A Buscadora

11 Capítulo 11- Raptada


Notas iniciais
pessoal, desculpa pela demora.
Prometo que agora vou dedicar todo meu tempo a essa fic, e garanto que vou postar pelo menos um cap por semana. Até o fim do mês ela termina.
Muito obrigada a quem lê a fic, principalmente aqueles que mandam reviews...
Por que estou bem chateada com a quantidade, queria receber mais reviews... mas tudo bem, vcs sabem o que fazer...

Meus dias se tornaram uma rotina, assim como qualquer ser humano ou alma. Eu já tinha me acostumado com tudo, até mesmo com meu namoro.

Oficialmente agora eu namorava com Sol. Não podia reclamar dele, nunca ninguém me amou assim. Ele era encantador.

Nós dois não tentamos mais fazer sexo. Bem, eu não estava preparada, muito menos ele. Eu era nova, e ele também, mas a idade não era o maior motivo.

Tinham muitos motivos, entre eles a minha falta de amor por ele. Claro que eu não falava isso, mas acho que ele sentia, sabia.

Novamente continuamos nosso trabalho com as Buscas. Sol e eu buscávamos humanos todos os dias, mas não achávamos nenhum resquício de civilização.

Nunca mais vi a alma com o Humano. Bem, não queria que Sol os pegasse, mas queria tentar vê-los de novo e me explicar, contar a minha história.

Porém, eu sabia que isso não ia acontecer. Se eles fossem expertos, tomariam cuidado com tudo. Não gostaria de ser pega, apesar da realidade ser outra, e garanto que eles também não.

E mesmo que eu os encontrasse de novo, eles não iriam acreditar em mim. Poderia até ser morta para que não contasse o segredo.

- Tome cuidado. – Sol murmurou as mesmas palavras que ele dizia todos os dias. – Não suporto a ideia de te perder.

- Vou tomar, fique tranqüilo. – Murmurei o abraçando.

Sol me prensou no carro, suas mãos em torno de minha cintura. Começou a acariciar meu rosto, lentamente, provocando arrepios.

- Eu te amo. – Murmurou e me beijou.

- Eu também te amo.

Ele me deu mais um beijo, sempre delicadamente e carinhosamente.

- Preciso ir.

- Eu sei, tome cuidado. Não se esqueça que eu te amo e não vivo sem você.

Sorri, não sei por que ele insistia em repetir essas palavras. Ele não ia me perder, de forma alguma, não teria como. Dei um tchau leve pela janela, e ele continuou com a expressão preocupada.

Tucson era uma cidade calma, eu andava pelas ruas e não encontrava nada de anormal. Normalmente ficávamos focados na estrada, principal foco de encontro com humanos.

Comecei a pensar em coisas que não eram muito importantes, pensei na vida mesmo. Os últimos dias foram tão calmos...

Parei o carro abruptamente.

Olhei na estrada e vi um corpo jogado ao chão, tive a sorte de conseguir parar o carro a tempo. Quase que não consigo e me acidento.

Saio do carro esquecendo a porta aberta, me desesperando. Essa alma parecia estar bem mal, deveria ser algum problema grave de saúde. Pobre coitado, ainda bem que o vi.

Corri para perto, vendo que era um homem. Um homem novo, deveria ter uns trinta anos no máximo. Ele não parecia estar muito machucado.

Cheguei perto dele, perguntando se ele estava bem.

- Tudo bem com você? – Toquei seu ombro.

Meus reflexos não foram capazes de perceber direito, mas ele virou um soco em meu rosto, me deixando tonta. Cai para trás, fraca.

Ele veio perto de mim com um pano. Conhecia bem o que era aquilo, clorofórmio. Ele o colocou sobre meu nariz para que eu inalasse.

Me debati no princípio, mas ele era bem mais forte.

Tentei não respirar aquilo, mas foi inevitável. Logo aquele cheiro invadiu meus pulmões e eu cai em seus braços, sem enxergar mais nada.

- Você poderia ter sido mais gentil, Brandt. – Uma voz brava repreendia.

- Me desculpe Ian, mas não consigo acreditar que essa Buscadora é uma humana.

Não estava acreditando naquelas palavras. Ian era o humano que eu tinha encontrado na estrada, ele tinha me raptado?

- Peg tem certeza disso, ela nos ajudou. É como a outra história que ela contou, a alma foi sucumbida pela humana. Isso acontece, mas parece que essa foi mais esperta.

Não era todas as palavras que eu entendia, mas eu podia jurar que nesse momento Ian acreditava em mim. Seria isso um sonho?

Notei que meus olhos estavam fechados, onde eu estaria? Fiquei com medo de abri-los e eles me machucarem, por mais que acreditasse que Ian confiava em mim.

- Acho que ela acordou. – Murmurou uma voz feminina, diferente das que eu ouvia.

Fui descoberta, isso era algo ruim.

- Espero que sim Candy, precisamos de explicações.

Escutei os passos dela vindo para perto de mim. Abri meus olhos lentamente, ficando cega devido a claridade recente.

- Ela acordou. – Candy murmurou. – Tudo bem com você?

- T-tudo. – Gaguejei. – Onde estou?

- Você está numa resistência humana, ninguém vai fazer mal a você.

Tentei acreditar em suas palavras, mas soava estranho. Brandt tinha batido em mim mais cedo, ele não parecia querer meu bem.

- Candy, acha que pode cuidar dela por um segundo? – Ian murmurou, inquieto. – Preciso chamar Peg para conversar com ela.

Candy o olhou e sorriu.

- Conheço bastante das almas para saber que esta não fará nada. E se for mesmo verdade, acho que não temos o que se preocupar.

Ian assentiu, virando as costas e arrastando Brandt consigo, me deixando sozinha com Candy. Candy era meio velha já, mas não perdia sua beleza, ela era simpática, quase que como uma alma.

Olhei em volta para analisar o território. Parecia ser uma instalação de Cura bem menos desenvolvida. Isso era um hospital humano, que incrível.

Eles tinham um hospital aqui, deveria ser um lugar bem grande, como era possível? Era uma caverna, isso eu tinha certeza, podia ver as rochas nas paredes.

- Esse lugar é surpreendente, eu sei. – Murmurou quando viu eu olhando para tudo.

- Muito. – Assenti.

- E então, quer me contar o que você é? – Ela me perguntou e eu sorri.

- Claro, só acho que você não vai acreditar.