A Cabana
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Capítulo 15
Edward era um Cullen. O irmão que Alice e Emmett nunca falavam. O filho por quem Esme sofria por não ter por perto, o filho Carlisle sentia falta.
E se eu tivesse me mudado para cá antes de tudo acontecer? E se Edward tivesse me conhecido? Talvez ele também tivesse se apaixonado por mim -porque com certeza eu me apaixonaria por ele- talvez sua mulher e suas filhas estivessem vivas e saudáveis hoje... Porque Edward não teria ido a nenhuma festa de noivado, não teria bebido e perdido o controle do carro... Não! Edward não era o culpado, eu me recusava a pensar nisso.
Talvez se eu tivesse me mudado para cá antes eu teria me apaixonado loucamente por ele e ele não nutriria o mesmo sentimentos por mim... Eu teria que seduzi-lo!
A nossa vida estava cheia de ‘Talvez’ e de ‘E se... ’, nós não poderíamos mudar o passado, mas eu sabia que poderíamos construir nosso futuro juntos, e era isso que eu queria e desejava loucamente, estar sempre ao lado de Edward.
Nós ainda nos beijávamos profundamente e eu não queria parar nunca, mas tinha uma coisa que eu queria mais do que apenas beija-lo.
–Faça amor comigo? –eu sussurrei em seu ouvido e tive o prazer de senti-lo estremecer em meus braços.
–Sempre. –ele disse voltando a me beijar e se levantando do chão comigo me colocando na cama.
Nossas roupas nesses momentos viravam pó, eu não sabia como éramos capazes de arrancar as roupas em uma velocidade tão grande, eu só sabia que o contato do peito nu de Edward em meus seios enviava calafrios por todo o meu corpo e se concentrava em um único ponto, a parte que estava mais quente em meu corpo.
–Edward com chocolate? –ele ergueu a cabeça de meus seios e me olhou com um sorriso divertido e malicioso ao mesmo tempo.
–Não. –eu disse ofegante. –Edward com Bella. –eu disse e ele sorriu mais malicioso ainda.
Ele voltou sua atenção para os meus seios me mamando e abriu minhas pernas com o seu joelho se posicionando entre elas, e no momento que senti a cabecinha de seu pau em minha entrada ele levantou a cabeça olhando em meus olhos.
–Quero ver sua expressão enquanto te faço minha. –disse ele me penetrando lentamente, num ritmo alucinante de tão lento.
Eu queria que ele fosse mais rápido e ao mesmo tempo devagar, que ele fosse mais forte e ao mesmo tempo leve... Eu queria tudo que ele poderia me dar. Soltei um gemido vergonhoso quando ele estava todo dentro de mim.
–Te amo. –eu disse puxando seus cabelos como ele gostava, enquanto ele começava a se mover dentro de mim.
–E eu amo você. –disse ele apoiando uma mão em uma coxa minha a levantando pra que eu o abraçasse com ela, fiz o mesmo com a outra e gememos alto por que esse movimento fez com que ele entrasse o mais profundamente possível em mim.
Eu estava chegando à insanidade. Sempre que eu estava perto da explosão de cores, Edward diminuía o ritmo. Ele fez isso umas duas vezes e na terceira ele parou completamente, se virando para ficar por baixo, fazendo que eu ficasse por cima dele me apoiando em seu peito.
–Eu não sei fazer assim Edward. –eu disse corando de vergonha.
–É instintivo amor. –disse ele colocando as duas mãos em minha cintura. –Só faz que você sente vontade.
Muito lentamente eu comecei a subir e descer em seu membro, com as mãos apoiadas em seu peitoral. E em um exato momento eu já não comandava minha mente, era só corpo e desejo agora, o mais puro e primitivo desejo carnal. Eu cavalgava num ritmo acelerado. E então eu tive uma idéia, como ele sempre fazia comigo eu quis testar com ele, para ver quais eram as suas reações. Eu subi fazendo com que seu membro só ficasse com a cabecinha em mim e desci com tudo. Ele urrou.
–Porra... –eu deveria ter ficado assustada com a escolha de palavras, mas ouvir aquilo da boca de Edward naquele momento só me deixou mais quente.
Eu podia sentir que ele estava perto, muito perto. Eu estava quase lá também, mas ia demorar um pouco mais, acho que ele viu isso em meus olhos, por que suas mãos saíram de minha cintura. Uma foi fazer miséria com um de meus seios e a outra foi para o meu clitóris, esfregando-o com força em movimentos circulares.
–Edward! –eu gritei quase perdendo o ritmo eu não conseguiria chegar ao fim, meu corpo já estava cansado, e eu apertava seu membro com muita força, quase fundindo-o dentro de mim, mas eu precisava chegar com ele e então ele voltou a posição inicial, ficando por cima de mim e se afundando em meu corpo o mais fundo possível. Logo a explosão de cores veio e eu me senti umedecer ainda mais, no exato momento que seu liquido quente jorrava dentro de mim.
