A Centelha

5 Primeiras Impressões


Notas iniciais
Façam, comentários para que a autora aqui não desanime. Foi deprimente né? Mas sim, é isso, se estiverem achando a história boa comentem, se tiverem achando ruim comentem o por que. Como eu disse anteriormente, se seu argumento for sensato eu tentarei melhorar.

–Quem é você?-perguntou Nicolas.

– Eu nem mesmo sei o que estou fazendo aqui. -falou olhando para o grande muro amarelado que contornava o pátio, o prédio mais parecia uma prisão de segurança máxima, adornado por cercas elétricas em suas extremidades.

– Meu nome é Francielle.

– Todos que estão aqui tem algo em comum. – começou Nicolas. – Todos nós temos a centelha divina. –a moça levantou a cabeça confusa, e sorriu cética.

– O que isso quer dizer? – falou de forma vaga, não sabia ainda o por que daquele garoto estar falando com ela, mas não seria má ideia descobrir.

– Aqui dentro não precisa fingir, você está aqui apenas por uma razão. – Repousou as mãos no ombro da menina.

– Então diga.

–A centelha divina é o que nos torna diferentes dos outros humanos, o que nós permite desafiar a razão, a racionalidade. O que você sabe fazer, que nenhuma outra pessoa que conhece pode fazer igual? –Terminou Nicolas, Fran achava mais fácil mostrar do que dizer, virou-se para uma erva daninha qualquer, que crescia em uma fresta entre o muro e o piso. A planta começou a crescer em uma velocidade espantosa, e ia ficando cada vez maior.

– Controla as plantas. – Comentou sorrindo, fascinado com o que acabara de ver.

– O que o torna igual a mim? – indagou ela animada, era difícil, difícil não praticamente impossível encontrar pessoas como ela.

– O que acabei de fazer com você. –respondeu de forma animada como se tivesse ganhado um jogo e de certa forma havia ganhado mesmo.

Estampada nos olhos de Fran havia somente a confusão. Ela tentou raciocinar, entretanto não conseguia sugerir um talento que partia de uma conversa sem sentido com um menino estranho.

“Mas é claro!” – pensou consigo mesma. “ Ele me...”

–Sou um manipulador, você nem mesmo se questionou antes de contar o seu maior segredo pra mim. Agora ele ficara com o sorriso um pouco mais conservador.

– Quando eu estiver com você como vou saber se digo por conta própria, ou se minhas palavras vem de minha própria cabeça? -Questionou ela.

– Você não vai saber. – Respondeu friamente.

Ao acordar porta estava aberta, a menina amarrotada apenas levantou a cabeça, fitando a saída, não sabia se deveria ou não sair. Se pôs de pé esperando que algo acontecesse, devagar se aproximou da porta, no reflexo metálico notou que também a haviam vestido, estava agora com uma calça de moletom uma blusa branca e um all star preto. Puxou a porta e no corredor largo passavam dezenas, ou centenas de crianças que assim como ela não estavam ali a passeio. Ela vira tanto crianças pequenas (no minímo sete anos) quanto adolescentes ( dezoito anos).

O corredor se ramificava, entretanto as crianças entravam pela direita, por um portal também de ferro. Fran olhou para o quarto ao lado o rapaz não estava mais lá, a porta de seu quarto também fora aberta, então ela não hesitou em acompanhar a multidão. A cada dois passos que ela dava um guarda diferente a observava, a escolta era grande, seja-lá quem eles fossem estavam organizados e preparados para qualquer tentativa de fuga. Seguindo a fila chegou ao refeitório, havia variedade de alimentos, pelo cardápio devia ser hora do almoço. Ao longe vira o menino com que mais cedo falara.

Pegou sua comida e sentou- se a mesa onde o menino comia.

– Você se lembra de mim?- perguntou Fran.

– Não.- Falou sério e depois deu um sorriso discreto. — Senta aí.

– O que aconteceu com você? — Indagou ela.

– Meu é Nicolas, e muito obrigada por perguntar. — Aquele nome não lhe parecia estranho.

– Desculpa...o meu é Francielle, mas pode me chamar de Fran.

– Você se lembra do velho que te visitou?- Indagou Nicolas.

– Claro. — Assentiu.

– Eu ataquei ele na noite que cheguei aqui, eu não como e nem tomo banho a dois dias.- Era verdade o menino cheirava mal, já não havia nada em seu prato de comida comia feito um desesperado. Um sinal toca e logo começa outra fila, dessa vez é para uma espécie de auditório

– Vamos. — Nicolas se levantou.

– Nicolas. — Ela repetiu o nome.

– O que foi ?

– Nada, é só que... O seu nome, eu acho que te conheço de algum lugar.- Falou olhando diretamente nos olhos dele.

– Onde você mora? — Questionou.

– Em Minas Gerais, e você?

– Curitiba, deve ser só impressão sua. — Respondeu de forma sensata.