A Broken Soul
1 Capítulo 1 - Fantasmas
Notas iniciais
Desculpe os erros!
Divirta-se
Primeiro Capitulo
O caminho não era curto.
Havia dois corredores, uma escada e um elevador até o seu destino. Era localizado no centro da cidade, então o clima estava quente, na verdade, fervendo. Pelo tempo que se chegava à recepção, a respiração estava ofegante, a camisa cheia de suor e acima de tudo: sem paciência.
Um homem baixinho grunhiu para a secretária – Robert Montain.
- Jéssica Stanley. O que posso fazer pelo senhor?
Robert queria estrangular a pequena idiota. Como se ela não soubesse o porquê dele estar ali? Ele vinha a cada mês – atravessava a porra da cidade inteira, aliás – com sua pequena maleta, com seu bloquinho de anotações e sua caneta da sorte. Como ela não poderia reconhecê-lo?
Ele apertou os lábios – Tenho uma hora marcada. Três e meia. – ele olhou seu relógio de estimação, até por que ali não tinha nenhum – três e trinta e um.
Jéssica lhe lançou um sorriso falso – Sr. Montain! Muito tempo sem se ver!
Robert murmurou algo como “não o suficiente, pelo que vejo” e lhe apresentou o crachá surrado. Atrás dele, uma pequena fila tranquila se formava todos em silêncio. A música do fundo – que Robert detestava – tocava alto, sem pudor algum. O sofá velho rangia ao menor movimento.
Realmente, horrível.
Jessica apertou os olhos para o computador velho – mais pré-histórico impossível – e digitou umas coisas no teclado rudemente.
Robert pigarreou – Quanto mais rápido, melhor.
Jessica revirou os olhos, mas assentiu. Ela sabia que ele tinha mais outros lugares a ir. Ele odiava estar atrasado.
- Chefe vai lhe receber. Tire todos os metais, não, não tire a sua caneta, Sr. Montain, pelo que sei o senhor sempre a usa. Entre com o pé esquerdo e não mexa com a planta! Mas que mania feia! Limpe as mãos e pegue o alho, chefe ainda têm aquelas manias. E não ouse sujar o tapete!
Robert acenou com a mão para indicar que entendia as regras. Pelo amor de Deus, Ele ia lá todos os meses. Jéssica grunhiu para ele, mas rapidamente sorriu para o próximo paciente. Robert revirou os olhos para o olhar sonhador do idiota – ahem, paciente –mas foi direto para o escritório de porta rosa Pink. Robert queria alertar que aquela cor – e combinação – era horrível, mas não se atreveria, não de novo.
Seu traseiro não aguentaria outro chute.
Bateu na porta com a mão direita e entrou. Lá estava ela.
Bella Swan era uma mulher nova. Com vinte e cinco anos, formada em economia e medicina, senhorita Swan era uma peculiaridade. Pequena, alias. Embora altura não contasse em seu trabalho.
Bella, pelo que Robert sabia, fora violentada quando criança e tentara um suicídio aos dezenove anos. Em seu arquivo, na data do ocorrido, havia apenas uma frase.
“Isabella, uma garota comum, aparentemente sem indícios criminas e vícios, na exata data da morte de seu pai, Charlie Swan, pulara do quinto andar de seu apartamento com um único objetivo: acabar com ela mesma”.
Fora um milagre, lembra Robert, a recuperação dela. Na cidade pequena que morara – hum, Forks? – a noticia fora um alvoroço. Robert ainda leu que os jornais acompanharam seu estado enquanto no hospital.
Mas fora isso. Depois que saiu do coma, Isabella Swan sumiu. Assim, como fumaça. Havia boatos de que fora sequestrada, morta. Depois de seis anos, também como fumaça, Swan reapareceu em Chicago, abrindo uma clinica.
Um lugar para refugiados, insistia ela em chamar.
