A Caçada Genética

2 Caça [1] "Cabelos de fogo e olhos de cobre"


Notas iniciais
Demorei um pouco, mas cheguei! Obrigada aos favoritos e acompanhamentos e a quem comentou; HanaTenjho, Deby Costa e LadyYuro. Cêis são demais ♥ Espero que gostem. Vai ser confuso no começo, mas vão se situando nos próximos. Boa leitura!

Nova Providentia, Cidade-Estado. A Muralha – Centro de Pesquisa Genética, 15:17 – Nublado

A xícara de chá repousou sobre o pírex de porcelana chinesa. O líquido claro e ainda quente, fazia o vapor ondular no ar, criando desenhos que seriam interessantes de descobrir, caso ele tivesse alguma vontade de gastar o escasso tempo com fumaças de chá.

Era um dia especialmente frio aquele. Uma chuva fina caía, complementando a paisagem urbana de céu escuro às três da tarde. O firmamento tinha a cor de uma televisão fora do ar, mas alguns raios dourados de sol, escapavam por nuvens pesadas e negras.

Os vidros largos e grossos da ala de pesquisa, davam uma vista cinematográfica aos olhos claros por trás das lentes redondas de grau; as luzes de neon, as motocicletas e seus feixes de luz e os habitantes apressados que buscavam por abrigo nas ruas molhadas e largas da cidadela que nunca dormia. Os prédios altos e ostensivos, pertencentes às indústrias químicas, os casebres em estilo ocidental e as calçadas largas e coloridas com faixas de sinalização. Eram belos detalhes que juntos, mostravam-se atraentes a qualquer apreciador de paisagens urbanas.

A lapela do sobretudo branco foi puxada para cima, sobrepondo o cachecol vermelho. O aquecedor estava ligado, mas o dono daquela sala, era de longe a pessoa mais friorenta de A Muralha. E as luvas e o gorro, deixavam claro que estava preparado para um inverno que talvez nem alcançasse o país. Aqueles eram dias frios, mas neve era algo raro.

Ele estava no penúltimo andar, bebericando o chá de maçã e canela e observando a movimentação das pessoas que pareciam do tamanho de formigas dali de cima. Uma das mãos tocou o vidro e o rosto se aproximou, assoprando o ar até deixá-lo embaçado. Os dedos longos e magros fizeram um desenho pelo qual ele seria logo questionado se não estivesse sozinho naquele ambiente claro e amplo.

Um lobo sorridente.

E lobos não eram mais que a escória da nova humanidade.

Um riso amargurado tomou os lábios e os dedos logo apagaram os contornos no vitral.

As vezes, quando os raros momentos para pensar surgiam, ele se colocava como o maior responsável por trás da Caçada Genética. Era algo pesado de carregar, ainda mais quando um bando de Rebeldes o acusavam e o atacavam no cyber espaço.

Outro sorriso amargurado e a atenção foi tomada pela luz laranja de um furgão que acabava de estacionar no patíbulo.

A temporada de caça estava aberta.

E finalmente teriam novidades.

A Muralha era o Centro de Pesquisa Genética, a infraestrutura de maior poder econômico em escala mundial. Uma construção gigantesca, talhada sobre referências de antigos castelos medievais. Uma torre de 180 andares, revestida no mais puro mármore. Vidros largos e portas de ferro com tecnologia avançada acionada por voz.

Era a fortificação mais segura e vigiada de toda Nova Providentia.

Uma construção inexpugnável por onde quer que se olhasse. E ninguém seria tolo o suficiente para cometer algum atentado contra os líderes do forte.

Ninguém, é claro, além dos Rebeldes sobre a nomenclatura de Cyber Howl. Os jovens cujos atentados cibernéticos, tentavam desmoralizar os programas de pesquisa diante da humanidade, deixando-os como os verdadeiros vilões da história.

Eram humanos, jamais, em hipótese alguma, seriam os vilões. As bestas com as quais trabalhavam, aquelas que serviam puramente para fins científicos, essas sim, eram as criaturas vilanescas da pior espécie.

