A Bruxa de Neiphrite
4 Esqueça
Notas iniciais
Por alguma razão Greer Kartey queria sair de Valletta e ir até a Itália de barco, por sorte as duas cidades se encontravam bem próximas. Malta é um pequeno país com duas ilhas ao sul da Itália, geralmente passando despercebido por qualquer pessoa que olhasse um mapa múndi. Era lá que Greer vivia em uma das ilhas exilada de seus pais adotivos.
– Greene você é maluca! — Gritou do porto a amiga de Greer, Ágata, usando o apelido que a mesma inventara.
– Eu vou ficar bem! — Ela respondeu mais alto, acenando a distância o mais alto que podia. Em realidade Greer estava um tanto triste por Ágata não acompanhá-la em sua viajem, mas ela sabia que cada pessoa faz seus próprios caminhos, e aparentemente o de Ágata nunca iria convergir com o seu.
A ilha ficava mais distante a cada vez que Greer a procurava, ela não sentia realmente falta daquele lugar, mas ele havia sido sua casa muito mais do que de onde saíra. O vento batia em seu cabelo e o sol iluminava seu rosto, revelando um brilho um tanto insano nos olhos castanho esverdeados, fazendo ela parecer uma selvagem. Greer havia escolhido o barco a vela justamente para poder admirar aquele lugar com mais calma.
– Eu preciso que você me ajude com essas cordas. — disse o homem que a acompanhava, ele parecia jovem demais para que pudesse velejar sozinho. Mas Greer era a última pessoa que poderia dizer algo, pois ela mesma tinha a aparência de uma pré-adolescente com curvas já reveladas.
– Tá. — Respondeu se aproximando.
– Apenas segure essa corda. — O homem ou garoto, lhe entregou uma corda azul que Greer segurou firmemente e enquanto ele conferia as cordas, lançava olhares furtivos vez ou outra para Greer. Isso a incomodava o bastante, Greer só queria velejar com sua amiga e não um completo estranho que a comesse com os olhos de minuto a minuto.
– Se você for ficar me secando a viajem inteira, eu vou te jogar desse barco, e sem nenhum remorso. — Falou seca, o que fez o garoto apertar as pontas da camisa envergonhado.
A primeira noite não demorou a chegar, e Greer estava mais preocupada em beber seu suco de quiuí e mangá do que tentar ter uma conversa com aquele garoto. Ela estava em seu quarto na parte submersa do barco, era um barco grande, mas que valera todas as suas economias, quado o garoto brotou o rosto pela porta entreaberta.
– Hm, Greene. Eu posso te chamar de Green? — Ele disse receoso. E espantou a garota que o olhou com os olhos castanho esverdeados de forma profunda.
– Não, meu nome e Greer. — Disse tão seca quanto nunca.
– Hm... Greer, eu achei estranho, você não perguntar meu nome nem mesmo quando me contratou... Bem, eu achei que deveria me apresentar. Eu sou Alex Kaligaris. Se você quiser que eu faça alguma coisa...- Greer não havia notado, mas agora reparava que o garoto possuía um forte sotaque grego, e que seu rosto angelical continha sardas que o deixavam ainda mais jovem. Talvez fofo. O garoto não era uma má pessoa diferentemente de outros que ela havia conhecido. Mas todos haviam começado da mesma maneira, gentis.
– Eu não perguntei seu nome, por que eu não quero saber seu nome. Apenas faça seu serviço e me deixe sozinha. — Ela se levantou e expulsou o garoto do quarto, batendo a porta em seu rosto enquanto ele dizia algo sobre a área ser protegida e que poderiam ser presos. Greer trancou a porta.
