A Busca Pelo Irmão - Livro Um

16 Capitulo 16° - Luta contra um Deus, Nada Agradável


Notas iniciais
Mas um cap, e espero que gostem....

16° Capitulo

Luta contra um Deus, Nada Agradável

Danilo L.

–O que você está fazendo aqui? – A cara de Daymon era de espanto, enquanto Cratos continuava sentado de olhos fechados.

–Daymon, seu traidor.

Daymon não deixou dizer nada, sacou seu arco e apontou uma flecha para minha cabeça.

–Calma Daymon, e assim que recepciona um convidado? – A flecha de Daymon passou a um centímetro do meu rosto, não tinha o visto atirar com seu arco.

–Você tem sorte garoto. – Sussurrou Daymon.

–Jovem semideus filho do rei dos Céus, o que você propõe vindo aqui afinal? – Cratos levantou um teu braço que não tinha corrente, era o momento perfeito.

–Acabar contigo. – Saquei minha espada.

Investi em direção de Daymon, a espada tremia em minha mão, como se quisesse liberar todo aquele poder, Daymon pegou seu arco e disparou duas flechas, a primeira flecha passou abaixo da minha orelha esquerda, a segunda passou a minha direita, acertando a gaiola onde Thiago estava, ele investiu com seu arco, escorreguei de joelho desviando do seu arco, e fazendo minha calça rasgar.

Quando cheguei perto do trono, saltei, fingindo tentar acertar Cratos, mas quando ele tentou defender, acertei o trono em uma brecha que ele tinha dado entre o braço no qual estava levantado, a espada penetrou o trono, fazendo uma rachadura enorme e profunda aparecer, as correntes de Cratos quebraram.

–Seu insolente, como ouça quebrar meu trono. – Um poder emanou do trono, então um sopro fez Cratos e eu voar cada um para um lado da sala, o mesmo com Daymon, que foi jogado para perto da gaiola.

–Enfim funcionou. – Limpava o sangue do canto da boca, sempre quis fazer aquilo e esboçar um sorriso de canto.

–Agora terá que arcar com as consequências. – Cratos pegou uma espada que estava pendurada no canto da sala, e lançou um poder sobre ela, ela começou a brilhar um tom avermelhado e tomou uma cor preta, para minha felicidade, o poder do raio ainda permanecia em minha espada.

Daymon tentou se levantar, mas Thiago o segurou mesmo com as correntes.

Minhas pernas tremiam, mas respirei fundo, investi contra ele, mesmo sendo grande, Cratos era rápido, nossas espadas colidiram, a força que ele empunhava era gigantesca, comecei a perder a força, de repente uma luz saiu do choque entre nossas espadas, ela começou a crescer, então ouve uma explosão.

O impacto foi enorme, o teto da caverna foi destruído, a gaiola de Thiago tinha um buraco enorme na sua lateral, Cratos foi jogado para o outro lado da sala, estava caído no chão, minha visão estava embasada, olhei para Cratos, poderia destruí – ló, mas olhei para Thiago, estava caído dentro da gaiola, sofreu o impacto junto a todos os outros.

–Vem, segure – se em mim. – Peguei em pelo braço, e pus em volta do meu pescoço, caminhamos para fora da caverna.

–Vá pega – ló! – Cratos gritou para Daymon que estava um pouco atordoado, ele se levantou com dificuldade e começou a caminhar.

–Vou pedir que você corra, ou pelo menos tente. – Olhei para meu primo, ele compreendeu, Daymon estava quase nos alcançando. – Pule!

–Mas o que? – Pulamos do alto da montanha, usei todo o poder que me restava para no colocar nos ares, e difícil carregar uma pessoa, avistei um campo aberto longe, desci para lá, mas senti minha força se esgotando, fizemos um pouso forçado e nada agradável, Thiago cai por cima de mim e rolou para um três metros longe de mim.

–Você está legal. – Falei tossindo.

Thiago não respondeu me levantei.

–Ei, primo... – Minha visão se escureceu, então apaguei.

Velha louca, senhora das Poções.

Davi Ismael N.

–Agora sou eu que estou com raiva do Danilo, não aquento mais andar, tem certeza que sabe onde é Erlan? – Falei.

–Então, pensando bem, eu meio que me perdi aqui. – Falou Erlan rindo. – Certo, e só entrar ali. –Apontou.

–Aquilo e uma caverna. – Disse Victor.

–Você irá protestar? – Falou Erlan.

