A Caçada
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Dedico há minha irmã gémea, princesa kairi, e a toda a família Living McDeath.
Era uma noite gelada na floresta de Aokigahara, o que não incomodava as gémeas que se moviam velozmente nas sombras das árvores altas. Podia até ser considerada uma temperatura agradável, quando comparada à pele marmórea das duas raparigas aparentemente jovens.
Os dentes de ambas aguçaram-se simultaneamente ao sentirem o familiar cheiro a sangue presente a poucos quilómetros delas.A troca de olhares não foi necessária para que um rápido ataque fosse formulado, em menos de um segundo, rondavam o carro onde estava um jovem casal de namorados. Estes trocavam juras de amor eterno que fizeram com que as duas irmãs não conseguissem conter umas risadinhas baixas.Graças às suas capacidades, as gémeas sabiam que ambos estavam mais interessados nas futuras actividades no banco detrás do carro.Com um movimento simultâneo, que mais parecia uma coreografia bem ensaiada, ambas retiraram um pequeno frasco de vidro de uma pequena bolsa aplicada no cinto de cabedal e, ao abrirem-nas, duas pequenas sombras de fumo translúcido e brilhante saíram pelas frestas das janelas do carro directamente para o seu interior.O olhar do jovem casal de namorados tornou-se ausente, vazio, e a conversa romântica silenciou-se.As portas do carro abriram-se em simultâneo, como se também elas tivessem estudado a coreografia das gémeas que olhavam o conteúdo dos frascos com um leve sorriso sádico no rosto.O casal saiu, silencioso, e caminhou para as profundezas negras da floresta. Nenhuma palavra foi trocada, nenhum som foi feito, até que se perdessem nas sombras.As duas raparigas seguiram-nos, com movimentos graciosos que passaram despercebidos até aos pequenos animais que saiam das suas tocas a fim de receber os restos da refeição das irmãs.Assim que as vítimas entraram no território das jovens vampiras, o ataque foi rápido. No momento seguinte as suas gargantas estavam rasgadas, como se um animal selvagem os tivesse atacado. E os pequenos animais aproximavam-se cautelosamente, também querendo um pouco daquele petisco.As predadoras encontravam-se longe dali, num castelo aparentemente abandonado nas profundezas da floresta.Os seus olhos, um verde, o outro vermelho, encontravam-se agora cheio de vida, e a sua pele marmórea era agora levemente rosada, quase passando por humana.Na sala do trono, a única iluminação era a das tochas, que guiavam os visitantes até uma criatura negra, encapuçada, que analisava o conteúdo dos pequenos frascos de vidro com uma minuciosidade cirúrgica.A sua aura era tão negra que poderia matar um humano apenas por o olhar de relance. Apesar disso, as duas jovens vampiras encaravam-nos com uma expressão orgulhosa, esperando uma resposta.- Sim, parece-me um bom início de colheita. Espero que estendam o nosso domínio até Tóquio antes da próxima Lua. Não me desiludam agora…- Não o faremos avô! – Responderam ambas, em simultâneo.E saíram da sala, ansiando cumprir a sua tarefa, com a bênção do Anjo da Morte.
Notas finais
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