Greer se sentia cansada mesmo não tendo feito nada, apenas estar no mesmo ambiente que aquele homem a fazia lembrar de seus erros, ela estava se sentindo frágil e precisava de alguém a seu lado, mas ela apenas apagou as luzes e deitou-se na pequena cama de solteiro. Greer acordou assustada durante a madrugada, era possível ouvir o forte barulho do vento contra as velas e os passos fortes de Alex contra o piso. Greer demorou alguns segundos para acordar totalmente e perceber que o barco chacoalhava violentamente. Levantou-se em um salto e correu até a proa do barco, onde Alex tentava batalhar contra o tempo, ela mal conseguia enxergar graças as fortes ondas que batiam nas laterais do barco e respigavam em seus olhos.
– Alex! — Ela gritou tentando superar o sibilar do vento. O garoto estava atolado em suas tarefas urgentes, fora uma virada muito repentina de tempo. Como sempre as previsões da TV nunca eram corretas. — Alex! — Ela gritou novamente, e dessa vez ele a ouviu. Ele virou seu rosto em direção a Greer, e a menina vacilou na proa escorregadia ao perceber as estrelas no céu, apenas não caindo por agarrar umas das cordas.
– Por que você tinha que ir de barco?! — Alex gritou com raiva.
– Não é dá sua conta! — Gritou.
– Aviões são muito mais rápidos e menos mortíferos! — Grunhiu rangendo os dentes.
– Se não fosse por mim você não estaria aqui! — Greer gritou de volta, e finalmente encarou o rosto do garoto desde que o tinha contratado. Mesmo no escuro ela conseguia enxergar o quão bonito ele era, seu cabelo encharcado se rebelava contra o vento, os olhos verdes refletiam o mar furioso e agora pareciam verde musgo. Sua pele estava pálida, se ele não estivesse gritando com ela, Greer não saberia dizer se ele ainda estava vivo. Sua aparência parecia mais séria, ela poderia com certeza dizer que aquele era um homem e não um garotinho.
– Ótimo Alex, paga bem Alex, vai valer a pena. Morrer foi uma das primeiras opções pra mim sereia! — Em outras situações a palavra sereia teria soado como um elogio, mas Alex gritou fortemente irônico e deixou escapar um riso cínico ao final. Talvez ele fosse maluco, pensou Greer.
– Eu devo ser maluca! Como eu não notei que você não tinha experiência nenhuma com barcos?! — Riu nervosa e então segurou as cordas da mão de Alex. — Eu, me viro, bem melhor, sozinha! — Grunhiu, puxando brutalmente as cordas, e em dez minutos as ondas do mar não pareciam mais fazer tanto efeito no barco. Alex parecia impressionado, e Greer notou isso. — Incrível não? — Gabou-se. E Alex apenas se afastou emburrado apoiando-se no mastro a espera de que a garota fracassasse em algo e precisasse de sua ajuda. Mas isso não aconteceu e em cerca de vinte minutos ela já tinha recuperado o total controle do barco.
Greer estava extremamente confiante quando terminou seu trabalho com as cordas, ela virou-se com os braços cruzado e encarou Alex com um olhar de superioridade.
– E agora capitão? — Disse zombeteira. A escuridão da manhã não a deixava ver totalmente o rosto de Alex, mas ela pensou que ele deveria estar se sentindo um inútil agora.
– Eu vou, olhar um mapa. — Ele disse saindo devagar e talvez muito envergonhado.
Greer estava se sentindo vitoriosa por alguma competição imaginária, ela estava sozinha na parte superior do barco e só isso a deixava mais calma. Ela nunca iria admitir, mas por instantes ela temeu morrer naquelas águas.
As águas devagar foram abaixando e agora Greer podia ver sem medo as estrelas, ela cantarolava a música tema de lago dos cisnes mesmo não gostando desse tipo de música. Parou estranhando a si mesma por estar cantando aquele tema, então ela ouviu a melodia e entendeu que não estava cantarolando, apenas acompanhando inconscientemente. O silêncio marítimo era quebrado pelo som de um violino distante, que tocava tristemente a música tema de lago dos cisnes, Greer nunca havia realmente se interessado por qualquer coisa relativa a música clássica sozinha antes, mas agora ela estava curiosa. Greer engatinhou até a ponta da proa com cuidado para não escorregar com a água ou ser empurrada pelo vento, ela procurava entre a névoa do mar alguma pedra, e se sentia extremamente infantil ao pensar em algo como sereias. Talvez houvesse uma pequena ilha esquecida ali e não catalogada por Malta ou pela Itália, mas o barulho do violino era tão nítido e tão próximo que ela duvidava de si mesma.