Adentramos a caverna, e nós deparamos com uma cena estranha, uma senhora, devia ter uns setenta anos mais ou menos, que não parava quieta, mexia em tudo, arrumava o chão, mexia na estante, não parava quieta, arrumava alguns potes e recipientes com algum tipo de poções, algumas verdes outras azuis, ela sentou – se na cadeira, e moveu a mesa um centímetro para a direita, e após isso novamente um centímetro a direita, murmurando algo como, não está corretamente colocada. Suas mãos tremeluziam para lá e para cá, ela ficava inquieta.

–Com licença. – Falou Mislayne.

A senhora não reparou em nós, simplesmente nos ignorou, pegou uma poção e misturou com algumas folhas em um pequeno caldeirão.

–Com licença! – Gritou Mislayne.

A senhora voltou à atenção para Mislayne, seus olhos eram brancos, ela meio que rastejou — se até a Mislayne, e farejou ela, de modo que fosse uma forma de rastrear quem estivesse por perto.

–Semideuses, quatro... E-é um Ogro, melhor, um Ciclope.

–Pelo menos me notaram. – Acrescentou Brown sorridente.

–Senhora, você poderi- — A senhora interrompeu Mislayne tocando o meu rosto, olhou bem nos meus olhos.

–Criança de Atena, indecisão, desconfiança, medo, paixão por um semideus, filho de Zeus, insegurança. – disse tudo isso rapidamente, de uma forma que as palavras tropeçavam uma nas outras.

–Ei! — Mislayne retirou a mão da senhora com um tapa.

–Paixão por filho de Zeus. – Debochou Victor.

A senhora se rastejou para perto de Victor, e fez os mesmos movimentos que tinha feito com a Mislayne.

–Coragem, bravura, teimosia, paixão por filha de Zeus, insegurança, saudade, desejo.

–Hã-Hã... Paixão por filha de Zeus, quem será. – Falou Bruno de um jeito travesso.

Victor Serrou os punhos.

–Vou te trucidar filho de Hermes.

–Calmo Victor. – Acrescentou Bruno

–Vamos sair daqui, essa senhora não nos dará nenhuma informação. – Se virou Erlan, se retirando, mas foi impedido pela senhora, que se rastejou para frente de Erlan.

–Jovem filho do Deus dos Mares, sombrio, sem nenhum inform. — A voz da senhora parou como se tivesse engasgado com alguma comida. – Saia daqui, saia! — Gritou à senhora desesperada, atacando predas em Erlan.

–Velha louca, pare com isso!

–Saia!

Nós retiramos do local, mas olhei pela ultima vez para trás.

–Tome cuidado... Não confie nele, filho do Deus dos Mares. – Ela se escondeu na escuridão da caverna, não sabia se ela realmente estava ali, fiquei confuso, as palavras que ela disse martelavam na minha mente, não pensava na possibilidade de Erlan ir para o lado negro da força, ou algo do tipo.

–O que vocês ouviram lá, não tem nenhum sentido, aquela velha e louca. – Afirmou Erlan.

–Muito louca. – Acrescentou Victor. – Não tem como eu gostar da Mayra.

–Veremos. – Debochou Bruno.

–Vamos voltar para o acampamento de Demeter. – Disse Sr. Brown.

Todos concordaram, mas ainda pensava no que a senhora disse.

Acampamento dentro da floresta, sopa e alguns curativos.

Danilo L.

Sentia como se ainda estivesse lutando, aquela sensação da adrenalina consumindo meu corpo, em todos os movimentos pensados, nas espadas colidindo, e na explosão.

Acordei desferindo um golpe com o punho.

–Calma ae! – Disse uma garota de cabelos castanhos cor de mel, era levemente transado nas pontas, e tinha sardas, seu sorriso era doce e inocente, mas seus olhos eram de uma garota esperta.

–O-onde estou? – Minha cabeça zunia, minha visão estava embaçada, sentia minhas costelas retraindo a cada movimento, decidi voltar a deitar.

–Acampamento Demeter. – Afirmou a garota.

–Como assim, acampamento? – Fiquei confuso.

–Um acampamento... Deer! – Ela sorriu.

–Um... Acampamento... Na floresta amazônica, devo estar sonhando. – A ideia de ter um acampamento na floresta amazônica não entrava na minha mente.

–Se você estivesse sonhando, isso doeria? – Ela deu um peteleco na minha cabeça

–Ei! Minha cabeça está doendo.

–Foi mal, não resisti. – Sorriu à garota, seus olhos ficaram minúsculos, fazendo parecer uma japonesa de pele morena.

