medo dele, afinal estávamos apenas sonhando e compartilhando esse sonho. Mesmo que ele me matasse no final eu acordaria e estaria sã e salva no carro de Megan.
Suas mãos abaixaram uma das alças de meu vestido — e só agora percebia que estava vestindo um — e beijaram meu ombro desnudo. Mas não passou de beijos, e em momento nenhum em minha boca.
Ele estava hesitando a cada movimento já que não sabia como seria aceito por mim. Estranhei. Hesitar não era de seu feitio.
Peguei seu rosto entre minhas mãos e encarei seu belo rosto corado. Seus olhos estavam brilhantes e com a mesma intensidade que sempre apresentaram. Ainda com nossos olhares conectados me inclinei e lhe beijei os lábios.
O beijo foi como um turbilhão dentro de mim e Derek perdeu toda a hesitação, puxando-me mais para si e me apertando contra seu corpo. Estava pronta para me deixar perder nele, mas algo me fez parar.
— Por quê? — perguntei subitamente.
— Por que o quê? — ele pareceu confuso.
— Por que tentou me matar? — perguntei.
Sua testa se franziu e eu me afastei, empurrando-o para o lado.
— Eu sei que você tem que me matar e tal. Só não sabia que se aproveitaria naquela oportunidade. — falei e o encarei, arrumando meu vestido longo e negro.
— Não tentei te matar. — defendeu-se.
Arqueei as sobrancelhas.
— Ah, não? Porque a faca estava bem afiada e pronta para ultrapassar minha garganta. — minha voz soou em um tom falso, algumas oitavas a cima.
— Você não acredita que fui eu, não é? – Derek fez cara feia. – Porque eu não faria isso com você. Não mais. Por Deus, eu disse que a amava!
Dei um risinho de escárnio.
— É mesmo? Então quem foi? – revirei meus olhos. – Pode ser sincero comigo, Derek. Você sabe que no final vou perdoá-lo, como sempre. Porque sou idiota demais. E apaixonada demais.
— Eu juro, docinho. Não toquei num fio de seu cabelo com aquela faca. – ele voltou a se aproximar de mim, tentando entrelaçar meu corpo com o seu. Suspirei, resignada, e deixei. Não sabia se acreditava realmente nele ou não, pois minha mente não encontrava nenhum outro suspeito, ninguém que precisasse retirar minha vida mais do que ele. Mas seu corpo era quente demais e se moldava com perfeição ao meu.
E se aquele era nosso sonho, eu bem que poderia desfrutá-lo.
— Hm... – murmurei desconexamente, tentando botar um fim no silêncio que permanecia entre nós. – Então você não precisa mais me matar?
— É óbvio que eu preciso te matar, docinho. Mas não por enquanto. Além do que... Não tenho mais a mínima vontade de fazer isso.
— Você sabe que se não acontecer, você é quem vai morrer, não é? – questionei. Derek assentiu, beijando minha nuca. – E tudo bem para você?
— Minha mãe é a própria morte. Ninguém está mais familiarizado do que eu. – mordi meu lábio. – Não se preocupe. Vamos descobrir alguma coisa.
— Onde está seu amor próprio, Derek? – virei-me para ele. Seu rosto estava sério.
— Não sei se há espaço para dois tipos de amor. – respondeu simplesmente. Pisquei, mas não disse nada. – Agora, se me dá licença, vou amar o amor que eu escolhi.
Sorri e fechei meus olhos enquanto ele beijava cada pálpebra, seguindo para meu nariz, bochechas, e finalmente minha boca.
Mas não passamos disso. Não essa noite. E talvez nunca mais.
Senti o carro brecando e abri meus olhos. Percebi que eles estavam marejados por causa do sonho – ou da pessoa com a qual sonhara -, mas lutei contra minhas lágrimas. De nada adiantaria ter um colapso do meio do nada.
— Mas que diabos...? – parei ao ver a cara assustada de Megan. – O que está acontecendo? Por que paramos?
— Essa merda não quer mais ligar! – esgoelou-se. – Simplesmente... Parou!
— Ainda temos gasolina? – indaguei, olhando para o painel. – Ou talvez deva ser um problema no motor...
— Não faço ideia! Ai, por que uma de nós não podia ser um homem? Ou, no mínimo, gostar de carros para saber como concertá-los? – ela gemeu, batendo no volante. Franzi minha testa ao ver o quão cansada Megan estava. Instantaneamente me senti culpada.
— Relaxe, Megs. – suspirei, começando a desatar meu cinto e abrir a porta. – Vamos dar um jeito, como sempre.
Pulei para fora do carro e comecei a tentar examiná-lo, não vendo nada de errado. O motor parecia bem, assim como o restante; não que eu fosse uma especialista.
