A Busca Pelo Irmão - Livro Um
15 Capitulo 15° - Dando uma de Espião
Notas iniciais
15° Capitulo
Dando uma de Espião
Danilo L.
–Está com dificuldade? – Mayra subia as rochas com a respiração ofegante, ela não tinha se recuperado por completa.
–Eu estou bem, paro de tentar cuidar de mim, eu que sou a mais velha. – Ela esboçava um leve sorriso.
–Ok.
Já tínhamos avançado um longo caminho, estávamos próximo da área que estava apontada no mapa.
–Devemos seguir para cá agora. – Falava apontando para a esquerda, uma floresta fechada se estendia por todo o local.
–Novamente floresta. – Disse Mayra abaixando a cabeça.
Seguimos descendo algumas rochas até chegarmos, o sol já estava nos aquecendo com seu calor.
–Obrigado Apolo, está precisando de mais calor. – Senti que após falar isso, o calor aumentou consideravelmente.
Era difícil se orientar na floresta, vegetação sempre igual.
–Me dê aqui o mapa. – Mayra tomou o mapa da minha mão, parece que não servia para um bom guia, ela tomou a frente do trajeto.
–Olha, eu acho que por se formos por aqu-...
–Danilo. – Gritou Mayra.
Cai em uma espécie de buraco que se fechou após eu ser engolido por ele, ouvi bem baixo os gritos de Mayra, estava escuro, girei minha chave então minha espada de bronze celestial se encaixou em minha mão, iluminando todo o lugar, ao fundo vi uma abertura, ai sair, estava em uma floresta mais aberta, e ao fundo tinha uma caverna com um símbolo de uma caveira com um elmo negro, os raios do sol penetravam pequenos galhos e algumas árvores, comecei a ouvir vozes, fiz com que minha espada voltasse a se tornar chave, e me escondi entre algumas moitas, dois guardas carregavam lanças e escudos, e se dirigiam para a caverna, então se viraram e entraram em formação.
–Tenho que entrar de alguma maneira naquela caverna. – Peguei uma pequena pedra e taquei-a perto de onde estava.
–Ei, ouviu algo? – Falou um dos guardas. – Vou ver o que é.
Ele se aproximou de mim, abaixou – se e pegou a pedra.
–Olha, e só uma pedra. – Agarrei seu pé e puxei para dentro da moita, e perfurei sua barriga, e segurei sua boca para ele não gritar.
–Ei cara, o que ouve? – Disse o outro correndo para socorrer o companheiro.
Pulei da moita e com a espada em punho desferi um golpe no seu braço, e soltou o escudo então o chutei para longe.
–D- Desgraçado. – Disse se levantando.
Sua investida me custou um corte na perna, quando defendi seu golpe a lança se direcionou para a minha coxa, eu consegui desviar a tempo, mas fiquei com marcas na perna, segui com um golpe em seu pescoço, mas sem sucesso, ele se abaixou e um gancho acertou meu queixo, eu caio para trás, estava quase descordado, ele saltou contra mim, mas um raio o atingiu, ele se desintegrou, o raio permaneceu em minha espada.
–WOW, o que foi isto? – Fiquei perplexo com a força que o raio emanava, não sei se poderia transformar a espada em chave, mas arrisquei. – Espero que ela não exploda.
Coloquei a chave com cuidado no meu bolso, e segui para a caverna.
Filhos de Demeter
Mislayne W.
–O Danilo que me aguarde. – Disse para mim mesma. – Vai demorar muito Erlan?
–Não, estamos quase chegando ao tal local, mas e meio difícil andar com você não seguindo as minhas ordens de onde ir.
–Desculpe. – Esbocei um leve sorriso, mas estava envergonhada.
–Se seguirmos por aquele local, chegaremos mais depressa. – Falou Victor olhando no mapa e apontando para a direita.
–Mas aquele local e repleto de desfiladeiros. – Falou Erlan.
–Se tratando de desfiladeiros eu já estou craque nisto. – Bruno estava atrás do grupo.
Percebi alguns barulhos vindos da nossa esquerda.
–Fiquem quietos por um segundo.
–Como quiser “my lady” . –Falou Victor.
–E serio. – Eram barulhos de batalhas, de repente ouve uma explosão. – Vamos, pode ser Danilo.
