A Casa Imoral

15 Início de Festa


Notas iniciais
Ai... to começando a ficar meio sem inspiração, to sentindo falta de reviews... Mas agoa isso não importa. Boa Leitura :)!

Os presentes ali na empresa Vocaloid mantinham o total silêncio. Havia uma boa e uma má notícia.

_Por que a Rin não pode? –perguntou pela terceira vez o pequeno loiro cruzando os braços indignado.

_Porque precisamos de UM idol. Um, Kagamine-san. –falava sarcasticamente um homem alto, barba e sotaque, rosto belo e masculino. Vestia um conjunto social despojado e caro.

Len correu os olhos até Gackpo, que escreveu as músicas. Ele buscou uma ajuda com o olhar, mas em questão profissional, Len sabia que Gackpo dizia que era esse o mundo dos adultos.

_A decisão será sua. Você tem bastante tempo para pensar, criança. –Tonio sorrindo e apertando a mão dos responsáveis ali.

Kyte, Gackpo, Kiyoteru, Luka e Miku estavam com o olhar abaixado. Sentiam muito pelos gêmeos, mas o que fazer?

Rin não estava ali, por pedido do próprio empresário que fora um tenor* muito bem cotado, de voz poderosa e beleza italiana extravagante o suficiente para seduzir mulheres apenas com a imponência.

_Eu nunca fui com a cara daquele voz fina. –Gackpo reclamou assim que viu o homem indo embora pela sacada do prédio.

_Len, você queria tanto fazer isso. –Kyte tentando falar com o loiro paralisado.

Len não suportava a idéia de uma contratação sem sua irmã. Eram um só, se completavam, quando cantavam sozinhos perdiam a vontade de continuar. Foi sempre assim.

_Não aceito. Não aceito! –Len sentando-se.

Kyte achara cruel o modo como Tonio agiu com o garoto. Ele só tinha 14 anos, não se sentia bem vendo Len ficar magoado daquela forma. Afinal, não é todo dia que um homem famoso aparece na sua empresa para “mostrar ao mundo o mais novo idol”.

Era uma revolução na indústria, era o que os rapazes achavam. Eles estavam focados no trabalho misto do pop e do rock com eletrônico e os grandes chefões perceberam que aquilo estava ganhando muita mídia, logo tomariam ao rádios e os canais de vídeos e quem tivesse o melhor e mais bonito cantor ganharia.

Len era o escolhido, mas todos se perguntavam por que.

“Por que...”, disse o homem, “as mulheres querem garotos fofos e com voz melosa, o shotacon está possuindo as fangirls e até os rapazes da média idade”.

“Então...”, disse Kyte numa esperança de melhorar a situação, “Adicionar uma menina, além do mais, idêntica, seria uma forma de agradar a todos os públicos e criariam uma legião de fãs incontáveis”.

“Mas...”, respondeu o empresário suspirando, “Tudo seria gasto em dobro. Isso traria gastos desnecessários e a tradição de UM IDOL, estaria sendo quebrada e o público não gostaria disso”.

Kyte e Gackpo não gostaram nem um pouco da idéia, principalmente pelo motivo de caso Len aceitasse, não poderiam acompanha-lo.

_Eu realmente não quero que você vá. Esse homem não é dos melhores, é avarento e mesquinho, vai te escravizar e te manipular. –Gackpo soltou toda sua raiva da melhor forma que pode.

Len levantou os olhos. Não chorava, apenas estava dividido. Yumma lhe disse que seu brilho não podia ser vendado, ele queria subir na vida, mas a oportunidade veio muito cedo e ainda tinha o Nero nessa história.

Estava à beira do colapso mental quando as mãos carinhosas do azulado afagaram seus fios, acalmando-o. Levantou os olhos até encarar os olhos azuis escuros do “irmão”, sentindo o conforto neles e a confiança que normalmente não sentia por ninguém.

_Melhor você deixar isso passar. Pense calmamente, converse com sua irmã, fale com a gente para tirar todas as suas dúvidas. Saiba que se quiser ir, nós os apoiaremos, mas não se esqueça que te amamos. –Kyte com um sorriso branco e saudoso.