Se Derek estivesse aqui... Ou Cameron. Suspirei e balancei a cabeça. Se pensasse neles, principalmente no primeiro, estaria acabada. Era possível amar tanto a ponto de doer?
— E então? Achou algo? – Megan estava ao meu lado.
— Nada. – olhei para a lua cheia e senti vontade de berrar para ela. Por que tudo dava errado? Joguei-me de joelhos e fiquei observando sua luz pálida, não querendo ver as árvores que me cobriam e assustavam.
— Laury... – olhei para minha melhor amiga, sentindo-me cansada e derrotada. – Vamos sair daqui, por favor? Não estou com um pressentimento bom. E essa névoa está me deixando assustada.
Obriguei-me a voltar meus olhos para o chão, que não era mais visível. Eu própria estava quase que completamente coberta.
— Como vamos sair daqui? – tremi e tentei aquecer-me. Onde estava Derek para fazer isso por mim agora?
— Não sei, só sei que algo de muito ruim vai acontecer e...
Meu grito de dor tampou a voz de Megan. Meu peito de repente estava sendo queimado e dilacerado. Olhei nervosamente para meu corpo. Um corte longo estava aberto em meu peito, logo na base do esterno. Mas não era só isso. Algo acontecia internamente também, e era aonde doía mais.
— Lauren! – mal consegui sentir quando as mãos dela me tocaram. – O que está acontecendo?
Gritei mais uma vez, incapaz de falar. De onde veio aquele corte e aquela dor? A lua jogou toda a sua luz para mim, como que dando um sinal que fui incapaz de perceber meio ao pânico.
— Socorro! – Megan berrou para o nada.
Pude sentir minha alma se estraçalhando, mas não produzi mais nenhum ruído. Tudo estava no mais completo silêncio dentro de mim, como se aquele momento fosse o mais esperado de todos, e realmente era.
Não sei dizer com certeza, mas acho que eu sorria em meio a minha morte.
***
Londres, Inglaterra.
Dias atuais.
Death.
A mulher sentiu que alguma coisa penetrava os confins do Submundo. Quer dizer, não uma, mas quatro. Será que Morrigan adiantara seus planos? Qual seria o motivo de tanto desespero?
Ou talvez fosse a questão da surpresa.
— Derek! – ela gritou. O menino apareceu rapidamente em sua porta, com os olhos cansados e vermelhos. Death sabia que era um dos sintomas da Viagem. Ele estava se comunicando com Lauren.
— Como ela está? – sua voz era fria como gelo. Teria se enganado? Aquelas almas que agora estavam rondando por aí não seriam as esperadas?
Derek franziu o cenho, mas não hesitou em responder.
— Ela estava... Bem. – o garoto sabia que agora não adiantava mais tentar esconder. Sua mãe conhecia muito bem os problemas de se infiltrar no Mundo dos Sonhos.
— Pois não está mais. Lauren está... Morrendo.
— Como assim?! Você disse que não agiria mais, que aguardaria... – Death bufou ao ver o desespero de seu filho. Como ele poderia amar tanto essa garota, até mesmo a cima de si próprio?
— Não fiz nada, mas sim Morrigan. Ela adiantou as coisas, ou talvez esse tivesse sido seu plano desde o princípio. Tudo que sei é que você deve se preparar.
— Para quê? Não vou perdê-la, se é o que está pensando. Não vou deixá-la com você. – gritou ele.
— Cale a boca, garoto burro. Já lhe disse que não quero ter Lauren agora. Você deve se preparar para trazê-la de volta. Isso é, se tudo ocorrer bem e Morrigan não matá-la realmente.
— Há chances disso? De salvá-la?
— Não posso ter certeza, mas Morrigan é imprevisível. Não sabemos o que ela está tramando, mas talvez deixe a garota viver. E é nesse momento que você entra. Traga-a de volta a seu corpo, como ajudou a fazer da outra vez. Nem pense em demorar. Se a alma dela ficar por muito tempo solta aqui, simplesmente vai sumir. Aí sim que tudo estará perdido. – Death falava rápido, lançando olhares mortíferos para seus criados esqueletos, que continuavam com a mesma expressão de antes. Como um morto temeria a morte, se ela já o carregou nos braços?
— Morrigan já tem Lauren? – Derek tremia. Sua fraqueza era impressionante.
— Se não tem, está prestes a tê-la. Senti quatro almas aqui no Submundo.
— Quatro? De quem é a quarta?
Mas Death não respondeu. Dispensou seu filho com um aceno de mão e voltou ao seu trono. Mais uma vez só restava aguardar para ver como seria o fim.
Ou o começo de algo muito pior.
Fale com o autor