Olhei em volta, estava em um quarto com cinco camas à esquerda e cinco camas à direita, a luz do sol atravessava janelas distribuídas de forma que cada cama recebesse a luz do sol para aquecer o paciente, duas portas em cada canto da sala, um pequeno lustre com algumas lâmpadas do tamanho de piscas – piscas iluminava o local com uma luz verdejante.

Dois garotos estavam deitados no canto esquerdo da sala, enquanto eu e meu primo estávamos no canto direito, a garota estava sentada em um banco inclinada limpando alguns ferimentos em meu braço, ela sorria de uma forma doce.

–Tome isso, lhe fará bem. – Me entregou um jarro.

–Néctar?

–Não, um tipo de poção feita com algumas plantas medicinais. – Ela se levantou, dando visão à outra enfermeira que cuidava do meu primo, estava de mascara, seus cabelos negros caiam sobre seu rosto, ela limpava as feridas graves de meu primo, que ainda estava desacordado.

–Aonde você vai? – Minha voz soou de uma forma que demonstrava o quanto não queria ficar sozinho.

–Calma, já volto, vou buscar alguns curativos. – Suas bochechas coraram, e seu sorriso de canto a deixava muito linda, ela percebeu que meu rosto estava queimando, então me virei.

Coloquei a mão no bolso, a chave estava lá, de alguma forma ela sempre voltava para o meu bolso. Peguei — a, ainda emanava um poder, no chaveiro, estava o raio de Zeus, passava o dedo pelo símbolo.

–Zeus...

Girei o chaveiro com a ponta dos dedos, atrás estava escrito “Pan”, havia reparado nisso há dois dias, mas não sabia o que significava.

–Zeus... Por favor.

–Você e filho de Zeus. Uau! Isso e muito louco!

Virei-me em um pulo, a garota estava com um prato fundo, que devia estar quente, pois fumaça saia de sua superfície, ela carregava os curativos com o braço esquerdo, tentando equilibrar tudo, foi muito fofo da parte dela.

–Deixa te ajudar. – Retirei os curativos do braço dela, e despenquei para trás.

–Oh! Deuses me desculpa, e que... – Ela soltou uma das mãos, o prato se movimentou levemente para o lado, derramando o liquido que estava dentro dele.

–AAAH! – Gritei tão alto que o garoto acordou com um pulo, o que quer que seja que estava no recipiente, estava fervendo, minha perna estava mais quente que quando me queimei com a moto do namorado da minha irmã aos nove anos, nunca gostei daquele cara.

–Oh Deuses, como sou desajeitada, deixa eu...

–Não, para, não precisa, agora deixe o prato aqui no lado. – Mesmo com a dor, sorri para tranquiliza — lá. Ela colocou o prato ao lado em uma escrivaninha, onde minha bolsa estava colocada, tinha me esquecido dela.

–Me desculpe, mesmo, sou um desastre. – Disse colocando panos em minha perna e tirando o cabelo da frente dos olhos.

–Qual seu nome?

–Daniella Alcântara.

–Prazer Daniella, me chamo Danilo. – Sorri

Seu rosto corou novamente, já tinha terminado de limpar minha perna, e iniciou os curativos enfaixando — a.

–Há quanto tempo está aqui?

–Ahn? Há, estou aqui faz um ano e meio, fico sempre na parte da enfermaria. – Seu sorriso foi modesto, mas suas afeições não combinavam com ele.

–Todo esse tempo, você nunca saiu daqui? – Tentei não parecer muito espantado, me imaginei um ano e meio dentro de uma floresta, não conseguia passar uma semana na casa da minha uma Tia Claudia, era insuportável, imagina um ano.

–Eu me acostumei, mas às vezes, sinto vontade de sair daqui, voando como um pássaro. – Seu olhar se perdeu em meu a bolsa cheio de esparadrapos e faixas, seu dedos corriam sobre a bolsa, e o sorriso aos poucos ia se desmanchando.

–Engraçado, às vezes quero ficar no chão mesmo. – Ela sorriu finalmente, um grande sorriso seguido de uma singela risada.

–Hey! Espero não estar interrompendo o casal. – Falou meu primo sorrindo cheio de algodão em seu rosto colocado pela a enfermeira mascarada que se retirou da sala.

–N-não, nada, não interrompeu, tenho que terminar os curativos. – O rosto de Daniella ficou totalmente vermelho, suas mãos derrubaram a bolsa. – Ai meus Deuses!

