A Caixa de Pandora
1 A Descoberta
Notas iniciais
Já era noite no Orfanato Elísios, todos os órfãos mais novos haviam ido deitar mais cedo, pois bagunçaram o dia inteiro, enlouquecendo os funcionários, já os mais velhos estavam para o lado de fora do Orfanato, no pátio principal ao lado do refeitório. Todos discutiam sobre programas de televisão, cantores, celebridades e por fim a maioria comentava sobre um pequeno grupo de novos órfãos, que sempre ficavam entre si em outro lado do pátio. Chegando cada vez mais perto do grupo o bando de meninas populares do orfanato: Stacy, Tracy, Emily e Honor olhavam para eles como se fossem o cordeiro e elas o leão pronto para devora-los. De alguma forma era engraçado a sincronia de seus passos, pareciam que haviam combinado de andar daquele jeito, Stacy estava vestida com um vestido branco e um cinto dourado em sua cintura, sapatos vermelhos, e enormes brincos de argola, já as outras garotas estavam do mesmo jeito somente com um vestido de cor diferente, que no caso eram vermelhos. Chegaram tão perto do grupo que dava para escutar o que elas cochichavam no ouvido uma da outra, eram tão silenciosas como um rinoceronte fazendo ballet.
– Ei você garota! – disse Stacy toda arrogante a uma das meninas do grupo dos novos órfãos, uma garota de longos cabelos castanhos enrolados como molas colossais, olhos negros como a própria noite, era de uma estatura baixa e tinha um sorriso que era lindamente misterioso. Virando lentamente a cabeça para Stacy, A menina falou – Prazer em te conhecer também, meu nome é Giulia qual é o seu? Ah me lembrei loira vadia né ! – disse a menina virando seus olhos que ardiam como fogo para Stacy, que parecia não encarar a menina por sentir medo do seu olhar penetrante. – O que você disse garota ? – perguntou Stacy cerrando os punhos enquanto as garotas de trás riam baixo do que Giulia havia dito. – Você não é surda ,disso eu tenho certeza, então você escutou muito bem – disse a garota com um toque de sarcasmo fitando Stacy com um olhar matador. – Vadia loira é a sua mãe queridinha, ou melhor, me esqueci, você está aqui porque mesmo? Pois a sua mãe está morta! – disse Stacy sentindo que havia acabado com a pobre órfã. Havia lagrimas nos olhos de Giulia, no momento em que iria começar a chorar seu amigo (Augusto) entrou em sua frente e disse – Você acha que você é melhor que alguém? Você não é melhor que ninguém. Ela não é essa pessoa amarga e rude que você é! — Stacy transbordava ódio e então disse – Como você pode dizer isso, está nesse orfanato há anos, e continuara aqui até apodrecer. Uma família já me adotou só estou esperando eles virem me buscar! Ninguém quer adotar seres como vocês! Você foi uma das primeiras crianças a chegar aqui e será a ultima a sair, se sair é claro!– Os olhos de Stacy encontraram com os de Augusto, que passaram de azul cor do céu para cinzento cor de neblina, uma cor tempestuosa – Vocês são todos uns anormais – Gritou Stacy virando-se para ir. Quando o céu começou a se fechar, e as nuvens negras tomaram conta de tudo, e começaram os trovões. Stacy virou-se e todos olharam para o céu, nuvens negras brilhavam em seus interiores, chuva começou a cair, raios começaram estrondar no orfanato. Só conseguia se ver adolescentes de 16 e 15 anos correndo aterrorizados para tudo o que era lado. Funcionários do orfanato gritavam para as crianças entrarem – Entrem! Entrem! – gritava a diretora que estava vestida com uma camisola de bolinhas amarelas, com bobes em seu cabelo. Augusto estava parado olhando para o céu. Giulia, Mariana e Rafael chamavam-no, mas, ele não escutava. Até que Giulia gritou – Saia daí! – No mesmo instante em que a garota gritou um raio atingiu Augusto, que ficou estirado no chão. A Tempestade cessou. Os garotos correram até o corpo e balançaram o corpo do amigo. – Acorda! Acorda! – gritava Mariana, enquanto Rafael procurava a Diretora, para pedir socorro.
O garoto eletrocutado começou a abrir seus olhos e a levantar enquanto Giulia e Mariana ficavam perplexas com a cena – Como você está vivo? Você foi atingido por um raio! E você está sem nenhum ferimento! Como? – disse Giulia que ajudava o amigo a se levantar, Mariana ajudava a amiga a levantar o amigo também. Enquanto David e Rafael chegavam com a diretora que estava aterrorizada. – Você está bem? – pergunta a diretora colocando sua mão nas costas do Garoto. – Sim, estou bem! – Já em pé, Augusto tentava se lembrar do que havia ocorrido – Todos para o quarto já! Disse a Diretora aos garotos.
Augusto conseguiu se lembrar do acontecimento. – Putz, eu fui atingido por um raio? – perguntou à Giulia. – Sim! Exclamou ela – Cara, eu só queria saber como você está vivo! Porque o raio te atingiu em cheio. Todos ficaram perplexos quando Augusto entrou no quarto. Alguns comentando “Isso é bruxaria”, “Por isso que ninguém o adota, ele é estranho”. – Calem a boca, seus idiotas! – gritava Mariana para as pessoas que estavam fazendo os comentários. As pessoas calaram-se na hora. — Voltem para suas respectivas camas e vão dormir!- Eles a obedeceram no mesmo instante. Eles queriam saber como Mariana fazia isso, todos a obedeciam, até mesmo Giulia e"O garotoque não morreu por ser atingido por um raio"estavam querendo ir para suas camas. Mariana era uma das garotas mais bonitas do orfanato, com seus cabelos loiros, sua pele branca, e seus olhos que pareciam sempre mudar de cor, Àtoda hora. Era a melhor amiga de Giulia no orfanato. – Vamos logo para nosso quarto! – exclamou Giulia chamando os amigos. Rafael era pequeno, moreno, cabelos lisos que caiam aos olhos, olhos de um tom esverdeado, que até mesmo o melhor pintor não conseguiria encontrar um tom como esse. David era pequenos também, cabelos loiros em um corte militar, tinha olhos grandes, cílios enormes, e uma pela amarelada. Todos estavam deitados em suas camas calados. Giulia tentava esquecer a dolorosa lembrança da morte da mãe,Augusto procurava por algum machucado em seu corpo, enquanto Mariana, Rafael e David tentavam ler o livro, mas não conseguiam. Todos tinham uma dificuldade com a leitura, Giulia eAugusto tinham dislexia, David e Rafael hiperatividade e Mariana TDAH. – Gente – chamou Mariana. Todos olharam para ela. E ela disse – Aonde que o João se meteu?- Todos pareceram lembrar da mesma ideia. – Verdade gente, o João sumiu na tempestade.- Exclamou David, no mesmo instantea luz do quarto piscou, o armário e as cômodas balançaram, alguma coisa muito pesada estava vindo até eles. E pelo balançar dos móveis em alta velocidade.
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