Notas iniciais
O autor e escritor Danilo Silva volta com a terceira aventura da sua serie: Semideuses Brasileiros... O titulo da nova saga e : A Caixa da Perdição.
Os jovens guerreiros se veem contra um deus maligno que destrói a todos com seus planos meticulosos... Mas agora eles tem uma esperança, a Caixa de Pandora está viva nesta historia, e os jovens guerreiros vão em busca da sua redenção... Você está pronto para essa aventura?
A Caixa da Perdição já está nas bancas.

Danilo L.

Danilo já treinara há meses no acampamento. Gomez havia lhe ajudado muito para melhorar na esgrima. Até Chester havia lhe ajudado algumas vezes que não estava ocupado.

Algumas vezes, Danilo ia até a oficina para ver como Brown estava Jake era de grande ajuda e companhia.

Danilo treinava com Gomez, eles apostaram que quem perdesse a espada três vezes, ia limpar os estábulos.

Danilo investia contra Gomez, que era um ótimo esgrimista.

-Você tem melhorado. – Gomez desviou de um golpe. – Com o tempo.

-Não seja modesto.

Gomez investiu contra a barriga de Danilo, que deu um passo para trás, quando se recompôs, Gomez havia jogado sua espada a metros.

-Um a zero.

Danilo pegou sua espada novamente, investindo rápido com surpresa. Um ataque, outro ataque. Danilo trocava de mão rapidamente, atacando forte e rápido, até que usou a própria espada para jogar a de Gomez longe.

-Um a Um. – Sorriu Danilo.

Gomez abaixou para pegar a espada, e investiu ainda mais rápido contra Danilo. Mesmo com a dificuldade, os dois sorriam durante o treino. Danilo girou a espada rapidamente, até haver um choque, que fez as espada voarem pela arena, e indo em direção à porta.

-Oi meninos. – A espada ia em direção de Lays.

- Cuidado! – Gritou os dois.

Lays se abaixou rapidamente, a espada passou cortando alguns fios de seu cabelo.

-Vocês poderiam maneirar um pouco no treino.

Nas mãos da garota, uma bandeja com suco.

Os três sentaram na arquibancada da arena.

-Vocês estão treinando muito.

-Claro, logo a van estava pronta, e vamos partir para Londres. – Falou Danilo.

-Só não fique com essa ideia fixa na cabeça.

-Pode deixar. – Disse Danilo sorrindo com suor no rosto.

Gomez e Danilo secaram o copo de suco, e logo levantaram.

-Na luta deu empate, e que tal uma corrida até o lago? – Propôs Gomez.

-Claro, Lays, de a largada.

-Certo, se preparem.

Os garotos se preparam.

-Em suas marcas, preparar... Já!

Os garotos saíram em disparada pela porta da arena, se dirigindo para o lago. Danilo sorria, em pouco tempo estaria partindo. Faria tudo para impedir Cratos.

Lays C.

O acampamento era um lugar bem legal de se viver.

Lays amava a musica em volta da fogueira, lembrava o acampamento de inverno que fazia quando era menor. E nunca fazia frio no acampamento, ou o tempo mudava. Era um tipo de barreira protetora. Quando as nuvens negras se chocavam com essa barreira, a nuvem contornava o acampamento, e o sol permanecia. Lays adorava isso.

Sem as regras duras do outro acampamento. Sem ordens severas, até Chester às vezes brincava um pouco com os campistas.

Os Sátiros pregavam peças em alguns campistas, mas os filhos de Hermes eram melhores.

Como encher o chalé de Afrodite com papel higiênico.

Mas por incrível que pareça, eles conseguiram deixar a casa bonita.

Os irmãos de Lays eram muito fúteis, mas tinha as exceções. Como Clara, uma jovem que era recém-chegada.

Ela era jovem, mas os residentes do chalé de Afrodite a apelidaram de patinho feio. Pois não se vestia na moda.

Lays disse para a garota que ela não precisa seguir a tal moda que as garotas dizem, basta ela ser ela mesma.