Len sentiu que as lágrimas poderiam mesmo aparecer, mas a única coisa que esboçou em seu rosto foi um sorriso tímido, dando um riso depois, satisfeito com o carinho de sua família.

_Arigatou, Kyte-nii. –Len corando fraco nas bochechas.

Os homens ali sorriram e deixaram que o loirinho saísse sem pressa da sala para voltar para casa. Naquele dia, haveria uma festa à fantasia na casa do Meito, e todos foram convidados.

...

_Vamos vestir o dos gatos siameses. –Rin.

_Eu queria ir de gato de botas. –Kuro fazendo bico.

Rin bateu a mão no rosto, ela já tinha planejado ir de gato siamês. E não era justo eles discordarem.

Len já havia chegado e mexia no balde fantasias alguma roupa, queria ver todas as possibilidades e por enquanto elas eram gato de botas, príncipe encantado, vampiro, garçom, empregada, cabeça de abóbora, Zorro, e algumas de palhaço.

_Você ficaria bem na de Zorro. –Kuro comentou.

_Não! Eu queria algo mais elegante. –Len.

Rin pegou a roupa de gatos siameses e fez carinha moe, com os olhinhos brilhando.

_Não, Rin. Da última vez nós caímos. –Len.

Kuro saiu do quarto, indo atrás do Kyte. Ele que era bom com fantasias. Assim que adentrou o quarto, nem mediu esforços para pedir ajuda com a roupa.

_Pra você? Acho que se vestir uma roupa social e andar com uma rosa, ia ficar estiloso. –Kyte sorrindo para o loiro.

_Ehh. Que cor você acha? –Kuro sentando-se na cama.

Kyte suspirou. Foi até o próprio guarda-roupa e vasculhou, o tamanho de Kuro era exatamente o dele, seria fácil resolver.

Kyte retirou um conjunto dentreo de um saco plástico. Nunca tinha usado aquil na vida por não combinar com ele.

Kuro ao ver o conjunto a sua frente sentiu as idéias brotarem. Sua fantasia já estava na mão, só faltava um detalhe agora.

Assim que o loiro e o azulado se deram com o corredor, Len e Rin apareceram dentro da roupa dupla. Len tentava se equilibrar com uma perna junto com Rin, mas a garota era desajeitada demais. O azulado deu uma gargalhada.

_Você vão cair desse jeito. E está quase em cima da hora. –Kyte afagando o cabelos dos dois.

Kuro ajudou-os a ir para o quarto e Len decidiu que ia se vestir de qualquer coisa, menos de gato siamês.

_Porque não vai de maid de novo? –Rin soltando um muxoxo, irritada com a própria ideia.

Ela negava totalmente para todos, mas não importava quantas vezes Len se vestisse de garota, ele ficava lindo, mais lindo até do que ela, e até que sentia um pouco de orgulho por isso.

_Se eu vestir, você vai de Zoro e prende o cabelo. Se você fingir ser eu e eu fingir ser você. Não seria legal? –Len com os olhos brilhando de excitação perversa.

_Pegadinha? Omoshire na*. –Rin esfregando as mãos malignamente (Omoshire na- Interessante).

_E eu vou de cantor sensual. –Kuro riu pegando a roupa e correndo pro banheiro.

_Vamos ser um trio interessante. –Len rindo e indo ao quarto de vestidos.

Rin pegou a roupa de Zoro e se trocou, ainda tinha maquiagem pra fazer e provavelmente teria que fazer a de Len e de Kuro, e só faltava uma hora.

...

1hora depois...

Rin estava abobada no fim da escada junto com Kuro. A garota tinha a face coberta pela máscara, carregava o mosquete e vestia as roupas negras, o cabelo preso igual ao herói, e Kuro afirmou que ninguém ia perceber a diferença.

_Cadê o Len? –Gackpo batia o pé com impaciência.

_Maa maa, Gack. Ele já vai descer. –acalmava o azulado.

