Notas iniciais
Helow peoples ! Fiquei sabendo que a própria Stephenie Meyer confirmou que vai nos presentear com o um livro de crepúsculo na versão do Edward. Aí, fiquei tão feliz. Eu sou a única que ficou empolgada com a notícia ? Bom, boa leitura !

Pov : Bella

Emmett, Esme e eu fomos para a sala e todos já estavam lá inclusive Edward e a vagaba.

— O que ouve meu filho ? — perguntou Esme e Edward nem se deu ao trabalho de olhar para ela.

— Nada. — respondeu rude e foi em direção a escada.

— Amor, por favor me escuta — disse Christine soluçando.

— Eu já falei para me deixar em paz, eu preciso pensar.

Edward subiu e antes que Christine o seguisse, Esme entrou em sua frente.

— Escute Chris, o que você acha de irmos para a cozinha ? Você se acalma e me conta o que houve.

A loura pensou por um segundo e assentiu. As duas foram para a cozinha seguidas por Rosalie, Emmett e Jasper.
Alice se virou para mim e disse:

— Vá até o quarto de Edward e tente acalma- lo, sim ?.

Em outra ocasião eu teria protestado mas afinal entendi que Christine não falaria nada com a minha presença, e eu estava afim de saber o que aconteceu. Então porque não unir o útil ao agradável ?

— Está bem. — subi as escadas enquanto ela ia em direção aos outros. Pela sua expressão ela já sabia exatamente o que tinha acontecido e não parecia muito feliz com isso. Parei na frente da porta do quarto dele e puxei o ar com força. Bati na porta e esperei sua resposta.

— Vai embora.

— Sou eu , a Bella.

— Por isso mesmo. — Respondeu. Bufei, e entrei assim mesmo. Ele estava sentado no chão, de frente para a parede feita de vidro, contemplando a paisagem a sua frente. Suas pernas estavam juntas na altura do peito, e seus braços envolviam suas pernas, ele estava cabisbaixo e parecia triste. Muito triste.

— Você está bem ? — perguntei, enquanto me sentava ao seu lado.

— Você ouviu quando mandei você ir embora ? — sussurrou sem me olhar.

— Sim. Mas eu te ignorei.

— Eu só quero ficar sozinho Bella, é muito difícil de entender ?

— O.K. — tomei coragem e falei o discurso que estava na minha mente a alguns dias — Sei que não tivemos um começo fácil , sei que ainda se ressente pelo passado...

— Você acha ? — interrompeu ele com um tom de voz cheio de amargura.

— Eu não te abandonei — repliquei e ele finalmente olhou para mim. Seu olhar era frio. Ele ergueu uma sombrancelha ao falar :

— Jura ? Você não acha que é muito descaramento seu, vir falar isso para mim ? Justo eu. Eu precisava de você. Éramos amigos, eu disse que te amava e você foi embora no dia seguinte. — as últimas palavras foram pronunciadas com seus dentes trincados.

— Eu não podia ficar ali Edward, não podia me permitir ter sentimentos ou uma ligação forte com você. O meu trabalho não me permite isso. E além do mas, eu não sou desse jeito, não sou do tipo amiga para todas as horas e nem namorada até que a morte nos separe. Uma garota romântica, sensível, altruísta, essa não sou eu Edward.

— Então por que me deu esperanças? -Perguntou ele triste se aproximando mais um pouco de mim.

— Nunca prometi mais do que eu poderia dar. — respondi fitando os seus olhos que pareciam presos no meu. — Eu alertei você de que um dia eu poderia partir sem dar explicações.

— Eu sei — ele passou a mão no cabelo bronze o deixando ainda mais desgrenhado. — Só pensei que ...

— Que eu mudaria de idéia por você — completei sua frase e ele assentiu respirando fundo. — Esta não sou eu.

— Eu sei — ele sorriu, não era um sorriso feliz. — A culpa foi minha por ter me iludido tanto. Eu fiquei mal por anos sabe ? Sempre achei que você era o amor da minha vida, e que ninguém além de você um dia teria meu coração.

