A Catedral Branca
1 A Reunião
Notas iniciais
Um vulto na multidão caminha entre as pessoas na rua, as casas e prédios ao redor impedem parcialmente que o vento passasse. O vulto usava um casaco marrom de gola alta dificultando a visão de seu rosto, ele caminhou até um dos prédios e entrou pela portaria onde um guarda estava parado o mesmo acenou com a cabeça dando bom dia ao vulto que retribuiu com o mesmo. O rapaz caminhou até o elevador do prédio ao entrar um homem de cabelo curto e espetado passou ao seu lado enquanto o vulto entrava no elevador.
O rapaz apertou o número doze e a porta se fechou enquanto esperava chegar ao decimo segundo andar o vulto retirou o casaco mostrando um rapaz com, em torno de vinte e cinco anos, cabelos lisos e negros olhos castanhos e utilizava um sobretudo preto com um emblema de dragão quase imperceptível à olho nu. O elevador parou e o rapaz saiu entrando em um corredor com quatro portas de cada lado ele caminhou até a penúltima porta à esquerda e a abriu a porta pesada revelando um quarto escuro onde a única luz era um pequeno abajur em uma mesa o rapaz foi até a fonte de luz e revirou a mesa e as gavetas procurando algo de repente um vulto saiu de uma porta à esquerda dizendo:
–Você finalmente chegou... Os outros estão te esperando, espero que goste da estadia Kurayami -O vulto ligou a luz mostrando ser uma mulher de vestido preto longo e de cabelos castanhos e acompanhada de um homem de sobretudo bege e uma cicatriz em sua face e cabelos loiros. O detetive caminhou até perto da porta onde as duas pessoas e disse com voz fria e calma:
–Como queira... Estarei pronto antes do amanhecer... Tenham uma boa noite... -O rapaz passou pela porta enquanto pegava um envelope um pouco gasto do tempo e colocou o chapéu preto e recolocou o casaco e viu uma mesa grande a sala lembrava uma sala de jantar e lá estavam mais duas figuras sentadas a primeira sentada perto da porta e lendo um livro um senhor de idade com cabelos pretos mas com alguns fios grisalhos e bigode bem tratado e ele está lendo um livro com uma capa de couro gasta a escrita da capa era fraca mas, se via que as letras eram de um dourado e ele folheava as páginas amareladas quando o fechou e se levantou indo na direção do detetive dizendo:
–Prazer em conhecê-lo Sr. Kurayami, sou o professor H. Johnson sou um grande estudioso sobre artefatos e templos antigos de nossa sociedade. Vejo que se juntará a nossa expedição. -E com um sorriso voltou a se sentar para continuar à leitura. O rapaz então caminhou até a outra figura na sala ela estava sentada próximo a janela era uma moça de cabelos brancos e presos tinha consigo uma adaga ornamentada presa à cintura. Ela olhou o detetive e voltou a olhar pela janela vendo a lua cheia e reluzente.
O rapaz caminhou até perto de uma estante onde as bagagens dos outros estavam depositou um pequeno pacote bem embrulhado e se sentou ao lado do professor, e olhou mais atentamente ao livro e viu o título "Sociedades Esquecidas" e puxou um relógio de bolso prata ornamentado com o mesmo emblema de dragão do sobretudo e viu era 10:00 da noite. O homem e a moça que estavam na outra sala entraram junto ao homem de cabelos espetados que o detetive encontrara no elevador, a moça de vestido preto chamou a atenção de todos e disse:
–Finalmente todos estão reunidos... Desculpe pela chamada repentina mas, tenho uma expedição para vocês. Todos nós iremos investigar uma construção de Londres uma catedral numa cidade isolada perto dos portos abandonados. Vocês tem a noite para se prepararem... -A moça saiu da sala deixando os cinco sentandos, então o detetive se levantou e foi até a porta e a abriu a maçaneta arranhada girou com um estalo leve e o rapaz saiu da sala entrando novamente na sala de estudos e foi até a varanda do quarto.
O vento frio e forte adentrou pela sala fazendo o sobretudo do detetive balançar e ele foi até varanda a luz da lua estava forte e os prédios ao fundo já se mesclavam com o breu das ruas. Kurayami observava com um ar sério a lua quando o vento frio parou e um silêncio tomou o local e o rapaz começou a observar um vulto que escalava um dos prédios ao fundo. Quando de repente um tiro interrompeu o silêncio e o detetive olhou para o lado e viu o homem de sobretudo marrom e cabelos loiros com uma pistola em sua mão e disse ao detetive:
–Devemos partir agora... Eles nos acharam! Prepare-se Kurayami, pois o escuro não é um lugar seguro. -O rapaz olhou para os prédios e reparou que existiam mais vultos se aproximando, as luzes todas se acenderam e o detetive viu o resto do grupo saindo com tudo quando a moça de cabelos brancos entregou-lhe o pequeno pacote que tinha deixado na estante e saiu pela porta atrás do professor. Kurayami pegou o relógio de bolso e viu que havia se passado duas horas que esteve parado na varanda e correu até a porta do quarto e correu até as escadas do prédio e seguiu a moça até a portaria do local onde o professor e o homem de cabelo espetado estavam.
