A Caçadora

1 introdução


Notas iniciais
aqui está uma espécie de prólogo contando um pouco da historia da personagem principal, lembrando que este não é o capitulo em si mas somente a introdução da historia para que fique mais fácil de se entender o que irá ocorrer nos capítulos a seguir.

Eu era uma inocente criança naquele tempo. Eu e meus pais estávamos viajando quando decidimos parar para jantar em um restaurante, quando fomos abordados por um sujeito estranho; ele usava um capuz, por isso não dava para saber quem era; meu pai se aproximou para perguntar-lhe quem era, mas o sujeito sacou uma arma e atirou varias vezes até que meu pai caiu ao chão; em seguida o estranho homem veio em direção a minha mãe que logo me ordena a correr; eu corri o Máximo que pude, mas ao ouvir os gritos de minha mãe eu olho para traz e vejo sua sombra sendo esfaqueada até a morte. Eu corri e me escondi em um beco; esperei o tempo passar, então, eu voltei ao local onde meus pais foram assassinados, encontro na mão direita de minha mãe um punhal e uma bolsa de couro na mão de meu pai que fora levemente revirada. Após ver a cena que ficaria pelo resto de minha vida em minha memória eu jurei vingança aos meus pais e então parti; eu não havia para onde ir, mas sabia que ficar ali seria a pior das soluções. Após vários dias vagando sem rumo pelas ruas daquela cidade desconhecida, encontro um grupo de ladrões de mercado, eles não eram o melhor tipo de amizade para se ter, mas como eu não podia ficar sozinha por aí, decidi me juntar ao grupo. Era uma gente bem legal embora fossem ladrões; o líder do grupo era Hector, um jovem de 14 anos que havia fugido de casa aos 10 anos, ele era simpático, mas pra lá de travesso e também tinha os dedos mais leves que já vi na vida, conseguindo tirar a carteira do bolso de um policial sem que ele reparasse.

Fiquei nesse grupo por dois anos quando durante a fuga eu fui pega e acabei no reformatório. Foram os piores anos da minha vida; eu era a mais nova de lá e por conta disso apanhava quase todo dia, e o pior o local estava caindo aos pedaços, dava para ouvir os ratos no sótão e quase todo dia havia uma porta ou uma janela quebrada, mas felizmente eu consegui escapar de lá; após dois anos naquele inferno eu me vi novamente as ruas, mas, havia um problema; como eu acharia Hector e os outros em uma cidade tão grande. Após dias de procura eu não aguentei mais, a fome e o frio eram demais, ninguém ajudaria mesmo uma garota maltrapilha e fedida, dei-me por vencida, não havia mais jeito, estava acabada, desmaiei.

Quando acordei me deparei com uma situação da qual eu já havia me desacostumado; eu estava em uma casa, muito bonita e detalhada, devia ser de alguém muito rico, então sem nem querer saber quem ali morava eu tentei pular a janela, mas quando me preparava para dar o salto, do que parecia ser o segundo andar de uma enorme mansão escuto uma voz que dizia:

—Mas já vai?—disse o estranho abrindo a porta— Não gostaria de ficar mais um pouco?

—Quem é você e o que quer comigo?—perguntei apavorada— não tenho nada a lhe dar!

—Meu nome é James e posso lhe garantir que não iria querer pular esta janela

—Pôr que? O que você vai fazer?

—Eu, nada, mas somente lhe digo que entre morar na rua e em minha casa é fácil saber qual é o mais indicado para uma pirralhinha como você

—(...) — Fiquei sem reação, aquele homem estava debochando de mim assim, sem ao menos se explicar porque me queria consigo. Estava em duvida, devia ou não aceitar a ajuda de um estranho?

—Venha tomar o café da manhã, você deve estar morta de fome

Dês desse dia eu passei a morar na casa de James; ele era um homem bem calado, porém, sempre que eu precisava de ajuda ele estava pronto para me ajudar. Mas nem tudo era um mar de rosas; ele tinha um emprego bem diferente do normal; ele era um caçador de recompensas o que lhe fazia passar dias ou até semanas fora de casa. Foi com James que aprendi a arte de lutar, atirar e não mostrar emoções. Pois segundo ele nesse mundo devemos todos saber nos proteger e fazer o que for preciso para conseguir o que queremos, nunca mostrar nossos pontos fracos e a mais importante: Se preciso for, mate primeiro, pergunte depois.

Sem alternativas decidi seguir os passos de James, porém, não fui atrás de dinheiro ou fama, mas de uma coisa muito mais difícil de conseguir; vingança.

Quando completei dezoito anos eu saí de casa e aluguei um quarto em um duplex; no começo as coisas eram difíceis, mas consegui segurar a barra. Hoje sou uma mulher adulta e quanto a meu nome; chame-me apenas de Amy, já minha idade; melhor que não saiba.

Eu já moro sozinha a algum tempo, mas mesmo assim é difícil de controlar minhas duas vidas; não tenho amigos, parentes ou semelhantes, somente James que vem me visitar duas vezes ao mês.

Eu prossegui com minhas investigações sobre o assassino de meus pais, vou até o fim, se for preciso ao inferno para conseguir pegar esse desgraçado que definitivamente acabou com minha vida.

Notas finais
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