Após aquele dai a garota não desgrudava de Lays. Claro era fofo, mas às vezes Lays queria um espaço para ela mesma.

Nos dias em que esteve no acampamento, Lays passou a maioria com Danilo, dias bem alegres. A garota fez coisas que nunca tinha feito como subir em uma arvore.

Mas Lays sabia que aquilo não era para sempre.

-Vocês estão trabalhando duro nisso. – Lays adentrou na oficina trazendo limonada em uma bandeja.

Na oficina, estava Peter, Brown, Jake, que passava mais tempo na oficina que na cama, e Danilo dando uma ajuda.

-Logo essa maravilha vai estar pronta. – Sorriu Jake. O garoto tinha crescido um pouco, estava mais forte, quase da altura de Lays, os cabelos na altura do ombro, enrolados.

A oficina era um espaço grande, onde a van-nave ficava no centro. Bronze celestial e armas ficavam jogados em vários cantos da oficina. Uma mesa repleta de projetos, a parede era feita na própria pedra da colina.

-E... Quando essa van-nave ficara pronta? – Lays tinha medo da resposta.

Danilo se levantou com graxa no rosto.

-Já está pronta.

Jake correu e ligou a ignição. Um ronco forte, um pouco de poeira, então a van começou a levitar, e dos lados se projetou duas asas grandes.

-Woool... – Falou Jake. – Ficou incrível.

-Precisamos leva-la para fora. – Acrescentou Peter.

Lays via os garotos levando a van-nave para fora.

Não e que ela não queria ir à missão, mas todos os momentos naquele acampamento estavam sendo os melhores, não queria que acabasse tão cedo.

Os garotos colocaram a van perto do lado. Brown foi até o volante e apertou um botão. Engrenagens começaram a se mexer, em instantes, não era um simples van. Um barco apareceu no lugar da van, mas ainda tinha a forma da van. Não era um barco grande, mas ainda sim era um barco com asas.

-Ficou incrível. – Danilo sorria.

-Ficou mais que incrível, ficou esplendido. – Jake tinha certo brilho no olhar.

Lays admitia, o trabalho dos garotos tinha ficado incrível.

Mislayne W.

Danilo logo chamou a todos para ver como ficou a tal van-nave.

Mislayne ficou chateada por estar estudando e ter que interromper tudo.

Uma aglomeração de pessoas se reuniu em frente ao lago.

-Chamei alguns campistas... Mas pelo jeito vieram todos.

Danilo tinha ficado mais alto, forte, o cabelo bagunçado e caído para o lado, charmoso, poderíamos dizer.

-Agradeço a todos que nos ajudaram durante esses oito meses.

Naquele instante, foi como um baque para Mislayne. Já tinha se passado oito meses. Ela agora tinha dezenove anos.

-Aos filhos de Hefesto, e a todos os outros que nos ajudaram... Agora podem voltar a fazer o que estavam fazendo. – Danilo sorriu ao terminar.

-Parabéns. – Disse Mislayne.

-Obrigado.

-E agora?

Danilo franziu o cenho.

-Como assim?

-O que irá fazer daqui pra frente?

-Não tinha pensado nessa parte, fiquei tão intrigado com a van-nave, que esqueci completamente do resto do plano.

-Mas eu sim.

Chester se aproximou de todos.

-Por favor, vocês venham até a Casa Grande.

Todos se dirigiram calmamente até a Casa Grande, menos Brown, que ficou cuidando da van-nave.

-Bem, eu e Thiago discutimos um pouco, e escolhemos os integrantes da missão, não sei se isso e o certo, mas achei certo no momento. Danilo já está certo nessa missão, ninguém tem duvida disso.

Mesmo não demonstrando, Danilo fez uma breve comemoração. Mislayne entendia os motivos de o garoto querer ir tanto à missão.

-Os outros escolhidos foram Davi, Peter, Lays, Jake, Victor, Mislayne e Helena.

-Espera! Eu não vou, como assim? – Gritou Mayra.