Bestas sanguinárias que se achavam no direito de viver entre os humanos. Eles não faziam mais que rosnar e atacar uns aos outros feito cães raivosos.

Não havia como lobos, por mais que houvessem evoluído e tomado parte do continente feito uma peste, adquirirem algum resquício de vivência em sociedade.

Quando transformados em seres bípedes, eram apenas confundidos em aparência. Tinham um idioma grotesco, olhos afiados e assustadores e caninos salientes. Possuíam força além do recomendado, era fácil tirá-los do sério e viam prazer no sangue das vítimas.

E mesmo assim, os Cyber Ativistas, manifestavam o desejo doentio de deixá-los soltos pelas ruas, vivendo em sociedade sem ao menos uma coleira de choque ou chips de identificação. Algo que jamais aconteceria. Mesmo que os Rebeldes se tornassem maiores a cada dia.

A Muralha tinha força suficiente para torná-los fracos e fazer qualquer argumento morrer, afinal, se não fosse por eles, Nova Providentia seria igual ou pior que as cidadelas sujas e infestadas por lixo nos condados vizinhos.

E naquela tarde chuvosa e cinzenta, teriam novidade.

Os painéis eletrônicos piscavam em letras garrafais e neon, avisando sobre a Temporada de Caça aos Lobos, mostrando números interessantes e convidativos aos Caçadores espalhados pela cidade, os únicos com treinamento para abater uma caça preciosa.

E a luz alaranjada que piscava no furgão negro, avisava que uma nova fonte de pesquisa acabava de chegar, estacionando em frente à Muralha.

Os portões desceram, tal qual uma ponte levadiça, dando permissão a entrada do veículo ostensivo que carregava o símbolo da Tropa de Caça. Os vidros fumê, impediam que se visse algo lá dentro.

Duas figuras saltaram do furgão e abriram as portas duplas da traseira, puxando a maca para fora, deixando o paciente visível ao patíbulo.

Apenas a cabeça, grande e de pelos arrepiados, mostrava-se aos olhos espantados dos curiosos que trabalhavam em diferentes setores, indo e vindo para todos os lados.

As ações foram interrompidas e todos compartilhavam daquela comoção.

O lobo, mal cabia naquela cama. Estava sedado, amarrado e coberto até o pescoço, exibindo uma pelagem de coloração acobreada. A boca grande estava aberta, deixando à mostra os caninos grossos e pontiagudos. Um belo e assustador espécime, sem dúvidas.

A maca foi levada para os pisos superiores, abrindo caminho entre as pessoas com uniforme branco e etiquetas azuis. Os caçadores, ao contrário dos que trabalhavam na Muralha, vestiam-se de preto, em macacões de tecido especial para arranhões ou mordidas provindas das caças.

Entraram no elevador universal depois de passarem o cartão dourado de acesso, subindo para o laboratório no penúltimo piso. A construção de vidro resistente, permitia ver o caminho que faziam, subindo como se não houvesse um fim, deixando as pessoas pequenas lá embaixo.

Os dois se entreolharam, cúmplices, parecendo compartilhar de algo que qualquer outro naquele centro, estivesse alheio.

Quando a porta se abriu, os dois Caçadores logo se jogaram para fora, levando o lobo adormecido até a sala enorme e branca nos fins do corredor. Foram recebidos por uma equipe dividida entre os estudantes da faculdade de biologia local.

Era um feito grandioso aquele, digno de especialistas de outrora. Um verdadeiro feito que ganharia destaque nos painéis da cidade.

O lobo foi abrigado na sala branca, o local onde fariam os primeiros testes a respeito das funções da criatura sedada.

Não demorou para que um homem, igualmente trajado em branco e com óculos de armação redonda, entrasse na sala, vestindo luvas de látex e dando ordens aos subalternos.

Aloys R. Vermont, ainda sentia o gosto do chá de maçã e canela no paladar, mas a euforia que sentiu ao ver os Caçadores no estacionamento, se sobrepôs a toda a calma de antes.