– Alex! Alex! Venha aqui! — Ela gritou olhando para trás e se virando novamente em direção ao mar, por alguma razão ela queria mostrar aquilo aquele garoto. E então o vento parou, o mar emudeceu-se e a música acabou. Greer sentiu um calafrio percorrer por seu corpo como se algo ruim fosse acontecer, ela se sentia em um filme de terror, arrependida por ter gritado.
– Eu não sou Alex. Meu nome é Haydan. — A voz masculina não tinha direção, parecia vir de todos os lados de uma vez só. Greer agarrou-se a grade da proa tensa e esperou a voz continuar, mas não houve nada, apenas o silêncio. A garota relaxou os ombros aliviada. — Você não vai dizer nada? — Haydan perguntou, e Greer apertou a grade com a sensação de que poderia entorta-la com as mãos.
– O que é você e o que você faz aqui? — Greer perguntou firme olhando para todos os lados.
– Eu sou qualquer coisa e estou em qualquer lugar. — Respondeu.
– Você, é ruim? — Perguntou temerosa da resposta.
– Depende. — Ele parecia brincar com seus batimentos cardíacos que mudavam a cada palavra dita.
– Depende de que? — Greer não deveria ter feito essa pergunta, e até ela mesma sabia disso, mas ela não queria "brincar" de perguntas e respostas durante a madrugada inteira, ou quem sabe o resto de sua vida, enquanto ele achasse interessante.
– Depende, se você vai jogar conosco ou não. — Disse misterioso, e isso irritou Greer, ela nunca foi muito fã de mistérios.
– Jogar com quem? — Greer sentia que estava cada vez mais próxima da pergunta errada, ou até mesmo da resposta errada, para ela.
– Com a bruxa e o corvo. — Haydan respondeu sussurrando e voltou a tocar o violino, mas a música dessa vez era fúnebre, com uma nota final prolongada que dava ainda mais calafrios em Greer. Ela não estava com medo, apenas interessada, era algo talvez sobrenatural que ela tivera curiosidade, não interesse.
– Que bruxa? — Greer sussurrou. E então foi engolida pelo mar mediterrâneo.
Greer não desmaiou e muito menos gritou, ela não sabia se estava maravilhada com o que via ou assustada. A sua frente uma enorme estátua encoberta por musgos, pedregulhos espalhados e peixes que ela nunca havia visto antes ou ouvido falar, eram coloridos como o arco-íris, alguns enormes outros quase minúsculos, tinham asas e patas e outros garras e duas caudas, haviam muitas algas e muitas conchas. Acima de Greer o céu negro não atrapalhava em nada a vista clara por debaixo da água cristalina. Ela não estava se afogando, ela respirava na água, e isso a surpreendeu.
– A bruxa de Neiphrite. — Sussurrou em sem ouvido, e Greer sentiu-se arrepiar com a correnteza gelada. — Venha. — Ela não precisou fazer nenhum movimento ou responder algo, a correnteza a levava cada vez mais para o fundo apertando seus tornozelos e pés de modo que não pudesse nadar. Ela sentiu-se afundar nas algas e logo não havia mais água.
Greer estava em uma savana africana, abaixo de uma acácia gigantesca. Greer ainda estava molhada e cheirava a sal, mas seus olhos não ardiam e era refrescante, ao longe ela podia ver o calor tremular sobre o chão.