O rapaz observava os cantos da portaria enquanto um carro parou na frente e todos entraram e o detetive olhou seriamente para o professor que segurava uma maleta e alguns papéis soltos e disse:
–O que eram aquelas criaturas que estavam subindo nos prédios? E porque precisamos sair tão rápido do lugar? -O professor terminou de ajeitar todos os papéis dentro da maleta e calmamente colocou-a no chão e virou-se ao detetive e disse:
–Não sabemos de onde são e o que são mas, são denominadas pelos que as combatem como escaladores mas, nossa missão agora é ir para a catedral... — O detetive olhou pela janela do carro e observou a lua que agora brilhava mais forte do que antes. O rapaz pegou o relógio e viu que era uma hora da manhã e calado guardou o relógio novamente em seu bolso e fitou a lua que agora estava encoberta pelas nuvens e por algumas horas e o detetive percebeu que todos que estavam dormindo e o carro parou instantes depois.
Kurayami saiu do carro e vou que ainda era de madrugada e parado encostado no carro o homem de cabelos loiros que acenou com a cabeça ao detetive que retribuio com um aceno, e saiu andando e vendo onde estavam o local tinha três cabanas e em volta dois postes de luz e perto de uma das cabanas um quadro de avisos com o mapa da região, o rapaz foi até o quadro viu em que parte da região do estado estavam em Londres, a cidade se chama Dewdrop ela é uma cidade pequena que era ponto turístico pelo passeio de barcos no lago. O homem loiro se aproximou do detetive e deu-lhe um embrulho pequeno e disse:
–É melhor você usar isso para se proteger daquelas criaturas. Boa sorte! -O homem voltou ao carro enquanto o detetive retirou o pano do embrulho era uma pistola ornamentada e carregada, o rapaz fitou o homem que estava encostado no carro e voltou a si e guardou-a no bolso e voltou ao carro e entrou.
Quando o detetive entrou viu o professor acordando e ajeitando sua mala e seu chapéu e voltou a dormir enquanto o homem voltava ao acento do motorista e voltou a dirigir, Kurayami observava atento o lua quando um som abafado chamou sua atenção e olhou um pequeno livro marrom ele o pegou e olhou as páginas que estavam em branco mas, na contra capa estava um nome escrito era "Kurayami" o detetive olhou mais atentamente e viu uma pequena mensagem que dizia "anote tudo o que for necessário. Assinado Krysti" ele pensou um pouco e pegou um lápis e anotou alguns pensamentos e o guardou em seu bolso do sobretudo.
Algumas horas de viagem depois o detetive acordou no Banco do carro e viu o resto do grupo também acordar e viu o homem loiro chamando o grupo para fora do carro, depois de alguns minutos todos estavam fora do carro. A mulher de vestido preto apareceu ao lado do homem e falou:
–Desculpe pela noite agitada mas, devemos ser rápidos com tudo isso. Meu nome é Krysti e esse é meu irmão James e reuni vocês para explorar a catedral, cada um de vocês tem uma especialidade. Professor Johnson você conhece a história do local e da cidade onde ela se localiza, Terris você é um dos melhores exploradores de templos, Kurayami você é um especialista em enigmas e armadilhas e por fim você Jane a que entre nós conhece melhor artilharia e outros tipos de armas. Todos vocês devem desvendar o que acontecia na catedral e de onde essas criaturas saem. -A moça voltou ao carro e apontou para um pequeno chalé e todos entraram e ficaram na portaria.
O rapaz foi até uma poltrona perto da lareira e sentou-se e pegou o pequeno caderno e fez mais uma anotação, a moça de cabelos brancos sentou-se ao lado dele e viu o mesmo anotando e tirou a fita que prendia seu cabelo e pegou sua adaga e começou a poli-la, o professor abriu sua maleta sobre a mesa e com um mapa começou a organizar as folhas enquanto o homem de cabelo espetado olhava pela janela vigiando o carro. Logo após algumas horas de descanso estava a noite e era fria e silenciosa o detetive ainda sentado perto da lareira se levantou e caminhou até as escadas quando um baque contra a porta.
Logo o detetive se aproximou da porta e segurou a maçaneta e olhou pelo olho mágico e viu a rua vazia e escura quando um vulto parou no centro do local e apontou para o detetive que perplexo viu novamente o vulto apontando para o quadro de avisos e sumiu entre a névoa repentina. Kurayami abriu vagarosamente e saiu adentrando na névoa fina e fria, o detetive via sua respiração e foi até o quadro e viu uma anotação o detetive pegou e leu, quando de repente um urro vindo da floresta tomou o lugar.
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