Não era incomum que capturassem um ou dois lobos no mês, mas eram sempre os menores, filhotes ou fêmeas. Aquele lobo enorme e desacordado sobre a maca, era um macho que possuía dois metros e meio de comprimento, do focinho a ponta da cauda. Algo surpreendente quando eles haviam colocado as mãos apenas em tamanhos médios. Há anos que algo assim não acontecia.

O homem que aquele lobo avermelhado se tornava, devia assemelhar-se aos bárbaros de outrora, homens de constituição forte e estatura elevada. Algo que ele gostaria de ver...

O tecido grosso e impermeável foi retirado, entregue a um dos alunos da ala científica e tiveram o deslumbre do grandioso espécime.

Aloys observou os olhos do lobo ao esticar as pálpebras, conferindo a coloração. Os batimentos cardíacos foram checados e os alunos começaram a tomar nota.

“Jovem, entre vinte e cinco e vinte seis anos, dentes de cinco centímetros, patas arredondadas e longas, dois metros e cinquenta e dois de comprimento.” Aloys moveu os dedos enluvados pelo corpo inerte. “Pelos grossos e vermelhos, nenhum ferimento ou cicatriz.” Aquele lobo devia ser alguma espécie de líder, alguém bom o suficiente para em todos aqueles anos, não ter adquirido alguma marca de batalha. “Olhos acobreados...”

Ele receberia uma coleira com rastreamento e uma pulseira com identificação e seria mantido na Sala Branca até que despertasse do sedativo. Depois, seria enviado ao Calabouço.

Tal qual as construções medievais, A Muralha detinha uma espécie de prisão. Não era uma ala de tortura, mas os lobos capturados, iam para lá, dispostos em celas de vidro blindado e retirados quando solicitados para alguma pesquisa.

Aquela deveria ser uma gaiola maior, para comportar o lobo avermelhado. E Aloys deu ordens para que fizessem as modificações necessárias.

“Experimento 0912. Que interessante.” Murmurou, abaixado próximo as faces do lobo, tendo um vislumbre assustador dos caninos.

Aloys era um homem ocupado, mas o momento do chá era sempre indispensável.

Ele analisava os relatórios que havia recebido sobre o novo prisioneiro.

Prisioneiro. Não gostava de chamá-los assim. Eles eram objetos de pesquisa. Serviam à humanidade com suas vidas, dando aos humanos uma chance a mais de vencer doenças e prolongar a vida frágil naquele Novo Mundo. Eram de fato, especiais, úteis e indispensáveis. Deviam se sentir gratos por contribuírem com algo tão importante quanto o projeto ao qual eram submetidos.

O sabor do chá pareceu um tanto amargo ao descer pela garganta aquecida. As horas passavam e o lobo logo despertaria. Ele não negava a ânsia de iniciar os testes naquele espécime raro e atraente.

Não controlou a vontade de entremear os dedos, agora livres da luva, nos pelos vermelhos, sentindo-os espessos, mas macios sob os dígitos. Uma sensação que ele não soube explicar, tomou conta dos sentidos. Ele estava acostumado com as criaturas bestiais e lupinas, mas era a primeira vez que via um dos lobos gigantes.

Fora um daquele que, no passado, iniciou uma rebelião.

Quando a cabeça do lobo se moveu, ele afastou a mão, observando o cenho franzido e as patas que se debateram contra a mesa de aço. Os olhos se abriram e ele logo soltou um ganido, assustado com o local e com o fato de ter um humano a encará-lo.

Um humano fascinado com o que via.

“Ei, amigo, calma.” Aloys ergueu as mãos, embora estivesse admirado, estava espantado com a magnitude daquele olhar. Faíscas de ouro pareciam dançar pelas orbes do lobo. “Calma.” Pediu novamente ao vê-lo se debater, tentando livrar-se das correias que o prendiam a cama hospitalar. E o pensamento de que seria extremamente fácil para que ele conseguisse escapar, não o assustou. Talvez ele esperasse por algo assim.