Thiago e eu rimos que para mim, foi pior a garota.

–Você está bem? – Perguntei

–Cara, para quem levou uma surra, ficou trancado dentro de uma gaiola por alguns dias, e ter que ouvir o Daymon sendo humilhado por um Deus, até que estou legal, mas você não parece nada bem. – Sorriu Thiago.

Eu assenti e sorri.

–Mas comparando nós dois, estou bem melhor, e quem salvou quem afinal?

–Cara, isso foi sorte de principiante, da próxima vez, vamos ver.

–Quando voltarm-

Uma explosão atingiu o acampamento, as portas da enfermaria abriram com o impacto, Daniella foi lançada a duas camas atrás, o vento fez Thiago cair da cama, se não tivesse me segurado, teria acontecido o mesmo comigo.

–Mas o que raios e isso? – Falei.

–Um ataque, dois guerreiros, um ciclope e um manticore. – Gritou desesperada a enfermeira que segundos atrás tinha atendido meu primo.

Girei minha chave, e minha espada surgiu.

–Estou indo.

–Você não pode, está muito ferido. – Falou Daniella.

–Pode ficar tranquila, prefiro enfrentar eles ferido, a ficar aqui sem fazer nada. – A frase tinha soado melhor na minha mente, mas quando disse, fez meu primo rir, mesmo estando no chão com cara de dor.

–Não, por favor, fique aqui. – Via a angustia nos olhos de Daniella.

–Não se preocupe, ficarei bem.

Segui para fora da enfermaria mancando, não sei se os inimigos iriam sentir medo de mim, ou rir por causa da perna e braços enfaixados, e andar engraçado, a segunda opção era mais viável.

O acampamento era grande, a esquerda se estendia um refeitório cercado com plantas e flores, mais distantes pequenos chalés decorados com jarros na entrada e à direita estava repleto de campistas com a camiseta do acampamento, cercando um pequeno tempo ao lado de uma torre enorme esculpida de letras gregas esverdeadas, e ao alto, um escudo com o símbolo de Poseidon, o Tridente, e no topo, uma espiga de milho de prata, simbolizava Demeter, se soubesse daquela torre, tudo ficaria mais fácil, era enorme, e devia ser de fácil visão, segui para o local da explosão, alguns campistas invocavam raízes que se grudavam o ciclope, mas era em vão, o ciclope seguia derrubando campistas, que não eram muitos.

–Por favor, não queremos machucar ninguém, só viemos em busca de dois guerreiros, um filho de Zeus e outro filho de Atena. – Com um tom irônico, um garoto acima em um monte, girava sua espada, estava sem o elmo negro que os outros dois guerreiros usavam, seu sorriso malicioso e maldoso era usado enquanto dizia as palavras, o cabelo grande e negro caia sobre os ombros, sua pele pálida e olheiras eram fáceis de ver, então, depois de tanto olhar, reconheci o garoto, era Lucas Aylla, filho de Hades, muitos comentavam sobre ele, até a vez que Amanda me mostrou quem era, era muito bom em esgrima, e tinha grandes habilidades usando seu poder.

–Saia do nosso acampamento, não tem nenhum filho de Zeus ou Atena aqui. – Gritou uma garota no meu dos campistas

–Tem certeza? – Lucas apontou a espada negra na minha direção, paralisei, então, um ciclope veio correndo na minha direção, gritando e babando, me virei e corri o que era difícil, já que minha perna estava queimando de dor.

Poucos segundos o ciclope estava alguns centímetros de mim, ele ergue seu bastão de madeira o mais alto que podia, e soltou um urro, mas antes que pudesse abaixar, um raio o atingiu, o ciclope se desfez em pó.

–Eu te deixo algumas horas sozinho e você já e atacado? – Falou Mayra descendo de dentro da floresta.

–V-Você fez isso? – Falei espantado.

–Depois de um tempo você pega a pratica. – Seu sorriso era confiante, mas seus olhos mostravam o cansaço, e seu rosto estava completamente soado.

–Você acha que damos conta? – Afirmei

Mayra assentiu e serrou os punhos.

–Maninho, somos filhos de Zeus. – Falou isso em meio a um grande sorriso.

Tentei me levantar, e pensei comigo. “você consegue”, e segui Mayra.

Fim do Capitulo

Autor da História: Danilo Silva.

Editora Ortográfica: Mayra Bellini

Redator: Erlan Carvalho

Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se possível avaliem e comentem, e tbm compartilhem, Tudo de melhor sempre... Vlw, flw, Até mais Dan