A Caçadora

4 3° Capítulo: pedras no caminho


Notas iniciais
as pedras no caminho de Amy podem ser removidas? a partir de agora existem duas enormes pedras no caminho de Amy, mas por quanto tempo?

— General Axel! Fomos informados de sua vinda, é uma honra servir a seu lado senhor. — Dizia um policial empolgado.

— Sem apresentações Sargento! Eu e meu sobrinho fomos convocados para por esta cidade nas rédeas! E sejam quem forem os malditos assassinos, eles irão para trás das grades! Entendido?— Respondeu com um ar firme e superior olhando de seu sobrinho ao seu lado, segurando as malas, para o sargento empolado à sua frente.

— Sim tio, mas, com todo o respeito, eu acho que...

— Cale-se! Já lhe disse que não falaremos mais sobre este assunto!

Os dois homens que acabavam de chegar eram o renomado General Axel e seu sobrinho Vicenzo, eles haviam sido convocados para pegar os assassinos presentes na cidade, os Corvonero e também para comandar a força policial na cidade. Eles viriam a ser uma ameaça em potencial! Ou não...?

PV Amy

Chegando a minha casa eu vi, parecia ser insignificante, mas para mim não, eu no fundo sabia que aquela pequena maçã em minha janela era bem mais do que insignificante! Assim que vi, meu coração deu uma cambalhota, imediatamente minha mente foi ligando o fato, não podia, ele não podia ter me encontrado! Justo agora que eu estava prosseguindo! Não podia simplesmente vir e começar a deixar coisas para mim, como fazia há anos atrás, mas eu sabia que era só questão tempo até ele querer que eu o encontre e se não o fizer ele mesmo me encontra, tudo como há tempos atrás, igual, não queria isso, já tinha esquecido ele, tudo bem! Tentado esquecer ele! Mas ele não podia ter me encontrado!

Entrei em uma espécie de pânico, pânico por ele me encontrar, eu não vou estar preparada para falar com ele, não agora nem nunca, depois do que ele fez, me deixou, não suportaria ver sua cara cínica novamente.

Depois de meu pequeno ataque de pânico, fiz de tudo para me acalmar, pesquisei sobre meu novo alvo e fiz algo para comer, toda essa confusão toda me deixou com fome, por fim, me acalmei e guardei essa informação para lidar depois.

Tenho fama de completar meus trabalhos rápida e eficientemente, desta vez era uma pessoa que não seria muito difícil de despachar, era apenas um empresário qualquer, ele estava dando uma festa, pois seria o aniversário dele e não seria difícil de me infiltrar. Comecei a me preparar e dois dias depois lá estava eu.

Era uma festa bem reservada, mas nada pobre em detalhes ela era até que bem detalhada e tinha de tudo naquela festa desde esculturas de gelo até vasos de flores, era realmente um lugar lindo. A mansão era num estilo moderno, bem moderno para essa região da Itália, era toda em vidro e seu piso era de mármore branquíssimo, esse cara era realmente rico.

Logo que me adaptei ao local eu fui me enturmar com umas garotas para ver se conseguia algo, todas eram muito fúteis falavam de marcas de roupas e sapatos sem parar e cada uma tinha uma risada de hiena diferente — às vezes esse meu trabalho dá uma vontade de sair metralhando todo mundo, serio, quanta gente sem noção existe nesse mundo Meu Deus! — Depois de muita conversa e papo furado eu consegui a confiança das mesmas e fiquei em meio ao grupo. E depois de mais alguns minutos o anfitrião, Andrei, veio em nossa direção segurando uma taça de Champagne na mão, perguntando:

— Olá garotas! Estão gostando da festa?— Ele olhou para mim — Quem é a bela senhorita?

— Ana, encantada. — Dei um meio sorriso, sendo super delicada.

— A senhorita é dotada de uma beleza espetacular, uma flor rara em meio à sociedade. — Recitou, com a mão que não segurava a taça tocou com as costas da mão minha bochecha direita.

— Estou lisonjeada.

Papo vai, papo vem e então ele saiu para cumprimentar os outros convidados restantes. Depois de algum tempo ele anuncia que as pizzas chegaram e que o pessoal ali presente poderia se servir, logo que o vi indo pegar um pedaço da pizza eu tratei logo de pegar um guardanapo e limpar um pouco do batom exageradamente vermelho que havia passado e ir falar com o mesmo com a desculpa de que eu queria saber onde tinha um espelho:

— Com licença, poderia me dizer onde tem um espelho? Preciso de um local para retocar a maquiagem. — Falei enquanto revirava minha bolsa e puxava um batom.

— Pode ir à minha suíte, lá tem um closet, pode ficar à vontade por lá. Ela fica na ultima porta á esquerda do corredor.

—Muito obrigada— Disse enquanto o abraçava e pingava um calmante em sua pizza que havia puxado junto com o batom.

