Erlan S.

O som dos aparelhos, uma grande câmara de ar fria e gelada, a fumaça branca subia envolta da grande câmara. Um garoto de olhos puxados, parte do seu corpo deformado descansava na câmara.

–Não sei para que Cratos guarda esse cara ai. – Disse um garoto de armadura de prata brilhante e cabelo branco ficava de braços cruzados olhando para a câmara.

–Se Cratos mantem ele aqui, tem um proposito. – Falou Erlan.

–Enquanto ele fica sentado naquele trono... Já e o vigésimo semideus que ele rouba o poder. – Uma garota de cabelos enrolados ruivos sentará em uma grande caixa, pele clara e olhos amarelos que dava para ver na escuridão.

–Tudo isso tem seu proposito. – Acrescentou Erlan.

–E a garota. Anna. – Disse o garoto se levantando. – De que utilidade ela terá?

Erlan sentiu um pequeno colapso, um relance, em sua memoria, viu amigos do acampamento, e sentiu uma força grande dentro dele querendo lutar contra tudo.

O garoto começou a se debater, caixas caíram e o garoto foi ao chão.

–Erlan! – Gritou a garota.

Ele suava, e gritava, mas nenhum som saia de sua boca.

A mesma pegou uma pequena seringa, e injetou no braço do garoto, que dormiu feito um leão domado.

–Não gosto nada desses colapsos dele. – Disse o garoto.

–Não esqueça... Ele e o preferido do chefe. – A garota levantou Erlan e colocou-o sentado. – Se a alguém que devemos ficar do lado, ele e o alguém.

Helena M.

O mar e calmo, tranquilo. Mas como uma água em um copo, se derrama mais uma gota nesse copo, ele transborda.

Uma chuva fina começou, e já era o bastante para ondas fortes fossem vistas.

–Podemos voar? – Questionou Danilo.

–Você tem forças para levanta-la? – Rebateu Jake.

Danilo ficou em silencio.

–Sendo sincero. – Jake começou a segurar o manche com força, com certa dificuldade vamos dizer. A parte de baixo de Perry rangia. – Mesmo com as melhorias, Perry não está totalmente recuperada, pois foi pouco tempo... Não sei se vamos aguentar essa tempestade, ela não tem uma cara boa.

–Ela não tem cara nenhuma. – Disse Victor.

–Davi. – Falou Mislayne. – Vê se consegue controlar esse mar todo.

–Já tentei, parece que esse mar não me obedece como os outros. – Disse o garoto.

–Talvez não esteja no domínio de Poseidon, pelo menos essa área. – Acrescentou Lays.

–E igual o mar de monstros. – Falou Danilo.

Todos estavam inquietos, acabar de sair de um lugar que a paz reinava para voltar às aventuras eletrizantes.

–Eu tenho uma ideia, mas as consequências são muito, muito graves. – Helena se colocou a frente de todos, mesmo não gostando disso.

–Como assim? – Questionou Danilo.

–Alguns filhos de Hades... Ou Plutão. Conseguem viajar nas sombras. – Disse a garota. – E uma viagem muito arriscada, na maioria das vezes exige muito do viajante. Geralmente fiz viajem somente minha e da Lola... E sempre ficava esgotada no final.

–Nico di Angelo vazia muito essa viajem nos livros. – Acrescentou Danilo.

Todos olharem com atenção a garota.

–Mas será. – Disse Mislayne. – Que vai conseguir transportar o barco todo?

–E isso que estou me perguntando.

Jake da cabine de comando gritou.

–Vamos tentar isso mesmo? Por que se sim, eu desligo os motores agora, a tempestade se aproxima.

Danilo se aproximou de Helena.

–Hells. Você tem certeza disso?

Helena elevou o olhar, direcionando aos olhos azuis brilhantes de Danilo.

–Não custa tentar.

Mayra S.

Espadas se cruzando loucamente, faíscas voando pelo ar. Um soco no estômago e em seguida um corpo voando e sendo jogado ao chão. Mas um semideus para no piso da arena.

–Ele estava indo bem. – Disse uma garota.

–Isso está se tornando chato. – Acrescentou outra.

–Você acha isso chato? – Mayra se virou para a garota. — Vocês são uns moles, acha que Cratos vai ter piedade de ti? Acha que Cratos vai achar isso tudo chato? Não faço isso por vocês, fiz por que Chester pediu... Meus amigos estão todos em missão agora para ver se salva esse mundinho chato seus... E vocês acham isso tudo chato?

Mayra jogou sua espada no chão, e se retirou da arena. Todos ficaram paralisados olhando a garota elétrica se retirar.

–Você devia ir mais com calma. – Disse Bruno se aproximando.

–Eles não sabem o que e lutar, acham que sabem, mas não sabem. Só querem viver essa vidinha de semideus e esse status todos. Mas se saíssem em uma missão não sobreviveriam.

Mayra apertou o passo se dirigindo a casa grande.

–Deuses! Até eu estou com medo de ti. – Bruno fez uma cara de nojo.

Mayra entrou aos murros na Casa Grande.

–Estou cansada Chester, realmente cansada, esses moles não querem sequer treinar por duas horas seguidas.

