A Brand New Day
1 Uma visita dele X Uma partida plena X Viver
Notas iniciais
Título: Um novo dia
“Amanhã é outro dia para ficar parada no tempo.”
“Estou chegando Mito-san.”
Dessa vez pelo menos fez questão de me avisar. Esse tipo de surpresa não é muito agradável para mim. Espero que não venha com algum amigo como da última vez! Imagine só. A casa está toda suja e essa semana foi corrida para mim, estou exausta. Acabo de colocar o bolo no forno enquanto minha avó termina de preparar a gelatina. Gon deve estar com saudades das gostosuras do lar.
— Bem-vindo de volta!
O sorriso dele parecia o mesmo, só tinha um toque indicando uma mudança. Me pergunto o que aconteceu, mas não vou questioná-lo sobre. Gon já é quase um adulto praticamente e não precisa do colinho de mãe. A essência dele é a mesma no entanto. Ele já foi entrando, dessa vez limpando os pés no tapete. Ainda bem. Quase ia ralhar por dar mais trabalho para mim. Farejou o cheiro da comida primeiramente e parecia salivar. Decidi dar uma de cruel. Enquanto o bolo esfriava e a gelatina congelava, lhe mostrei a papelada de cobranças, papéis para que ele assine e outras coisas que eu desconhecia.
— Você está diferente, Mito-san. — O menino dos cabelos espetados ressalta. O olho confusa.
— Deve ser por Keiny-san. — Minha avó Abe, responde antes de eu explicar.
— Quem?
— Ninguém, certo vó? Por que não corta o bolo pra gente? — Tento mudar o assunto. Isso não é importante.
— Um viajante. Veio para nos vender mercadorias e acabou ficando de vez na ilha. E que está a fim dela. — A velhinha revela, me constrangendo enquanto escapa para servir a comida.
— VÓ! — Exclamo e Gon dá risada da situação.
Ele ficou por quatro dias na ilha da baleia. Pedi pela milésima vez que escrevesse cartas. Não por estar agindo feito a mãe pegajosa, mas desde que ele partiu, virei fã de suas aventuras. Isso até me incitou a ler mais livros do gênero, era divertido. Não teve lágrimas nem sofrimento de minha parte dessa vez. Estava tudo bem. Vi que enquanto eu perdia tempo, agindo como a mãe egoísta, deixava muitas coisas. A vida corre, o mundo gira, pessoas vem e vão.
Talvez amanhã eu tire o dia para limpar a sujeira da casa.
— Ah, Mito! Boa Tarde.
Encontro o jovem comerciante que me via com certa frequência ao acompanhar Gon partindo do porto.
— Boa tarde, como vai? Trouxe alguma coisa do exterior pra mim?
Keiny ainda fazia seu trabalho e exportava objetos de fora para a ilha. Eu geralmente amava os livros que trazia, para minha avó, alguns tecidos e iguarias culinárias. Era um pouco mais novo que eu e possuindo cabelos castanhos longos, os quais prendia em um rabo de cavalo baixo, olhos azuis.
— Infelizmente dessa vez apenas livretos curtos pra passar o tempo, senhorita Mito. Gostaria de dar uma olhada mesmo assim?
— Sim, que tal ir até a padaria tomar um café comigo? — O convidei sorridente, ele sorri de volta.
Os dias parecem me prometer bastante felicidade.
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