Havia sempre uma calmaria em sua voz, algo capaz de atrair a atenção de qualquer lobo. Com a nova pesquisa, não foi diferente. As mãos cálidas do professor tocaram novamente a cabeça do lobo enquanto os olhos de um azul frígido, perdiam-se no quente avermelhado das íris lupinas.

E esses olhos de um tom avermelhado pareceram cintilar quando os rosnados cessaram, mas o lobo logo voltou ao estado de antes, caindo de volta na cama, letárgico pelo remédio.

Aloys o observou por mais algum tempo, tocando-o com sutileza e encanto. Depois, acionou os Sentinelas, os guardas da Muralha para que levassem o experimento ao Calabouço.

O Calabouço, era uma estrutura grande que ficava nos pisos inferiores, acionado por um elevador. Era claro e com celas de vidro. Os prisioneiros eram chamados a partir de um dispositivo embutido nas celas que fazia a criatura descer ou subir as alas que o requisitassem.

O lobo vermelho foi trancado em uma dessas celas, ainda grogue e incapaz de se erguer nas patas, mas parecendo prestar atenção na maneira como fechavam a prisão transparente: Uma senha. Claro, era tudo uma questão de números para eles.

Os lobos nas celas aos lados, observaram o novo companheiro, silenciosos e temerosos por algum castigo. Estavam magros, arrepiados e sem o brilho mordaz nas íris coloridas. Eram os efeitos dos tais experimentos. Eram usados até que não servissem mais, descartados feito objetos, afinal, lobos não tinham nenhum direito em sociedade. Naquele momento, estavam compadecidos do companheiro de cela, sabendo por tudo o que ele teria que passar. Se tivessem forças, uivariam.

Um dos Sentinelas permaneceu na sala, guardando os prisioneiros, armado até os dentes e treinado para matar. Eles se espalhavam por todas as alas, protegendo a Muralha e cuidando para que nenhum dos rebeldes conseguissem acesso.

0912, o lobo avermelhado, ergueu a cabeça e rosnou, sentindo a capacidade motora retornar aos poucos. As pernas não pareciam mais mortas e a visão começava a focar em tudo ao redor. A claridade, uma forte luz fluorescente, irritou as vistas, fazendo-o piscar sucessivas vezes antes de sentir o conforto de poder mantê-las abertas, fazendo o reconhecimento do cárcere. Era como uma máquina, guardando todas as informações que em breve serviriam para uma nota etapa daquele chamado Novo Mundo.

Era bom entender um pouco daquela tecnologia, mesmo que não fosse se hospedar ali por muito tempo.

Conforme a noite foi caindo, a chuva aumentando e os soldados se recolhendo ao aconchego de suas casas, Aloys se juntou a eles. Era sempre um dos últimos a sair, visto que, como cientista – visionário como o chamavam – e professor frente a um grandioso projeto, tinha inúmeras obrigações e alunos na Muralha, mas naquela noite, houve o raro toque de recolher. Algo que ele deu pouca importância, mas que se arrependeria pouco tempo depois.

A primeira coisa que fez ao chegar no solitário apartamento de luxo, localizado no bairro mais bem frequentado de Nova Providentia, foi retirar o sobretudo branco e bordado em dourado com seu nome e profissão. Deixou a peça sobre a poltrona de veludo vermelha e seguiu pelo corredor iluminado, sendo agraciado com a presença de um gato gorducho e carente.

Clint era o único morador com mais regalias que o próprio dono. Ele foi acariciado nas orelhas fofas e recebeu uma porção a mais da pasta vitaminada que vinha em latas prateadas. Um ronronado fez um sorriso sutil se desenhar nos lábios do professor e ele continuou o trajeto, seguindo pelo corredor, dispensando as roupas pelo caminho até alcançar o banheiro espaçoso.

O vapor da água quente embaçou o box e impediu a visão sobre o que acontecia ao lado de fora. Havia sido um dia particularmente cansativo e ele só queria um banho rápido e um copo de leite morno com canela e um pijama confortável. Os cabelos loiros se escureceram ao serem tocados pela água e alcançaram dois dedos abaixo da nuca. As mãos deslizaram com a esponja pelos músculos delgados, fazendo a pele se avermelhar pela temperatura e atrito do contato.

