A Cabana
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa leitura
Capítulo 7
Eu estava tão hipnotizada com a visão dele desarrumando seus cabelos que nem percebi que eu havia paralisado no lugar, só tomei consciência disso quando ele olhou pra mim e deu aquele sorriso torto perfeito que me fez ofegar, minhas mãos suarem, e meu coração disparar.
-O que foi? –ele perguntou ainda sorrindo.
-Nada. –me virei voltando a procurar minha calça, que só Deus sabe onde ela havia ido parar.
Quando encontrei minha calça terminei de me vestir, peguei minha mochila e sai daquela cabana levando um choque quando o vento gelado bateu em meu rosto. Não olhei para trás, porque se eu o fizesse, perderia o controle mais uma vez e voltaria para agarrá-lo.
Só tinha um pequeno problema em querer ir embora, eu não sabia o caminho de volta. Eu mal sabia como havia ido parar ali, quem me dera saber como ir embora. Eu andava pelo local totalmente confusa, olhando a minha volta e para as várias possibilidades de caminhos. Eu tinha que seguir para o norte, pelo menos é o que eu sempre via em filmes quando alguém se perde na floresta. Se você seguir para o norte você acha o caminho, mas para onde é o norte mesmo? Lembrei-me que uma vez vi em um filme que se você sentir a terra em volta de uma arvore, a parte mais úmida indicava o norte, eu estava correndo para a arvore mais próxima quando me lembrei. Tinha neve por todo lado, tava tudo molhado e úmido, como eu iria descobrir qual era o lado mais úmido da arvore? Eu queria gritar de raiva.
Sabe quando você tem a sensação de que esta sendo vigiada? Pois é! Eu sentia isso agora mesmo, eu sentia minhas costas queimarem e então olhei para trás, e o que eu vi me arrepiou toda: Edward parado na janela, só de cueca e me encarando. Bufei para as reações exageradas que meu corpo estava tendo e sai marchando para dentro da floresta, se eu ficasse mais um segundo perto desse gostosão eu não responderia por meus atos, não mesmo!
Eu andei, andei e andei, e toda vez que eu olhava para trás lá estava à bendita cabana. Eu sabia que eu estava andando em círculos, mas o que eu poderia fazer? Eu era teimosa demais para dar o braço a torcer e voltar para pedir ajuda. E eu tinha uma ligeira sensação de que se eu pedisse ajuda, para encontrar o caminho de volta, ele me negaria.
Eu não sabia por quanto tempo eu estava andando, só me dei conta do tempo quando meu estomago começou a roncar exigindo que eu o alimentasse, que mimado! Eu estava dando mais uma volta na cabana, totalmente irritada por não encontrar o caminho, quando Edward saiu, ofeguei com a imagem a minha frente. Ele estava lindo de morrer, vestido em uma calça cáqui e um pulôver bege de gola alta, se eu não o tivesse visto nu eu diria que não existia nada mais lindo do que ele vestido daquela forma. Ele segurava uma caneca em mãos com algo fumegante. Ele sorriu para mim.
-Já encontrou o caminho de volta? –ele perguntou em um tom zombeteiro.
-Ainda não. –eu disse chateada. –Bem que você poderia me dar uma ajudinha. –eu parei e fiquei encarando-o com um sorriso amarelo estampado em meu rosto. Ele sorriu torto mais uma vez, e a minha teoria de que ele me negaria a informação havia acabado de se confirmar, não que eu me arrependesse de ver aquele sorriso mais uma vez.
-Está muito frio aqui fora, não quer entrar e se esquentar? –ele perguntou e então um sorrisinho malicioso se formou em seu rosto. Tarado! Aquele sorriso causou mais um pouco de reações exageradas em meu corpo.
-Não, mas obrigada. –eu disse e voltei a caminhar.
-Você quem sabe. –ele disse entrando na cabana novamente e eu não pude prender o impulso de mostrar a língua para porta.