Chester estava montando seu barco dentro de uma garrafa de vidro. Mayra admitia que ele ficasse engraçado de óculos e fazendo certo bico.

Mayra sentara ao lado de Chester com tanta voracidade, que as velas do barquinho de Chester se mexeram.

–E ainda me chama de louca, você me acha louca?

Chester não respondeu.

–Viu, até você concorda que não sou.

Chester se levantará sem ao menos respondê-la, Mayra já estava começando a ficar estressada com a falta de respostas. Chester pegou uma pequena xicara preta, colocou goles de chá e entregou para Mayra.

–Acalma-se.

–Me acalmar? – Gritou Mayra.

–Beba.

Mayra bebeu, e foi como se toda a tensão fosse embora, e se sentisse mais leve.

–Você está me drogando?

–Não. – Riu Chester. – Isso e chá de Néctar.

–Eu gostei.

–Mas no inicio não quis beber certo?

–Sim.

Chester se levantou.

–E por que bebeu?

–Por que você insistiu.

Chester mexeu em alguns livros e arrumou sua estante.

–Mas se eu insistisse com certa autoridade a mais, você ia beber?

–Não... Iria questionar.

–Então conclui que você bebeu por que confia em mim... E por que falei com calma, sem toda essa raiva de leão que adentro de ti.

Mayra repousou o copo sobre a mesa de madeira da Casa grande, deu uma pequena olhada por todo o torno da casa e conclui.

–Você quer dizer que tenho que ser calma e ganhar a confiança de todos.

–Eu não disse nada minha jovem, isso foi o que você concluiu.

Mayra via Chester como um diretor autoritário, mas agora parecia aqueles velhinho que dão bons conselhos.

–Eles são jovens como você, imperativos e impacientes.

–Entendi. – Mayra tomou o resto do seu chá. – Obrigado Chester.

Mayra saiu um pouco mais confiante da Casa Grande, e disposta a ter a confiança de todos, pois eles precisavam deter Cratos, precisavam ficar mais fortes.

Julie M.

–Como estão indo os treinos? – Disse a tirana de olhos vermelhos.

–Tudo ok. – Confirmou Julie.

–A distribuição de comida?

–Ok.

–Os animais.

–Ok.

–Tem alguma coisa fora das ordens? – Sorriu Isabella, como nunca tinha visto sorrir antes.

–Pelas minhas anotações... Não senhora.

Isabella levantou-se de seu trono.

–Você está sendo de muita ajuda Julie, nunca vi alguém como você administrar tudo com tanta perfeição, ainda mais a nossa agricultura que depois de sua ajuda melhorou em escalas enormes.

–Sendo filha de Ceres fica fácil para mim senhora.

Isabella sorriu novamente.

–Não me chame de senhora Julie. Sou sua amiga.

–Se você diz. – Sussurrou Julie.

–O que disse?

–Nada. – Sorriu Julie. – Nada senho... Digo Isabella.

–Muito bem, agora pode ir. Seu turno acabou.

–Muito obrigado.

Julie fez uma leve reverencia a estatua da deusa Vênus, e pediu certa ajuda para sua mãe, e seguiu para a Quinta corte.

Isabella insistiu para a garota ficar na Primeira corte, mas a garota recusou, queria ficar na sua antiga residência, como respeito a seus antigos residentes.

As horas se passavam, mas parecia uma eternidade, cada dia era pior que o outro, e a saudade era maior. Com todos ali antes era diferente, a alegria reinava na Quinta corte, agora a única amiga de Julie era a lareira e livros.

–Seria tão mais fácil contigo aqui.

–Sente saudade?

Julie pulou da poltrona em um sobressalto.

Justin estava na porta da Quinta corte.

–Como entrou aqui? Você não tinha sido expulso? Como os guardas não viram, e a nossa barreira protetora?

–Conheço muitos segredos desse acampamento, e por alguma razão que desconheço a barreira não fritou meus miolos. Isabella deve ter deixado uma brecha – Debochou Justin. – Por que não foi com eles?

Isabella fechou seu livro.

–Não me sentia forte o bastante para ir, seria inútil a missão.

–Peter precisa de ti, você e algo que o deixa forte. – Justin entrou na sala, e Julie pode ver que ele estava mais magro. – Sinto que ele sente-se excluído naquele grupo.

–E o jeito dele, Peter e meio convencido de que não precisa de ninguém.

–Soube do passado dele.

–Como? Peter não contou a ninguém. – Questionou a garota.

–Não e importante, mas você salvou a vida dele. Então automaticamente e muito útil à missão.

–Aonde quer chegar Justin?

Justin riu. Julie se assustou um pouco com a figura do garoto em meio às sombras.

–A lugar nenhum. Só estava questionando um pouco suas escolhas... E saber o porquê delas.

Justin olhou para a porta.

–Você tem visitas.

Julie olhou para a porta rapidamente, e em um instante a figura do garoto não estava mais lá.

–Julie... – Disse Edward ofegante.

–O que ouve Ed?

–Vi todos... Vi monstros... Vi um ataque.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora de Ortografia: Lays Bressanin

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.