Fui ao closet e lá eu esperei uns cinco minutos até que ele chegou, dizendo que estava cansado e iria tomar um pouco de café para aliviar. O segui até a cozinha e lá tratei de encostá-lo na parede e dar-lhe um beijo para disfarçar o punhal que sutilmente puxava do decote do vestido,

— Hum, Gata, você é raivosa não é? — Elogiou-me e quando foi me puxar para me dar outro beijo eu lhe dei um soco certeiro no queixo derrubando-o zonzo no chão.

— Acha mesmo que estou interessada em você?— falei mostrando-lhe o punhal que puxei de meu vestido — A concorrência não é tão gentil quanto você esperava!

— Quem é você? O que quer comigo, sua vadia doida?

Levantei-o do chão pressionando o punhal contra seu pescoço e sussurrei ao pé de seu ouvido— Tua morte é meu pagamento (literalmente), seu traste, ainda não entendeu ainda o que vim fazer aqui?!

Seu rosto de repente relaxou como se entendesse perfeitamente o que eu quis dizer, mas logo se tornou uma expressão de horror, e agonia.

— Por favor, tenha piedade!

— Não tiveram piedade quando matou outras pessoas! Por qual motivo eu deveria ter com você!— Quando penso que não, o desgraçado aperta um botão debaixo da pia liberando um alarme.

— Eu posso morrer, mais pelo menos irei infernizando sua vida por um bom tempo sua filha de...

— Não fale de minha mãe seu canalha!— Perdi o controle e cortei-lhe os pulsos e a jugular, matando-o em uma tortura lenta e insuportável ao olhar — O único filho de uma puta aqui é você!

Tive que correr o risco de esperar com a mão em seu pescoço até que ele morresse para não ter de voltar depois mesmo sabendo que a policia já estava chegando. Quando ele apagou de vez e perdeu o pulso eu tratei de pular a janela, que era do segundo andar e comecei a correr, embora eu tenha boa forma física foi muito cansativo por conta da ira que eu sentia. Quando olho para traz eu avisto uma moto da policia me perseguindo, entro em um beco e para meu azar, era sem saída. Olhei para traz e vi um homem de aparência jovial, por volta dos 23 anos, cabelos pretos, alto e de porte físico típico de quem vai a academia, seu olhar era penetrante, desviar era a primeira opção de uma pessoa fraca, desceu da moto, ele estava trajado com roupas bem elegantes e um sobretudo cinza escuro por cima, ele chegou bem perto de mim e me encarou.

— Você deve ser a assassina que procuro me parece ser bem nova... São questões financeiras, ou pessoais?

— Mais, como? Como ousa me chamar de assassina?— perguntei surpresa, e com raiva.

— Vejo que se irritou isso prova tudo, também acho que foram financeiras, já que o rapaz morto não lhe conhecia, está provado! Foi realmente você, a propósito, meu nome é Vicenzo, prazer em conhecer-la

— Você é louco! Deixe-me ir! Não sou quem você pensa que sou! —Embora eu fosse fria e já estivesse acostumada a matar, o fato de o cafajeste ter xingado minha mãe me tirou do sério, não conseguia disfarçar direito.

— Sinto que terá de esperar os policiais para que te levem presa, sou apenas um detetive. — Deu um sorriso de canto, e mudou o peso de um pé para o outro, como se estivesse despreocupado.

Sem mais querer saber de embolações eu saquei o punhal e fui em sua direção, mais ele conseguiu escapar de meu golpe com antecedência surpreendente. Ele segurou meu braço e o empurrou contra a parede, apertando-o fazendo com que eu soltasse o punhal, olhou meu rosto com desprezo e falou com um tom de ironia:

— Eu também sou psicólogo, eu sei quando uma pessoa prepara uma reação ofensiva, fale a verdade.

— O que você quer comigo?!

— Suspeito que também esteja envolvida em outros assassinatos, seu estilo é fácil de prever, primeiro você seduz a pessoa a um local mais reservado e lá a mata, geralmente com cortes no pescoço ou pulsos, estudei a fundo todos os assassinatos ocorridos não resolvidos, acho que a maioria tem a ver com você!

— Como assim?

— Muitos são da elite, ou membros do clã de Corvonero, sou o melhor detetive de minha cidade, sei que foi você, não tente me enganar!

— Droga, esta se envolvendo em coisas bem maiores do que pensa! Deixe-me ir e não terei de acabar com você como fiz com os outros!

—Não deixarei você ir! A menos, que me deixe ser seu aliado nesse trabalho sujo. Então, temos um trato?

— Não tenho aliados! Sou uma assassina só, não preciso de ajuda.

— Eu trabalho na policia, e embora não goste de trabalhar debaixo do nariz de meu tio, acho que é o melhor por enquanto.

— Sabe realmente como convencer uma mulher — Falei em tom irônico.

— Rápido, me de um soco no rosto!