– Você é a primeira humana que me procura. — Seria impossível conseguir descrever que tipo de voz era aquela, ela mudava a cada sílaba, e parecia vir debaixo da água. — Greer, significa guardião. — Ela falou pensativa. — Você sabia exatamente onde me achar não? Só precisava que eu a deixasse entrar. E eu deixei, o que quer? — Perguntou curiosa. A voz parecia amigável, Greer nunca imaginou que a bruxa de Neiphrite pudesse ter uma voz tão aconchegante.
– Eu quero matar o homem que acabou com a minha vida. E tirar qualquer vestígio dele de mim. — Falou pressionando as mãos em punho no rosto. Ela reprimiu uma lágrima de ódio.
– E incrível como o tempo passa, mas o sentimento não muda, e incrível a quantidade de ódio que vejo em você. — A voz de Haydan ressoou no ouvido esquerdo de Greer. — E fantástico! — Ele sussurrou maravilhado, e gargalhou suave.
– Você quer mesmo fazer isso? Você tem certeza? — A voz de Neiphrite sussurrava em sua orelha direita.
– É-é isso mesmo que eu quero. — Greer disse vacilante. As duas vozes imaginárias a deixavam confusa.
– Você não teria mais nada... — Sussurrou Neiphrite.
– Você seria mais forte! — Sussurrou Haydan
– Ele te trouxe o amor, você não amaria mais ninguém. — Disse Neiphrite.
– Ele te trouxe a dor, você não sofreria por mais ninguém. — Disse Haydan
– Ele te deu um filho, você perderia essa única chance... — Suplicou Neiphrite.
– Ele matou seu filho, você daria essa única chance de matá-lo de novo? De vê-lo sofrer como você sofreu? Que condições você teria agora de criar uma criança? Faria o mesmo que sua mãe, o que sua mãe de verdade fez. Você é tão mãe quanto eu sou bom. Você não é capaz de fazer isso de verdade Greer, você não aguentaria as dores, as preocupações e as tristezas. Poupe-se e apenas esqueça... — Ordenou Haydan. — Eu posso ajudar você Greer, não ouça Neiphrite.
Greer piscou confusa, ela odiava receber ordens, mas em certa parte Haydan estava certo. Ela sabia qual opção escolher.
– Você não pode fazer isso Greer! — A voz de Neiphrite soou ao lado de Greer, baixinha e melodiosa. Ela se virou, e não esperava se deparar com aquela criatura. A bruxa tinha olheiras profundas e olhos grandes, pele pálida e um corpo magro, talvez subnutrido, ela tinha uma delicadeza nos movimentos. O cabelo negro lustroso seguia seus movimentos, como se ela ainda estivesse embaixo da água. Parecia tão frágil e translucida. Ela carregava um filhote felino diferente, parecia o cruzamento entre um leão e uma onça. O pele era de um marrom levemente alaranjado com pintas um pouco mais claras, os olhos eram castanho esverdeados. Era lindo. Então Neiphrite o colocou no chão. — Essa é uma parte sua Greer, eu não posso mudá-la... É seu dever guardar isso. — Ela disse triste, parecia ter pena, e Greer não entendia o por quê.
Então ela viu, e sentiu uma leve vontade de chorar, parecia que todas as suas emoções estavam sendo deslocadas para aquele pequeno filhote. A cada passo que o pequeno felino dava, era como se ele murchasse, não algo simples como um balão. Era doloroso como ver gente morta, ele começou pelos olhos. O primeiro passo foi leve como um bebê, então um de seus olhos pareceu murchar até que você só visse sua corneá e íris perfurando-se para a saída de larvas, enquanto sua garganta era dilacerada por algo invisível, apenas se decompunha lentamente até Greer enxergar o sangue marrom caindo das cordas vocais e nervos mortos, enquanto o filhote se esforçava ao máximo para chegar até ela, mesmo que morresse, ele não se importaria se só apenas chegasse até ela. Greer tremia.
– Eu quero te poupar disso Greer. — Haydan falou, aparecendo a frente de Greer e tampando-lhe a visão. — Vai ficar tudo bem, você pode esquecer isso também. — Dizia forçando um sorriso, triste. Os cabelos verdes eram da cor das florestas e os olhos azuis tranquilizantes.
