A Boy Stuck On My Life
3 Head First
Notas iniciais
– Pelo seu video game.
– Pelo meu video game?
– Seu cão fez xixi nele, você não viu?
– Meu cão fez xixi nele?
– Para de repetir tudo o que eu digo!
Austin saiu correndo e ao entrar em seu quarto viu o video game perto da cômoda de 10 anos atras , todo ensopado por urina de cachorro.
– Ah não!!! Tenho que secar isso.
Ele saiu e logo voltou com um pano velho, começou a secar o aparelho e tentou liga-lo várias vezes, na vigésima sétima vez ele se levantou e começou a choramingar.
– Diz que em algum lugar por aqui tem uma loja de concertos de eletrônicos. — Disse ele me olhando.
Aqueles olhos...
– Ãn.. na cidade. Cerca de 20 minutos daqui. Se formos de carro.
– Hm certo vamos até lá.
– A pé???
– Vou pedir o carro do meu pai emprestado.
– Acho que não será necessário.
****
POV AUSTIN
Ally me levou até o sítio onde ela morava e havia um plástico preto gigante totalmente empoeirado cobrindo alguma coisa.
– O que é isso?
Perguntei me referindo ao plástico.
– Isso nos levará à cidade.
Ally puxou o plástico revelando uma caminhonete à lá ferro velho do século 19.
– Você só pode estar brincando né?
– Ué o que tem de errado?
– Você acha mesmo que vamos chegar na cidade em 20 minutos com isso? — Disse apontando para aquele veículo caindo aos pedaços. — No mínimo chegaremos em 2 horas!!!!
– Quer arrumar esta coisa ou não? — Ela disse se referindo ao video game em minhas mãos.
–Ta legal.
–Você dirige — Disse jogando as chaves para mim.
– Por que você não dirige?
– Por que não.
Coloquei a chave na ignição e depois de um barulho muito esquisito demos a partida.
– Tudo bem. Lá vamos nós.
****
Depois de sairmos do sítio e pegarmos a estrada de terra, um silêncio ensurdecedor se ergueu entre nós e resolvi me pronunciar:
– Então.. você gosta de veículos antigos?
– Era do meu avô. Ele me deu de presente no meu aniversário de 16 anos.
– E ele nunca ensinou você a dirigir?
– Meu avô teve um infarto e nunca mais foi o mesmo. — Disse com um olhar doce. Imaginei que aquele assunto era pessoal demais e achei melhor mudar de assunto.
– Puxa que calor é este? Aqui é sempre assim?
– É, é sim. Vai se acostumando.
– O que acha de tomarmos um Milk-Shake?
– Milk o que?
– Shake. Você nunca tomou Milk-Shake???
– Eu moro no interior esqueceu?
– Ta mas é impossível alguém não conhecer essa maravilha. Eu faço questão de te mostrar.
– Vai ser um prazer conhecê-lo.
****
A cidade não era bem como eu imaginava, tinha bares, algumas lojas de roupas, mercado, feiras, uma praça na qual havia um chafariz e uma igreja. Foi tudo o que consigui ver. Entramos numa rua onde se encontrava a loja de concertos tecnológicos. Estacionei em frente à loja e entramos.
POV ALLY
Assim que entramos fiquei admirada com a quantidade de coisas que estavam ali: video games, celulares, computadores.. uma infinidade de tecnologia bem diante dos meus olhos. Austin estava analisando uma espécie de video game antigo, então fui até o balcão. Lá estava um garoto que aparentava ter minha idade, olhos castanhos, cabelos pretos bagunçados. Olhei o crachá, Josh estava escrito nele. Ao me aproximar, o garoto deu um largo sorriso que mostrava todos os seu dentes brancos.
– Boa tarde senhorita. O que deseja?
– Olá. Bem, na verdade quem precisa de ajuda é ele ali. Austin! — Gritei e se aproximou.
– No que posso ajudar senhor? — Josh não parecia mais tão amistoso.
– Oi. Eu vim concertar isto. Tive um probleminha com o xixi do meu cachorro.
Austin colocou o aparelho em cima do balcão. Estava fedendo a urina. Pude notar que o garoto conteve uma risada.
– Entendo. Vou ver o que posso fazer.
O balconista levou o video game para os fundos da loja e logo voltou.
– O estrago foi feio amigo. Vou levar 2 semanas para concertar e ficará em torno de 400 dólares.
– QUATROCENTOS DÓLARES???? QUE ROUBO ALLY VAMOS EMBORA!! — Austin disse me levando em direção à saída.
– Esperem — Josh gritou, o que nos fez olhar para ele.
– Faço um preço especial para você e sua amiga linda — Disse pegando minha mão e a beijando, dando uma piscada.
– Ta, ta, ta! — Austin puxou minha mão e a segurou com força.
– Quanto vai ficar?
– Trezentos e oitenta dólares.
– Trezentos e sessenta!
– Trezentos e setenta.
– Feito!
Austin entregou o video game para o garoto e me tirou de lá às pressas.
– O que deu em você?
– Te salvei de um cleptomaniaco.
– Ele não parecia um cleptomaniaco para mim.
– Ally você é muito inocente não percebeu o que ele estava fazendo?
– Sim. Sendo gentil.
– Ah!!! Esqueça!! Vamos tomar o Milk-Shake. Qual vai ser o sabor que você vai querer?
– Hmm.. Chocolate.
– Sábia escolha.
*****
POV AUSTIN
– Aqui está o seu pedido senhor — Disse a garçonete me entregando dois Milk-Shakes de chocolate.
– Pronta para experimentar a melhor maravilha de todas?
– Sim.
Demos um "brinde" e tomamos.
– Ai meu Deus! Isto é fantástico! Não mais que fantástico, é, é...
– Maravilhoso??
– Isso!!! Um verdadeiro Milk-Maravilha-Shake.
Sorri e voltamos para casa.
*****
Estacionei a caminhonete e me atrevi a olhar para Ally, que também me observava. Estava escuro, pois já estava anoitecendo, mas ainda dava para ver o brilho dos olhos dela. Cara ela era linda.
– Então você aprovou o Milk-Maravilha-Shake?
– Ah sim. Obrigado por me mostrar.
Ela abaixou a cabeça, provavelmente envergonhada, quando voltou a me olhar me aproximei o bastante para sentir sua respiração. Estávamos tão próximos que poderia beijá-la (e eu iria). Então...
Fale com o autor