Corri desesperada na frente de todos, então um grupo de guerreiros negros lutavam contra um grupo de jovens com armaduras iguais a do acampamento olimpiano que utilizamos no jogo da casa a bandeira, mas a única diferença, e que na cintura e no escudo, tinha um símbolo, uma espiga de milho, e as armaduras estavam cobertas de folhas.
–São os filhos de Demeter que vivem aqui na floresta, mas por que estão em menor numero? – Falou Erlan.
–Temos que ajuda – lós. – Disse.
Victor não esperou ordem e nem plano vindo de ninguém, avançou contra dois guerreiros, eles não entenderam nada, por que em seguida desmaiaram.
–Quem são vocês, inimigos. – Disse um garoto alto que estava à frente de mais duas garotas e um garoto.
–Você acha que se eu fosse inimigo, eu iria derrubar eles? – Falou Victor se levantando.
–Ele tem razão André. – Disse uma das garotas de cabelos negros e curto.
–Desculpe, e que estamos recebendo muitos ataques ultimamente. – Falou o garoto cuja garota chamou de André.
Erlan foi para cima de dois garotos, parecia que tinha se recuperado da outra batalha, Bruno me ajudou contra o outro guerreiro, fiz ele desmaia com uma pancada na nuca.
–Vocês estão bem? – Falou Erlan.
–Tudo sim. – Gritou André. – Quem são vocês?
–Somos semideuses do Acampamento Olimpiano e vocês? – Perguntei.
–Somos filhos de Demeter que vivemos aqui para proteger a floresta amazônica de tudo que possa a atacar. – André tinha cabelos bagunçados, ele falava bastante rápido. – Vocês são do Acampamento Olimpiano? Isso e bom, somos uma “base” do acampamento, outras bases estão espalhadas pela floresta amazônica vindas de outros acampamentos de outras partes do mundo.
–Mas estamos recebendo muitos ataques desses guerreiros de armaduras negras. – Falou outra garota de cabelos longos e lisos, ela era muito linda, seus olhos eram grandes e pareciam brilhar.
–E isso não e comum, geralmente o ataque vem somente de monstros. – Disse André.
–Esse grupo de armaduras negras, tem como objetivo destruir o Olimpo. –Falou Erlan.
–Mas para que? – Disse um garoto pequeno que estava atrás de todos, não tinha reparado nele, a armadura mal cabia em seu corpo.
–Uma longa historia. – Falei.
–Vamos para o nosso acampamento, está vendo aquele pilar? – André apontou para um grande pilar que dava para ser visto de longe. – Lá fica nosso acampamento, aquele pilar e um meio de nos localizarmos na floresta.
–Não podemos, temos que ir a busca dos nossos amigos. – Falou Victor.
–Compreendo, caso precisem de ajuda, sabem onde procurar, obrigado pela a ajuda. – Sorriu André e retirou seu elmo.
–Não foi nada, agora precisamos ir, até mais. – Falei, seguimos para dentro da floresta.
Face a Face
Danilo L.
Abri cuidadosamente a porta, mas mesmo assim um rangido soa por toda a sala, olhei para trás com um desejo de não adentrar aquela sala, mas decidi entrar, a porta se fechou, caminhei por um tempo sobre o escuro, tinha vontade de pegar minha espada para iluminar o local, mas sentia um enorme poder vindo do meu bolso, achei melhor não abri – lá naquele momento, a sala não era muito grande, avistei um corredor estreito, era o único local que poderia passar, mas não gostava de espaços pequenos, ele começou a se fechar ainda mais, já estava ficando sem espaço, então finalmente se abriu, cheguei a uma sala, algo fez minha respiração parar.
–Primo, você está, Meus Deuses, tu está preso. – Ele estava em um tipo de gaiola ou prisão, estava com correntes nas duas mãos, seu rosto e braços estavam feridos.
–Quem está... Ai? – Ele falava com muita dificuldade, sua voz estava fraca.
–Sou eu, teu primo, Danilo.
–Saia... Saia daqui. – Ele ficava de cabeça baixa, e braços para trás.
–Não, nunca, não sairei sem você, vim salva – lo.
–Saia daqui... Por favor.
Procurei algo para quebrar as correntes da gaiola, mas nada tinha o peso suficiente para quebrar, então, reparei em algo no fundo da sala, estava coberto por uma sombra, então senti uma força maligna e muito forte vinda daquele local.
–Quem está ai, e você Daymon?