Quando o lobo vermelho foi levado às celas, ele estava consciente, encarando-o com o olhar profundo, livre de medos ou questionamentos, diferente de qualquer outro experimento, algo que atiçou a curiosidade de Aloys. Desejou poder compreendê-lo e entender o significado daqueles olhos acusatórios.

Os pensamentos se estenderam por longos minutos, até que o banho se completasse. Um robe vermelho foi jogado sobre o corpo e os pés calçaram os chinelos de mesma cor. Era solitário morar sozinho quando já se tinha idade suficiente para constituir uma família. Se ao menos tivesse mais gatos, mas Clint era ciumento e queria toda a atenção para si.

O embaçado do espelho deu espaço ao reflexo de um rosto jovem, mas cansado. Estava com olheiras, um pouco mais magro e com uma coloração muito clara, já que o sol era quase escasso naqueles dias chuvosos.

Após escovar os dentes e pentear os cabelos, rumou para o quarto, indo logo buscar pelo pijama. Havia cabeças de lobos na camiseta branca de algodão e uma cauda cinzenta na bermuda azul-claro.

“Que gracinha.”

A espinha gelou e as peças de roupas caíram das mãos ao ouvir a voz que vinha de algum lugar do cômodo. O primeiro pensamento foi acionar aos sentinelas que vigiavam o prédio, mas ao buscar pela pulseira de comunicação com o olhar, não a encontrou. Os sentidos entraram ainda mais em alerta ao ouvir o chiado de Clint que parecia estar acuado em algum canto.

“Rabinho de lobo, professor. É algum fetiche?”

Aloys teve a certeza de que o estranho invasor sorria, embora não pudesse ver o rosto do homem. O tom debochado não era um detalhe que passaria despercebido. E a voz, não se lembrava de já tê-la escutado antes.

“Quem…?” Novamente tentou buscar por algo que pudesse pedir ajuda. Não sabia se o outro estava armado ou se estava em gangue. Ele só podia ser um Rebelde querendo arrancar seus pulmões e puni-lo por ser o cérebro por trás do projeto com os lobos. Foi então que, após relaxar os ombros, alcançou o candelabro dourado sobre a mesa de canto, segurando-o como se fosse a arma mais mortal. E teria que servir.

Não era a pessoa mais ágil, mas conseguiu pegar impulso e se virar para atingir o invasor, tendo a certeza de que ele estava próximo e poderia pegá-lo desprevenido e então chamar por ajuda. Invasão era quase tão grave quanto acobertar um lobo.

No entanto, não havia ninguém. Ao menos não alguém tão próximo a ponto de conseguir acertá-lo. O coração espancou o peito e ele correu até a janela aberta, esquecendo-se até mesmo de como se acionavam as travas. Era impossível que ele tivesse pulado de um lugar tão alto. Tão alto que só de olhar ele já sentia mal-estar.

“Não tem nada decente pra comer aqui, não?”

E com a fala inesperada e ainda mais fora de contexto que as anteriores, Aloys conseguiu enfim, ver o tal invasor.

E quando o choque de realidade o atingiu, sentiu as pernas virarem gelatina e o sangue gelar nas veias. Os dedos se apertaram nas grades da janela até que os nós ficassem pálidos e a garganta secou.

“Ah, oi, amigo.”

O invasor tinha os cabelos cor de fogo e os olhos acobreados e vivazes. O invasor tinha uma coleira de rastreamento no pescoço. E ainda girava sua pulseira de comunicação nos dedos.

Notas finais
Essa história foca bem no preconceito com uma raça, bem, não somente com os lobos, né, mais pra frente vocês verão outros tipos de preconceito. Sei que ainda não dá pra ter muita noção do que vai rolar, mas espero que tenham gostado. E olha esse ruivo causando, gente XD Deixem suas opiniões, amo receber comentários e interagir! Bjuss galera e até os próximos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.