E Robert Montain estava ali com seu supervisor. As autoridades não estavam contentes em entregar uma clinica para qualquer um – principalmente para ela – e todo maldito mês ele pegava seu fusca amado, saia de casa, pegava todo o transito do centro, aguentava Jess, a recepcionista tarada, entrava com o pé esquerdo por causa de supertições e fantasmas, anotava todo o movimento em seu bloquinho e suava como um porco – ele tinha mencionado que lá fazia calor? Bem, era um inferno.
Robert chamou a atenção da morena ainda de costas para ele – Boa tarde, senhorita Swan.
Bella se virou, seus cabelos longos chicoteando ao redor. Seu semblante era sonhador – como sempre – como se ela tivesse em um mundo só dela. Mas rápido como um raio, sua expressão ficou vazia, como se um portão tivesse fechado.
Mas, bem, Robert não estava ali para avaliar aquilo.
- Boa tarde, Sr. Montain – ela o olhou com curiosidade – o senhor está atrasado.
Como ela sempre sabia? Não tinha sequer um relógio!
Ele sempre suspeitou que ela fora uma bruxa – ou algo até pior! Ela sempre sabia o que ele estava pensando, sempre sabia quando estava atrasado e acima de tudo – sabia quando não entrava com o pé esquerdo.
Robert fez uma careta – O transito estava uma loucura.
Bella apenas deu um bufo delicado, como se não quisesse avisar que todos os dias o transito estava complicado.
- Não importa. A planilha está pronta? Semana que vem começa o novo cadastramento, certamente a senhorita não quer estar atrasa... Ah, sim, ok.
Bella tinha apenas lhe entregou uma pasta azul com um enorme “Sr. Montain” na frente. Gaguejando constrangido, Robert o pegou. Bella ainda lhe olhava com curiosidade, os grandes olhos castanhos ao mesmo tempo acolhedores e duros, como se ela fosse lhe dar um soco ou lhe acolher em um dos quartos da clinica.
Ela era medica afinal. Médicos não tinha esse olhar?
Robert sacou o bloquinho.
- Certo, vamos ao que interessa. Os movimentos?
E eles passaram as próximas horas discutindo — Bella lhe dizendo o que aconteceu no mês e Robert anotando cada vírgula.
Hum, o numero de pacientes tinha subido. As outras sedes tinham mais pacientes que o mês passado. Mas bem, Robert tinha que estudar a fundo para realmente dizer.
Quando acabaram, Robert alisou o paletó – As entradas estão ficando conturbadas. Não seria melhor muda-las?
Bella assentiu, séria – Meus pacientes precisam de todo o conforto, concordo.
- E o dinheiro?
Houve um pequeno sorriso – O dinheiro não é a maior preocupação, Sr. Montain.
- Oh, sim – corou. Esquecera que Bella era uma mulher muito bem de vida — E o que seria?
Mordendo os lábios, Bella agitou uma caneta de plástico, pensativa – Certamente o senhor vê?
Não – Hum, talvez...
- Os Volturi, Sr. Montain, não gostam muito de mim.
Ah, sim. A maior quadrilha de Chicago não gostava de ninguém, mas Bella Swan era o inimigo numero um. A história era antiga, e nem Robert sabia de tudo.
Uma curiosidade não saciada.
- Acho melhor eu ir. Mês que vêm de novo, certo?
Bella assentiu, recostando-se na cadeira e se Robert não tivesse sentido sua ira na pele, diria que era uma mulher deslumbrante.
Virou-se, rápido, afinal, ainda tinha um transito a enfrentar. Mas quando ia sair, Bella o chamou.
- Sim?
- Da próxima vez, senhor Montain, por favor, escute Jess e pegue o alho. Os fantasmas estão de olho em você. – então ela bufou, rindo – de si mesma? – e Robert fugiu, sequer dando tchau para a secretária loira.
Seguro no seu fusca, escutando sua maravilhosa musica clássica, Robert refletiu.
Bella Swan era uma peculiaridade. Ele só não sabia se era uma coisa boa ou não.
Notas finais
Até a próxima!
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