Avistei um trono gigante E algo estava sentado nele, ou melhor, alguém. O ser que estava sentado nele parecia um humano, mas tinha 3 metros de altura. Se parecia com um verdadeiro guerreiro, tinha uma cicatriz cortando seu olho, olhos claros como a água, barba e cabelos feitos de forma antiga, mas parte da face dele estava deformada, seu olho direito estava todo riscado, como estivesse se formando, e sua boca e outras partes estavam igualmente assim. Seu corpo estava com riscas vermelhas. Não vestia armadura nenhuma e sim roupas gregas antigas e uma toga vermelha sangue, parecia muito fraco, sua voz estava tremula e mostrava cansaço, mas mesmo assim, demonstrava que me mataria qualquer um que cruzasse seu caminho.
Afastei-me um pouco para trás, mas tropecei em uma pedra, então o guerreiro se levantou, parecia ainda maior.
–Jovem o que pretende invadindo este lugar? – Sua voz era grave, semelhante à de Zeus, mas a de demostrava frieza, era bastante calmo, mas mesmo assim intimidava muito, não sabia o que falar, era como se minha voz não saísse, reparei em seus braços e mãos estavam conectadas por um tipo de corrente no trono, e um brilho vermelho saia das correntes, como se o trono passasse um tipo de poder ao guerreiro.
–Quem... Quem é você? – Enfim consegui dizer algo, mas mesmo assim gaguejava um pouco.
– Me chamo Cratos, sou um Deus inferior, bom, é como costumam me chamar. Zeus me colocou como sucessor de Ares, caso ele falhasse, mas ele me disse que não era qualificado. Estive por muitos séculos escondido na escuridão, mas não mais... – Paralisei, fiquei sem reação, Cratos estava na minha frente, parecia estar vulnerável, mas ao mesmo tempo demonstrava o poder de um Deus inferior.
–Parece que você ficou todos esses séculos decorando esse texto. – Enfim consegui demonstrar alguma bravura.
–Você demonstra muita coragem meio-sangue, falar desta maneira com um Deus inferior seria bom ter você em meu exercito, não pensa em vir para o meu lado?
–Nem se me matassem.
–Como quiser. – Falou sorrindo, tinha um sorriso macabro, se alongava pelo seu rosto, sentou – se novamente em seu trono, como se eu não fosse nada.
–Me desculpe, mas terei que te matar! – Gritei.
–Garoto insolente! – Ele gargalhou, as paredes tremiam, igualmente como as minhas pernas, eu sabia que teria uma única chance de usar o poder que estava em minha espada. – Você sabe com quem está falando, Cratos, o Deus que derrotará Zeus e o Olimpo.
–Mas “grande Deus inferior”, tu acha que derrotará Zeus, e todos os outros deuses?
–Novamente digo, gostei da tua coragem semideus insolente, não achas que eu tenho um plano, você acha mesmo que eu atacaria Zeus e a todos no Olimpo, sem um plano, sem um modo de vencer, não me faça rir.
–Mas saiba que nos semideuses iremos te derrotar.
–Vocês? Vocês iram me derrotar. – Soltou novamente uma gargalhada. – Semideus insolente, não em faça rir, você irá me destruir, você e mais quantos? Em, me diga, você acha mesmo que te chance, eu tenho um exercito.
A cada passo que ele dava as correntes que conectavam ele com o trono, ia se esticando, e se apagando.
–Mas o que você está fazendo aqui, na Amazônia?
–Estou pegando todo o poder que ela tem.
–Como assim?
–A Amazônia e rica em energia então eu estou utilizando este trono para pegar esse poder, e me encher de energia. Eu era como você, tinha sede de justiça, queria cuidar de todos, mas então percebi que nada vale a pena, não vale a pena ter amigos, eles só te machucam você pode fazer de tudo para eles, e no final eles não retribuem em nada, só te ferem com palavras e atitudes, a família e o mesmo, eu me sentia como um membro da família, mas sempre era esquecido, em tudo, festas, reuniões, Cratos era só um substituto caso Ares perde – se a linha.
–Mas não penso desta maneira, tenho amigo com quem posso confiar.
–Você acha que pode confiar neles Semideus, mas no final, ELES IRAM TRAIR VOCÊ!
Cratos quebrou umas das suas correntes, mas quando estava prestes a quebrar à outra ele recuou.
Não tinha escolha, teria que usar minha espada, mas uma visita surpresa interrompeu tudo.
–Você?
–Daymon. – Disse pasmo.
Fim do Capitulo
Autor da História: Danilo Silva.
Editora da Ortografia: Mayra Bellini.
Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.
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