Notas iniciais
Descupa a demora! Espero que gostem!

P.O.V. Mellany

Depois daquele excelente jantar, meus novos amigos me guiaram até o dormitório da Grifínoria. Eu observei o castelo maravilhada, isso era completamente diferente do que estava acostumada, afinal cresci e vivi num acampamento, e agora estou num castelo, é muito diferente. A primeira coisa que observei foi os quadros que se mexiam, meio incomum, mais não tanto para pessoas como eu.

Eu começo a seguir as meninas e os marotos (eles me falaram que eram chamados assim), vejo que passamos por vários atalhos e tento prestar atenção já que não pretendo ficar quietinha esse ano, qual seria a diversão se eu fizesse isso? Estou até pensando em chamar os marotos para me ajudar, se eles estiverem a altura. Trouxe todo o meu estoque de ajuda para fazer pegadinhas, e meu primeiro alvo vai ser aqueles caras maus encarados que encontramos no trem, os Sonserinos. Afinal, fazer pegadinhas esta no meu sangue.

Nos caminhamos até que paramos em frente a um retrato de uma mulher gorda vestida com um vestido do tom de um rosa irritante. Lily foi a frente.

– Coração de dragão ela fala e o retrato gira para o lado revelando uma passagem para um salão enorme com as cores vermelho e dourado.

Nós entramos e eu fico observando o magnifico salão.

– Bem Mel, esse é o nosso salão comunal. diz James olhando o local como se estivesse lembrando de velhas memorias. Vocês lembram quando conseguimos realizar um feitiço que transformou todos os livros daqui em chocolate?

Ele pergunta para Sirius, Remo e Pedro. Esse último é o que parece mais feliz com a memória, e eu também acabo ficando feliz em pensar nisso, eu amo chocolate.

– Essa foi uma das pegadinhas mais legais que vocês fizeram disse Pedro, acho que ele não é muito de falar.

– Foi legal até a Lily começar a gritar com o Pontas pôr a ter atrapalhado em estudar e nos forçar a remover o feitiço. diz Sirius.

Eu me viro para Lily e faço uma cara fingida de decepção.

– Nossa Lily! Era chocolate! eu falo, meio dando risada, meio revoltada.

– Tá, mais comer chocolate não me fazeria passar nas provas! ela diz na defensiva e eu reviro os olhos.

– Mas era chocolate! eu digo.

Nós nos sentamos e ficamos conversando. Vejo que a cada minuto estou mais amiga dos marotos e das meninas. Por um lado fico feliz, mais por outro eu lembro de quem Sirius muito provavelmente pode ser. Fico me perguntando se virar amiga dele causaria muitos problemas, afinal não foi ele que fez aquilo, ele nem me conhecia. E agora que eu estou pensando direito, Sirius é meu parente. Como seria que ele reagiria a notícia? Sorri só de pensar na cara que ele iria fazer. Acho que esse meu gesto não passou despercebido pelos outros, já que perguntaram.

– Mel, do que você está rindo? me pergunta a Lene (sim, já estou há chamando de Lene).

Eu balanço a cabeça e olho para eles divertida.

– Só to pensando em como vou fazer minha primeira pegadinha por aqui. eu falo. Vejo que Lily me olha de um jeito desaprovador e os marotos sorriem. Lene apenas me olha curiosa.

– Shiii, é mais uma pra por esse castelo a baixo ela fala.

– E o que exatamente você está pensando? me pergunta Remo.

Eu o olho.

– Alguma coisa do tipo cabelo rosa e maquiagem naqueles meninos que nós esbarramos no trem. eu falo sorrindo.

– Então a gente pode participar também? me pergunta James.

– Claro, mais só se vocês estiverem a altura. eu falo dando risada mentalmente das caras de indignação que eles fizeram.

– Mas é claro que estamos a altura! Você não sabe das coisas que podemos fazer! diz Sirius se levantando.

– Por em quanto eu só sei que vocês gostam de gritar e mostrar a língua, mais relaxem quem sabe algum dia vocês conseguem ser iguais a mim. eu falo. Eu me viro para Lily e Lene que estão lutando contra a risada. — Vem meninas, me mostrem onde é o dormitório que eu estou cansada. eu falo e já vou as puxando antes que os marotos possam dizer alguma coisa.

Eu subo as escadas e paro na frete de uma porta escrito Dormitório 6º ano. Eu entro e me deparo com um quarto com três camas.

– Esse é nosso dormitório, só nos três dormimos aqui. Lily fala.

Vejo que minhas coisas já foram postas do lado da cama perto da enorme janela. Eu ando até ela e pego meu pijama, que é praticamente um short e uma regata. Depois tranco-o de novo, não posso deixar nenhuma das meninas ver sem querer alguma coisa que elas não podem ver, como as minhas várias armas que trouxe, apesar de estarem disfarçadas.

Vou até o banheiro e me troco. Quando volto vejo que Lene e Lily estão conversando cada uma em sua cama. Vou até a minha e me deito, prestando atenção no que elas estão conversando. Até que resolvo fazer uma pergunta que estava me incomodando.

– Meninas, quantos Blacks há aqui em Hogwarts? eu pergunto sem as olhar nos olhos.

Pelo canto do olho vejo que elas se entreolharam.

– Bem, acho que quatro. O Sirius, o irmão mais novo dele Régulos e Bellatriz e Narcisa que são irmãs e primas do Sirius. Lene fala.