— E isso mudou ? — questionei e isso fez ele aprofundar o olhar no meu rosto. Ele foi se aproximando de mim e fiquei estática no lugar. Ele colocou as duas mãos no meu rosto e seu toque gelado me causou arrepios. E Edward sentiu a mesma coisa em relação a minha temperatura mais quente que a de um humano, já que ele tremeu levemente. Seu rosto foi se aproximando lentamente até que seus lábios tocaram os meus e eu não impedi. Não houve fogos e nem calor. Eu só senti a mesma coisa que senti a mais de um século atrás. Era como se eu tivesse me afogando em um mar, mas não era desagradável. Era mágico, especial e único. Seu hálito tinha um gosto doce e refrescante ao mesmo tempo. Nossos lábios se moviam em sincronia. Um beijo, calmo e suave cheio de... Carinho ? Ele parou o beijo aos poucos e se afastou de mim. Parecia surpreso pela sua ação. Eu certamente estava.

— Me desculpe — murmurou ele envergonhado

— O que foi isso ? — perguntei erguendo a sombrancelha e ele deu de ombros.

— Não sei. Foi um impulso. E respondendo sua pergunta, eu não sei se ainda tenho sentimentos por você ou não. É estranho, afinal eu amo a Christine — A menção ao nome dela trouxe um pouco mais de tristeza e dor a sua voz.

—Falando nisso, sua namorada não vai gostar de saber que você me beijou — falei maliciosamente, já pensando na cara de fúria dela.

— Iria ser muito justo considerando tudo que ela fez — disse ele com desdém.

— E o que ela fez ? — perguntei fingindo desinteresse.

— Eu fui na casa dela para nós fazermos algo juntos, ela estava sozinha em casa e demorou a abrir a porta. Eu sabia que ela estava no quarto, mas tinha outra pessoa com ela. Não consegui ler a mente o suficiente para saber quem era. Quando ela apareceu a minha frente descabelada, e com um cheiro estranho — Edward deu uma risadinha sombria. — Bom, eu ignorei.

— Você fez o quê ? — perguntei revoltada. Eu sabia que Edward era idiota, mas não tanto.

— Sim, eu sei. Decidimos vir até aqui, e no meio do caminho ela recebeu uma mensagem, Agradeçendo a tarde maravilhosa. — ele se levantou e pôs uma mão na cintura enquanto apoiava a outra na parede.

— Nossa — exclamei surpresa, mas não tanto. Eu já sabia das escapulidas da vagaba e fiquei surpresa mesmo por Edward não saber.

— Mas posso culpa — la ? — perguntou ele, parecendo falar com si mesmo. Me levantei e caminhei até o seu lado.

— Como assim ? — perguntei intrigada. O nível de idiotice dele era alarmante.

— Olha só para mim Bella, não consigo nem dá um beijo nela decente por conta da minha força. É normal que ela procure a diversão que ela não tem comigo, em outro lugar. — Disse ele suspirando.

— Edward — o chamei e virei seu braço para que ele me olhasse. — Quando se ama o tanto que a Christine diz que te ama, não precisa de nenhuma diversão a mais. Mesmo que você não tenha sexo para oferecer a ela, ela tem que te aceitar. Você está sendo idiota. — ele abriu a boca para retrucar e fechou novamente. — Isso mesmo, você tem que pôr um ponto final nisso.

— Mas eu a amo — disse ele segurando os meus ombros. — Ela é toda minha vida.

— Não, não é — discordei, cruzando os braços — Você tem que aprender a se valorizar Edward, você está mentindo para si mesmo , sabe que pode sim, viver sem ela.

Ele me soltou e voltou seu olhar para a frente.

— Preciso pensar um pouco. — sussurrou, e entendi que já estava na ora de eu sair. E naquele momento me dei conta de que talvez, Alice soubesse exatamente o que iria acontecer. Acho que isso faz parte do plano dela de me tornar mais... Maleável. O engraçado é que lá bem no fundo eu sentia algo por Edward, algo que eu tinha medo de olhar mais a fundo. Meu coração ficou apertado quando vi o que a namorada fazia com ele, o que ele deixava que ela fizesse. E grande parte disso era culpa minha, por ter deixado ele sem explicação — que ele saiba- eu tinha despedaçado o coração dele e só depois de mais de um século ele encontrou o remédio, mesmo que seja um remédio com efeitos colaterais. E se tem uma coisa que eu detesto é deixar algo inacabado para trás. Eu iria resolver essa situação o quanto antes.

Recuei e atravessei o quarto em direção a porta.

— Ah, se importa em não contar sobre o beijo a ninguém ? — perguntou ainda sem virar para mim. — Quero evitar problemas.

— Está bem — respondi e um sorriso começou a se abrir no meu rosto.



Notas finais
Quanto mais comentários , mais rápido eu posto ! Bjs. Até a próxima !