A Caçadora
2 1° capitulo: uma vida agitada
Notas iniciais
este é mais um capitulo de minha fic, é claro como sempre betado por minha amiga leilinha!
Um baile de mascaras pode parecer um cenário agradável para muitos, mas não para mim; mas eu estava lá a trabalho, e por um acaso um trabalho bem sujo; no meio de uma multidão de pessoas mascaradas precisava encontrar um homem muito importante em meu “trabalho”, sua identidade, o anfitrião da festa, o imponente senador Albert di Grimaldi.
Já estava á meia hora naquela maldita festa cheia de homens sem noção dando em cima de mim e pior um estranho me olhando, vestindo roupas elegantes e uma bela capa preta, quando do alto de uma sacada ele aparece vestindo um terno branco e uma mascara bem detalhada, e começa um discurso sobre o motivo da festa na qual eu havia me infiltrado:
—Obrigado a todos por terem vindo até aqui, sei que muitos de vocês vieram de muito longe e agradeço por isso, hoje estou muito feliz por receber vocês e não sei se conseguiria abrir a nova empresa de importações...
Eu esperei o senador completar o discurso e descer para cumprimentar os convidados; após mais alguns minutos de espera ele vem em minha direção e começamos a conversar:
—Com licença, mas não estou lembrando bem de você, qual é mesmo seu nome?
—Fabiana _Eu que não sou burra, dei-lhe um nome falso—, É um prazer conhecê-lo senhor.
—Doce Fabiana, por favor, chame-me de Albert. Uma moça tão linda assim por acaso tem namorado?
—Não, por quê? Interessou-se no conteúdo?
—Safadinha—Me olhou da ponta dos dedos dos pés ao topo da cabeça, parando mais tempo que o necessário no decote bem aberto do vestido preto que eu estava usando, e deu um sorriso malicioso, mostrando seus feios dentes amarelados, provavelmente de tanto fumar aquele horrível charuto que segurava na mão.
—E você, tem namorada?—falei, mordendo os lábios.
—Tenho, mas quem disse que ela precisa saber de nós? Topa subir para um quarto comigo?
Depois de muito papinho mole, consegui leva-lo para o quarto, onde eu estava a menos um passo de cumprir o que tinha realmente ido fazer naquela festa. Após mais conversa e mais mentiras contadas ele começou a realmente dar em cima de mim, colocou uma musica melosa no som, virou-se para mim e perguntou:
—O que você quer fazer agora?—Perguntou, segurando em minha cintura.
—Apenas uma pergunta.—falei em quanto deslizava lentamente em seu corpo— Como correr sem os tendões dos joelhos?—perguntei em perfeita sincronia enquanto retirava o punhal de minha mãe de meu vestido e cortava seus joelhos por trás
—O que você fez sua vadia desgraçada?—ele perguntava várias vezes enquanto eu friamente aumentava o volume do som.
—Digamos que sua esposa já suspeitava de seus comportamentos, seu menino malcriado—falei tirando sarro de seu sofrimento—já chegou a hora de dormir, para sempre!
Ele falava diversas coisas enquanto eu o levantava e o segurava por trás. Levantei-o e lentamente cortei sua garganta com a lâmina ensangüentada em uma tortura lenta e aterrorizante, em diversos gritos e tentativas de se libertar eu o matei, arrastei o corpo até a janela e o joguei.
O tumulto e a correria foram tão grandes que ninguém reparou a misteriosa figura de preto pulando a janela, subindo pelo telhado e pulando o muro em direção a rua; montei em minha moto já com outras roupas, dessa vez um, sobretudo preto, e acelerei em direção a minha casa que ficava na cidade vizinha. Cheguei por volta de uma da manhã e fui direto tomar um banho para dormir. Era nesses dias que eu matava alguém, recebia um bom dinheiro e já estava cansada, pela pressão psicológica que eu dormia e não sonhava, e eu preferia assim, do que ter pesadelos, eu realmente preferia não sonhar a ter os mesmos pesadelos toda noite.
***
No outro dia eu acordei como sempre, eram oito e meia, o ruim de não se ter sonhos era isso, eu não conseguia dormir por muito tempo mesmo tendo ido para a cama às quatro da madrugada, não conseguia as tão esperadas oito horas de sono.
Fui ler as cartas e o jornal, quando sou surpreendida por James que acabara de entrar pela janela:
—Nossa Amy, você realmente consegue ser famosa mesmo sem ser reconhecida.
—Já leu os jornais?– Dei um meio sorriso pensando na fama que eu tinha, na verdade não era bem uma fama, porque ninguém sabia que era eu, o assassino invisível. Porque bem, ninguém me via.
—Não, eu estava lá – James respondeu.
—E como soube que fui eu? – Arqueei uma sobrancelha.
—Eu te ensinei tudo que você sabe garota, sei muito bem qual o seu estilo, mas não é por isso que eu vim aqui hoje, vou embarcar em uma nova viagem, sabe, meu cliente esta pagando uma nota por um quadro atualmente exposto no museu. A propósito, gostaria de vir comigo?
—Não, eu tenho que ficar e continuar com minhas...
—Investigações sobre os Corvonero, você não consegue esquecer isso, não é?