– Eu não quero. Eu não quero que isso aconteça, eu quero esquecer isso. — Greer pediu suplicante, nunca antes havia suplicado para alguém. — Eu lhe dou minha família, eu não me importo. — Poucas lágrimas desciam-lhe o rosto, os olhos vazio pareciam perdidos em meio ao trauma. Haydan limpou-lhe as lágrimas e afastou-se.
– Tarde demais Greer. — Ela pode ouvir enquanto ele aproximava-se de Neiphrite.
– Eu não vou realizar seu desejo Greer. Você não sabe o quanto você vai se arrepender disso, mas eu sei. Pode não parecer triste agora, mas é, acredite você não vai querer passar a eternidade sozinha como eu. Agora você tem uma nova chance, diferente de mim. — Neiphrite não proferia aquelas palavras, mas Greer podia ouvi-las em sua mente como um segredo, e ela não compreendia como aquela bruxa podia ser sozinha.
– Você tem o Haydan. — A garota falou em voz alta, e Haydan a olhou com um olhar vazio. Cansado.
– Ele não está comigo por livre arbítrio, ele quer me matar tanto quanto os outros. Não se preocupe comigo, eu vou te dar uma segunda chance. — Foram as últimas palavras que Greer ouviu da bruxa, e então tudo se consumiu em um negro absoluto.
– Greene! Greene! — A voz de Alex era aveludada e ao mesmo tempo rouca, Greer não compreendia como a voz dele podia ser tão sedutora.
– Quieto... — Ela falou sentindo o gosto de sal na boca. — Merda. — Ela cuspiu a água salgada que ainda restava em sua boca e se sentou na proa do barco. Ela estava encharcada junto a Alex que ofegava e gritava palavras em grego que Greer não tinha o mínimo interesse de traduzir.
– Como você caiu da proa?! Não tem mais vento, nem ondas, você não é tão incrível assim?! Então por que não fez algo inteligente como nadar??? — Ele gritou em seu ouvido, que parecia ter sido preenchido por quilos de areia.
Greer não se lembrava de ter caído da proa, ou qualquer coisa antes disso. Muito menos de se chamar Greene.
– Eu já disse, meu nome é Greer, não Greene. — Falou tentando se levantar. Sua cabeça doía e pontos pretos passeavam por sua visão, ela estava mal, parecia prestes a cair, quando sentiu dedos longos segurarem seu braço. — Eu não preciso de ajuda Alex. — Teimou agitando o braço para que ele a soltasse.
– Eu não me importo que você minta, mas não negue ajuda em situações sérias. Você está branca, parece morta. — Disse sério, mas Greer não conteve o riso ao encará-lo.
– Não brinca Alex, você parece mais morto que eu! — O garoto a encarou surpreso. Era a primeira vez que ele a via sorrir. — O que foi? — Ela disse ficando séria.
– Não, continue... — Alex pareceu desapontado.
– Você tem merda na cabeça? — Ela perguntou e novamente não conteve um pequeno riso, e Alex a acompanhou. Greer não se sentiu tão incomodada com ele, pareciam já terem se encontrado antes, parecia clichê, mas ela tinha a certeza de que poderia confiar nele.
– Greer, sorria mais pra mim tá? — Ele disse com um sorriso de lado, e Greer respondeu sorrindo.
– Sim. — Greer tinha a sensação distante de conhecer Alex a muito tempo, muito antes do homem que arruinou sua vida, Alex parecia uma perfeita nova chance para Greer esquecer tudo aquilo. — Alex...
– Sim? — Respondeu a observando.
– Eu tenho medo de altura... — Revelou um tanto envergonhada. — Mais é bem pouco. — murmurou, mas Alex gargalhou sonoramente e isso fez com que Greer ruborizasse.
– Você é muito mais bonita assim. — Disse apertando-lhe de leve uma das bochechas.
– Cala a boca... — Riu.
Fale com o autor