A Centelha

9 Será mesmo?


Notas iniciais
Tenho que confessar, esse com certeza não é o melhor capítulo que já escrevi, entretanto ele é fundamental.

Aos olhos de Erike por mais tempo que percorria a mata, mais igual o caminho parecia. O ginásio era enorme. Entretanto, não ao ponto de abrigar uma mata daquele tamanho, aquilo não poderia caber dentro daquela sala e ele sabia disso, porém a ideia de uma floresta enorme em uma sala pequena parecia totalmente absurda.

— Você já notou como essas árvores parecem incrívelmente altas? -Indagou o garoto asiático.

— Tem razão, como isso é possível? — Questionou a menina que o acompanhava.

— Deve ser algum tipo de ilusão de ótica. — Continuou a garota.

O tempo passou e eles continuaram andando, a mata era interminável, até que o grupo finalmente se reencontrou, então todos eles sentaram esgotados e cansados. Alguns segundos mais tarde o ambiente se tornou mais claro e o brilho tímido que vinha da copa das árvores logo deu lugar as luzes artificiais da sala, e depois visualizaram a massagem cardíaca que estava sendo feita em uma mocinha, cuja pele estava incrivelmente pálida. Os demais que também estava junto a menina desacordada tremiam quase que de maneira crônica.

Alan parecia um manequim, imóvel quase morto a observar a cena feito quem fita uma pintura, somando as partes, e obtendo um todo, e ali ele sentiu a discórdia que pairava no ar.

— Meu deus! Meu deus!- Murmurava Diego.

Fran apenas encarava o outro grupo, enquanto esfregava seus braços tentando se aquecer.

— Por favor acorda!- Resmungava o rapaz que a pouco tinha parado a massagem cardíaca.

— Ela morreu?- Indagou um deles.

Fran se aproximou da menina inconsciente, agachou e repousou as mãos sobre os ombros do menino que agora estava em prantos.

— Como você se chama?- Perguntou ela.

— Israel.-Respondeu o garoto.

Ela apenas apontou pro outro lado e o outro grupo estava sentado.

— Não precisa dizer mais nada.- Disse Israel com amargura.

A voz de Alan preencheu o ginásio por completo:

— Por hoje é só, podem sair.

— E ela? — Questionou Diego, apontando para o corpo molhado no chão.

O militar encarou o menino, que continuou o seu caminho.

Fran estava sentada olhando fixamente para um ponto qualquer do piso, sentia um profundo incomodo.

— Como foi?

— O que?- Perguntou distraída.

— Como foi na sua sala? — Perguntou Nicolas.

Ela olhou pra ele e suspirou, mas desta vez mais chatada que irritada:

— Uma menina morreu. Nos não somos tão importantes assim.

— E o que você vai fazer? — Questionou ele.

— Eu quero voltar pra casa.

Notas finais
Quem gostou comenta, quem não gostou comenta também, só espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.