–Isso foi... –Edward começou a dizer e ficou sem palavras.
–Incrível. –eu respondi maravilhada com as sensações que eu sabia que só ele poderia causar em meu corpo.
Ficamos ofegantes por um tempo, um olhando pro outro. Edward estava deitado ao meu lado, acariciando meu braço.
–Vamos fazer de novo. –eu disse chegando mais perto dele e beijando-o com vontade.
A noite havia sido boa. Eu só havia levantado daquela cama para ir tomar banho com Edward, o que ele tornou uma experiência extremamente erótica. Eu havia perdido as contas de quantas vezes eu havia estado nos braços de Edward naquela noite, com ele me fazendo sua. Já era de manhã agora e eu não queria levantar, queria passar o dia na cama novamente, e eu sabia que aqui não precisaríamos fazer outra coisa a não ser nos amar.
–Acorda. –eu sussurrei em seu ouvido e um sorriso manhoso brotou em seu rosto. Comecei a massagear seu peitoral, descendo a mão por sua barriga, acariciando gominho por gominho de seu abdome definido e delicioso.
–Eu vou querer acordar assim todos os dias. –disse ele ainda de olhos fechados.
–Eu tenho uma maneira melhor de acordar você. –eu disse virando-o para que ele ficasse de barriga pra cima.
–Você não cansa não mulher. –ele resmungou divertido me olhando. –Porque eu canso sabe, o ‘queridinho’ ai debaixo trabalhou muito duro essa noite.
–Muito duro. –eu pensei olhando pra baixo e ele deu uma gargalhada. OMG! Eu falei em voz alta? Eu precisava aprender a controlar meus pensamentos pervos... Dei de ombros, pois era pura verdade, Edward estava mesmo duro. –E eu sou uma tirana por acaso? O ‘queridinho’ aí gostou muito do trabalho dele essa noite.
–Demais. –ele rolou para ficar por cima de mim. –Só que eu acho que vou precisar trabalhar mais um pouco hoje sabe, fazer hora extra, ainda não trabalhei o suficiente. –ele falou.
–Hora extra é muito, muito bom. –eu o abracei com pernas e braços puxando-o para um beijo receptivo e cheio de segundas intenções.
No momento que senti a cabecinha de seu membro me penetrando ouvimos altas batidas na porta.
–Bella, sabemos que esta aí! –eu ouvi uma voz que fez meu coração parar.
–Bella! –disse Edward assustado e inda em cima de mim com seu membro quase me penetrando.
–Edward. –eu disse assustada.
–Por que Jacob Black esta te chamando? –ele falou agora irritado. De onde ele conhecia Jacob Black?
–É com ele que meus pais querem que eu case. –eu disse me afundando na cama.
–O que? –disse ele alarmado, saindo de cima de mim e puxando seus cabelos com força, quase os arrancando.
–Saia daí agora ou nós invadiremos. –disse uma outra voz, essa eu não reconheci.
–Por favor. –eu implorei a Edward enquanto me enrolava no lençol.
–Se vista. –disse ele e eu corri colocando minha roupa de qualquer jeito. –Daremos um jeito. –ele disse já vestido e indo para a porta dos fundos. –Merda! –ouvi a sua voz e no mesmo instante dois policias entraram na cabana, um deles foi abrir a porta da frente e Jacob black irrompeu por ela.
–Aí esta minha noiva. –disse ele olhando para mim, eu chorava dolorosamente. –Olá Cullen.
–Black. –Edward respondeu ríspido.
–Vamos amor, temos um casamento para daqui duas semanas! –ele disse à frase que quase me matou.
–Eu não vou. –eu me levantei decidida. –Sou maior de 18 anos, faço o que bem entender.
–Você vai descobrir que não. –ele disse agarrando meus braços e me puxando pra fora.
–Edward. –eu gritei.
–Solta ela! –eu ouvi o urro de fúria de meu Edward.
–Você não vai tirar ela de mim também Cullen. –disse Jacob e nesse exato momento Edward partiu pra cima dele, mas os dois policias que estavam lá o seguraram.
–Me larga seu nojento, me solta... –eu gritava.
–Filhinha! –ouvi a voz de minha mãe, mas eu não queria saber dela, eu só ouvia os gritos furiosos de Edward de dentro da cabana. –Acabou, vamos pra casa. –eu não sentia mais nada, eu queria Edward, não queria ir para casa. E quanto mais a distancia entre mim e Edward aumentava mais eu me sentia entorpecida, em algum momento eu perdi a consciência.
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