-Escuta Mayra, sei que quer ir muita na missão, mas precisa de gente aqui para treinar os campistas, para eles ficarem preparados para essa guerra. Você e Bruno vão ajudar e muito, pois já saíram em missão, parte desse acampamento nunca saiu em uma. – Explicou Thiago.

-Ainda sim acho injusto. – Acrescentou Mayra.

-Onde está Helena. – Disse Lays.

-Bem aqui.

Todos se assustaram com a garota saindo das sombras rapidamente.

-O grupo foi definido. Se preparem.

-Chester. – Se adiantou Danilo. – Sr. Brown precisa ir conosco. Ele entende mais daquela van que todos nos.

-Ei! E eu aqui? – Exclamou Jake, fazendo todos rirem.

-Claro, ele pode ir, agora vão, já estão perdendo tempo.

Assim, todos se retiraram da Casa Grande.

Davi N.

A algumas noites, sonhos estranhos vieram à mente.

Um corredor estreito de pedra, passos, choro. Davi havia sonhado com coisas desse gênero ultimamente. O garoto sabia que sonhos deviam ser interpretados de diversas maneiras, decidiu falar para ninguém.

Davi segurava a chave com força no bolso. Tentou fazer o mesmo movimento no qual Danilo havia feito, mas parecia que a chave dele era inútil, não se transformava em nada, mas decidiu leva-la contigo. Amarrou em um cordão e pendurou no pescoço.

Na praia, todos da missão já estavam reunidos, e como sempre, Davi estava atrasado.

-A missão vai ser longa, então espero que se cuide. – Falou Davi para Barbara.

A garota já chorava, e segurava fortes as mãos do garoto.

-Eu mal consigo te ver novamente, passo só oito meses contigo, e tu vai sumir de novo.

Davi limpava as lagrimas da garota.

-Prometo que da próxima vez que chorar, será de alegria por me ver.

Finalmente um sorriso estampado no rosto dela.

Davi a abraçou forte, e deu um longo beijo.

-Eu não quero estragar o clima, mas temos que ir Davi! – Gritou Danilo da praia.

-Tenho que ir, se cuida. – Davi beijou a testa da garota.

-Volte vivo.

Davi sorriu.

-Vou tentar.

-Pensei que ia vomitar. – Disse Mayra.

-Pode parar que eu vi você dando beijos no Victor. –

As bochechas dos dois coraram.

-Todos a bordo da van-nave. – Gritou Sr. Brown.

-Tome cuidado. – Falou Mayra para Danilo.

-Pode deixar.

Todos subiram na van-nave, que agora era uma van-nave-barco. Davi achou que deveriam criar um nome para o aero-automóvel-místico.

Logo Brown ligou os motores, engrenagens se movimentaram. Jake correu para a sala de maquinas. Asas ao lado da proa se abriram. Logo a van estava planando sobre o lago.

Todos estavam no convés com as mochilas nas costas esperando algo para fazer.

Subindo as escadas correndo, Jake volta com um pouco de graxa na cara.

-Me acompanhem, por favor.

Jake levou todos por um corredor extenso.

-Como Danilo pediu, aqui tem oito quartos.

Cada um se dirigiu para um quarto certo. Davi entrou na porta à esquerda, e seu quarto lembrava muito o chalé de Poseidon misturado com seu quarto, algo que ele amou muito. A cama era confortável. E na janela dava para se ver o mar, coisa que ele amava.

Davi admitia se sentir desconfortável no ar, mas logo se acostumaria.

Sem perceber, o garoto sentiu os olhos pesarem, e já estava dormindo. O que não era bom, sonhar naquele momento não era.

Novamente sonhou com o corredor estreito. Davi não via nenhum rosto, sós passos e pés correndo em um corredor escuro. Respirações ofegantes.

O garoto acordou assustado e ofegante. Jake apareceu abrindo a porta.

-Vamos comer... Por que você está ofegante e suado?

-Pesadelos!

-Foi o que imaginei, vamos comer, vai fazer você se distrair.

-Ok

Davi sabia que aquele sonho era mau sinal.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Lays Bressanin

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.