Dessa vez eu sabia que estava perdida, porque eu não via mais a cabana, esse era um progresso muito grande, eu não estava mais andando em círculos. Eu tinha a sensação de que havia acabado de escalar uma montanha, minhas pernas estavam cansadas de tanto andar e então resolvi parar para um ‘pit-stop’ e me sentei no caule de uma arvore encostando a cabeça no tronco.
Abri os olhos lentamente olhando a minha voltada, já estava anoitecendo! Droga, eu acabei caindo no sono, é isso que dá ficar fazendo outras coisas durante a noite ao invés de dormir! Eu morria de frio e tinha certeza de que mais um pouco que eu ficasse parada ali, eu acabaria congelando. Levantei-me abanando a neve que havia se acumulado em minhas roupas.
Olhei a minha volta analisando a situação e cheguei a uma conclusão obvia: eu estava perdida! Resolvi refazer meu trajeto e comecei a caminhar para frente, andei por um tempinho e suspirei aliviada quando vi uma luzinha fraca a minha frente, mas então eu ouvi algo que fez minhas pernas tremerem, meu coração disparar e minha voz ficar presa na garganta.
Não muito longe de onde eu estava eu ouvi uivos e desesperada sair correndo até dar de cara com a porta da cabana, e comecei a bater desesperada para que Edward viesse abrir a porta logo para mim. E então ele apareceu na porta com uma expressão aliviada, e sem poder me conter joguei meus braços em sua cintura.
-O que aconteceu? –ele perguntou entrando na cabana, que estava quentinha e confortável.
-Você não me disse que tinha lobos por aqui. –eu disse com a voz chorosa enquanto eu estava com o rosto enterrado em seu peito, eu ainda estava muito assustada.
-Você não perguntou. –ele disse passando as mãos em minhas costas gentilmente, tentando me acalmar. Relutante, me afastei dele.
-Eu tinha me perdido, então sentei em uma arvore para descansar e acabei dormindo, acordei e já era quase de noite e ouço uivos, eu quase morri de medo! Nunca mais vou embora daqui! –eu disse tudo em um fôlego só.
-Então teremos que chegar a um acordo. –ele disse calmo.
-Que acordo? –perguntei.
-Que tudo o que acontecer entre nós dois foi porque ambos queriam e nada de ficar tacando a culpa em mim depois. –ele disse e eu corei de vergonha.
-Me desculpe. –eu disse tímida... Então quer dizer que ele esperava que acontecessem mais coisas entre nós? Hmmm, interessante isso, muito, mas muito interessante mesmo.
-Você não concordou. –ele disse.
-Tudo bem... –eu disse meio relutante. –Mas nada de avançar o sinal ok! –eu disse a minha única regra.
-Como assim? –ele perguntou confuso.
-Eu ainda não estou pronta para... Ah você sabe! –eu disse e senti meu rosto pegar fogo. Eu não sabia como eu conseguia estar falando disso com um estranho, mas eu me sentia totalmente à vontade com ele e de alguma forma eu sabia que podia confiar a ele a minha vida.
-Eu não pretendo fazer nada que você não queira também, eu nunca te forçaria a nada. –ele disse calmo e pude senti um leve toque de humor em suas palavras.
-Ok. Agora eu quero comer alguma coisa, tou morrendo de fome! –eu disse jogando minha mochila no chão e indo na direção do fogão. Meu estomago gritou de fome ao ver uma sopa de legumes ali. –O cheiro esta ótimo. –eu disse.
-Que bom que você gosta. –disse ele atrás de mim e meu corpo inteiro teve um arrepio involuntário.
Notas finais
O cvap ta sem betar pq a Paulinha ta na Praia -invejaaa- mas td bem qndo ela voltar vai ter muito trabalho tbm ela vai ver só! rsrsrs
Só posto o proximo capítuo qndo tivermos mais recomendações! Eu sou movida a comentarios e recomendações... E sempre que ganho uma recomendação a mais na fic eu posto mais rapido do que previsto... Tipo se a fic tiver mais recomendações eu posto na quinta, se não só na segunda-feira... Os posts nessa fic serão de segunda-feira ok!
Bjus e até logo ^^
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