— Por quê?

— Rápido! Rápido! Sem perguntas, volte amanhã as 09h00min aqui, entendeu?

— Já que insiste...

Em um movimento rápido, me soltei de sua mão e dei-lhe um soco no rosto e voltei para rua inclinando-me enquanto corria para pegar o punhal no chão e me misturei a multidão rapidamente para não levantar suspeitas, entrei no terminal e voltei para casa. Quando cheguei, tive uma surpresa (ta começando a virar um péssimo costume), James havia voltado e como sempre entrou pela janela, ele estava meio sério e um pouco preocupado:

— Soube que quase foi pega pela policia hoje, deve ter mais cuidado.

— Eu sei me cuidar, não preciso de ajuda!

— Carrancuda como sempre, em?

—(...) — Não, imagina!

James me contou de sua viagem e como foi o roubo do quadro, eu gostava de ouvir suas histórias, mas admito que naquele dia não estava para papo, tudo o que ele disse passou voando pelos meus ouvidos; eu só conseguia pensar no que Vicenzo queria comigo, ele era um detetive impressionante, como iria querer algo como uma fora da lei como eu? James foi embora (óbvio) e eu fiquei em casa pensando no meu dia-a-dia, que embora agitado e cheio de correria, estava começando a de certo modo ser entediante, o que mais eu poderia querer, eu tenho dinheiro, um lugar para morar, uma moto, computador e James! O que mais poderia faltar em minha vida! Pensava eu. Eu fui dormir e no outro dia acordei às sete da manhã e fui comprar pão para o café da manhã, os sonhos continuavam muito bons, mais naquele dia eu resolvi comprar apenas uma fatia de bolo para o café, cheguei em casa e parti para os cadernos onde estudei mais sobre os Corvonero, não fazia este tipo de anotações no computador pois pode ser invadido por programas espiões.

Estudei e pesquisei por mais ou menos uma hora então o meu relógio deu um alarme avisando que faltava pouco tempo para o encontro, me arrumei rápido com meu sobretudo preto que tanto gosto e fui para o beco onde nós nos encontramos na noite passada, cheguei lá uma pouco mais cedo e escalei uma das casas, não foi preciso esperar muito ele logo chegou e então chamei-lhe a atenção enquanto pulava de cima da plataforma de uma escada:

— Não temos tempo — Disse ele

— Sempre que te vejo está apressado — responde de forma irônica.

— Só foram duas vezes — Retrucou.

— As ÚNICAS duas vezes, eu espero — Afirmei em resposta.

— É o que vamos ver.

— Vamos logo para o meu apartamento, temos de conversar, siga-me.

Eu acelerei em direção ao meu apartamento, mas peguei vários caminhos alternativos para garantir que ele não decorasse o caminho, alem das placas que me dou ao trabalho de pichar toda vez que consertam. Quando cheguei em casa eu o convidei a entrar e seguir-me até ao meu quarto para que pudéssemos conversar melhor, ele se sentou em minha cama e olhando aos cadernos cuidadosamente arrumados por assunto em minha escrivaninha ele falou:

— Aposto um corte nos pulsos como são anotações dos Corvonero.

— Não devia apostar tão alto.

— Estou errado?

— Não — Bufei — como você faz isso?

Ele dá de ombros.

— Lógico, cálculo, analise e às vezes, só às vezes chute.

Abanei a cabeça negativamente, e sorri de canto.

— Vamos aos negócios, o que realmente quer de mim?

— Vamos começar por aqueles cadernos.

— O que têm eles?

— Quero acesso a todas as informações presente neles, e também quero que me conte tudo o que você sabe.

— E o que eu ganho com isso?

— Acesso à minhas informações, a todas as informações no banco de dados da policia, minhas habilidades de hacker e ajuda nas fugas além, de um aliado poderoso.

— Trato feito.

Apertamos as mãos e fechamos o acordo, minha consciência perguntando se era bom confiar nele assim de cara, mandei ela se ferrar.

A partir daquele dia eu e Vicenzo seriamos aliados e dividiríamos todas as informações que conseguíssemos sobre os Corvonero, ele procurava não falar sobre o meu emprego, pois mesmo sendo meu aliado, ainda pertencia a policia, recebeu educação exemplar e foi à escola militar, se formou e tinha uma vida pra lá de perfeita, que inveja...

Falamos e investigamos a manhã e a tarde inteira sobre os Corvonero e concluímos quem iria à reunião que pudéssemos usar a nosso favor.

No final, até que ter um aliado não é ruim, independentemente dele ser um maldito psicólogo que prevê todas as suas respostas.

Notas finais
finalmente, eu escrevi este capitulo inteiro só para colocar o Vicenzo na historia, se bem que o nome Vicenzo significa aquele que sempre vence, porem, vence o que? existem muitas coisas a serem reveladas no próximo capitulo! não perca!