—Não posso! Isso tem haver com eles, não posso simplesmente deixar quieto e esquecer, se esse tal de Corvonero tem alguma relação com a morte dos meus pais, eu tenho que descobrir, você sabe disso!
—Tudo bem, — Suspirou, e me olhou de canto — Então ta, mas na próxima você vem comigo, okay?
—Que seja, preciso ir comprar pão, não posso perder aqueles sonhos que o Sr. Rafael faz. Espere cadê você? O que mais esperar de você se não me deixar falando sozinha. — Balancei negativamente dando um sorriso, porque James realmente é uma figura.
Fui comprar os sonhos que Sr. Rafael fazia, estavam realmente gostosos. Foi quando estava na caminhada de volta para o apartamento que reparei uma figura me seguir, não dava para identificar quem era nem como por causa do capuz, então acelerei o passo e o despistei, ou ele simplesmente sumiu, seja lá como for, ele não estava mais atrás de mim, achei estranho, fui observada ontem na festa, hoje sou seguida, franzo o cenho mas não faço nada, vou resolver isso depois.
Quando chego ao apartamento, o celular toca, vejo o numero de um de meus contatos,
— Fala. – curta e grossa, eu? Que nada!
— Fiquei sabendo que um capanga dos Corvonero esta indo num bar, aqui na cidade, se quiser checar eu tenho o endereço.
Um fio de esperança se acendeu em mim, poderia obter respostas sobre o assassinato dos meus pais.
— Ok, me fala.
Ao me passar o endereço, fui trocar de roupa, e sai, o bar não era muito longe do apartamento, umas cinco quadras dali.
No caminho, não sei o motivo, mas eu não conseguia parar de pensar no Hector, aquele jovem brincalhão que conheci anos atrás, comecei a lembrar-me de nossas aventuras com ele e com o grupo, me lembro perfeitamente, as imagens passavam pela minha cabeça, como fotografias coladas numa parede.
Naquele tempo a gente morava em uma casa abandonada, tínhamos água, comida, diversão tudo o que precisávamos, é claro naquele tempo eu ainda era um pouco abalada por causa do que aconteceu com meus pais, mas de alguma forma Hector me fazia sentir muito melhor quando estava com ele, me sentia mais segura...
Nós éramos imbatíveis usufruíamos das magníficas habilidades de furto que Hector aprendera há anos com seu irmão mais velho Sírios, Hector conseguia entrar em um mercado e sair com os bolsos cheios de maçãs sem que o vendedor sequer tivesse reparado que ele por lá passara, mas o que mais me impressionava em Hector era que ele conseguia escalar muito melhor do que muitos adultos, usando disso para escapar de encrencas por cima dos telhados das casas e saltando pequenos becos entre elas. Ele também era muito travesso e sempre que podia pegava nossos pertences sem que percebêssemos para simplesmente fazer com que corrêssemos atrás dele, ele era realmente um brincalhão, mas sempre que precisássemos, ele derramaria de seu próprio sangue para preservar o nosso; lembro-me de uma vez que ele me empurrou da frente de um carro para me salvar e por causa disso, quebrou um braço.
Mas havia algo nele que me chamava à atenção, ele sempre esteve por perto quando precisei, sempre senti algo muito forte por ele, ele era realmente um amigo com quem se podia contar, sempre estávamos juntos e quando não estávamos, estávamos nos procurando, ele era um irmão para mim, e assim como seu irmão lhe ensinou truques de furto e fuga, Hector também me ensinou, foi com ele que aprendi a andar sem ser notada, e sumir se for preciso, coisas muito úteis no meu emprego atual. Mas, ele me abandonou naquele reformatório, me deixou para traz, eu achei que significasse mais para ele, mas eu era uma simples pirralha inútil para aquele cafajeste, eu fui abandonada e ele nem se quer tentou me tirar daquele lugar infernal, eu apanhava todo dia e nunca tive chance de me defender já que era a mais nova! Agradeço a Deus que eu fugi daquele inferno depois de dois longos anos, eu só tinha uma única amiga, a pobre Paola que fora deixada lá por seu padrasto após uma denuncia falsa feita pelo mesmo, pobre Paola; nunca mais tive notícias dela depois que eu consegui fugir de lá, às vezes me sinto culpada por não ter voltado para solta-la de lá, mas eu não pude, se eu quase morri sozinha nas ruas, imagina se eu a tivesse trago, não tínhamos a menor chance de sobrevivência. E quando estava com James, ele não me deixava voltar pra aquele lugar, nem por os pés, pois achava que eu já tinha sofrido demais lá e não agüentaria olhar e ter mais más lembranças do que já tinha.
Mas chega de lembranças do passado, ele não me serve de nada hoje, pois; de que servem amigos? Apenas para lhe deixar na mão? Posso muito bem viver sozinha neste mundo, estou furiosa, todos me deixaram e somente James vem me visitar, e apenas alguns minutos duas vezes no mês ou quando vai viajar.
Cheguei ao bendito bar, meu coração acelerou com a expectativa não sabia o que esperar, não agora que ainda estava na porta abri a porta de vidro e inalei o ar quente e fedido a álcool e suor...
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