“Querido Frank,

Se você estiver lendo essa carta, saiba que eu estou bem longe; Longe o bastante para que você não se preocupe comigo. Eu sei que eu sempre fui um problema pra você desde que começamos a namorar... Se é que podemos chamar aquilo de namoro. No começo, foi difícil se acostumar com a idéia de que você não gostava mais de mim. Aliás, você nunca gostou. Eu só fui um simples passatempo em sua vida, né? Se você soubesse quantas noites eu passei chorando por sua causa, dava pra pegar um barquinho e ir remando até o seu coração. Os ferimentos que você causou em mim emocionalmente, não existe nenhuma cura no mundo. Eu simplesmente estava cansado dessa vida de “Apenas ser um passatempo.” Você apunhalava o meu coração e a minha alma com suas mentiras de “Eu te Amo” ou a pior “Meu coração sempre baterá por você.” Você tinha idéia de como você me iludia? De quantas lágrimas de sangue você fez meu coração derramar por você? Não! Por que você era um insensível, um crápula. Nesses longos e sofridos 4 anos, você me torturava lentamente. Era mais fácil você pegar uma faca e enterrá-la no meu coração ou dá um tiro na minha cabeça. Assim não teria tanto sofrimento. Você me arrancou brutalmente a vida. Eu não sei mais qual é o sentido da palavra “Viver.” Eu só quero gritar até os meus pulmões explodirem. As suas mentiras, suas delicadezas ambas disfarçadas com máscaras coloridas, me sufocavam. Eu dei meu último suspiro e joguei tudo pro alto. Eu fico vagando nas ruas sem vida nos olhos, com um buraco aberto que antes era o lugar do coração que você me arrancou. Se a minha vida tivesse uma trilha sonora, com certeza seria a Marcha Fúnebre. Por que pelo o meu estado emocional, pode-se dizer que eu morri. Às vezes eu me pergunto: “O quê que eu fiz pra merecer tanto sofrimento?” Eu não sei, realmente não sei. Eu não agüento mais olhar pra todos os lados e me lembrar de você, do seu sorriso, do seu olhar, dos seus beijos... Tudo! Minha alma chora ferida, chora queimada, chora derrotada. As gotas da chuva que caem uma a uma sem parar do céu são as gotas que eu chorei sozinho no canto do meu quarto. Eu só quero sumir do mapa. Assim você não precisará mais se preocupar se eu tô bem ou não. Afinal, eu vou estar morto embaixo de 7 palmos de terra e não perturbar ninguém mais e muito menos você com as minhas lamúrias de um amor ferido. Como você não pode ver? Como? Você destruiu o meu coração em mil pedaços humanamente impossíveis de serem reconstituídos. Talvez fosse melhor eu nunca ter nascido ou que eu nascesse sem emoções. Assim eu não sofreria como eu sofro hoje... amanhã... E sempre!

Ass: Um coração que chora clamando por socorro ou simplesmente, Gee.”

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