Assim que ouviram os passos Len apareceu no topo da escada. Kyte arregalou os olhos.

Len estava com o cabelo solto e penteado, escorrido, os olhos gordos ressaltados pela maquiagem rosada, a boca coberta por um gloss úmido e sem brilho, o rosto mais pálido e angelical.

O vestido era branco, caído nos ombros, adornado com fitas amarelas, mas o vestido não era longo, era aberto na frente, mostrando a cinta-liga da meia branca, que deixou as coxas de Len à mostra, um salto fechado amarelo e uma rosa vermelha como detalhe acima do peito (vestido do Haitoku no Kioku –Lost Memory-).

Kyte não conseguiu conter a vergonha e Len mantinha um olhar calmo e pacífico além do normal, estava tão feminino que se não o conhecesse, diria que era uma garota.

O estranho era que no olho esquerdo, tinha uma mancha, parecida com uma cicatriz, cobrindo toda a face esquerda, na cor avermelhada. Não era muito visível, mas podia ser visto. Len estava já ao lado de Rin que sorria com todo o trabalho da maquiagem.

Kuro estava abobado. Len sorriu levemente para os dois fazendo uma reverência.

_Podemos ir. –Len com uma voz igual a de Rin.

_Aha!!! Len, mandou muito bem, está ótimo! Mas do que é essa fantasia? –Kuro.

_Duquesa di Von Trévillie. –Len falou.

_Que houve com o rosto dela? –Gackpo sorrindo.

_Foi queimada por uma empregada invejosa. Agora vamos? –Len com sua voz normal.

A casa de Meito era longe da mansão, e a viagem durava pelo menos quinze minutos de carro. Gackpo arranjou um carro grande de sete lugares pela quantidade de pessoas que normalmente andavam com ele, quando iam viajar. Então era vantajoso ter um.

No caminho Len voltou a falar sobre o assunto do contrato, que Rin ficou um pouco arrasada pelo descaso da empresa em relação à ela, mas Kuro deu conta de deixa-la animada em pouco tempo.

_Melhor esquecermos um pouco esse assunto. Aproveitem a festa, liguem se forem dormir na casa de alguém, certo? –Kyte.

No fundo, o azulado odiava ter que falar aquelas palavras. Gackpo parecia ter ficado alheio a questão de namoro do Len, isso porque estava mais preocupado com o próprio relacionamento com Luka e consequentemente o irmão dela, Luki.

_Tudo bem. –Len e Rin.

_Bai bai! –Kuro acenando.

Assim que viram a entrada, a festa já tinha começado, havia muita gente. Meito não tinha convidado só a escola, como também amigos, pemitiu que os amigos de seus amigos viessem, convidou o bairro, e todo mundo que quisesse aparecer.

Na casa de Meito havia salões para festa. O pai dele trabalhava com eventos e por isso um dos estabelecimentos ficava na própria casa deles, mas sempre foi para uso pessoal.

Assim que entraram, o local estava invadido por luzes coloridas, som alto, uma verdadeira festa. Tinha a pista de dança, gente vestida das coisas mais bizarras e comes e bebes espalhados em mesas.

Foram recebidos primeiro por Meito, acompanhado de Lilly. Os três loiros chamaram a atenção no momento em que pisaram ali.

Rin fez questão de empunhar o mosquete e Kuro cheirou a rosa que tirou do terno. O gato estava com um terno branco, gravata preta e uma camisa social vermelha por dentro. Estava de todas as formas elegante e sensual, com os cabelos penteados para trás, mostrando os piercings e brincos.

Rin e Kuro ofereceram a mão para Len e este aceitou, abraçando os dois braços com o olhar baixo.

_B-Bem vindos. Vocês estão demais, sabem? –Meito sorrindo para os loiros.

_Arigatou. Vamos andar por aí e beber alguma coisa? –perguntou Len com sua voz mais feminina e com o rosto parecendo ainda mais corado pelo elogio.

Meito esquentou dos pés à cabeça, e não conseguiu conter o olhar descendo para as pernas do garoto.

