A Casa Do Brooklyn
7 Corpo de Galinha ou tanguinha?Eis a questão.
Notas iniciais
POV — Sean
Se bem que esse descanço não durou quase nada né maninha?
Bem, me deitei em uma cama ao lado da minha irmã, e logo adormeci. Pecima ideia. Devia ter me lembrado que magos não devem dormir sem uma proteção magica, uma ancora que prenda nossa alma ao corpo e não a deixe ficar zanzando pelo Duat. Mas como tais ancoras estavam em falta, e como minha memoria não tava nem ligando pra mim apos o ataque do Shabti gigante tive meus sonhos de bebê. Mentira. Tive foi um passeio horrivel por lugares que eu não queria visitar.
A viagem durante o sono era exatamente como Carter. Meu corpo era o de uma galinha dourada e só tinha minha cara. Estava sobrevoando sobre meu corpo inerte e mergulhado num sono profundo. Era estranho aquilo. Ver meu corpo dormindo. Era mais ou menos como eu imaginava ser minha alma saindo do meu corpo e subindo para o céu, vendo meu corpo.
Bem, não queria fazer um passeio como galinha, então fiz o que Sadie faria. Imaginei meu corpo, o que não era dificil, estando olhando para ele, e desejei estar com ele. Quando olhei para mim mesmo, estava com meu corpo, mas... Eu estava com aquela roupa egipcia estranha. Estava com um saiote de linho branco. Estava com um papiro na mão esquerda e uma pena na mão direita.
Bem, se estou nesse estado, o Duat quer me levar para algum lugar. Soltei meu corpo e uma rajada de vento me levou. Fiquei flutuando por um tempo, mas não conseguia ver o que acontecia ao meu redor. Tudo era só um borrão escuro, e também via alguns fachos de luz.
Então tudo parou e eu me vi em uma caverna longa e larga. Havia tochas nas paredes, e bem no fundo da caverna, eu via uma luz, que ao meu parecer parecia ser de uma fogueira, mas com tantas tochas poderia muito bem ser o acumulo de luz de todas aquelas tochas.
Decidi caminhar até o fim daquela caverna. Comecei a ouvir vozes, e alguns outros ruidos, que parecia ser de metal contra metal. Cheguei mais perto, sorrateiramente. Mesmo sabendo que eu não podia ser visto, não queria arriscar.
Quando tudo se pós no meu campo de visão vi um grupo ao redor de uma fogueira, conversando como se estivessem fazendo planos, enquanto alguns jovens praticavam com Khopeshs(espada com lâmina em forma de gancho).
Comecei a prestar mais atenção ao que eles diziam. Então percebi que havia alguém ao meu lado. Era uma garota loira, com uma mecha verde no cabelo, olhos azuis e pele clara. Usava coturnos e estava me olhando de forma curiosa. Como que se perguntando: " Quem será este garoto estranho de tanguinha?".
— Ah, eu sou Sadie, e você? — Disse ela animadamente
— Ahn? Como assim? Como pode saber que eu não sou real? — Perguntei espantado.
— Duvido muito que alguém use essa roupa normalmente, e você é meio que tranparente. Ou seja, ou você é uma fantasma ou um Bá. — Disse ela.
— Segunda opção. Eu me chamo Sean, e acabei de descobrir que sou um mago. Estou a caminho da casa do Brooklyn junto a minha irmã mais nova. — Falei
— Hum! Mais magos. Isso será util. Bem, o que está acontecendo aqui? — falou ela.
— Bem, acabei de chegar, então também estou por fora. Parece ser algumas pessoas traçando um plano, para o "que?" ainda não sei. — Falei.
Nossa, não acreditava que estava na frente de Sadie Kane, mas estava conseguindo controlar meu queixo para que ele não caisse no chão.
— Bem, deixa eu dar uma olhada — Disse ela.
Quando ela prestou um pouco de atenção, tive que segurar ela para que não caisse no chão depois do salto que ela deu para trás.
Ergui ela de volta e ela estava com uma cara de espanto horrivel, se é que tem cara de espanto bonita.
-O que foi? — Perguntei.
-Aqueles ali... Ao redor da fogueira... São magos da Jacobi. — Disse ela.
— O que? — Disse espantado e olhei novamente.
Vi que um deles tinha queijo voando ao redor da mão. Devia ser quem destrui minha casa e matou minha mãe. A furia subiu como um foguete até minha cabeça, e queria lançar um feitiço naquela caverna e explodir tudo, matar todos, mas lembrei que eu era apenas um bá, incapaz de fazer coisas, podia apenas olhar e sofrer profundamente por isso. Não sei se você irá passar por isso, espero que não passe, mas ver quem tirou parte da sua alegria, parte do seu coração e sua vida e de repente ver o causador disso está na sua frente, e você não pode fazer nada. Apenas ficar parado e olhando ele, que não tem nenhum recentimento. A dor é a pior possivel. Se brincar até passa do impossivel.
Desejei muito ter meu corpo naquele momento. Nem que eu usasse toda minha energia, minha força vital, mas eu mataria aquele ser maldito.
Então percebi que estava tremendo. E alguém segurou minha mão. Olhei e vi que Sadie estava segurando minha mão.
— Então Bás sentem o toque dos outros. Interessante. — Falei.
— Por que você tremendo? — Perguntou ela preocupada.
— Aquele homem com queijo na mão destruiu minha casa e com ela matou minha mãe. E agora eu quero mata-lo, mas não posso, por causa dessa porcaria de espirito não posso vingar minha mãe — Falei.
— Não fique assim. Eu também já passei por isso, e não é a melhor coisa a fazer. Você disse que tem uma irmã, porque não vai cuidar dela e para de pensar em vingança? Fique forte para proteger a pessoas que ama, e não para matar alguém. Ele terá um jugamento justo, isso posso te garantir. Eu tenho certa experiencia com isso. — Ela disse sorrindo.
— Obrigado. Farei isso. Enquanto a eles eu sei que você pode cuidar. Guarde alguns para mim, também quero brincar. — Falei.
— Pode deixar — Disse ela.
Desejei voltar para o meu corpo e fui teletranportado para ele, em um momento um tanto quanto chato.
O barco balançava e minha irmã me balançava mais, como se o barco por sí já não me acordasse.
— Maninho, acorda. Tem uma serpente nos atacando! — Gritou ela.
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