Fico atordoada em saber que Sirius tem um irmão mais novo, até que me lembro que é possível mesmo ele ter um.

– Mas porque você está perguntando isso Mel? — Lily pergunta depois de um momento de silencio.

– Por nada, só estava curiosa para saber o porquê de Sirius dizer que era a ovelha negra da família. eu falo, sei que não fez muito sentido, mais foi a primeira desculpa que pensei.

– Ele disse isso porque a família dele é daquelas que só gostam de puros- sangues, mais ele não é assim. Ele veio para a Grifínoria, e também fugiu de casa ano passado, agora está morando com o Potter. Lily me explica.

Não posso deixar de ficar feliz em saber que Sirius é diferente deles, e também dele ter fugido de casa. Acho que se eu contar a verdade para ele não vai ser tão ruim, afinal. Será que ele poderia me ajudar?

Não, eu preciso tirar esses pensamentos da cabeça. Eu não posso pensar assim, agora eu sou uma Mollark e pronto acabou. E tenho muito orgulho de carregar esse nome.

Eu dou boa noite para as meninas e fecho as cortinas em volta da minha cama. Eu não estou com o propósito de dormir, claro que não. Eu só estou esperando elas dormirem para mim me transformar mais uma vez em loba e ir domar um ar fresco, estava precisando pensar um pouco e costumo fazer isso treinando.

Descobri que tinha uma floresta depois do jardim da escola que seria perfeito pra mim treinar, mesmo ela sendo proibida para os alunos. Mas o que poderia ter lá que eu não pudesse enfrentar? E também eu não iria muito fundo na floresta, só o suficiente para não ser vista nem ouvida.

Quando vejo que Lily e Lene estão definitivamente dormindo, me levando sem fazer nenhum barulho e me certifico que meu colar de um lobo e uma lua estão no meu pescoço, e também que estou usando minhas luvas pretas sem dedos. Vejo que está tudo certo e desço as escadas.

Tinha ficado sabendo por Lily e Remo que os monitores e aquele zelador, o Filch, ficavam fazendo rondas a noite para pegar qualquer um que andasse por ai fora do toque de recolher. Mais eu não sou qualquer uma, então sai facilmente do castelo sem fazer um mínimo ruído, isso é uma das minhas habilidades.

Quando sai pelas portas do castelo, me concentrei e consegui me transformar em uma loba branca como a neve de olhos azuis. Quase que imediatamente eu sai correndo em direção a floresta. É muito bom senti o vento bater no meu pelo, senti que sou livre. Sempre fui assim, não gostava de me sentir presa, gostava de ser livre. Acho que por esse e muito outros motivos minha forma é uma loba, um bicho livre que não gosta de ser controlado.

Vou correndo e as poucos pego uma velocidade incrível. Atravesso o jardim correndo como vento, só paro quando alcanço a orla da floresta.

Caminho mais um pouco até o ponto que acho que é seguro eu me transformar, sempre atenta caso alguém ou alguma coisa apareça. Me transformo novamente em humana e acho um arvore do tamanho certo para treinar.

Estico minhas mãos e minhas luvas sem dedo começam a crescer e viram bronze celestial. Um instante depois eu tenho uma luva feita de bronze celestial que cobre toda a minha mão e que tem enormes garras afiadíssimas no lugar que deveria ser minhas unhas. Essa arma era única no mundo inteiro, ninguém tinha uma igual nem parecida. Eu tinha dez anos quando comecei a desenhar essa arma, eu era e ainda sou muito boa na espada, mais eu tinha o desejo de ter uma arma única. Com onze anos eu passei dois meses e meio com os filhos de Hefesto forjando essa arma, e consegui a fazer virar uma luva normal usando magia, um pouco antes de eu vir para Hogwarts. Era bem mais difícil aprender a usar essa arma, porque para poder acertar o inimigo eu teria que chegar bem perto dele, e por esse motivo eu tinha que ser rápida e ágil na hora da luta.

Comecei apenas desferindo golpes contra a arvore, depois fui aumentando a velocidade até que consegui a cortar ao meio. Peguei minha varinha e a recompus no lugar, não queria deixar o mínimo rastro que eu estive aqui.

Pego meu colar e o aperto bem forte, um instante depois estou segurando uma espada de bronze celestial, começo a treinar com a espada. Fico mais uma hora ali até que uma coisa no chão tira minha atenção. Me abaixo e percebo que é uma pegada. Eu a examino e percebo que não é uma pegada recente, deveria ter pelo menos três ou quatro meses. Eu fico examinando a pegada até que a realidade me atinge, é uma pegada gigante de lobo, e para ter um lobo com essa pegada só pode ser um lobisomem. Bem, eu luto com monstros desde os quatro anos, vocês acham que eu não reconheceria a pegada?

Resolvi deixar pra lá no momento, afinal faltava tempo para a lua cheia.

Resolvi voltar pro castelo, precisava dormir um pouco antes do café da
manha, mesmo eu tendo o costume de dormir poucas horas por noite graças a varias missões. Porque, afinal, amanha seria meu primeiro dia, e vamos dizer que por trás da minha mascara de indiferente, eu acho que vou estar bem nervosa. Mais eu não tenho culpa, eu nunca estudei numa escola, só se você contar a fez que fiquei dois meses numa escola normal e depois fui expulsa, e olha que eu tinha apenas 7 anos de idade!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Notas finais
Gostaram? Deixem um review, nem que seja um OIIIII, pra mim saber que vcs estão ai! Bjssss