_Gomen, mas é a Rin-chan ou o Len-kun? –Meito avermelhando.

Meito estava de pirata, um dois mais comuns e caprichou na roupa, ficando até que bonito. Atrás dele, no mesmo momento da pergunta, apareceu um ser também loiro, com olhos dourados e uma aura tensa.

O loiro vestia uma fantasia de comandante, numa farda preta, com uma boina na cabeça, um tapa-olho no olho direito e uma espada embainhada.

_N-Nero! –Len exclamou sem perceber.

_Bonna Notte, mademoiselle. –Nero falou em uma reverência.

Assim que Len ia responder, Nero se dirigiu ao “zorro” e pegou-o pela mão.

_Vamos dançar. –falou Nero sem olhar pra trás.

Len ficou em choque, apertando os dedos no terno de Kuro. Percebendo o nervosismo do loiro, Kuro o confortou.

_Bem, então fiquem à vontade, tem mais gente chegando. –Meito apontando para trás e deixando os dois a contragosto.

_Kuro, acho que não foi uma boa ideia. A Rin odeia o Nero, e se ele me confundiu? –Len.

Kuro respirou fundo. Não gostava de pensar que sua dança com Rin foi roubada e isso fazia seu sangue ferver, mas se acalmaria.

_Não é bom um rosto tão belo ficar tão triste. –soou uma voz atrás de Kuro.

Assim que se viraram, deram-se com alguém inesperado, o Yumma. Kuro ficou na dúvida e Len sorriu largamente.

_Y-...como devo te chamar? –Len postando-se na frente do rosado.

Yumma estava de samurai, em seu rosto uma lente azul, escondendo o amarelo de seus olhos. Mas Len o distinguiria facilmente mesmo assim.

_Pode me chamar de Roro, se alguém perguntar diremos que é coincidência. Eu soube de sua possível futura contratação, meus parabéns. –Yumma.

Len abaixou os olhos, triste novamente.

_Eu só queria que minha nee-san pudesse ir comigo. Então vou declinar. –Len.

Yumma sorriu, oferecendo o braço para a duquesa. Len segredou para Kuro que iria conversar com o idol disfarçado e voltaria depois.

_Sobrei. –Kuro deu de ombros.

_E ninguém me viu aqui. –Lilly bufou.

_Ah! Num é que é mesmo? Vamos dançar então, “polidance”. –Kuro olhando as roupas dela.

_É de streap tease, mas não interessa. –Lilly aceitando o convite.

Enquanto isso...

_Sabe, Kagamine, eu continuo namorando o Len. –Nero falava ao ouvido do Zorro.

_Pelo visto tem muita gente nos reconhecendo. –Rin sorrindo ao mesmo tempo que segurava forte a mão do loiro com vontade de matá-lo.

_Pelo visto você não sabe que a Lilly tentou nos separar. –Nero estreitou os olhos.

Rin corou, mentiu dizendo que não. Nero parou de dançar, muita gente observando os dois e achando que Nero estava dançando com Len.

_Pois é. Da próxima vez, manda alguém que não é apaixonado por mim, porque sabe...sua amiga está agora com o coração partido. –Nero se afastando de Rin.

A loira mordia os lábios. Claro que ela sabia do impasse de Nero com Len. Ela atiçou Lilly, já que sabia do amor de infância da amiga e a fez se confessar para Nero.

_Droga, o nii-san nunca vai se livrar desse cara assim. –Rin resmungava para si mesma.

Por um instante procurou o irmão com o olhar, mas foi interrompida por braços envolvendo sua cintura. O ar sexy já denunciava quem era.

_Não faça isso, eu tô vestida de homem. –Rin.

_Isso vai diminuir sua popularidade? –Kuro sussurrou, beijando a orelha da loira.

Rin sentiu-se corar e agradeceu pela máscara tampar um pouco do seu rosto. Kuro a virou e ela o enlaçou no pescoço, começando a dançar conforme a música. Len podia esperar.

Continua

Notas finais
Obrigada por ler! Reviews :3???